quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dossiê do amor sem fim

Dias frios chegaram ,
As alegrias acabaram .
Cantou sua última nota .
O rouxinol .
A tempestade permanência denota .
Sumiu o sol .
O mundo é perigoso ,
Qualquer olhar é fogoso .
Queima o espirito e a alma .
Falências astrais .
Me afastam da calma .
Já vivi demais .
Apaixonado como de costume ,
O corpo suado , melado e azedume ,
Pede a amada uma última vez ,
Uma bebida ou um filme talvez .
Um cinema com pipoca e tudo ,
Mas não mereço nada .
Apenas sonho e me iludo .
Desejando a paixão danada .
Vejo casais por onde passo ,
A marca de milhares ultrapasso .
Juntos , amando e esbanjando afeto ,
Está certo ,  é o correto :

" Pode ficar com seu lugar , maldade .
Esquecido pela sociedade ,
Afastado da humanidade ,
Só me resta a solitária saudade .
O mundo não nos quer juntos ,
Prefere seus estranhos assuntos .
Amo quem está distante ,
Cantando em seu traje galante .
Todos batendo palmas e gritando ,
Um show de luzes . . .
E eu nessas cruzes ,
Carregando grande fardo ,
Descriminado por ser pardo .
Mas aqui é assim ,
Problemas a você ,
Problemas a mim ,
É como um dossiê ,
De como estou afim ,
Dossiê do amor sem fim " .

Nenhum comentário:

Postar um comentário