quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Exclusividades do poeta

Percorro um determinado trajeto, 
Vem as ofertas inválidas, 
Nem sempre é correto o que está perto, 
As notícias ruins vem rápidas.  
Por meio da literatura, 
Pude clarear a mente,
Já tive medo de altura, 
Agora encaro os problemas de forma inteligente. 
Hoje fez um dia ensolarado, 
Agradeço ao céu por ter colaborado, 
Confesso que o coração anda embolorado, 
Mas nada como apreciar o silêncio do coração colorado.
A fama vem com a influência, 
Mas, deve-se ter consciência, 
O mundo anda cheio de armadilhas, 
Repare no que tu compartilhas.
Ei paixão do passado, 
A porta sempre estará aberta, 
Ame para ser amado, 
Exclusividades de poeta. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Um ser dissociável é mais consciente

A luz é escassa, 
Depois de um dia, 
Sob a presença da massa, 
Adquiro sabedoria. 
Um ser só, 
É mais rápido, 
Em meio ao aglomerado como pó, 
O instante se torna mais mágico.
O frio da tarde, 
Leva-me para o impossível, 
O dedo esquenta e arde, 
Aquele amigo distante é inesquecível. 
Posso quase estar no passado, 
De tanto que desejo o presente, 
É uma luta ser amado, 
Um ser só é mais inteligente. 
Se caso sinto, 
É mais pertinente, 
No elemento quinto, 
Um ser dissociável é mais consciente.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Misterioso e segredoso mar

Ameacei fugir, 
Ameacei parar, 
Mas o destino continua a rir, 
Pois este velho poeta, merece amar. 
No fundo das entranhas da mente, 
Existe um pobre garoto, 
Que vive em seu sonho inconsciente, 
Livre, leve e solto. 
Aonde há fumaça,
Há fogo,
Um dia caçador, no outro caça, 
A paz é meu logo. 
Olho o futuro, com olhos de menino, 
Sou puro, e aos amotinados ensino. 
Parte de algo misterioso, 
Dependente de segredos, 
Viver é um ato honroso, 
E compartilho a vida com meus medos, 
Sei voar, sei andar, sei amar,
Por dentro sou um misterioso e segredoso mar. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O que temos de real, é a capacidade de discernir

A garoa des'água no velho quintal, 
O vício no cigarro é imortal, 
Percebo o sabor úmido e tabástico, 
Por meio da escuridão, 
Posso ver o noturno mágico, 
A vida é apenas uma sensação, 
Mesmo sem direção , 
O peito esquerdo é pura expressão. 
De trago em trago, 
Posso ver o futuro, 
O sorriso invisível é largo, 
Paz é o que procuro.
Pergunto ao vento:
"É igual todo lamento?", 
Ele responde:
"O verdadeiro amor nunca se esconde". 
Os maiores segredos, 
Servem para confundir, 
O importante é usar a energia dos medos, 
Pois o que temos de real, é a capacidade de discernir. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Uma certa atração pelo fim

O sabor do vento frio, 
Sob este inverno de dois mil e vinte e seis, 
Como entrar em contato com o gelo vazio, 
Pareço viver para contar cada mês. 
Emprestei minha voz ao vento, 
E ela voltou cada vez mais alta e forte, 
Com certos protestos e lamentos, 
Com uma altivez de grande porte. 
Minhas pegadas ainda tem marcas, 
Minhas percepções ainda são falsas, 
Alguns de meus deslizes, 
Com meus atos passados ainda colidem, 
Com um pouco de cada um dos países, 
Minha alma meus antepassados incidem.
Posso ir aonde nenhum homem foi, 
Posso ir ao espaço e aos extraterrestres dizer oi, 
Mas nunca terei de volta, 
Aquilo que é combustível para mim, 
Sobra revolta, 
Uma certa atração pelo fim.  

sábado, 22 de agosto de 2026

Apenas desajustado

Pensei que estava no lugar certo, 
Pensei que estava no tempo certo, 
Mas, não estive, 
Naquele canto, 
Aquele fora ainda vive, 
Um singelo pranto, 
Sem quaisquer sabedoria, 
Saber do futuro, 
Jamais poderia, 
O mundo jamais foi puro, 
Mas sim decorrente de um desastre, 
A vida é um segundo, um milagre, um passe,
E neste instante curto, 
Na paz, houve um furto, 
E hoje, 
Com tudo ruindo, 
Se esconde, 
E não mais se abrindo, 
Todo o meu interior, 
Neste dia, de frio e calor,
Sem cortar o cabelo, 
Barbudo, desgrenhado,
Chorando aos poucos aquele gelo,
Vivendo apenas desajustado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Artística cortesia

Um poema, talvez, seja uma boa pedida,
Uma poesia, uma música,
Uma cultura, ou, uma arte mantida,
Uma canção de tonalidade única.
Um filme,
Ou um teatro,
Um jogo de um time,
Ou um fanzine de fato.
O brilho de uma mágica,
Ou uma exposição de artes plásticas,
Um lançamento de um livro,
Para estar mais vivo.
Uma apresentação de circo,
Um sarau mítico,
Uma verdade onde há dois,
Tudo faz sentido depois.
A arte está em tudo,
Como também a poesia,
Sou apenas sortudo,
Pela artística cortesia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O relógio também pode estar incerto

