sábado, 31 de dezembro de 2016

Refúgio poético

Pedaços de um coração partido ,
Cacos de uma história nos ventos ,
A bandeira da paz foi manchada e retida ,
Foram desperdiçados os momentos .
Levo comigo as marcas no corpo ,
De quem hoje está no topo .
Carrego cicatrizes eternas ,
De correr ,
Carrego dores nas pernas ,
Até morrer .
Fui algemado ,
Fui amarrado .
A liberdade foi ferida ,
Golpes na minha riqueza preferida ,
A acusação foi deferida ,
A destruição foi inserida :

" A minha fuga ,
Quando a mente pluga ,
No livre senso estético ,
Meu refúgio poético " .

Terra firme

Depois , deste amor em alto mar ,
Aguentando sentimentos nadadores assassinos .
Me impedem de amar ,
E ter alguém , como os outros meninos .
As encostas barreiras ,
Param as ondas ,
Histórias de vidas inteiras ,
Em um computador embaixo do microondas .
Neste barco corporal ,
Neste piso inacabado coral ,
Vejo o povo ,
Torcendo pra eu me afogar ,
Sou novo ,
Ainda há como revogar .
Procuro uma ilha ,
Meu clã , minha matilha ,
Um vestígio de vida ,
Além de meus delírios .
O diabo me convida ,
A ser puros martírios .
Sonho no que há além ,
Deste fechado oceano ,
Um espetacular alguém ,
Que entenda meu aspecto insano .
Terras , pessoas , lugares , objetos ,
Ser feliz , vivendo entre dejetos :

" Os tubarões do governo em volta ,
A realidade é uma malícia remota .
Ideologia : um time de futebol .
A calma : um de trânsito farol .
Política : uma alguém manipulável .
Um palhaço formidável .
Religião : aquela que aceita meus vícios .
Deus : aquele que perdoa , e provoca chances de reinícios .
Um sinal que confirme .
Uma realidade que reafirme .
Este desejo de terra firme " .  



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Viagem Baiana :"Relação histórica de uma oculta e grande povoação antiquíssima sem moradores, que se descobriu no ano de 1753”.


No subúrbio de um bairro paulistano , vive uma família muito simples . Moram na casa :
Gerônimo ( filho ) , Geraldino ( Pai) , Isadora ( Mãe ) e Giardino ( Avô paterno ) .
Hoje é um dia especial , todos arrumando malas e já carregando o carro , pra tão sonhada férias na Bahia .
A origem da família é baiana , apesar da maioria já ter migrado e residirem em São Paulo .
O carro está pronto para sair , apenas o vovô ficará em casa . Diz , que irá depois , precisa resolver uns assuntos .
Todos aceitam e antecipam a chegada  , a espera do vovô .
Dez horas de viagens depois , após 3 paradas desde a manhã seguindo o curso , todos já cansados , começam a despertar e a alegrar , Finalmente chegam a Igatú , município de Andaraí, em plena Chapada Diamantina, no Estado da Bahia .  . É de noite , e logo vão a pousada já com reserva e pagamento antecipado . Geraldino muito organizado ,
já antecipou tudo , por isso Isadora casou - se com ele , ela sempre diz , " Amor acho até que sabia que iria casar comigo " .
Bom todos acomodados em suas camas . Geraldino e Isadora em um quarto , e Gerônimo em outro , a espera do vovô já há até uma cama .
Todos dormem um sono pesado , e Gerônimo antes do descanso em terra firme , escovou os dentes , tomou banho , colocou o pijama , colocou o relógio para despertar cedo . Acho que no quesito emancipação , puxou ao pai . E no quesito  " aventura " puxou a mãe .
O apito da pousada soa , e todos os hóspedes acordam , 15 minutos depois todos estão no refeitório tomando o café da manhã .
E nossa família viajante também . Uma breve conversa , pois o café está caprichado , estão com fome e é superflúo conversarem agora .
O café da manhã termina , todos vão aos quartos .
Gerônimo pede licença , e pede aos pais que o deixem passear pela cidade , eles apenas dizem " Não vá muito longe " , quase como um coral ,
o filho ri , e segue sua jornada em busca de aventuras . Após andar um pouco encontra uma praça na cidade , olhando para o chão em pensamentos trívios .
Senta em um banco da pequena praça , e vê um brilho em um arbusto , quando corre para ver dá de cabeça com um outro garoto :

 - Eu vi primeiro - disse o desconhecido até então .
 - Podemos dividir - disse Gerônimo - eu vi uma loja de penhores na esquina , podemos repartir os ganhos , a propósito , eu sou Gerônimo ! .
 - Há , eu sou Artur , e trato feito . Cinquenta por cento para cada um , o que acha ? - disse o agora conhecido .
 - Tudo bem , vamos lá .
Gerônimo começou a observar a moeda enquanto caminhavam , estupefato e surpreso diz :
 - Este objeto traz uma série de emblemas gravados em toda a superfície,
além de um rapaz ajoelhado em uma das faces, e de imagens de uma coroa, um arco e uma flecha gravados na outra . . . -
Mal terminou de falar o que via na moeda , quando uma grande luz os consumiu no tempo e no espaço , os levando para bem longe .
Os dois abrem os olhos , estão em mata fechada , em uma clareira , com um único caminho , onde ao longe dá para ver uma cidade .
Os dois em silêncio , correm para a construção , em busca de ajuda . Em quinze minutos de caminhada , chegam as ruínas .
Um olha pro outro , e Artur diz :
 - Está ouvindo este barulho ?
 - Sim , acho que é um sacrifício humano . - Um barulho de uma multidão , e ao que se consegue ver , um escravo em cima das ruínas ,
e um povo fervoroso , falando mal dizeres e provocando o sacrificado , que se encontra amarrado e muito ferido .
Há também , um moço de aparência viking , segurando uma moeda , igual a moeda dos garotos ,
Gerônimo não pensa duas vezes e diz :
 - Acho que aquele na cadeira com a moeda é o rei , tive uma ideia , me segue .  -  os dois entram escondidos .
O povo pede a morte do escravo , e o Viking - rei - e - autoridade , se levanta e faz sinal de negativo com a cabeça .
Dois guardas , pegam tochas , seguem em direção ao pico de sacrifícios , mas algo chama a atenção do povo , e o sacrifício cessa .
 - Eu sou o rei do futuro , vim levar o escravo para trabalhar em meu reino , em troca lhe dou esta moeda .
Todos olham o rei , e este diz :
 - Se aproximem forasteiros , e me mostrem esta moeda .  - os dois se aproximam em silêncio , e o rei pegando a moeda diz :
 - Esta é a moeda que faltava em minha coleção , soltem o escravo e liberem os viajantes .
O escravo agradece e segue com os dois . Chegando a um certo nível de caminhada começam a conversar :
 - Meu nome é Malek - fez uma pausa e diz - e o de vocês , quais são ?
 - Artur .
 - Gerônimo - responde e continua com uma pergunta - por que queriam te sacrificar ?
 - Sou escravo aqui , mas rei em minha terra de navegadores somalis . Disputa política , só isso - Algo interrompe , a fala de Malek , uma voz diz " Pensaram que iríamos os libertar , tolos , vamos caçá - los e ,
sacrificar os três " , e outra voz diz , " Vamos fazê - los pagar ao invadir nossas terras " , gritando á plenos pulmões .
Os três fugitivos começam a correr até chegarem no Rio Paraguaçu . Quando sem barco , sem armas e sem saberem nadar ,
ouvem um barulho , Malek ri e diz :
 - Haha , Rufus , aqui . . .  - Uma longa embarcação , com mais de cinquenta piratas navegantes ,
Prontos para acatar as ordens do grande rei Malek .
 - Chegamos para a festinha ? espero ganhar um pedaço do bolo ? - Todos riem , é Rufus , general do reino somali de Malek .
  Gerônimo , Malek e Artur , embarcam . Depois das apresentações , os marujos descem e vão de encontro ao povo fervoroso .
Os três fugitivos permanecem no barco com Rufus por precaução . Algumas horas depois , o povo rendido é levado ao barco .
Antes sacrificadores , agora prisioneiros . Todos se despedem de Artur e Gerônimo , e Malek diz :
 - Antes de me despedir , preciso lhes dispensar para seu mundo .  - Ele pega a moeda já recuperada , e diz :
 - Este objeto traz uma série de emblemas gravados em toda a superfície,
além de um rapaz ajoelhado em uma das faces, e de imagens de uma coroa, um arco e uma flecha gravados - Mal Malek terminara ,
e os dois garotos foram transportados de volta a Bahia , nos tempos de hoje . Acordam na praça . Gerônimo coça o bolso ,
e acha a moeda . Mas acha melhor deixar com Artur - Tome , Artur você merece - e este diz - Obrigado preciso ir ,
meus pais devem estar preocupados .  - se despedem com um abraço e vão em sentidos opostos .
Gerônimo chega no seu quarto na pousada , que esqueceu aberto , e se depara com seu avô . Lhe dá um abraço apertado , e seu avô diz :
 - Olá , sabe que esta cidade é mágica , néh? preciso lhe contar uma história .
 - Qual ?- diz estupefato Gerônimo .
 - A do manuscrito quinhentos e doze , o escravo e a moeda .  -
 - Vovô , o senhor sonha mesmo hein ? - tenta enganar Gerônimo , mas Giardino diz :
 - Olha o que tenho aqui - tira do bolso uma moeda , e continua - a moeda mágica , oras bolas . Dizem que ela pode te transportar
pelo tempo e espaço . Dizem que um rei Viking a perdeu em uma disputa com os piratas somalis .
 - Hahaha - ri exageradamente o neto , um misto de susto com graça e diz :
 - Vovô , acho que eu é que tenho de te contar esta história .
 E os dois riem exageradamente .

Ás vezes , o mundo nos quer impor regras e nos escravizar . Mostre ao problema que você tem um Deus maior , tenha voz ativa ,
e siga seu coração . O mundo pode ser melhor , se cada um resolver seus próprios desafios , para crescermos conscientes e ponderados .
E esta é a história da " Viagem Baiana :"Relação histórica de uma oculta e grande povoação antiquíssima sem moradores, que se descobriu no ano de 1753”.

Calor do momento

No ímpeto da alma ,
Onde não há mais calma ,
As ações de um ansioso ,
As atitudes de modo caloroso ,
Levam ao fim não muito bom ,
Na textura , fatalidade e no tom :

" Dizer palavras na hora errada ,
Dar uma situação como encerrada  .
Viver falando mal do outro ,
Causar e investir em desencontro .
Acusar ,
Sem saber .
Recusar ,
E descaber .
Agir com impulsividade ,
Agir sem noção de atividade .
Sem ciência dos fatos ,
Susceptíveis desacatos .
Agir sem pensar ,
Sem raciocínio ,
Sem repensar ,
Com falta de domínio .
No agir do fomento ,
No calor do momento . "



Postremo

O último de uma sequência , 
A cuidadora consciência .
Me desmancho em solidariedade , 
Costumo trabalhar com seriedade . 
No fundo sei meu valor real , 
E jamais me envolvo no calor do momento , 
Ás vezes o mundo é surreal , 
Mas me perco em orações ao vento . 
Ajudo o primeiro , 
Por inspirar isto a mim . 
Um ato costumeiro , 
Até chegar o meu fim .
Neste universo , 
Encanto com verso , 
Qualquer ser humano , 
Sem distinção , 
Normal ou insano ,  
Serei o último da raça em extinção . 
Diferente sim , 
Melhor que o outro jamais . 
Sou assim , 
Último eu , primeiro os animais . 
Tudo pode acontecer , 
Melhor ficar atento , 
O fio das horas a tecer ,
O estudar , que torna o tempo lento .
Acredito no futuro para meu povo , 
Cuidarei do velho ao mais novo , 
De todos e de você , 
Sou o texto , tudo me lê . 
Sozinho e pensativo , 
Ao futuro tremo , 
Sou muito inventivo , 
Sou o excluído postremo . 
 

 

Crise humanitária

Falta de ajuda ,
A falência permanece ,
O país não muda ,
O povo enlouquece .

Falta de situações ,
Que tranquilize a população ,
Descrédito em atitudes e ações ,
Torna uma sociedade sem qualificação .

