A paz sumiu ,
O sangue subiu ,
A vida é perder e ganhar ,
Em decepção estou na me banhar .
Tudo é questão de ponto de vista ,
Ter únicas escolhas no fim da vida ,
Ou viver nesta loucura mista ,
A refletir a vida me convida .
Perdi a noção de segurança ,
No interior está machucada a criança ,
Me fazendo desistir de continuar ,
Apenas durmo , pra me afastar do luar .
Acontecem coisas estranhas ,
No período noturno ,
Revira minhas entranhas ,
Torna - me soturno .
Penso em como viver em sociedade ,
Se há problemas em quantidade .
Vejo o sol nascer e pôr ,
Um mundo de cor .
Azul , vermelho , laranja ,
Uma rima , uma canja :
"Fui ao inferno ,
E voltei ,
Não há mais ventre materno ,
Eu sei .
Provei de um brinde no mundo inferior ,
Percebi que só deus é o poder superior .
Pensei em voltar ,
Pra dizer um oi ,
Vivo a me revoltar ,
Por alguém que se foi .
Minha amada ,
Vive calada ,
Em meus pensamentos ,
Em meus sentimentos ,
Em minha relação com o mundo ,
Me perco neste infernal profundo .
Mas hei de rimar ,
Hei de amar ,
Quero o amor que esbanja ,
Fica a mensagem , uma canja " .
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