Se estava infeliz, 
O relógio parava, 
Se estava feliz,
O relógio andava. 
Um tempo rápido, 
Um ponteiro mágico, 
Um modo clássico, 
Um modo prático. 
Mas até aonde é o limite de tudo isso?
Ainda estou trabalhando nisso. 
Tudo é um prazer, 
Até algum item desfazer. 
Gosto do fato de andar sozinho, 
No fundo, estar só, é relativo, 
E também psicológico, ambos de cunhos vizinhos, 
O importante é estar vivo.   
Não lembro todos os versos, 
A vida tem seus reversos, 
Mas sei que estou no caminho certo, 
O relógio também pode estar incerto.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Não me lembro de ter mencionado isso

Não pedi para nascer, 
Mas agradeço por envelhecer, 
Poder conhecer e reconhecer, 
O valor de a cada dia renascer.
Não queria fazer tratamento de saúde, 
Mas como o mundo ás vezes ilude, 
Percebi ser necessário, 
E hoje, sobre maneiras do viver bem, sou um glossário.
Não queria sociabilidade, 
Mas percebi o valor da sociedade, 
E mesmo ás vezes com saudade, 
Pude adquirir identidade e personalidade. 
Não queria agir, 
Mas aprendi a reagir, 
A vida requer esforço e dedicação, 
Hoje tenho outra visão. 
Deixei os maus hábitos e os vícios,    
Já não sou tão omisso, 
Aprendi da vida os ofícios, 
Mas, não me lembro de ter mencionado isso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

E nada dela aparecer

Reflito, concentro, 
Saio, vou ao centro, 
O perfume no faro, 
Relembro tão raro, 
Aqueles momentos, 
Puros sentimentos, 
Do pôr-do-sol até seu nascer, 
Procuro reconhecer,
Do anoitecer até o amanhecer, 
E nada dela aparecer. 

Viajo em palavras, 
Nas ideias mais malvadas, 
Nos enredos e crônicas, 
Nas memórias supersônicas, 
Vejo o céu ruir, 
O relógio parar, 
Tentando fugir, 
Para bem ficar, 
Mas, a idade veio envelhecer , 
E nada dela aparecer. 

Sem saber o que irá acontecer, 
A verdade o fio do destino vem tecer, 
A presença dela, o coração a carecer, 
E nada dela aparecer.

domingo, 16 de agosto de 2026

Um neurônio selvagem

Distúrbios da mente, 
Um eu inconsciente,
Gritando para sair, 
Gemendo para evadir. 
Algo lá do lado profundo,    
Provindo de um ambiente obscuro, 
Do primitivo mais ao fundo, 
De um lugar aonde o desejo é impuro. 
Existe uma centelha,
Que faz o que der na telha,
Independente de todo sistema mental, 
Como uma partícula do juízo final.
No meio do tráfego de pensamentos, 
Algo caiu da bagagem, 
Algo feroz e com vastos sentimentos, 
Um neurônio selvagem.

sábado, 15 de agosto de 2026

A espera de um brilhante amanhecer

Lembro daquele gracejo,
Que arrancava meu sorriso, 
Nas madrugadas prazer e desejo, 
Um pequeno e compacto paraíso. 
Qualquer produção cinematográfica, 
Trazia escondida uma mágica, 
Um motivo para estarmos lado a lado, 
Parecia natural se sentir amado, 
Mas agora um luxo, 
Que em seu fluxo, 
Prova o valor do amor, 
Daquelas noites com os pés no cobertor. 
O vento conta uma história, 
Sobre algo em relação a memória, 
Uma vontade de dizer oi,
Uma distancia de dizer um tchau, 
Assim o amor se foi, 
E nada me deixa mais mau, 
Só posso agradecer, 
A espera de um brilhante amanhecer.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A cultura de que o outro deva sofrer um pouco

Uma tolice, 
Uma babaquice , 
Uma detalhice, 
Uma mesmice. 
Desejar o erro alheio, 
Por um palpite ou anseio, 
Acreditar ter razão, 
Em simplesmente ferir, 
Uma filosofia sem coesão, 
Um golpe deferir, 
E achar que tem direito,     
Uma mentira sem conceito. 
Viver para julgar, 
Deixar a vida passar, 
Conviver sem amar, 
Reviver para prejudicar. 
Querer o mal de alguém, 
Pode parecer que estou louco,
Mas a vida já foi boa para qualquer alguém, 
A cultura de que o outro deva sofrer um pouco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Entre a luta e o luto

Uma pessoa só, 
Causando desavença e nó, 
Lhe desafiando a uma batalha, 
Em uma convivência desgastante e falha. 
Por um destino odioso, 
Uma laço desamoroso, 
O sangue a correr queimando, 
Parece que o tempo mais rápido vai acabando. 
Uma redoma de vidro que o insulta, 
Entre o luto e a luta. 

Por uma morte, 
Um fim inevitável, 
Sem sorte, 
O glamour de um final instagramável. 
O perder alguém, 
Pelo vai e vem, 
De um relógio que só diz o término, 
Pra algum lugar foi, diz o religioso e o cético. 
Só percebido o óbito,
Pelo ar obscuro e inóspito, 
Pela instiga ao oculto, 
Entre a luta e o luto. 