A espera de um milagre ,
Uma notícia que pouco desagrade ,
Da água ao vinho , do vinho ao vinagre ,
É a falha e envelhecida malícia da humanidade .

As vertentes políticas são inculpavéis ,
O histórico desta nação está deflagrado ,
Busco alternativas individuais sustentáveis ,
Para ao meu redor criar um ambiente de agrado .

Tento fazer minha parte ,
Seja por seriedade ou arte ,
No fundo este plano de governo está sedentário ,
Enquanto o país recebe bolsa família ,
O exterior de dívidas , está milionário .
Uma situação que humilha .
Esperando uma verdade igualitária ,
Que resolva , esta crise humanitária .


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Mania de perseguição

Em cada esquina um " olá " ,
Em qualquer beco ,
O pessoal está ,
Permaneço seco .
Na televisão ,
Rádio ,
A ilusão ,
Do áudio .
Meu nome ,
Meu apelido ,
Me consome ,
Este momento incompreendido .
Vejo cartazes , imagens , sinais ,
Sequazes miragens tais ,
Fazem repensar esta construção ,
Querendo na divulgação fazer redução .
Todos querendo saber ,
Onde me escondo ,
A verdade há de caber ,
Não estou supondo .
Minhas rimas e versos ,
Em mídias imersos ,
Minhas verdades no papo do bar ,
No sertanejo , no rock , no sambar .
Eu comecei tudo ,
E sozinho ,
Me iludo ,
Procurando caminho ,
No conselho do passarinho ,
" Volte ao ninho " .
Esperando consolidação ,
Nesta situação ,
Que controlem esta emoção ,
Mania de perseguição .
-

Roteiro da vida real

O sono serve pra sonhar .
Imaginações apanhar .
Mas quando o sono é vivido ,
Em um caldo de nostalgia embebido ,
Não há o por que dormir .
Apenas as surpresas reagir :

" O descanso do pobre ,
É o lucro do nobre .
Porém isto não é tão importante ,
Quando envolvido no sonho constante .
Posso me abrir ao instante ,
Ao peito esforçado e gritante .
Existe esperança ,
Existe lembrança ,
A atitude é um passo ,
O girar do planeta compasso ,
O inicio da energia universal ,
Mais do que terra , mar ou sal ,
Mas o sentido pra vida ,
Que faz bondade e convida ,
A amar cada vez mais ,
Sonhos e desejos tais ,
Que fazem a rotina ser mais branda ,
Deus há de suprimir a demanda ,
Acredite ,
Um palpite ,
Melhor sonhar o momento sincero ,
Do que viver o roteiro que não quero " .

Na humilde com moral ,
Roteiro da vida real .

Trégua

Bandeira branca ,
Abro a tranca ,
De peito aberto ,
Ao render certo .

Livre pra viver ,
E conviver ,
Um meio pacífico ,
Paz , eu indico .

Liberdade para amar ,
Apelido e nome chamar .
Solto na esfera terrestre ,
Ir e vir , um livre pedestre .

Vejo a verdade ,
Nesta certa idade ,
Há capacidade de pureza ,
Abraçando a interna beleza .

Meios de abraçar o inimigo ,
Novo , velho e antigo ,
Todos tem direito ,
A viver direito .

Perdoado ,
Como em liberdade uma égua ,
Amado ,
Na beleza pura de uma régua .
Formado ,
A propor uma simples trégua .

Pequenos detalhes caprichosos

Quando se sabe corrigir ,
Não há o por que estudar .
Um texto posso redigir ,
E ao outro ajudar .

Justifico a solidão ,
Como a falta de imensidão ,
A melancolia na vastidão ,
O erro , no acúmulo de certidão .

O mundo do zero ,
O começo considero ,
O argumento da insanidade ,
A perda da identidade .

Há um jeito de vencer ,
O destino convencer ,
Viver honesto ,
Neste meio funesto .

Sentidos amorosos ,
Recursos generosos ,
Sentimentos numerosos ,
Milagres gloriosos ,
Agradecimentos honrosos ,
Pequenos detalhes caprichosos .

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

É um mau necessário

Fumante assíduo ,
Viciado no resíduo ,
Em suas toxinas ,
Em seus componentes ,
Em suas ervas finas ,
Em seus derivados e vertentes .
De manhã , tarde , noite e madrugada ,
Faz bem dar uma tragada .
Em meio ao estresse ,
Rejuvenesce ,
Muda e enlouquece ,
No sarau ou na quermesse ,
O importante é fumar ,
O vicio de acostumar .
O pobre pito ,
Digo e repito ,
Insiste em me consumir ,
Fazendo fumaça fluir .
Companhia com maço ,
Com frequência faço .
Sem apologia ,
Ideologia ,
Demagogia ,
Ou pedagogia .
Quero celebrar o fim com estilo ,
A fumaça ao pulmão destilo .
Já tentei parar ,
O que vier , encarar ,
Mas sou pequeno ,
De poder reduzido e ameno .
Quem sou eu para criticar ,
Me coloco um tabaco a esticar .
O voto é majoritário ,
Afinal o mundo é igualitário ,
Fumar em qualquer horário ,
É um mau necessário .


Reflexões a mudança anual

Um tremer cardio ,
Um pensar tardio .
Uma reflexão sobre o passado ,
Marcas do destino traçado ,
Verdades de um tempo ultrapassado ,
Pelo arrependimento , sou caçado .
Vejo o dia ruir ,
A noite pra dormir ,
E recomeçar tudo amanhã ,
Reverenciar o orvalho da manhã .
O jeito como as coisas fluíram ,
Como os sonhos sumiram ,
Ser controlado ,
É complicado ,
Não tenho quem amo ao lado ,
Não tenho isso comunicado ,
A quem amo de verdade ,
Convivendo , na inverdade :

" Nenhuma resposta ,
Sobre minha mensagem ,
O destino joga dados , aposta ,
E vivo nesta delirante viagem .
Percebo que fiz o que pude ,
E hoje vivo na incompletude .
O futuro disse adeus ,
E quem manda hoje , é Deus .
Já fui ao analista ,
Me inspirei em jornalista ,
De decepções tenho uma lista ,
Mas permaneço no pensamento purista .
Embora em confusões e divergências ,
Domino as teorias e experiências .
Minha vida é um ato manual ,
Reflexões a mudança anual " .

Futuro sagaz

O ciclo anual ,
Um evento factual ,
Semeando uma nova era ,
Sobre tudo de bom que espera .
O sol vem recomeçar ,
Um novo calendário ,
Para de novo despedaçar ,
Todo tempo e horário .
Cabe a nós ,
Juntar os pedaços ,
De um tempo após ,
Fumar vários maços .
Tudo retorna a desordem ,
Para que seja colocada a ordem ,
Um reinicio foi dado ,
Um novo caráter é moldado ,
É colocado a prova ,
Para este ano que se renova .
Pode - se ser escrito um novo final ,
De acordo com a ordem de cada sinal .
Um novo jeito de continuar ,
De agradecer as estações , ao sol e ao luar .
Tudo funciona ,
Por um propósito ,
Que condiciona ,
O que fica ou que sai do depósito .
Entendo que pode parecer assustador ,
Mas a vida é assim ,
Como um respirar em um segundo devastador ,
Quando vemos , já é o fim .
Tudo funciona por uma razão ,
Seja por credo , politica ou brasão .
No fundo , só queremos paz ,
É profundo , como se faz ,
É a arte de ser capaz ,
Construir um futuro sagaz .

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Fins de dezembro

O frescor do fim da tarde ,
Refrigera o peito que antes arde ,
Em minha cidade natal ,
Neste fim de ano ,
A saudade é total ,
De quem realmente amo .
Mexi os pauzinhos ,
Cruzei uns caminhos ,
E tentei permanecer vivo  ,
Agora amar é o motivo .
Agora me lembro ,
Nestes fins de dezembro :

" A pequena lua ,
Nos céus flutua ,
A rua vazia ,
No estômago a azia ,
De fumar demais ,
Fugir dos pais ,
E querer apenas uma relação á dois ,
Seja antes , agora ou depois .
Percebi que estou ficando idoso ,
O vento , já não é mais tão amoroso .
Fui pra tudo que é canto ,
Já chorei tudo que é pranto ,
E sei o quanto amar faz bem ,
Seja de qualquer forma a um alguém .
Dias passados relembro ,
Um mês após novembro ,
Da verdade me lembro ,
Nestes fins de dezembro " .

Paixões de verão

A noite começa ,
O dia termina ,
Saudade a beça ,
Daquela menina .

Os ventos sopram ao sul ,
O céu em seu tom azul ,
Nos vimos ,
Nos consumimos .

Paixão a primeiro instante ,
Um amor torto ,
Muito e bastante ,
Amar até estar morto .

" Ela olhava desconfiada ,
Toda conversa em sua imaginação ,
Era conversa fiada ,
Sem conversa , sem interação ,
Roguei um conselho ao coração ,
Mas não teve jeito , modo ou ação ,
Eu via a mulher da minha vida ,
E não podia fazer nada .
A verdade dentro escondida ,
A noite ao redor calada ,
Pensei ter arranjado uma amada ,
Mas apenas passei da tímida camada " .

Talvez um dia eu volte a amar ,
E honre o nome que me chamar .
Mas por enquanto ,
Penso no quanto ,
Perdi até agora ,
Ninguém me namora .
Mas noticias haverão ,
Destas paixões de verão .

Casalzinho rede social

Te encontrei em uma rede social ,
E combinamos um encontro ,
Um bate - papo oficial ,
Para acalmar este peito monstro .
Fomos a um barzinho ,
Que nunca iria sozinho ,
Nos abraçamos ,
Nos beijamos ,
Nos embreagamos ,
Com Deus sabe o quê .
Nos amamos ,
Eu e você .
Vimos o sol nascer da montanha ,
Arranquei versos de minha entranha ,
O amanhecer é lindo ,
Mas ao seu lado . . . brindo .
Procuramos nos entender ,
Estamos a nos compreender .
Um tempo nos casamos ,
Abrimos um negócio ,
Juntos trabalhamos ,
Adoro ser seu sócio .
Tivemos filhos e filhas ,
Percorremos quilômetros e milhas ,
Viajamos ,
E velejamos .
Uma história sensacional ,
Um amor oficial ,
Acreditei desde o olhar inicial ,
Casalzinho rede social .




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A mudança já começou

Amanhã faço aquela atividade ,
Quando tiver idade ,
Vou a cidade .
Um dia pararei de me arrumar ,
Quando sumir a vaidade ,
Do hábito de acostumar .
Depois digo que amo ,
Todo e qualquer ser humano .
Depois a independência clamo ,
Ainda servirei a qualquer tirano .
Daqui um tempo digo a verdade ,
Talvez nem faça diferença de qualidade .
Qualquer dia arranjo emprego ,
Com a preguiça já tenho apego .
Outra hora falo o que penso ,
Abrir a realidade deixa tudo tenso .
Qualquer  instante digo oi ,
Aquela menina interessante .
O desejo não vai e nem se foi ,
O coração continuará gritante .
A qualquer hora trabalho ,
A qualquer hora malho ,
É falho o que vier ,
Faço quando puder :

" O fato é acompanhar ,
O que muda ,
A oportunidade apanhar ,
Pedir ajuda .
A realidade é a atitude ,
Alcançar os sonhos ,
Galgar altitudes ,
Tornar mais amanheceres risonhos .
Andar lado a lado com o destino ,
Seja velho , homem , jovem ou menino ,
Acompanho o tempo que recomeçou ,
A mudança já começou " .