Desejar muito e até demais, 
A luta e o luto, 
Houve um furto na paz, 
Entre a luta e o luto. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Desprovido de discernir

Por uma incapacidade, 
Ou por excesso de capacidade, 
Por uma questão subjetiva, 
Ou por uma questão objetiva, 
Venho a faltar com a compreensão,
Sem obtenção de expressão, 
Buscando uma direção, 
Para realização, 
A falta do caminho, 
De volta ao ninho.
Vejo o futuro derreter,
Por não compreender, 
A verdade e seus desígnios, 
São múltiplos os destinos.
Sem entender, 
Não há como conseguir, 
Sem amadurecer, 
Não há como executar o provir,
Esperando que a sapiência há de vir, 
Mas, por enquanto, desprovido de discernir.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Garoa Bernardense

Garoa, 
Vento frio, 
Temperatura boa,
Para preencher o vazio.
Tomar algo quente, 
Ler um livro, 
Tornar contente, 
Sentir estar vivo. 
Gotas da tempestade, 
Cedo ou tarde, 
Molha ou esfria,
O clima e sua tirania.
Barulhos de automóveis, 
Balançam os imóveis, 
A orquestra do trânsito,
O tecnológico cântico. 
A cidade a beira do lago,
Abençoado de gentileza e afago, 
Quando perde, vence, 
Garoa Bernardense. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Documento altamente poético

A tempestade, 
Chove, invade, 
Movimenta com vontade, 
Cedo e tarde. 
Toda noite tem seus mistérios, 
Todos os assuntos são sérios, 
Posso ouvir o vento conversar, 
Posso sentir o coração descontrolar. 
A ventania gelada, 
A noite agitada, 
A cidade e seus encantos, 
Os céus aos prantos.
Posso ver tudo desmoronar, 
Após a paz vem guerra no lugar,  
Notícias de desastres climáticos, 
Seres animais mortos nos árticos.
Livros, folhetos,
Concertos e desconcertos , 
Além do volume estético,
Documento altamente poético.

domingo, 9 de agosto de 2026

Os deuses também choram

O choro dos deuses, 
Cai ás vezes. 
Tudo um dia volta, 
A verdade é remota. 
Nada colabora, 
A promessa 
De que é bom ir embora, 
Mas um belo dia o retorno se expressa.
Um certo dia, 
Li uma mensagem, 
Percebi que nem toda conversa é sadia, 
E que não faço parte de toda linhagem.
Ouvi rumores de guerra, 
Por toda a terra,
Não sei se é oficial, 
Mas há um rumor mundial.
Daonde os superiores moram, 
As autenticidades corroboram, 
Os tempos demoram, 
Os deuses também choram.

sábado, 8 de agosto de 2026

Hoje á tarde o vento dizia: "Goodbye"

Barulhos doentios, 
Em meio a escuridão, 
Eventos cardios, 
Levaram-me a desatenção. 
Hoje a tarde, 
No sol que arde, 
Soube dos sinais, 
Dos momentos reiniciais. 
Aquela garota, 
Daquele tempo, 
Era bonita da gota, 
Livrava de qualquer contratempo.
Parece que o tempo levou o amor,
Em algum momento o relógio alcança, 
Não há como fugir da dor, 
Sempre haverá um instante de esperança.
Na vida há apenas gravuras, 
Pequenas memórias que nos levam as alturas,
De tanto viver, a vida se vai, 
Hoje á tarde o vento dizia: "Goodbye".

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Instante dês notório

Contra meu próprio ser, 
Degladiando com a razão, 
Uma maneira de desaparecer, 
Tornar-me uma ilusão. 
Para fugir dos muros da mente, 
Para acessar o que é inconsciente, 
Habitar um terreno invisível, 
Recomeçar em outro lugar e nível. 
Ver outros segmentos, 
Conhecer o lado alternativo, 
Realinhar os eventos, 
Uma nova maneira de estar vivo. 
É perceptível o não querer ver, 
Sendo mais fácil escrever, 
Visitar lugares das mãos e do coração, 
Agradecer em uma silenciosa oração. 
Lugares de fuga, 
Uma verdade que promulga, 
Seguir caminhos aleatórios,    
Um instante dês notório.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Rastro de concepções aleatórias

Sempre há uma escolha, 
Uma nova chance, 
Uma maneira que acolha, 
Uma verdade ao alcance. 
O mundo pode pesar, 
O erro ao repensar, 
Mas sempre há um caminho, 
Entre a vida e o vinho. 
Admiro o grau de calmaria, 
Pois é nobre a desvaria, 
Mas ser menos nobre também é humildade,
A calmaria traz consigo saudade. 
No lapso de memória, 
Viver é uma história, 
Um relato do que aconteceu, 
O verão é de todos, o fogo apenas meu.
Ouço, bagunço, canto, 
Entre o anjo e o santo, 
Alternativas e glórias, 
Um rastro de concepções aleatórias.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Excelente Fator

Viajando em raciocínios, 
Resoluções e mimos, 
Tudo que acontece comigo, 
É abastado aquele que se trata como melhor amigo. 
Nas entrelinhas do destino, 
Nas encruzilhadas dos caminhos, 
Acendo e trago um fino, 
Meus sentimentos são meus vizinhos, 
Sempre tenho esperança, 
A política de boa vizinhança. 
A tempestade de agosto, 
Recai sobre o velho quintal, 
A chuva tem um gosto, 
Que liberta do mal.
O barulho, a umidade, a textura, 
Um labor, 
Que transmite vida e cultura, 
A refrescância ao calor, 
Dos pensamentos cultivador, 
Um excelente Fator.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Com amores fortemente amados

De todos os perturbados do mundo, 
Um dia você me escolheu, 
É gratificante e profundo, 
Saber que um dia fui seu. 
Meus últimos sonhos, 
Foram um tanto de terror, 
Mas espero em longos vales risonhos, 
Que um dia haja amor.
Na pequenez de poeta, 
Na opção incerta, 
Sei de meus desígnios, 
Sei de meus delírios.
Nas visões turvas, 
No vento e suas curvas. 
Mesmo que uma pedra balançou o rio, 
Pouco significa que seu curso decaiu. 
Mesmo que algo atingiu, 
Não significa que sua qualidade e fluxo caiu. 
Há muitos caminhos a serem trilhados ,
Para um futuro utópico, com amores fortemente amados.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sujeitado a saudade

É quase meia-noite, 
E nada que me conte, 
Será maior, 
Ou menor, 
Que pensar nela, 
Uma falta daquela, 
Uma vontade de a ver, 
De ressuscitar ela de meu escrever, 
Abrir a alma, 
Entre o ódio e a calma, 
Saber que há um caminho, 
Além do ninho, 
Além de mim, 
Além de nós,
Mais que o fim, 
Do tempo mais veloz, 
Ver que abstenho de algo, 
Um pôr do sol com ela no lago. 
Ir de encontro a verdade, 
Sujeitado a saudade.

domingo, 2 de agosto de 2026

Bem depois do começo e além do fim

Pensei hoje, 
De novo, 
Neste amor longe, 
Perdido entre o povo. 
Posso ter mil motivos, 
Mil e um são sobre ela, 
Não sei se estou entre os vivos, 
Sei que só penso nela. 
Na lua amarela, 
Tragando uma vela, 
No meio do caminho, 
Em alguns momentos pareciam eu estar sozinho.
Naquela fotografia, 
Naquele instante, 
A vida era bem menos vazia, 
E o amor constante.
Pensamentos me diminuem, 
Dentro de mim, 
Saudade e falta se diluem, 
Bem depois do começo e além do fim.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Meus devaneios são os filmes do Steven Spielberg

Na companhia do frio, 
Vento, brisa e a ventania, 
O perfeito trio, 
Para uma boa companhia. 
No tributo aos meus heróis com overdose, 
Escrever parece uma osmose, 
Com direito a hóspede e hospedeiro, 
Conhecimento de uma parte do mundo inteiro. 
Pequena solidão, 
Grande solitariedade, 
Na imensidão, 
Voando sem ter idade.
Meu amor foi estudar no exterior, 
Nunca mais voltou, 
Guardei-me no interior, 
Meu poema diz para onde vou. 
No inverno rigoroso, 
Um filme de terror é horroroso, 
Minha vida é fria como um iceberg, 
Meus devaneios são os filmes do Steven Spielberg. 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Tentando fugir do meu eu

Achei que seria legal, sei lá,
Expor minhas idéias, 
Mas a verdade está, 
Nas experiências menos belas.
Pensei que tudo seria fácil, 
Mas o inimigo é hábil, 
As belezas são intensas armadilhas, 
E o acerto está há uma centena de milhas.
Assistir um filme, 
Assistir o jogo de um time, 
Prova a incapacidade social, 
De aceitar e aprovar afinal. 
Lembro de um velho, 
Em mais um dia de sol amarelo,
Dizendo e contando histórias, 
Eternas e imortais memórias. 
Sou apenas veículo da mensagem, 
Levando comigo ancestrais de minha linhagem, 
Posso ir adiante, 
O mais distante,
Sabendo que o principio não é meu, 
Apenas tentando fugir do meu eu. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Qualquer alucinação é minha melhor amiga

Como uma ilusão , 
Aos poucos vou caindo na real, 
Como uma mal curada contusão, 
A vida é mais que um pacote de cereal. 
Como se algo drenasse minha energia, 
Como uma bebida da perdição em mix, 
Na qual bebo desenfreadamente sem qualquer sabedoria, 
Uma longa estadia no mundo fora da Matrix.
Os amores sao fantasia,
As drogas são heresia, 
Viver são pequenos picos de felicidade, 
De todos os momentos sao infinitas as saudades. 
Nem sempre faz sol, 
Nem sempre chove, 
O jogador só ganha no futebol, 
Se muito se move. 
A vida está sem sentido, 
Toda lembrança boa é antiga, 
Dou um trago desinibido, 
Qualquer alucinação é minha melhor amiga.

terça-feira, 28 de julho de 2026

As flores nunca aparecem em todas as épocas do ano

Envolvo-me com alguma coisa, 
Mas logo perco o interesse, não quero mais, 
O amor que se renova, 
Flores que aqui não crescem mais.
Um ciclo da vida, 
A entrada e a saída, 
O meio, 
Um minuto, 
Um anseio, 
Resoluto, 
Parte do hábito, 
Um instante mágico, 
Começar e terminar, 
E recomeçar,
Daqui até o fim, 
O que é teu e o que é de mim. 
Crescer já é demais, 
Mas a verdade sempre se faz, 
O coração é voraz e insano,
As flores nunca aparecem em todas as épocas do ano.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Cidadão viciado no luar

Como um louco por arte, 
Lado a lado, 
Parte a parte,
Um artista de coração calado. 
Entre o senso de perigo, 
E a vontade de vencer,  
O poema é meu abrigo,
Hoje consigo convencer. 
Pode soar narcisista, 
Um tanto garboso,
Sou controlado pela vontade elitista,
Ou sou o falso galã amoroso. 
Das duas formas perco, 
Como um encurralado em um beco, 
Buscando como fugir da emboscada, 
Buscando fugir da enrascada.
Sou fraco sem amor, 
Pareço impedido de continuar, 
Como na noite apenas com fogo e calor, 
Cidadão viciado no luar. 