Escrever na noite calada

Em casa , descansando ,
Parado e viajando ,
Pensando e amando ,
Na tela brilhante , velejando :

" Águas virtuais ,
Seres mágicos  ,
Saudações culturais ,
Aos climas nostálgicos .
Percebo um pouco de magia aqui ,
E não quero sair daqui .
Dizem que os poetas são loucos ,
Que assim seja .
Conquisto aos poucos ,
Quem meu lábio beija .
Dizem que amar é fluir ,
Me deito ao sono ,
Me coloco a dormir ,
A ninguém telefono .
Ouço música ,
Pois sou sonhador ,
' A vontade única ' ,
Dizem ser amor .
Saudade de quando dormia mais ,
Mais atividades , obrigação aos pais .
Dizem que viver é pouco ,
Existe algo depois .
Como a rima de um louco ,
Espero dividir , espero á dois .
Dizem que sou fraco ,
Que meu coração está um caco .
Mas tenho um corpo completo ,
E vivo sempre em um grupo seleto .
Dizem que é melhor ter saúde ,
Antes que o corpo termine e na terra afunde .
Quem diz muito ,
Entre os que não dizem nada ,
Não dura um minuto ,
Prefiro escrever na noite calada " .


domingo, 25 de dezembro de 2016

Natalinidade

Quando chega a comemoração ,
Época de celebração ,
O equilíbrio familiar ,
A festividade milenar .
Presentes , pisca - piscas ,
Pessoas diferentes e mistas .
Desejando bem , um ao outro ,
Um sincero e completo encontro .
O sol já se foi ,
A noite diz oi ,
O vento sopra ao pé da porta ,
Tento compreender esta vida torta .
A luz dos céus aos poucos se vai ,
Uma lembrança em verso me atrai .
Penso em como fazer os outros felizes ,
Sem ser forçado .
Aos poucos encontro diretrizes ,
Para este peito vazado .
Mas em relação a festa ,
Uma rima o lá de cima me empresta :

" Sorrisos ,
Risos e mais risos ,
Há dois mil e dezesseis anos atrás ,
Em um tempo la detrás ,
Nascia alguém especial ,
Com seu carisma essencial ,
Ensinou muitos como viver ,
Aprender , ouvir e conviver ,
No meio de minha latinidade ,
Existe uma natalinidade " .

sábado, 24 de dezembro de 2016

Haicai

" Tomar remédio controlado ,
E estar sujeito a sugestão ,
Sem alguém ao lado ,
Para auxiliar na gestão " .

" Viver sangrando ,
E nao ter sutura ,
Um coração amando ,
Que a rejeição atura " .

" Distanciado do que amava ,
Perder e o fim continuado ,
Antes muito sonhava ,
Com o futuro ao seu lado " .

" Forças do além ,
Me fizeram um ninguém ,
Metade vivo , metade morto ,
O destino é doente e torto " .

" A inteligência é consequência ,
Da vida em pureza e inocência ,
Sou o que faço , a respiração ofega ,
Trabalhador descriminado , a justiça é cega " .

" A dança me atrai ,
Meu corpo cede e cai ,
Neste gingado mortal , vem e vai ,
Dias chuvosos , escrevendo haicai " .

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sobrevivente caminhante trovador

Tudo que faz bem ,
Demora a  acontecer .
A procura de alguém ,
No animado amanhecer .
A umidade na vegetação permanece ,
É uma construção linda ,
De tão linda , a mente esquece ,
Que há problemas ainda .

Como um país famigerado ,
O tempo é exagerado ,
Me leva a fome de arte ,
Como um descendente de Marte ,
Me sinto inadequado ,
Procurando ocupação ,
Um trabalho , um bem amado ,
Que justifique a bateção do coração .

A saudade só existe na língua portuguesa ,
Onde cada um tem o que merece a mesa :

" Mais uma água por favor ,
Peço ao imaginário garçom ,
Uma porção de amor ,
Peço ao coração , que toque um som .
Traga meu déficit com o exterior ,
Peco ao mesmo garçom ,
' Me diga como mudar o interior ' ?
Mas não ouço nenhuma resposta ou som .
Vivendo , pelo amor ou pela dor ,
Sobrevivente caminhante trovador " .

Um romeu sem julieta

Dois lados diferentes ,
Intrigas e brigas pendentes ,
Ela mulher ,
Eu homem ,
Ninguém mete a colher ,
Momentos me consomem ,
O que me torna vivo ,
É o que me mata ,
Um sentimento sem motivo ,
Que me desacata .
Penso nela noite e dia ,
Bate forte a pulsação cardia :

" Nestas madrugadas solitárias ,
Se movem situações contrárias ,
Vejo tudo girar ,
Acho que vou pirar .
Já fui pro fim do mundo ,
Já estive limpo , já estive imundo ,
Mas hoje é geração saúde ,
Esperando que nada mude ,
Como a solidão ,
Na vastidão .
Vejo o mundo correr ,
Logo chega o tempo de morrer ,
Mas que seja por amor ,
E jamais pela dor .
Dói , faço careta ,
Eu , o papel e a caneta ,
Rimo ao pé da sarjeta ,
Um romeu sem julieta " .


Trajetórias descontinuadas

Convivendo com o que tenho ,
Poesia e arte eu desenho ,
Viajando na madrugada ,
Observando a estrela mais drogada .
O cheiro de frescor no ar ,
Carregando o que aprendi a beira mar,
Escrever , viver e amar ,
O coração não quer calar .
A droga do amor ,
Da paixão o calor ,
Do peito o clamor ,
Tenho o meu valor .
A verdade dói ,
Ou rende boas risadas .
A realidade corrói ,
Seguindo trajetórias descontinuadas :

" As madrugadas insones ,
Textos e head fones ,
Pedaços de uma juventude esquecida ,
No calor da noite , a alma é aquecida ,
Através do espírito poético ,
Longe do ideal estético ,
Mas sim , do produto criador ,
A arte pixada no corredor ,
Os adesivos no viaduto ,
Rimar nobre e culto ,
A cultura rápida e de minuto ,
Corações pulsantes escuto ,
Madrugadas ,
Amadas ,
Deus tem várias moradas ,
Também em trajetórias descontinuadas " .

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A velhice , a embriaguez e a infantilidade

Velhice :

" Nascemos com certa noção ,
Como se tivesse vivido em alma e coração .
Atentos e impulsivos ,
Teimosos e impermissivos ,
Desconfiados ,
E descontrolados .
Cobradores de promessas ,
Aproveitando cada segundo em remessas .
O dia parece o último ,
Guardando segredo íntimo .
Dando atenção a tolice ,
Tentando não viver a mesmice ,
Dominando a burrice ,
É hora de encarar a velhice . "

Embriaguez :

" Em qualquer sarjeta ,
No farol a gorjeta ,
Para o goró ,
junto ou só .
Qualquer canto para dormir ,
Sem qualquer lugar para ir ,
O beco é um ótimo quarto ,
Insatisfeito , nunca estou farto .
Já fui a instituição ,
Já leram a constituição ,
Desejei morrer várias vezes ,
Desaprendi a contar os meses ,
Cansei de saber ,
Permaneço a beber .
Esperando resolver este talvez ,
Fadado e condicionado a embriaguez .  "

Infantilidade :

" Pequeno e poderoso ,
Anjo contra o ardiloso ,
Guardando promessas felizes ,
No peito as verdades matrizes .
Apenas servem os brinquedos ,
Todos os heróis tem medos .
Mas eu sou um em especial ,
Ainda não escolhi meu super poder ,
Mas sou original e oficial , 
E aos chamados vou corresponder .
Criança travessa ,
Minha idade é avessa ,
Gosto de traquinagem ,
Vivo em uma viagem ,
Desejando um futuro de qualidade ,
O universo da infantilidade . "

Na vida ,
Todos passaram por um destes três ,
Que convida ,
A ser mais humano e cortês .
A minoria ,
Da sabedoria ,
Sabe ouvir estas classes ,
Que tem seus impasses .
Seja como for , desejo múltipla idade ,
A velhice , a embriaguez e a infantilidade " . 





Só tardiamente é percebida a verdade

Segredos guardados ,
Revelações aguardadas ,
Não sou dos engravatados ,
Nem estou a fim de suas amadas .
Apenas aceitei a realidade ,
E vivo mais feliz e com mais qualidade .
Quero saber do futuro ,
Qual será meu próximo apuro ? 
O que há detrás do ilusório muro ?
Por que o céu é azul ?
Por que me identifico mais com o sul ?
Perguntas e dúvidas no ar ,
São pelo menos de desconfiar ,
Acredito em tudo que diz no livro sagrado ,
Mas eu só quero saber , por quem realmente sou amado ?
Já fui a várias filosofias ,
Já conheci várias etnias .
Já fui a várias religiões ,
Já vi muitas mortes por guerras em canhões .
Já fui muito dogmático ,
Simples e prático .
Mas agora ,
Nesta hora ,
Apenas quero o certo ,
Se ainda não consegui ,
Pode apostar , estou perto ,
No certo , eu prossegui .
Esperando ficar velho e cansado ,
Para descobrir o concreto .
Meu destino já está traçado , 
Desejo apenas o bem , sou direto .
Muitas pessoas em uma mesma esfera ,
Ansiosos em desejar e saber , todos na espera .
Revoltado como na puberdade ,
Driblando toda e qualquer inverdade ,
Um dia espero chegar saudável a certa idade ,
Só tardiamente é percebida a verdade .

Predestinado a redenção

Acordei com o pé direito ,
Um amor forte no peito ,
Membros e corpos saudáveis ,
Que Deus deu ,
Relações básicas e flexionáveis ,
Que uma força do além me concedeu .
Viajei em pensamento ,
Até o firmamento ,
E um anjo me acompanhou ,
Uma retrospectiva a vida ,
O quanto meu ser amou .
A paz me convida ,
A contar esta história ,
Que está viva na memória :

" Voando entre nuvens e ventania ,
Aproveitando meu dom , com sabedoria ,
Fiz do meu corpo ,
Minha ferramenta de voo ,
Magia digna , de fábula de esopo ,
As nuvens , como a um banho ensaboo .
Chego ao portão ,
Abro e passo no vão ,
Há seres de todos os aspectos ,
Seres de todos os intelectos ,
Me encontro com o criador ,
Que é de minha vida gerador .
Temos uma conversa ligeira ,
O que esperei a minha vida inteira .
Ele me contou os segredos ,
O por que de meus medos ,
A verdade por trás da proteção universal ,
Como viver é prazeroso e sensacional .
Fiquei satisfeito ,
Voltei , por onde vim ,
Tudo perfeito ,
Do começo ao fim .
Voltei a mim ,
Acordei extasiado ,
De modo assim , 
Totalmente demasiado .
Feliz por saber ,
O que preciso ,
Posso da água beber ,
E estar deciso . "

Todo homem é uma ilha ,
Então somos todos ilhéus ,
Lobos unidos como matilha , 
Regidos pelo reino dos céus .
O segredo ? decifrar o coração ,
Prestando atenção ou em oração , 
A emotiva ação , 
Predestinado a redenção " .






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Temporais de verão

A chuvarada ,
Não há parada ,
Continua e castigante ,
Uma chuva gritante .

Lembro do sol ,
Que foi embora ,
Que iluminou o girassol ,
Molhado agora .

Tempestade forte ,
Chove sobre vida e morte ,
Espero ter sorte ,
Chegar de sul ao norte .

Acompanhada ,
De chuvas e trovões ,
Era garoada ,
Agora tempestuações .

Nuvens e água ,
O espaço alaga ,
O céu desaba e deságua ,
A chuva poluída e amarga .

Abundância do que sobrevém ,
Choro do céu que torna refém ,
Todo e qualquer alguém ,
Que há direiteza de vai e vem . 

Aguardando poder ver ,
A chuva de estrelas ,
E poder escrever ,
Quão são lindas elas .

O dia envelhecerá ,
E com chuva escurecerá ,
Marcas da natureza revoltada haverão ,
Chuva ácida , chuva torpe , temporais de verão .




Invenção surreal

O inicio do verão ,
Os mesmos pobres deverão ,
A mesma realidade hostil ,
Estou muito critico estes dias ,
Me pego fraco , em meu lado infantil ,
Procurando mais que documentar vidas vazias :

" Passo mensagens utópicas ,
Vivo em teorias metódicas ,
Ilusões já tenho demais ,
Conheço tanta gente ,
Mas não sei na realidade dos meus pais ,
Marcas de uma mentira inteligente .
Vou seguindo meu rumo ,
Uma mochila , uma roupa e um fumo ,
Escrever e poetizar eu costumo ,
Se der brecha , eu me enturmo .
Já vi tanta situação ,
Já machuquei tanto o coração ,
Já me rendi pra insinuação ,
Hoje minha paz , é uma oração .
Em busca de uma melhora ,
Meu relógio interno marca uma invisível hora ,
E não sei se o calendário é real ,
Meu momento , é uma invenção surreal " .

  


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Úmido e molhado instante

A garoa , a tempestade , o frio ,
De cima cai o nebuloso rio .
Os ventos desordenados ,
Os ventos descontrolados .
A noite pede licença ,
Para começar sua performance ,
Nesta célebre presença ,
De um amoroso romance .
Onde há sua chance ,
Entre o concreto e o nuance ,
Há um equilíbrio ,
De um acentuado delírio :

" Ouvindo um som ,
Para relaxar ,
O fim da tarde dá o tom , 
Que ao meu dia vem encaixar " .

A noite se inicia ,
O clima vicia ,
Uma só , várias noites seguintes ,
Barulhos , sons e requintes .
Vejo o dia escurecer ,
O momento anoitecer ,
O instante obscurecer ,
A mente se esquecer .
Procurando algo para aquecer ,
Um motivo para envelhecer ,
Uma verdade que faça sentido ,
Libertar este sentimento contido :

" O ventania assombra ,
Não há abrigo ou sombra ,
Há apenas o tempo constante ,
Úmido e molhado instante " .



 

Já encerrei

As gotas no telhado ,
O olhar molhado ,
Caem de cima ,
E do olhar ,
O que está acima ,
Vem chacoalhar .
O vento frio ,
Mistura ao vazio ,
O corpo ardio ,
Torna - se desvario .
Me abrigo em qualquer local ,
Tentando ver neste óculos multifocal .
O vento bate a cabeça ,
Espero que algo me convença ,
Que tudo isso valha a pena ,
Desejando um ganho ,
Mesmo sem o que me condena ,
Fugindo de ser tão tristonho .
Adaptei o que vi ,
No que faço ,
Em tudo que vivi ,
Me desfaço:

" De qualquer modo ,
O brilho brota do céu , 
Mesmo incômodo ,
Permaneço neste ilhéu .
Buscando o que não sei ,
Vivendo o quanto errei ,
Desamassando o que amassei ,
Meu tempo continua , mas já encerrei " . 






Momento de pensamento diário

Chove lá fora ,
No tempo de agora ,
O vento me namora ,
Pede pra eu ir embora .

Fugir ,
Sumir ,
Entrar em uma realidade alternativa ,
Abraçar qualquer verdade fugitiva .

Pensei que havia solução ,
Mas é maior que minha produção ,
Talvez seja algo mesmo maior que eu ,
O dia continuou , mas o dia não amanheceu .

Percebi que tudo continua sem mim ,
Me resta o antes , o meio e o fim .
Talvez exista algo em outro lugar ,
Algo perto , quando estou a me plugar .

A luz do dia diz tchau ,
Lutando pra não ser mau ,
Um modo de viver digno do que tem ,
Um jeito de respeitar qualquer alguém .

Paciência peço aos ventos ,
Para estes tão complicados momentos ,
Que necessito de acalentos ,
A chuva cai , os corpos lentos ,
Os carros atravessam a tempestade ,
E o mundo enlouquece em quantidade ,
Tudo tem um rumo duvidoso ,
Me seguro , sou amoroso:

" O tempo disse adeus ,
Para o mundo e para Deus ,
Se movimenta sozinho o calendário ,
Momento de pensamento diário " .  



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pobrezinho

Mochila rasgada ,
Cigarro paraguaio ,
Saudade da amada ,
Em suas fotos me distraio .

Roupa simplória ,
Um cabelo que dá uma história ,
Tênis qualquer ,
Trabalho , aceito o que vier .

Cor descriminada ,
No país da democracia inacabada ,
Do mundo , espero nada ,
Uma sociedade pelo luxo e vaidade desalmada .

Desejo muito ,
Pra quem tem pouco ,
A cada minuto ,
Nasce mais um louco .

Assim como eu ,
Que no tempo desapareceu ,
E renasceu ,
Como um novo dia amanheceu .

Te dou o que posso ,
Na vida , é tudo nosso .
Junto ou sozinho ,
Um garoto pobrezinho .

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Última vez

A última canção ,
Do rouxinol .
A última batida do coração ,
Em qualquer dia de sol .
O último bater de asas ,
De uma ave .
O último entrar e casas ,
Com molho de chave .
O último dizer de um poeta ,
A última pregação de um profeta .
A última verdade de um jornalista ,
A última consulta ao analista .
O último grito de liberdade ,
A última tentativa de matar a saudade .
A última crise de puberdade ,
Dos recursos do mundo , a última quantidade .
Os últimos momentos com amigos ,
As últimas chances de rever eventos antigos .
O último ato de amor ,
O último canto e clamor .
A última vida de um ser em evolução ,
A última tentativa de haver solução .
O último abraço ,
O último mormaço .
O último aço ,
O último palhaço :

" Certos acontecimentos ,
Acabarão um dia talvez ,
Resta os amadurecimentos ,
De aproveitar a última vez " . 

Simplesmente vivendo

É fácil escolher e opinar ,
Sobre a vida dos outros .
As consequências com elas irão estar ,
Elas sofrerão os desencontros .
A consciência é de cada um ,
E Deus está em todo lugar , e em lugar nenhum .
O sofrimento é por alguma causa ,
E é dificil acabar com dificuldade ,
Quando ela tenha começado em casa ,
Em toda bondade há um pouco de maldade ,
Em toda maldade há um pouco de bondade ,
Sou aquele que optou pela insanidade .
Presente escondida em todo meio de difusão ,
A insanidade é como uma contínua sanguinária transfusão .
Está em todo o lugar , e em lugar algum ,
De todo bando sobrevivente , eu sou um .
Me salvei da dependência , 
Ajo com decência . 
Em cada dez mil no crack ,
Sou um fazendo hora extra ,
A vida é um segundo , um baque ,
Um bem que Deus empresta .
Dou valor a tudo que tenho ,
Se não posso escrever , desenho .
Sou grato ao senhor dos céus ,
Aprendendo a evoluir neste planeta de ilhéus .
Sou pequeno e pecador ,
Já senti amor e dor ,
Mas hoje sou o que sou ,
Permaneci na fé , mesmo quando o tempo passou .
Quando vi a realidade ,
Meu peito desamassou ,
Um cardio em cacos e com saudade ,
Meu amor por entre rachos vazou ,
Mas descobri a insanidade ,
E a força divina arrasou .
Sou em desfalque , mas faço parte desta humanidade ,
Que aos poucos , me ganhou . 
Sobrevivente ao ódio em mim inserido ,
Esperando redenção ao sereno frio e denso ,
Ao meu anjo tenho rogado e conferido ,
Rogando cura ao tempo extenso . 
Com tudo convivendo ,
Simplesmente vivendo .


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sujismundo

O tempo tece o fio das horas ,
A garoa castiga o pedestre ,
Cansei de colecionar foras ,
Em perder e ser banido , sou mestre .
Os carros vagam pelo centro da rua ,
Eu distraído , imaginando qualquer garota nua .
Pensei , analisei , e cheguei em uma conclusão ,
Quando for absolutamente condicionado a uma escolha ,
E também quando for absolutamente subordinado , estarei na inclusão ,
Por enquanto espero um coração feminino que me acolha :

" A ventania sopra ,
Construo minha obra ,
Em meio a cidade ,
Ao clima urbano ,
Aturando sociedade ,
Que me julga insano .
Sigo meu rumo ,
Uma mochila ,
Um fumo ,
No ponto a fila ,
Eu , este moribundo , 
Em pensamentos aprofundo , 
Um coração em caco e imundo ,  
Que atravessa o mundo ,
Pelo amor profundo ,
Este pobre sujismundo " .

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Viciados em paixão

Lembrei do teu cheiro ,
Seu perfume de flores ,
Torna meu faro ligeiro ,
Fragrância de múltiplos amores .
Recordei do teu abraço ,
Neste chove , sol e mormaço ,
Me dizendo pra ter fé ,
O futuro é nosso , já é .
Rememorei de nossas conversas ,
O fim é o começo as reversas ,
Podemos tentar mais uma vez ,
Tentar , seguir , talvez :

" Dores no cume da cabeça ,
Não é algo que eu reconheça .
Um antigo contratempo ,
Que desafia o remédio e o tempo .
Se não é a morte ,
Chega muito perto ,
Espero a sorte ,
Que meu propósito esteja certo . . . "

Sofro pela distância ,
Mas nada é impedância ,
Para o amor consciente ,
Vivendo neste mar de gente .
Olhando o futuro com mais piedade ,
Assim é entendida melhor a sociedade .
Sei que posso continuar ,
Mas sempre há aquele luar ,
Que faz tudo voltar ,
O coração a revoltar :

" Entre lençóis e cobertores ,
As estrelas e os céus são atores ,
Desta peça " do que continuou depois do fim " ,
Que faz a maior diferença , pelo menos pra mim .
Os barulhos , a noite é viva ,
Esperando que o sentimento reviva ,
E tome vida própria ,
Sendo original e sem cópia .
Um relacionamento ,
Que trás notícia pelo vento ,
Diz sobre tudo que passamos ,
O quanto nós nos amamos .
Venha de onde vier ,
Esteja onde estiver ,
Lembre - se sempre de mim ,
Uma relação que sobrevive ao fim ,
E que Deus há de ter compaixão ,
Destes viciados em paixão . "
 



Acordei com vontade

Acordei com vontade ,
De beijar o cachorro ,
Me libertar da vaidade ,
Gritar amor no mais alto morro .

Acordei com vontade ,
De produzir um manual do politicamente errado ,
Me desligar da qualidade ,
Viver de amor , e assunto encerrado .

Acordei com vontade ,
De seguir os passos de quem errou ,
Perder a identidade ,
Ajudar a extravasar o choro de quem berrou .

Acordei com vontade ,
De ser super - herói ,
Fazer bondade ,
Acabar com a tristeza que corrói .

Acordei com vontade ,
De parar de contar idade ,
Esquecer o tempo e só amar ,
Viajar , ser um velho lobo do mar .

Acordei com vontade ,
De desistir em menos quantidade ,
Ouvir o coração ,
Fazer mais oração .

A vida , o maior bem da humanidade ,
Independente ou não da sociedade .
Viver sem ligar pra saciedade ,
Acordei com vontade . 


  

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Mais uma vez

Te vi em qualquer calçada da vida ,
Poderia ter convidado a sair ,
Ou simplesmente tomar uma bebida ,
Mas a intenção seria sobressair ,
Então prefiro me esconder ,
Então escolho escrever .
Com seu piercing no nariz ,
Seu jeito estranho de ser feliz ,
Seu cabelo ruivo ,
Seu andar curvo ,
Sua saia chamativa ,
Sua cabeleira nativa ,
Sua bota preta ,
A homenageio com esta letra :

" Apaixonado ,
Transformado ,
Depois deste estranho encontro , 
Sequioso por um reencontro .
Estava acompanhada ,
Não quis atrapalhar ,
Se chego e fica envergonhada ,
O fora iria se espalhar .
A reação das pessoas é intensa e real ,
Assim como escrever ,
Não é mais leite , colher e cereal ,
Existe a responsabilidade para reaver . 
É uma poesia concreta ,
Sincera e direta ,
Levo a sério meus relacionamentos ,
Que um dia a reencontre , peço aos ventos .
Não sei seu nome ,
Esta sensação me consome ,
Dizendo pra te encontrar ,
No resto do meu coração penetrar ,
E ver que existe escolha ,
Uma possibilidade que me acolha .
É apenas uma possibilidade ,
Uma chance talvez ,
Que haja alguém pra mim na humanidade ,
Que haja amar , mais uma vez " .

Fábula do temporal

O céu branco e cinza ,
Chove constantemente ,
Um clima ranzinza ,
Frio completamente .
O relógio corre como quer ,
Paciência em dias assim requer .
Gotas solitárias de dezembro ,
Fazem suas canções naturais , 
Tempos infantes relembro ,
Recordações sobrenaturais .
As ruas vazias ,
As garoas frias ,
Semana inteira assim ,
Eu vi na previsão .
Ao começo da semana digo sim ,
Tenho uma positiva visão .
Tudo me diz para continuar ,
Sob sol , frio , madrugada ou luar ,
Sigo meu caminho tempestuoso ,
Esperando um dia mais caloroso :

" Já criei tantos textos ,
Já abordei tantos contextos ,
Creio no sofrimento inspirativo ,
Torna o ser humano mais criativo .
Em frente ,
Consciente ,
Sigo a trilha ,
Da tela que brilha ,
Me guiando para meu objetivo ,
Lapidando certo adjetivo .
Esperando um dia coloral ,
Acima auto - estima e moral ,
A chuva e seu estranho coral ,
Nesta fábula do temporal " .