domingo, 26 de julho de 2026

Relé minuto

Vozes, 
Sons velozes, 
Mentiras ao vento, 
Falso acontecimento. 
Barulhos, 
Reflexo dos bagulhos, 
As paranóias de um poeta, 
Desleixo na certa. 
Uma estranha obscuridade, 
Torna o mal em notoriedade, 
Tornando o bem vaidade, 
Tornando a bondade uma impossibilidade. 
Tenho sensibilidades, 
E fraquezas, 
Atos de insanidades, 
Impedido de belezas.
Por um segundo, 
Por todo o mundo,
Ouço um insulto,
O fim por um relé minuto.

sábado, 25 de julho de 2026

O mundo é de um formato e eu vejo de outro

Ontem foi um sofrimento, 
Hoje apenas lamento, 
O futuro será um acontecimento, 
O que restou foi a saudade do sentimento. 
Queria alguém para até o fim, 
Mas jamais as bençãos vieram até mim, 
Eu fui buscar com força e coragem, 
Mas percebo que tudo foi uma viagem, 
Ás vezes quero tudo do meu jeito, 
E jamais como as coisas são, 
E com esta ilusão pouco consigo fazer as coisas direito, 
E sempre fica magoado o coração. 
Sofrendo, 
Vendo o mundo de outra forma, 
Incompreendendo, 
A visão deturpada jamais se conforma.
Chega em mim um determinado fato, 
E há um desencontro, 
O mundo é de um formato, 
E eu vejo de outro.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Como um apresentador de um tosco telejornal

Para evitar a obscuridade,
Assistindo TV, 
Para ocultar a saudade, 
Acordado até o alvorecer.
Pequenos desejos do passado, 
Insistem em mim, como uma tatuagem, 
Segredos escondidos na pele do couro amassado, 
Um filme de terror, já não mais uma viagem.
Viajo para dentro de mim, 
Buscando solução, 
Mas tudo indica chegar ao fim, 
Só resta a redenção.
Partes de mim choram, 
Meus segredos me ignoram, 
Uma carma infiltrado, 
Um subconsciente deslocado.
Vejo o tempo espaço, 
Na cidade de concreto e aço, 
Parte de um esquema de lavagem cerebral, 
Como um apresentador de um tosco telejornal.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Adeus Final

Daquele dia, 
Daquele instante, 
Onde a mente doía, 
Em uma dor constante, 
Só restou o trauma, 
Só causou falta de calma, 
O vento sopra diferente, 
É raro estar contente. 
Os comprimidos, 
O final da paz, 
Poucos amigos, 
Na vida se faz, 
Viva pouco como um herói, 
Ou viva o suficiente para se tornar vilão, 
Tudo que a vida constrói, 
Só se destrói se trai o coração.
Aquele último beijo, 
Na lembrança um gracejo, 
Por um momento fiquei menos mal, 
A vida continua, mas já houve o adeus final.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Devaneios de um espécime raro

O mundo dá voltas,
O verme não tem rixa com a bota, 
Ninguém pensou em ser tão mal assim, 
E ninguém acertou como seria seu próprio fim. 
É desejo comum usufruir do melhor, 
O futuro todo ninguém sabe decor, 
Mas sempre existe uma escolha, 
Uma opção que melhor acolha.
Algo que nos criou tem talento, 
Como esquenta o calor, 
Como venta o vento, 
O coração tem amor. 
Um botão, 
Posso ser o fim da espécie, 
Com exatidão,
Podemos ser o mais perfeito espécime. 
Quem quer muito, 
Paga caro, 
Um milhão de pensamentos por minuto, 
Devaneios de um espécime raro. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Você está presente, tornando contente

Nas histórias de romance, 
Nos livros do armário, 
Nos Dvd's ao alcance, 
Com seu enredo hilário, 
Você está presente, 
Tornando contente. 
Nas fotos dos porta-retratos, 
No miado dos gatos, 
Na música do computador, 
Nas lembranças com muito amor, 
Você está presente, 
Tornando contente.
Na missão de escrever, 
Numa conversa a descrever, 
Vejo além dos papéis e canetas, 
Administro no estômago borboletas, 
No consciente, 
Ou no inconsciente, 
Você está presente, 
Tornando contente.

domingo, 19 de julho de 2026

Iluminescer

A noite chama meu nome,  
Um trago me consome, 
O fumo queima, 
A consciência teima. 
Nos pequenos detalhes sonhadores, 
Percebo como a vida é feita de amores,  
E de pequenos aprendizados,
Nos menores desejos somos mais amados.
Fiz muitas escolhas dificeis, 
Para chegar onde cheguei, 
As coisas nunca serão fáceis, 
Só eu sei. 
O perfume da lua, 
Que sempre continua, 
Seduz viajantes, 
Hormônios gritantes.
Esperando um novo amanhecer, 
Quero o futuro conhecer, 
E cada vez mais saber, 
Aguardando o Iluminescer.

sábado, 18 de julho de 2026

A habilidade em estar sozinho

O sol da tarde,
Traz certa alucinação, 
Uma inspiração que invade, 
Uma peculiar sensação. 
Posso ver adiante, 
Um novo amanhecer, 
Algo que vem distante, 
Para iluminescer. 
Vejo fartura, 
Vejo cultura, 
Quase uma leitura de cartas, 
Apesar da visão, 
As verdades estão gastas, 
Precisando de revisão. 
O que é verdade para mim, 
Pode pouco ser a outros, 
Mas estamos sob o mesmo céu enfim, 
Apenas revezamos os encontros, 
E a vida segue seu caminho, 
Na habilidade em estar sozinho. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Apreciar é meu maior super poder