Escritor virtual

Buscando soluções ,
Neste últimos dias do ano ,
Atitudes e ações ,
Em meu cotidiano .
Chove lá fora ,
Uma foto me namora ,
Tentado a ir embora ,
Faz pouco sentido agora .
No fundo da alma ,
Onde marca o trauma ,
O bem também se encontra ,
A realidade muda , sempre será outra .
Perguntas , dúvidas , questões ,
É complicado interpretar ,
São vários corações ,
Para amar e completar .
Já vi muitos iguais a mim ,
Ou pelo menos parecidos ,
A história continua , mesmo depois do fim , 
Conscientes coletivos de cultura carecidos .
No fundo só queria ser eu ,
E enfrentar todas as dificuldades .
Sem sol o dia amanheceu ,
Neste temporal a procura de minhas identidades :

" Escrevendo ,
Discorrendo ,
Ao teclado e computador ,
Nascem as maiores obras .
Um amante ao texto , um amador , 
Aproveita frases , linhas , sobras .
Tudo em prol da poesia ,
O culto em demasia .
Junto ao dicionário ,
Várias guias abertas .
É o horário , 
De soltar rimas cobertas .
Tudo na mente ,
No subconsciente ,
Os segredos da humanidade ,
Segredos da urbana cidade .
Verdades do tempo instante ,
Revelações do relógio constante .
Vivendo a cultura atual ,
Sou um escritor virtual " . 









sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Capítulo

Começar ,
Recomeçar ,
Inicio ,
Reinicio ,
Repartição de fatos ,
Divisão de contatos .
Uma novo jeito ,
Variado trejeito ,
Criar ,
Recriar ,
Algo que complete ,
Algo que recomplete .
Soma de acontecimentos ,
Variados elementos .
Somatória ,
História ,
Estória ,
Conotória .
Junção de relações ,
Hábitos e lugares ,
Múltiplas sensações , 
Palavras e pares .
Frases e versos ,
Sentimentos imersos .
Uma nova invenção ,
Sobre o enredo constituído ,
A extensão , 
De modo instruído .
Continuação em subtítulo ,
Escrevendo um novo capítulo . 
 



 

Cotidiano

Em todo lugar que fui ,
Lembrei de você .
Este caldo depressivo dilui ,
Quando a escrevê .
Tentei te encontrar em outras moradas ,
E só encontrei mais lembrança ,
Tentei outras namoradas ,
Mas insiste , dentro de mim esta criança .
Dizendo que talvez não haja solução ,
E mesmo com toda esta produção ,
Nada chega ao seu pé ,
Aqui embaixo , faz falta a fé .
O frio lá fora ,
Reflete agora ,
No estado da alma ,
Onde não há mais calma .
Pensei em dizer a verdade ,
E fugir de vez .
Marcas de uma puberdade ,
Que nunca passará talvez .
Consegui tudo ,
Agora , só pra mim .
Sozinho me iludo ,
Talvez é o fim :

" O vento sopra ao ouvido ,
Aonde existem sentimentos que mais duvido .
Muitas e estranhas sensações ,
Moram nos mais simples corações .
Muito tempo passou ,
Muita tecnologia ultrapassou ,
O ontem não vale mais ,
Acho que esperei demais .
Aonde habito , não há você ,
Escravo deste sentimento ,
Que faz a dependência e a mercê ,
De um estranho momento , 
Sei que fomos até onde podíamos ,
Ficamos onde não mais cabíamos .
Tentei ir mais longe do que podia ,
Sinto falta dia - a - dia .
Me recolho neste corpo insano ,
Te vendo em qualquer situação do cotidiano " . 


 
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Calor humano

Ela caminha,
Sob o fim da tarde ,
Na calçada sozinha ,
Sob o solo que arde .
Olhar debaixo acima ,
O olhar que inclina ,
Aberta , o olhar afirma ,
Uma linda menina .
Em seu traje rosa ,
Bermuda gasta ,
Chinelo simples , como prosa ,
Um gingado que devasta .
Com uma sacola ,
Um fone de ouvido ,
Como uma colega de escola ,
A beijar convido ,
Só em pensamento ,
É claro ,
A vontade corroeu o momento ,
A clara e o amaro .
Ao som de carros e trânsito ,
Escrevo este silencioso cântico ,
Em um tempo alternativo e semântico , 
Fui da derrota ao romântico ,
Esperando que o tempo voltasse ,
Mas outra coisa voltou ,
A vontade que a amasse ,
O coração se revoltou :

" A vitória de estar só , 
De perder a responsabilidade ao amor ,
No inicio em pó ,
Ao longe sinto um breve calor .
Talvez nunca mais a veja ,
Como a oito anos ,
Que não bebo uma cerveja ,
Desejos abstinentes e insanos .
A verdade dói na alma ,
E nenhuma substância me acalma ,
Apenas torna meu buscar mais profano , 
Estando em busca de calor humano " . 


 



Título

Criar ,
Recriar ,
Um inicio ,
Um reinicio ,
Para esta saga ,
Que consagra ,
O começo ,
O recomeço ,
De uma nova fase ,
Que é vital e base ,
Para esta vida ,
Que a convida ,
A fazer parte ,
De invenção e arte ,
De um coração iniciante ,
Neste momento e instante ,
O retorno de quem não serve ,
A revanche de quem perdeu ,
Siga em frente e preserve ,
O que de graça o mundo lhe concedeu .
Em busca desta iniciativa ,
Contínua e produtiva ,
Forma um novo conceito ,
Quase que perfeito ,
Sobre continuar ,
Entre sol e luar ,
Prosseguir ,
Conseguir ,
Seguir ,
Perseguir ,
Sonhos e que mais puder ,
Até aonde der .
Uma série de fatos ,
Em formatos compactos ,
Escrevendo de novo o primeiro capítulo ,
Só me falta enredo , narrativa e título . 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Necessidade especial

Longe e distante ,
Do amor desejado ,
Esta falta constante ,
Do meu bem amado .
Já fui no psicólogo ,
No psiquiatra ,
Escrevo monólogo ,
Apenas quero ela grata .
Tenho muitas saudades ,
Já cansei de evitar vaidades ,
Nem ligo pro que acontece ,
E um dia normal , já não mais amanhece .
Penso em como conseguir de volta ,
Afastar de minha vida esta revolta ,
Mas no fundo sei ,
Que remédio nenhum adianta , 
Já me cansei ,
De quantas vezes o galo canta .
Parece cada vez mais impossível ,
Parece um amor invisível ,
Não posso vencer ,
O que não existe ,
Tenta me convencer ,
O coração que persiste .
Fiz vários cursos ,
Trabalhei demais ,
Gastei recursos ,
Que já não existem mais .
Abusei da caneta e folha ,
Esperando que no futuro ela me acolha .
Vontade de amar ,
De quando tiver problemas ,
Ter alguém pra chamar ,
Formar amorosos lemas .
Estou doente ,
Descontente ,
Espero o amor essencial ,
Um garoto e sua necessidade especial . 




Criança

Sempre alegres e reluzentes ,
Sempre felizes e contentes .
Os pequeninos em qualquer lugar ,
Permanecem na lembrança ,
De quem acredita em sonhos ao se plugar ,
O doce sorriso de uma criança .

Ás vezes triste , procurando alegria ,
O mundo é dos mais novos ,
Abrace , ame , sorria ,
Há crianças em todos os povos .
Existe esperança ,
No doce sorriso de uma criança .

Brincando ,
Alegrando ,
Estão elas em qualquer local ,
Brincar e alegrar , são seu focal .
Fazem festa , fazem bem ,
Solidárias com qualquer alguém .

Eu já fui uma ,
Você também ,
Sem dificuldade alguma ,
Ajudam qualquer alguém ,
Que precise de uma luz ,
A cada dia mais sempre reluz .

Encontrei várias em minha andança ,
Permanecem na velha lembrança ,
Fui infantil , hoje parte da infância ,
Permanece a satisfação esperança , 
De que mesmo em qualquer distância ,
Todos continuam a ser criança .  



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Para tão distante

Estava próximo neste instante ,
Meu amor explícito e galante .
Mas tudo tem um fim ,
Não é diferente pra mim .
Espero retorno ,
Neste problema , contorno ,
Uma mísera cláusula ,
Um paraíso nesta cápsula .
Me apego a tudo ,
Pobre e louco , me iludo .
Saio a procura de substituição ,
Neste veto amoroso quase por constituição .
Tento algo que suprima ,
Que a dor comprima ,
Mas é inevitável ,
Tornou - se inviável .
Lembro do cheiro dela ,
Das madrugadas ,
Colchão , amor e velas ,
Estrelas drogadas ,
O silêncio do amor no ar ,
Quero tentar ,
Mas é impossível parar de lembrar ,
Resta contentar .
Nos montes errantes ,
As memórias frustrantes ,
Me dizem para desistir ,
A esperança significa agora inexistir .
Saudade no composto ,
Da falta sinto o gosto ,
Um misto de derrota e perdição ,
Só me resta a fuga ou rendição .
No mais alto pavor gritante ,
Na perda superior constante ,
Perdi meu amor , em um instante ,
Rumou para tão distante . 

A valsa muda e triste

No silêncio do fim da tarde ,
Um sentimento me invade ,
O ar urbano me encarde ,
Neste vestígio de tempestade .
As nuvens dançam seus últimos minutos ,
Meus problemas vagueiam nos espaços condutos .
Minhas saudades ,
São menores que minhas ilusões .
Dispenso vaidades ,
Prefiro cultas difusões .
O som do mundo forma esta calada canção ,
Que vem do resto do meu coração .
A lua pede licença ,
Neste horário de verão ,
Permanece a crença ,
De que próximos mártires haverão .
Penso no quanto sofri no passado ,
Por sempre estar atrasado e ultrapassado .
Fui longe por um amor a mais ,
Mas esqueci , cego , dos sinais .
Perdi tudo por desejar ,
No mundo inferior ,
Devem estar a festejar ,
Pelo meu dissabor .
Vejo que meu tempo está acabando ,
E por dentro , meu mundo está desabando .
Entre sonetos e versos ,
Embebido nestes caldos tristonhos ,
Estão meus sonhos imersos ,
Em marcas de passados medonhos .
Nesta orquestra do fim do mundo ,
Notas e partituras do amargo profundo ,
A falta persiste ,
A realidade inexiste ,
Escravo do que insiste ,
A valsa muda e triste . 



Prática comum

Escrever ,
Descrever ,
Inscrever ,
Discorrer .
Teclado ,
Tela brilhante ,
Calado ,
Escrita constante .
O ato de notar ,
Observar e denotar .
Qualquer assunto ,
Separado ou conjunto .
Apenas escrito ,
Lido ou dito ,
Inspiração crescente ,
Rosto realizado e contente .
Fazer valer o olhar ,
Critica para chacoalhar .
Transcrito ,
Edito ,
Faço da lembrança ,
Um alfabeto .
A esperança ,
Do viver correto .
Sonhando parado ,
Imaginando emaranhado ,
De ser sorteado , 
Me impede o acanhado . 
Sem posse , em lugar algum ,
Vindo de lugar nenhum ,
Apenas do sistema mais um ,
Poeta em prática comum . 
 

  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ao toque da caneta

A letra pincelada ,
A escrita congelada ,
No papel branco . 
No papel virgem ,
Sentado no banco ,
Delírio , poesia e vertigem .
O alfabeto ,
O texto aberto .
Formando sensações ,
Criando caminhos e direções .
Novas rimas intercaladas ,
Versos em noites caladas .
A tinta a formar sentido ,
O elemento ao peito contido .
Qualquer cor ou marca ,
Abro a imaginação arca ,
E formo uma nova perspectiva ,
Baseado na ação introspectiva .
Produzo o novo texto ,
Com base em simples contexto ,
Desenho consoantes e vogais ,
Respeito avisos e sinais ,
E nasce mais uma obra ,
Em uma sigilosa manobra .  
A escrita tradicional e careta ,
Ao toque da caneta .  


Massa crítica

Falando mal ou bem ,
Analisar algo ou alguém .
Criar uma ação consultora ,
Através da atividade motora .

Dizer uma opinião ,
Das ideias uma união ,
Formando um conceito ,
Sobre o sentido e o efeito .

Suposições ,
Relações ,
Posições ,
Transrelações ,
Suporte ,
Comporte ,
A verdade da análise fria ,
Tornando referência ,
A uma ação vazia ,
Incorporando consciência .
O intelecto cobra ,
A explicação da obra .
Viver é um caso a parte ,
Quando há visão sobre a arte :

" A visão mítica ,
Total e elíptica ,
Sincera e cínica ,
Espiritual e física ,
Na mente ,
A fusão química ,
Competente ,
A massa crítica " . 

O medo de ser diferente

Transformado ,
Transmutado .
Fugindo do habitual ,
Mudando do estado atual .
Alternativo ,
Inventivo .
Uma nova forma ,
Um novo formato .
Que conforma ,
Apesar de qualquer fato .
Efêmeras imagens ,
Efêmeras miragens .
A escrita do novo ,
Relacionada ou não com o povo .
Outras crendices ,
Algumas tolices ,
Novidades e mesmices ,
Inovadores artificieis .
Cada qual , a si ajudar ,
O receio de mudar :

" Inovações ,
Decorações ,
Visíveis ,
Ou invisíveis ,
A critica não mente ,
É sincera realmente ,
inconsciente ,
Ou consciente ,
Permanece a situação pendente ,
Torna o bem estar descontente ,
Nada é permanente ,
O medo de ser diferente " .   

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Um internauta naufragado

Buscando . 
Procurando .
Página ou site .
Blog ou insight .
Escrevendo .
Discorrendo .
Transformando produção . 
Em uma nova junção . 
Criando .
Recriando .
Sedento a informação .
Ao encalço da formação .
Novas palavras , novas frases ,
Novas estruturas , novas bases .
Textos .
Contextos .
Imagens .
Miragens .
Águas me levaram para bem distante ,
Tempestade e maré gritante :

" Busquei ,
Procurei ,
Desencontrei ,
Histórias contei .
Relatei a realidade .
Pura insanidade .
Mas sou o que sou ,
Sou o que faço .
A essência do que passou ,
Uma linha errante em traço .
Neste mar de codificações , 
Do firmamento ouço as notificações .
Algo diz que é melhor ficar calado ,
Quem fala , é mal falado . 
Neste blog parei , 
E algo criei .
Vivendo triste e amargado ,
Um internauta naufragado " .  

Apaixonado por fazer arte

A saudade dela .
Aquela forma bela .
Só uma ligação ,
Para acalmar o coração .
Um resposta ,
Das mensagens que enviei .
Uma falta composta ,
Do quanto já amei .
Nuvens passam ,
Sou e lua.
As estruturas transpassam ,
Uma alma nua .
Enclausurado nesta condição ,
Jamais encontrarei posição ,
Para agir ou fazer parte ,
Apenas um apaixonado que faz arte :

" O céu brilha ,
Sigo a trilha ,
Que mostra meu caminho ,
Estando junto ou sozinho ,
A conclusão é que perdi ,
E no inferno por três dias ardi ,
E ressuscitei ao relento ,
Por dentro , choro em rebento .
Busquei muitas formas de evoluir ,
Uma delas é texto produzir .
A realidade como é , reproduzir .
Não quero mais mentir ,
Quero a verdade sentir .
Desconfio geral ,
Desde a minhoca,
Até o espaço sideral .
A mentira me choca .
Mas todos temos defeitos ,
E aquela garota ainda me causa efeitos .
Sendo Vênus ou Marte ,
Um apaixonado por fazer arte "

Declaração de rendição

Uma letra solitária ,
Em um mundo numeral .
Uma função contrária ,
Ao meu pensamento funcional .
Decepções ,
Chateações ,
Desilusões ,
Dores ,
Sem contusões ,
Gerais desamores .
Medo de falar a verdade ,
Marcas de uma recente puberdade .
Receio do destino ,
Escravo do tabaco fino :

" As vezes ,
A sociedade nos dá um fora ,
Nos últimos meses , 
Jamais fiquei tão ruim quanto agora .
Perdi tudo , por ser do bem ,
Me iludo . Por desejar alguém .
Nesta confissão aberta ,
O esquecimento não conserta .
Este coração remendado ,
Destruído e acabado .
A única solução é ficar calado ,
Pela lei interna ter burlado .
Errei , como todo ser humano ,
Eu sei , porque sou tão insano .
Não abandono quem não serve ,
E que o futuro algo bom reserve .
Espero melhor condição .
Declaração de rendição ."
  

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Perde - se o pouco , por ganância ao muito

Desperdiçamos o pouco que temos ,
Por tentar conquistar o muito que jamais teremos .
Buscando a solidão em algum momento da vida ,
Pois as noites em suas insanidades ,  inocentes a dançar convida .
Momentos existem pra curtir ,
Mas hoje o que importa é repercurtir .
Saudade só existe na língua portuguesa ,
Porém divida sempre existirá com a nação inglesa .
Ser criança ,
É ter boa lembrança .
Ser bêbado é inventar ,
E com a embreaguês contentar .
Ser velho é amanhecer ,
E os problemas esquecer .
Viver é notar os detalhes no tudo ,
E a partir disto supor um sonho profundo .
Chorar ,
É desmoronar ,
Substituir , é mudar por opção ,
Constituir , é machucar o coração .
Por que disse isto ?
Por nunca ter o bem quisto :

" Vazio ,
Frio ,
Solidão ,
Na multidão .
Verdade ,
Puberdade .
Fraqueza ,
Franqueza .
Delirante a cada instante , momento e minuto ,
Perde - se o pouco , por ganância ao muito " .


Rogando paz ao vento

A garoa do fim do ano ,
Castiga o ser humano .
Lenços , frio , umidade ,
Daquele calorzinho ,
Dá uma saudade ,
Neste verso sozinho .
Trancado neste corpo .
A falta bate o topo .
A rima acalenta ,
Uma sofrência lenta .
Posso provar minha inocência .
Se o destino deixar ,
Livrar minha consciência ,
Argumento achar :

" Pequenos sinais de arrependimento ,
Viver sem permissão ou qualquer consentimento ,
Viajando parado ,
Delírios no emaranhado .
O mundo que vejo ,
Não é o que penso ,
Permanece o desejo ,
De um tempo de vida mais extenso .
O mundo virou de costa ,
A saudade encosta ,
Faz - me refém ,
Deste certo alguém ,
Que me leva ao rebento ,
Que me esnoba cem por cento .
Que dispensa meu contento .
Desta balbúrdia em aumento ,
Pedindo aos céus acalento ,
Rogando paz ao vento " .

Dossiê do amor sem fim

Dias frios chegaram ,
As alegrias acabaram .
Cantou sua última nota .
O rouxinol .
A tempestade permanência denota .
Sumiu o sol .
O mundo é perigoso ,
Qualquer olhar é fogoso .
Queima o espirito e a alma .
Falências astrais .
Me afastam da calma .
Já vivi demais .
Apaixonado como de costume ,
O corpo suado , melado e azedume ,
Pede a amada uma última vez ,
Uma bebida ou um filme talvez .
Um cinema com pipoca e tudo ,
Mas não mereço nada .
Apenas sonho e me iludo .
Desejando a paixão danada .
Vejo casais por onde passo ,
A marca de milhares ultrapasso .
Juntos , amando e esbanjando afeto ,
Está certo ,  é o correto :

" Pode ficar com seu lugar , maldade .
Esquecido pela sociedade ,
Afastado da humanidade ,
Só me resta a solitária saudade .
O mundo não nos quer juntos ,
Prefere seus estranhos assuntos .
Amo quem está distante ,
Cantando em seu traje galante .
Todos batendo palmas e gritando ,
Um show de luzes . . .
E eu nessas cruzes ,
Carregando grande fardo ,
Descriminado por ser pardo .
Mas aqui é assim ,
Problemas a você ,
Problemas a mim ,
É como um dossiê ,
De como estou afim ,
Dossiê do amor sem fim " .

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O perdedor está caótico

Perdi material ,
A paz arterial ,
Perdi dinheiro ,
Todo o ar maneiro ,
Perdi a solidão ,
Perdi a imensidão ,
Perdi a personalidade ,
Perdi a qualidade ,
Perdi ser perdedor ,
Perdi o pesar e a dor :

" Em meio ao mundo hostil ,
Uma criança em estado infantil ,
Que busca algo pra entorpecer ,
Um adolescente ao anoitecer ,
A madrugada velha e embebida ,
Em um caldo de depressão no âmago ,
Faz a cabeça de sentimentalidade consumida ,
Esconder o segredo amargo ,
Que faz o mundo rodar e movimentar ,
Um misto de pobreza com mal - estar .
Nada posso exigir do mundo ,
Afinal não é dele meu sonho profundo ,
Eu sou o real culpado ,
Indigno e desalmado ,
Esperando um conselho com mais ótico ,
Neste mundo noturno , escuro e gótico ,
O real jamais será lógico ,
O perdedor está caótico " .  

Canja

A paz sumiu ,
O sangue subiu ,
A vida é perder e ganhar ,
Em decepção estou na me banhar .
Tudo é questão de ponto de vista ,
Ter únicas escolhas no fim da vida ,
Ou viver nesta loucura mista ,
A refletir a vida me convida .
Perdi a noção de segurança ,
No interior está machucada a criança ,
Me fazendo desistir de continuar ,
Apenas durmo , pra me afastar do luar .
Acontecem coisas estranhas ,
No período noturno ,
Revira minhas entranhas ,
Torna - me soturno .
Penso em como viver em sociedade ,
Se há problemas em quantidade .
Vejo o sol nascer e pôr ,
Um mundo de cor .
Azul , vermelho , laranja ,
Uma rima , uma canja :

"Fui ao inferno ,
E voltei ,
Não há mais ventre materno ,
Eu sei .
Provei de um brinde no mundo inferior ,
Percebi que só deus é o poder superior .
Pensei em voltar ,
Pra dizer um oi ,
Vivo a me revoltar ,
Por alguém que se foi .
Minha amada ,
Vive calada ,
Em meus pensamentos ,
Em meus sentimentos ,
Em minha relação com o mundo ,
Me perco neste infernal profundo .
Mas hei de rimar ,
Hei de amar ,
Quero o amor que esbanja ,
Fica a mensagem , uma canja " .


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Anoitecer dos amantes

Parece o fim ,
De você a mim ,
Um recomeço ,
De uma nova era ,
Reconheço ,
Quem ama , espera .
Oito novembros separados .
Com qualquer coisa comparados .
Mas isto prova que há liberdade ,
Por qualquer que seja o rótulo da sociedade .
Sou livre pra escolher ,
O que plantar e colher .
Já fui buscar ajuda de tudo ,
Me liguei a este sonho profundo ,
Por saber do futuro , sou sortudo ,
O amanhecer será mais profundo .
Ás vezes bom ,
Ás vezes ruim ,
Me alivia seu som ,
Te trás até mim .
Vejo o mundo gastar - se ao máximo ,
E eu apenas te querendo próximo .
Sei que nunca fui o melhor par ,
Mas todo este tempo de sujeira , irei limpar .
Longe de te querer apenas por prazer ,
Quero te abraçar , beijar , e tudo mais que puder fazer .
O medo já se tornou responsabilidade ,
E já te amo com muita intensidade .
Aprendi a amar em qualidade ,
Quem me ama , de verdade :

" A claridão ,
A escuridão ,
É belo amar o oposto ,
Servindo amor no composto , 
Sonho com a noite e o dia ,
Namorados , pares em conjunto ,
Te buscar é meu principal assunto .
Um dia haverá o amanhecer ,
Um solstício eterno ,
Nos fará envelhecer ,
No sentimento eterno .
Por enquanto distantes ,
Com os peitos palpitantes ,
Aguardamos na noite , dias instantes ,
Momentos noturnos constantes ,
Saudades e faltas gritantes ,
Permanecendo no anoitecer dos amantes " .


  

Esperando o amanhecer dos iguais

A desatualização altera ,
Todo o meu fluxo de pensamento ,
Permaneço a espera ,
De um inovador e curador momento .

Vejo o clima me corroer ,
É uma verdade que doa a quem doer ,
Faz a ferida do passado abrir ,
Para amenizar , me coloco a rir .