A noite desfez os barulhos, 
A arte silenciosa da escuridão,
Posso sentir a vibração dos períodos diurnos, 
O som dos batuques da cidade e seus transtornos.
Sabia que nunca daria certo, 
Com o erro eu flerto, 
O amor é para os mais abastados, 
Meu coração é de segredos abstratos. 
Sigo um rumo torto, 
O coração sempre esteve morto, 
Mas vence a solidão, 
Comporta sensação. 
Os gostos são variados, 
Os comandos descontrolados, 
Tudo diz para seguir, 
Tudo diz para este presente abrir.
Como um super-herói, 
Que humaniza e constrói, 
Esperando algo corresponder, 
Apreciar é meu maior super poder.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Ventania Congelante

Sequelas das informações, 
Mais uma história infinita, 
Um destino de sensações, 
A coberta de estrelas é mais que bonita. 
O tempo é veloz, 
Jamais estamos sós, 
Deuses mandam seus sinais, 
Todos os capítulos tem finais. 
Embebido em um caldo obscuro, 
Um certo deja-vu do futuro, 
Talvez o novo sempre esteve presente, 
O nascimento sempre parecerá recente. 
Envolto pelos rumos, 
Descoberto pelos caminhos, 
Feito de resumos, 
Os rugidos dos excluídos jamais estarão sozinhos.
Na madrugada, 
A lua calada, 
Um pedido de ajuda, 
A vida sempre muda, 
De dia ou de noite, 
Ventania congelante.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Poeta Identidade

As paredes falam por mim, 
Do começo da vida,
É quando nasce a consciência do fim, 
Uma entrada com saída. 
Nos elementos detalhados, 
De qualquer paisagem, 
Denota interesses de sermos amados, 
A vivência é uma viagem. 
Viver bem, 
É uma cortesia, 
Sou alguém, 
Interessado na poesia. 
Nos dias de temporais, 
São instantes de reflexões,
Devaneios sobre questões morais, 
Caminhos e direções. 
Seguir um rumo, 
A base da verdade, 
Fé e esperança consumo, 
Poeta identidade.  

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Talvez alguns nascem apenas para o sofrimento

Invernando, 
Congelando, 
A base do frio que queima, 
A falta e a saudade são extremas. 
Os amores de verão, 
Ficaram para trás,  
Como uma novela de estação, 
Que envolve como jamais. 
Esta história eu conheço:
Conheço alguém, me envolvo, 
Um dia termina, por um motivo que desconheço, 
E permaneço solitário de novo. 
Talvez o amor, 
Não seja para mim, 
Talvez só exista dor, 
De qualquer forma enfim. 
Pro passado, 
Só lamento, 
Sofro calado, 
Talvez alguns nascem apenas para o sofrimento.

sábado, 11 de julho de 2026

Tempestade com lembrança

Quando a chuva cai, 
E as vozes vem até mim, 
O vento vai, 
Transportando meus pensamentos para o fim. 
O barulho do temporal, 
Canta como um coral, 
Por toda minha audição, 
Restando apenas a rendição. 
Fui selecionado, 
Para estar aqui, 
Viver e ser amado, 
E um dia me despedir. 
O céu cinzento, 
Nuvens de tempestade, 
Gotas do arrebento, 
Gotículas com vontade.
Molhado, 
Enquanto chove, tenho lembrado, 
Em busca da esperança, 
Tempestade com lembrança.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Rede de pensamentos arvoredos

Por ordem alfabética, 
Lembro de quantas vezes, 
Fui atraído pela beleza estética, 
Finais totalmente trezes. 
Por ordem alfanumérica,
Posso contar minhas trágicas idéias éticas, 
Versões de mim, 
Sem começo ou fim.
Posso memorizar, 
Para amenizar, 
Cada amor que tive, 
Que em mim até hoje vivem.
Os arquivos da mente estão abertos, 
Parece que todos podem ver, 
Como caminhos incertos,
Que posso dizer e descrever.
Nas entranhas da alma, 
Existem segredos,
Como florestas sem silêncio ou calma, 
Uma rede de pensamentos arvoredos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Os presentes, os beijos e a lembrança

Ás vezes, 
Pouco sei o que escrever, 
Nos últimos meses, 
Gostaria que ela viesse me aquecer. 
Os casais de filmes, 
Fazem lembrar, 
O quanto éramos firmes, 
Em nos amar. 
O tempo corrói a proteção, 
E vicia no outro o coração, 
Dependendo do amor, 
Acostumado ao calor.
Quando anoitece, 
E é possível lamentar,
A falta acontece, 
E o pensamento vai onde ela deve estar.
Mas, ainda tenho esperança,   
Como uma insistente criança, 
Aonde a verdade se lança, 
Os presentes, os beijos e a lembrança.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Carta a uma antiga amiga de amores

Olá antiga amiga de amores, 
Estou puro louvor e dores, 
Escrevi um livro, 
Ainda estou vivo, 
Rezo todas as noites por você,
Sonho contigo até o amanhecer, 
Como um bom vinho, 
A lembrança veio envelhecer, 
Um trago sozinho, 
Para nunca mais esquecer, 
Aquelas tardes quentes, 
Contentes ou descontentes, 
Estávamos lá, 
Amando, 
Querendo estar, 
Vibrando, 
Sob aquela sombra do arvoredo, 
Algo dizia que tudo era muito cedo, 
E agora que tudo é tarde, 
O que restou foi a vontade, 
Que virou revolta, 
Por não se ter quem gosta, 
E mesmo com louvores,
Mesmo a distraçao das dores, 
No inverno murcham-se as flores, 
Tudo escurece, some as cores, 
Como lembro de ti, lembre de mim aonde fores, 
Carta a uma antiga amiga de amores. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Um dia achei que todos mereciam o paraíso