Caridade é algo relativo ,
O problema não é doar ,
É qual será o real objetivo ?
Pense bem antes de doar ;

O que será feita com a doação ?
Será divisão aos mais necessitados ?
Alguém que abusa de pessoas de bom coração ?
Ou todos um dia já foram coitados ?

Ajudar faz bem ,
Ser explorado faz mal ,
Particularmente sou ninguém ,
Que trata isto de formato informal .

Tenho minhas revoltas ,
Mas costumo esconder
Em épocas remotas , 
Me colocaria a responder .

Mas já é tarde demais ,
E ajudar ou não ajudar é indiferente .
O mundo sempre vai querer mais ,
De gente pobre e inocente .

Digo isto por quê ,
O mundo é exigente ,
Comigo e com você ,
É pouco ser consciente .

Não abandono ,
Quem não tem serventia ,
Esperando o sono ,
Que trará paz em quantia ,
A nostalgia de que todos terão mais ,
Esperando o amanhecer dos iguais . 

 



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Chuva do fim de tarde

O dia inteiro quente ,
Chamando chuvarada ,
Escrevo um repente ,
Para afastar a gota gelada .
Frio ,
Vazio ,
Talvez as vezes tenha de garoar ,
Para inspirar , rimas entoar .
Escrevo o pouco que sei ,
Por pouco na escola não passei ,
Mas já dá pra ter uma instrução ,
Sobre a camada de nuvens ,  
As gotas em obstrução ,
Perto das noites jovens .
Quis muito escolher ,
O que plantei ,
Estou a colher ,
Com anjos cantei ,
A canção dos quase virgens ,
E ao mal iminente tenho vertigens .
Mas está tudo bem ,
Ainda existe alguém ,
Sempre há mais uma escolha ,
Basta caneta , ideia e folha .
Entre versos e temporais ,
Viajo em inspirações verbais ,
Conversas pra desabafar ,
Afinal , rimas tornam - se enciclopédias ,
Gotas em mar ,
Escrevo bastante , dá pra fazer umas médias .
Enquanto passar o gotejo ,
Escrevo pra reforçar o desejo .
Da garota do pensamento ,
Onde passamos por longa tempestade ,
Mas permanece o sentimento ,
Na chuva no fim da tarde . 


Mudança repentina

Mudança radical ,
Por algo local ,
Uma referência constante ,
A transformação gritante .

Metamorfose ambulante ,
Troca de par , por amor galante ,
Por um diferencial ,
Referência sensacional .

Para esconder ,
incorresponder ,
Viver transmutado ,
Mudança por estar mudado .

A toda hora ,
A todos os instantes ,
Mudança de agora ,
Mudança de antes .

Aprimorando o passado ,
Repetindo o ultrapassado ,
Uma nova consciência ,
Sobre moda de conveniência .

Reflito sobre a transmutação ,
Através da contínua ação ,
Sem qualquer outra opção ,
Na vida que muda sem direção .

Da noturna a matina ,
Para impressionar a menina ,
Uma roupa e uma produção fina ,
Simplesmente a mudança repentina . 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Divagações de um transeunte romântico

Hoje o dia nasceu pesado ,
O sol ardia , parecia estar enfezado .
Levei muita dor aonde fui ,
Mas agora está melhor ,
O relógio mais calmo flui ,
E o enredo sei de cor :

" O mormaço de novembro ,
O último deste , nem me lembro .
Calor , abafado , fervência ,
Chega a confundir a consciência ,
Caídos entre pixels e teclados ,
Meus anjos estão dormindo e calados .
Sofri quando perdi tudo ,  
Assimilo , que fiz o máximo por mim .
Já não há espada e escudo .
Quando a guerra é sem fim ,
Tudo pode machucar ,
Ao brilho do dia , houve ofuscar .
Inventei que existe resultado diferente ,
Quando faço a mesma atividade ,
Tenho fé , estou contente ,
Irá melhorar minha vivacidade .
Entre rimas e versos ,
Existe uma magia ,
Que torna os males dispersos ,
E aos poucos a todos contagia .
Já fui a muito lugar buscando ajuda ,
Mas se eu não mudar , o mundo não muda .
As vezes faço o que não quero ,
E muita recompensa disto espero .
O poder superior ,
É generoso comigo ,
Mora no interior ,
É meu melhor amigo .
A este ser , dedico meu melhor cântico , 
Divagações de um transeunte romântico " . 



Escritores da cidade

No terceiro sábado do mês,
Reúnem - se um pouco mais de três,
Poetas , escritores,
Redatores e trovadores.
Todos a discutir o rumo da literatura.
Cada um portando seu livro escritura.
Cada qual publicando sua opinião,
Resolvendo as questões durante a reunião.
Um conjunto valioso,
Para cada qual,
Uniões de um texto engenhoso,
Que engrandece a moral,
Na gibiteca acontece encontros,
Para resolver assuntos importantes e outros.
A escrita como espada e escudo,
Protege e auxilia em tudo,
Produtores da literatura atual,
Úteis a cultura usual,
Narrativas inteligentes,
Formam - se públicos contentes.
A arte literária nunca vista,
Arte e cultura,
Vá em frente , invista,
Leve seu intelecto a altura,
Um bem a humanidade,
Projeto escritores da cidade:

" A continua ação,
Da vida literária,
É alma e coração,
Mesmo com a maré contrária.
Texto , redação,
Prosa e poesia.
É a gravação,
Da arte em demasia.
Transcrevendo o cotidiano, 
A realidade de fundo pano,
Um jeito de retratar,
Documentar e tratar,
Dizer o que há de bom e ruim,
Em uma escrita,
Que pouco tem fim.
A criação textual bendita,
Rimas , frases e versos,
Escritos nobres e inversos.
Sei que posso escrever,
Minha trajetória em uma obra rever.
Lembrar de histórias,
Guardar nas memórias,
Puras recordações,
Benéficas ações,
Sobre tudo , até o momento,
Peço e rogo ao vento,
Que proteja os literatos,
Que apesar dos fatos,
Fazem parte da sociedade,
Projeto escritores da cidade". 



sábado, 19 de novembro de 2016

Caps

Um lugar , onde sou igual ,
Ao chegar , acolhido no local .
Amigo , pessoa próxima , irmão ,
São importantes , em grande dimensão .
Exemplos de bem ,
Para este ninguém ,
Que me aceitam ,
Do jeito que sou ,
Complementam ,
O amor não acabou .
Antigos tempos a sofrer ,
Fui enfim acolhido ,
Hoje me proponho a discorrer ,
Consciente que o mal foi banido ,
Atualmente bom em todos os sentidos ,
Os problemas , erros e desacertos contidos ,
É um lugar sensacional ,
Caps - centro de atenção psicosocial .

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Buscando um sentido pra viver

Vontades ,
Vaidades ,
Preciso me curar ,
Ajuda procurar ,
Religião , Deus , remédios ,
Desejos , pecados , assédios .
Um ser dividido ,
Com o peito ardido ,
Que me leva a raciocinar ,
Sobre o que devo opinar .
E também optar ,
Quero me encontrar .
Perdi algo quando nasci ,
Mas não sei o quê .
Várias vezes renasci ,
Mas quero sentido pra mim e pra você .
Vejo o tempo passar ,
As novidades me ultrapassar .
Leio , escuto , vejo ,
Procuro um sentido ,
Pra tanto desejo ,
Que permanece contido .
Já vi muita coisa errada ,
Pra ser certo ,
Minha sensação está emperrada ,
Procurando conserto .
A realidade é variada ,
E nenhuma quer ser contrariada .
Termino sem saber de nada ,
Sem classificação ou camada ,
Buscando um lugar na estatística ,
Além de viver de poesia artística .
Um dia meu amor quero rever ,
Buscando um sentido para viver .



Acesso alternativo

Conhecendo novos espaços ,
Conhecendo lugares novos ,
Em meio a garoas e mormaços ,
Vejo diferentes povos .

No clima frio ,
Faço desvio ,
E vou a outro canto ,
Relatar meu interno pranto .

A realidade deixou de ser palpável ,
E o vento permanece favorável .
O sentimento é um comercial feliz ,
E história , é ser inserido na raiz .

Pensar é ser forçado a ter uma boa ideia ,
Redenção , é estar em uma cadeia ,
Viver é ter experiência na era véia ,
E nada disto , é o que minha alma anseia .

Aprendendo novas culturas ,
Me recolho as escrituras :

" Com meu pensamento ativo ,
Funcionando o coordenar cognitivo ,
Sou esforçado e instintivo ,
Procurando um acesso alternativo " .



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A realidade dos pixels brilhantes

O mundo lá fora ,
No tempo de agora ,
Nos montes distantes ,
Barulhos constantes .

Vejo fome ,
Vejo miséria ,
Verdade que consome ,
A mente mais séria .

Observo o entardecer ,
Na imaginação ,
Espero conhecer ,
Quem balance meu coração .

Um dia de recordações ,
De momentos nem sempre bons ,
Permanecem as interrogações ,
Sobre o que são esses sons .

Viciado na tela brilhante ,
Parado e ao mesmo tempo trilhante ,
Desafiando o mundo por trás da mesa ,
A verdade nunca foi e nunca será coesa :

" Cigarros gritantes . 
Saudades constantes . 
Faltas distantes . 
Alguns amantes ,
A cidade e seus gigantes .
Esqueci do antes ,
Longe ou perto de farsantes ?
A realidade dos pixels brilhantes " . 
 

Tardes frias e quentes de novembro

Escrevendo mais uma tarde ,
Neste mês de mormaço ,
Calor e tempestade ,
Na cidade de garoa e aço .
Digo sobre o que me assombra ,
Tragando um tabaco a sombra .
Penso o porque me apaixono tanto ?
Por que esconder em rimas o pranto ?
Mas no fundo só quero arte ,
Um pouco de poesia ,
Escrever é primordial , um caso a parte ,
Um instrumento que uso com demasia .
Sei que já estamos muito distantes ,
Daqueles bárbaros da caverna de antes .
Mas o fogo continua dominando o mundo ,
E todo trabalhador , do lazer tem sonho profundo .
Quero que a verdade apareça ,
E que suma este silêncio da cabeça .
Vivendo histórias de amor e ódio ,
Só me abstenho hoje em dia ,
Por um dia ter estado no topo do pódio ,
Acalma - se minha bateção cardia .
Errado , acento desnecessário ,
Concordância zero ,
Ainda aprendo , tudo têm seu horário ,
A minha , simplesmente espero .
Vou aonde quero ,
Minha personalidade pondero .
Calor e frio no mesmo instante ,
Não vivi ainda o bastante ,
O paraíso é para poucos ,
O inferno é para loucos ,
A terra é pra quem está aprendendo ,
O ser humano é , o que está fazendo .
Épocas semelhantes me lembro ,
Tardes frias e quentes de novembro . 




    

Fila de espera

Aguarde um pouco ,
Chegará a sua vez ,
Para não ficar louco ,
Conte os minutos talvez .
Emprego , banco , restaurante ,
O aguardo é constante .
Espere a hora certa ,
Fique atento ,
A tela é esperta ,
Visualize cem por cento .
Guarde com sabedoria a senha ,
Quando chamar , venha ,
É um exercício de paciência ,
Construir a consciência .
Primeiro os idosos ,
As grávidas e os deficientes ,
Os menos poderosos ,
E também menos eficientes .
Sente , espere , um segundo ,
Há sempre alguém a esperar no mundo .
Tenha esperança ,
No ponteiro que balança ,
No relógio que dança ,
No tempo e sua andança . 
Na sequência de momentos ,
No balanço dos ventos ,
Existe um instante crucial ,
Um tanto real e oficial ,
Que destina a cada um ,
O que lhe é devido ,
Em lugar algum ,
O seu será servido .
Tenha capacidade de tolerar contrariedades ,
O sistema cair , a senha passar , o caos nas cidades .
Tudo pode acontecer ,
Entre o amanhecer e o anoitecer .
Saiba que existe ,
Entre o homem e a fera ,
A fé que persiste ,
Na fila de espera . 
 