A vida parece querer apenas finalizar, 
Nenhuma solução indica amenizar,
Olho o relógio, 
Já é tarde, 
É lógico, 
Tentar sem vontade, 
Com uma baixa auto-estima, 
Com esta fraqueza que vem de cima. 
Tentei viver bem,
Sozinho ou com alguém, 
Mas o vento diz ser impossível, 
E a falta de desejo é visível. 
Quis ver todos bem, 
Mas nunca fui alguém, 
E antes disso achei ser possível, 
Mas vem o coisa ruim e mostra ser impossível.
Parece maligno, 
Mas algo vem com sorriso, 
Deixando um rastro indigno,  
Um dia achei que todos mereciam o paraíso. 

domingo, 5 de julho de 2026

Despertar alternativo

Tempo avançado, 
Muito diferente para estar aqui, 
Em outro estado, 
Perdido em si. 
Vindo de outro lugar, 
Leal demais para errar, 
Percebo algo ao me plugar,
Que não aqui que deveria estar.
Em todo canto, 
Sinto deslocado, 
De nome santo, 
Bem e mau falado. 
Existem poucos como eu, 
De um local distante, 
Parece que todo dia anoiteceu, 
A paralelidade é gritante.
Viajo para meu interior, 
E encontro o poder superior, 
Percebo que sou aprendiz, 
É o que a consciência diz, 
E devo acatar, estando vivo, 
Despertar alternativo.

sábado, 4 de julho de 2026

Doideiras do amor

Por alguns segundos, 
Senti um frio imenso, 
Por vários mundos, 
Este gelo é intenso. 
Sinto profundo pesar, 
Um amigo se foi, 
Longe apesar, 
A saudade diz oi.
Hoje fui a missa,
Queria rezar, 
Com a premissa, 
De jamais menosprezar.
Um inverno, 
Interno, 
E externo, 
Fora e dentro, 
Relaxo, hiberno, 
E concentro, 
Para manter o calor, 
Doideiras do amor.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Mais um pobre poeta

Ás vezes, 
Acho que fui muito cruel, 
Nos últimos meses, 
Ignorei tudo átras de caneta e papel. 
Tenho meu lado julgador, 
Tenho o meu lado vítimia,
Busco valor, 
Além da opinião íntima. 
Salvo os fracos, 
Oponho aos fortes, 
Por dentro estou aos cacos, 
E gasto o tempo nos cigarros dando uns cortes. 
Não sei do futuro, 
Mas posso supor, 
O que for mais puro, 
Terá seu valor. 
A vida está completa, 
A chance está aberta,  
Em uma direção incerta,  
Mais um pobre poeta.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O dia apenas anoitece

Num junho frio, 
O amor é tardio, 
Em meio a sombras e nevoeiros, 
Os pensamentos depressivos e grosseiros, 
Me levam a lugares, 
Que não sabia que existiam, 
Nos olhos mares, 
Que se desconheciam, 
O que eu quero, 
E o que quer o mundo, 
Não coincidem como espero, 
Um desprazer profundo, 
Uma falta de vida, 
Uma realidade descabida, 
Aonde os modelos divergem, 
Nada é o que parece, 
Ou o que deveriam ser acontecem, 
O ciclo jamais amanhece, 
E toda a vida perece, 
O dia apenas anoitece.

terça-feira, 30 de junho de 2026

O amor tenta me ligar, mas nunca mais o atendo

Pensei em dizer um oi, 
Mas o amor se foi, 
Foram tantas decepções amorosas , 
Que pessoas como eu vem a desistir. 
Desistir de tentar mais amor, 
Desistir de sentir aquele calor, 
Aquela relação boa, 
Já nem sei se sou mais uma pessoa. 
Foi tanta falsidade, 
Foi tanta insanidade, 
Que acredito não merecer amar, 
Como uma maré alta, 
Um movimento do mar, 
Que o que sobrou maltrata, 
E tudo que se foi não volta mais, 
Nunca desejei isto a ninguém,
Posso garantir que jamais, 
E o verdadeiro o amor nunca mais vem, 
A vida ás vezes faz coisas que não compreendo, 
O amor tenta me ligar, mas nunca mais o atendo.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Beijo na imaginação

Ah, aquela conversa da tarde,
Onde o peito arde, 
O calor invade, 
Quero ficar mais, vem a vontade. 
O tempo parou, 
Parte do que sou,
A parte que me falta, 
A voz do coração falou mais alta. 
Seu perfume, 
Posso imaginar, 
Como de costume, 
Profunda como o mar. 
Troca de carinho, 
Já não estou tão sozinho, 
Posso contar com alguém, 
E não preciso de mais ninguém.
Agradeço ao poder superior, 
Por ter o seu calor, 
Uma nobre sensação, 
Seu beijo na imaginação.

sábado, 27 de junho de 2026

Um lugar para estar contigo

Estar junto na praia, 
Antes que a noite caia, 
Se amar no sol, 
Ao som de batuque e futebol.
Estar junto no interior, 
O ar limpo e em meio ao calor, 
Sentir a brisa da natureza, 
Qualquer lugar é uma beleza. 
Estar junto na cidade, 
Curar da saudade, 
Em qualquer show musical,
Todo canto é legal. 
Estar junto no chalé, 
Esperança e fé, 
Estar perto das nuvens e do ar saudável, 
Curtir um chá ou café agradável. 
Desde o tempo antigo, 
Desejei ser mais que seu amigo, 
Seu rastro eu sigo, 
Um lugar para estar contigo.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Uma fumaça ameniza a solidão