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Versos proibidos de um apaixonado

Quando te vi ,
Minha alma acendeu ,
Anjos eu ouvi ,
E meu cosmos transcendeu :

" Tenho a impressão ,
Que gosto de quem está longe ,
Como uma meditativa expressão ,
Buscando a paz , como um monge .
Teorias ,
Reflexos de uma experiência inerte ,
Experiências ,
Ocorrências de teorias em flerte .
Queria deixar as coisas como estão ,
Mas a realidade é outra ,
O peito em combustão ,
Quer amor que demonstra .
O destino exige mais ,
Os ventos e seus sinais ,
A vida é suas vozes a cabeça ,
Não há algo igual ,
Não que eu conheça ,
De barulho e grunhidos , o coral ... "

" ... Meu coração explode ,
Em meu ouvido eclode ,
O som da harmonia sideral ,
O sentimento não é tão material ,
Um amor extinto , exótico e informal ,
Bomba de efeito moral ..."

Só não queria o passado ter confrontado ,
Versos proibidos de um apaixonado .

Mexeu com o imaginário masculino

Ela anda ,
Ela balança ,
Desanda ,
E dança .
Vem e vai ,
Levanta e cai .
Segue seu rumo ,
Levanto e fumo ,
Observa em sumo ,
Viajo em resumo .
Olha , ouve , e pensa ,
Vale esta lista extensa .
O sol ilumina ,
A sua estrutura ,
É feminina ,
Me leva a altura .
Passa ,
Nem me vê ,
Repassa ,
Por mim e por você .
Mas estamos camuflados ,
Com os egos inflados ,
Mas um dia ela verá ,
Que havia mais alguém lá ,
Além de sua vaidade ,
Nesta estranha cidade ,
Um pouco de mim ,
Pra ela ,
Neste escrito e fim ,
Para moça bela .
Escrito de menino ,
Que já ouviu o sino ,
Neste verso fino ,
Mexeu com o imaginário masculino .


domingo, 13 de novembro de 2016

Temporal dos sentimentos impossíveis

O céu está pura umidade ,
A chuva inunda a cidade ,
O frio percorre o fio dos segundos ,
Provocando tempestades jamais vistas em quaisquer mundos .
Apaixonado  nesta garoa ,
Construo versos a toa ,
Em busca do repente perfeito ,
Vivo a mudar meu conceito .
A medida que meu coração bate ,
As gotas caem de cima ,
A terra seca , há o resgate ,
Inspirando a mais uma rima .
Minha amada ,
Está próxima a nuvem mais distante ,
No fio da hora calada ,
Encontra - se o sofrimento constante ,
A saudade me faz companhia ,
Me curvo ao passado de tirania ,
Escravo do amor ,
Sem opção ,
Fugiu o calor ,
Do coração :

" A chuva ensina a esperar ,
O amor,  como a vida operar ,
Distante , longe , anos - luz ,
Está a felicidade que sustenta e conduz ,
Que forma meu ser ,
Faz - me evoluir e viver ,
Está muito adiante , em outros níveis ,
Temporal dos sentimentos impossíveis " .

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Orações do inconsciente

As nuvens choram ,
Lá de onde os anjos moram ,
Santuário de santos ,
Alvo de canções e cantos ,
Lugar onde a saudade ,
Perde total validade ,
Morada do senhor dos céus ,
Conjuntos de firmamentos ilhéus .
Um lugar salvo de tudo ,
Maior e mais importante que o mundo ,
Torna meu perturbar mudo ,
Onde permanece o bem fecundo e profundo .
A água cai do alto ,
Formando notas de contralto ,
É como no destino dar um salto ,
É dos querubins morada , ressalto .
Preferência de quem faz o bem ,
Pra si mesmo , e pra outro alguém .
Lugar de corações puros ,
Morada de bondosos futuros .
Um canto permanente ,
De nosso senhor contente . 
Devoto que sou ,
Do filho do criador ,
Que tanto amou ,
Além de prova e dor .
Acredito no poder da fé ,
É a vida como é ,
E nada suprimi tal efeito ,
É a misericórdia do senhor ,
E eu em busca do perfeito ,
Que fez muito com amor :

" A espera de redenção ,
A palavra com atenção ,
Reflito , penso , faço oração ,
Do mais profundo do coração ,
A todos que rogam ,
E se interrogam ,
Deus estará presente ,
Orações do inconsciente " . 


Trajetórias amorosas

O sol vem e vai ,
Condicionado a revolta ,
O erro se sobressai ,
Diante de tanta bondade remota .
O tempo é Deus da prorrogação ,
Em minha cabeça permanece a interrogação ,
Dúvidas de um abandonado ,
Um peito que de ódio tem transbordado .
Entregado , sozinho , a deriva , deixado ,
Esperando pelo amor certo , um dia ser achado .
Sei que os ventos me ajudam ,
Em algo melhor , a cada dia me mudam .
Deixaram tanto ,
Que acabei escrevendo demais ,
Melhor do que pranto ,
Criar e sonhar cada vez mais .
Agradeço pelas verdades ,
E tolero as mentiras ,
Reflexos de puberdades ,
Lotadas de traíras .
Mas estou aqui ,
Sobrevivi ,
Por pouco perco ti ,
Valeu o que vivi :

" O fim me chama ao ouvido ,
Me fazendo um malicioso pedido ,
Me confiando guardar segredo ,
Para a humanidade ainda é cedo .
Dizendo sobre morte e vida ,
A dançar a última rima me convida . 
Retratando minha caminhada ,
Longe da alta camada .
Entre becos , vãos e vielas ,
Portas , portões e janelas ,
Se esconde a beleza ,
Que só se vê calado .
Longe do coração em dureza ,
Existe o caminho amado .
Na obtusa e hostil imagem da cidade ,
Distante , anos - luz do bocado de vaidade ,
Existe uma alma calorosa ,
O mundo e sua visão honrosa . 
Como a casca depressiva de uma rosa ,
Que vêm mostrar no fio escondido da prosa ,
As realidades gloriosas ,
Em suas trajetórias amorosas " . 


 


O mundo do plástico

O sol se vai ,
Mais cedo ,
A tarde cai ,
O medo . 
Vigiados ,
Assediados ,
Produtos de uma mídia libertária ,
A visualização dos quase ricos e poderosos .
Uma produção literária ,
Sobre os incompreendidos amorosos .
A verdade se esconde no mais visualizado ,
É difícil poder confiar em qualquer resultado .
Procurando muito ,
Consumindo exagerado ,
Descompensado a cada minuto ,
O descontente é gerado .
Revoltas em nome de entidades místicas ,
O mundo se curvou , e é escravo da crítica .
Quem gera e quem é alvo ,
Não me admira ser velho e ser calvo .
Os nervos estão sensíveis ,
Os laços indivisíveis .
Tudo é quase uma coisa só ,
A insatisfação em humanos nós .
Regredimos ao velho pó ,
E tudo se diz evoluído ou pós .
O verdadeiro sentimento foi esquecido ,
O fim já chegou , mas o tempo continua ,
O dia jamais amanheceu ,
Vivemos na era dos refugiados a lua .
Coragem , valentia , hostil ,
Retratos de uma falha infantil . 
Um viver virtual ,
Em desígnio alifático ,
Um coração mineral ,
O mundo do plástico .

 
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sobre coisas do coração

O amor denota uma certa fraqueza ,
Estou tentando amar .
Queria que permanecesse a certeza ,
E continuasse no mesmo patamar .
Sempre há uma escolha ,
Inspiração , caneta e folha ,
É o que basta ,
Para um repente de sucesso ,
O ruim afasta ,
Um grande progresso .
Hoje descobri ,
Que sou preso ao passado .
Com fé me cobri ,
O amor têm me caçado .
E esta insistente sedução ,
Me chama a atenção ,
Uma particular produção ,
Sobre coisas do coração :

" O vento frio da tarde ,
Aterrissa ao meu lado ,
Prometendo tempestade ,
Longe do meu bem amado .
A força da paixão ,
Que aguenta qualquer situação , 
Entre a cama e o caixão ,
O que vale é a atuação .
Aquele desejo ,
Que derruba barreiras ,
Entre o desastre e o gracejo ,
É o valor de vidas inteiras .
Em silêncio , faço uma oração ,
Rogando aos anjos colaboração ,
Sobrevivi , uma breve comemoração ,
Sobre coisas do coração " . 

 

Visões agradáveis de uma curta vida inteira

Neste mormaço ,
Meu repente faço ,
A sombra do concreto ,
Continuo , mesmo sob ordem e decreto .
Minha rima ,
Abaixo ou acima ,
Retrata o ser humano ,
Seu comportamento ,
Tudo que há de insano ,
Em seu frágil pensamento .
Conhecer é evoluir ,
Sonhar é apenas dormir ,
Criticar , é tudo ou nada ,
Infância , uma falta danada .
Dotado de conceitos ,
Possuo também defeitos ,
Mas a escrita é a cura ,
O bem estar da escritura .
Faço desta tarde ,
Palco de minha solidão ,
O sol venceu a tempestade ,
Mas jesus jamais a multidão .
Se ele pouco agradou ,
Quem sou eu para agradar geral ,
O futuro me abandonou ,
Neste espaço alternativo sideral .
E a realidade do pobre é outra ,
Um mundo hostil que parece estar contra ,
A vida , sem recurso , é monstra ,
Nenhuma possibilidade de continuar se encontra .
Mas a verdade aparecerá ,
E verei do futuro o que será ,
Tenho esperança ,
Pés para a andança ,
Sonhos além de minha cama ,
Deve haver um ser neste universo que me ama .
A ponto de uma explosão ,
Corpo dolorido , sem contusão . 
Persiste a dor ,
Presente , desde o criador ,
De meu peito ,
Elemento decorador ,
Com ou sem conceito , 
Com preceitos de digitador . 
Esperando resgate ,
Desejando estar em uma cadeira ,
A sombra , sentado , tomando mate ,
Visões agradáveis de uma curta vida inteira .



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Continuidade a obra poética

Escrevendo sobre os elementos ,
Sobre períodos diferentes ,
Descarregando conhecimentos ,
Ora descontentes , ora contentes .
A vida , viver e vivenciar ,
Dos textos jamais quero distanciar .
Digo sobre mares , céu , terras ,
Amores , intrigas , guerras ,
Estados de espírito e alma ,
Fúria , nervosismo , calma ,
Erros , acertos ,
Desacertos ,
Conteúdo adulto , infantil , bebê ,
O importante , para mim , para você ,
Para quem quer que seja ,
Que um desejo almeja .
Descrevi sobre fatos ,
Vivenciados ou de tatos ,
Verdades , mentiras ,
Sonhos , nostalgias ,
Confiáveis ou traíras ,
Ilusões e magias ,
Tudo no intuito de acrescentar a arte ,
Participar deste mundo em um caso a parte . 
As vertentes da política  ,
A situação ociosa crítica .
Os poucos e muitos ,
Das classes sociais .
As horas e minutos ,
De vidas individuais . 
Tudo a fim de informar com mais informalidade ,
Sempre lembrando de retratar a realidade .
O importante é olhar o futuro ,
Com uma olhar mais específico e puro .
Dizer o que há além da estética ,
Dando continuidade a obra poética .

Ditadura da crítica

Melhorar ,
Colaborar ,
Evolucionar ,
Revolucionar .
Tal coisa está errada ,
Tal coisa está certa .
Tal moda está encerrada ,
Determinado conceito se conserta .
Opiniões ,
Destaques ,
Questões ,
Ataques .
Quero isso ,
Quero aquilo ,
Um pouco disso ,
Um muito em quilo .
As verdades e mentiras ,
Dos bastidores ,
Piadas em tiras ,
Respostas dos públicos consumidores .
Conversas ,
Troca de informações ,
Discursos as reversas ,
Bate - papo sobre decisões .
Discursos reveladores ,
Discursos ardilosos ,
A verdade e suas dores ,
Os efeitos desonrosos .
Tem de saber mais ,
Para direcionar o que é demais .
Resolver em conjunto ,
Um devido assunto ,
Decidir dizer ,
Por prazer .
Opinar em um qualquer corpo de jurados ,
Sobre os que devem ser em conta levados .
A opinião favorável ,
Ou desfavorável ,
De qualquer situação ,
Que tenha sua determinada dimensão .
Sobre conteúdo e extensão .
Próximo do sim e do não ,
O que vale é a intenção ,
De dizer com candura e atenção . 
Um lado e outro ,
Como uma realidade eclíptica ,
Encontro e desencontro ,
Na ditadura da crítica .