Sentado no banco, 
Neste quase boteco, 
A mente funciona no tranco, 
Um trago para funcionar o tico e o teco, 
Penso nela, 
Penso em mim, 
Ao calor da vela, 
Imagino como evadir do fim. 
A tarde assisti um filme, 
É copa, cada hora joga um time, 
Mas, muitas pessoas nem tem o que comer, 
Mas o que se planta, há de colher,
E no final, na dor, 
Somos todos iguais,
O importante é cultivar o amor, 
E viver cada vez mais. 
Agradeço,
Gratidão, 
Amanheço,
Uma fumaça ameniza a solidão.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Temporal na pele do poeta

Parece ser fácil, mas não é, 
Seguir e ter fé, 
Acreditar em um sonho, 
Acordar e sempre ver tudo risonho.
Longe de ter expresso, 
Tudo o que queria dizer, 
Nem sempre há sucesso,
Em sentir ou causar prazer. 
No lugar mais obscuro, 
Há o que procuro,
Estar entre os desafortunados,  
Pelos índicios do destino, 
São indicadores para serem mais amados, 
Aprendi desde menino.
O juízo é relativo, 
Um livre-arbítrio alternativo, 
Cada um vê de uma maneira, 
Pela metade ou pela vida inteira,
Escolher nunca será uma meta, 
Temporal na pele do poeta.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Foragido de si e em lamento

Um temporal,
Cai sobre a cidade, 
Imoral, 
Trabalhar por saciedade.
Cansado de sofrer, 
Algo está morto dentro de mim, 
Antes mesmo de eu morrer, 
Sem concluir a corrida, já é o fim. 
Pequenos lapsos de memória, 
Os mortos não contam histórias, 
Mas diga isso para alguém sonhando, 
O mesmo que trabalhar e nunca estar ganhando. 
Relatos de sofrimento, 
Mendigando sentimento, 
Perdendo o direito, 
Sobre nenhum erro cometido, 
É o grande defeito, 
De ser propositalmente descomprometido, 
Perder o rumo e noção do vento, 
Foragido de si e em lamento.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Queria dizer algo, mas deu tudo errado

Eu na recuperação, 
Todo mundo bebendo, 
Vem a sensação, 
Eu aqui sofrendo. 
Nada mudou, 
Eu que mudei, 
Mudado no que sou, 
Vivendo como sei. 
A fumaça entre os dedos, 
Procurando dar nome aos medos,
Para chegar mais longe, despontar, 
Mas tudo que faço é me desapontar.
Mudança de perspectiva, 
Uma sinceridade alternativa, 
Uma canção que veio da alma, 
Pouco sei aonde arranjo tanta calma. 
Vivendo, 
E aprendendo, 
Queria dizer algo, 
Mas deu tudo errado.

domingo, 21 de junho de 2026

O que está por vir, está desperto

A orquestra da madrugada, 
O silêncio da escuridão, 
A sinfonia desarrumada, 
Uma obscura sensação. 
Nas embalagens dos cigarros, 
Vicios, desastres, sarros, 
O fim parece mais perto, 
Os delírios e previsões, 
Podem estar certos, 
Estranhas visões, 
Porém, corretos,  
Os conselhos estão abertos.   
Nos cartazes espalhados, 
Por toda a cidade, 
Eventos divulgados, 
Por mera nostalgicidade.
No ventre da mãe terra, 
Insiste a guerra, 
O futuro está cada vez mais perto, 
O que está por vir, está desperto.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

É tempo de escrever, diz os sinais

Madrugada fria, 
O tempo range, 
Quem diria, 
Um dia a infância estaria distante.
Lembro dos desejos, 
Dos instantes de gracejos,
Qualquer brincadeira, 
Era conveniente, 
Por uma minha inteira, 
Éramos demasiado inteligentes, 
Sem recurso ou tecnologia,
Nos comunicávamos dia a dia. 
Escrevo por expressão, 
E sempre tenho a impressão, 
De que tenho inúmeros deveres, 
Comigo e com todos os seres.
O nariz escorre, 
Ela não me quer mais, 
Algo dentro morre, 
É tempo de escrever, diz os sinais. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Uma ligeira impressão

Dezoito de junho,
Só resta este rascunho, 
Uma música e nada mais, 
Alguns tragos como jamais. 
Ando adoentado,
Consumido e consumado, 
Sintomas de gripe, 
Aonde afeta a equipe. 
O pensamento, 
Ando lento, 
No mínimo, jamais máximo, 
Mas sou acostumado bem mais rápido.
Na madrugada, 
Um prêmio, 
A lembrança da amada, 
Ao extremo.
Vejo em meu entorno, 
Apenas escuridão, 
Ar frio, cobertor morno, 
Uma ligeira impressão.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mundo de vento e frio

Percebi, 
O sabor do frio, 
Concebi, 
O que é viver no vazio. 
Outono, 
Falta de sono, 
Frio no topo, 
Ás vezes pareço estar louco. 
Na medida do tempo, 
No frio das horas, 
Na mente tudo é contratempo,
Menos aceitação, mais foras.
Vejo o relógio do destino, 
De que é ilusão ser um menino, 
E também um homem, 
Onde sentimentos o consomem, 
Mais vale não ser nada,
Cada ser tem sua camada, 
Seu jeito de ser, 
A vida e seu ciclo sempre irão de acontecer,
Penso por horas a fio,
No mundo de vento e frio.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O inconsciente de um velho delinquente

O inconsciente é uma questão complicada, 
Sem tocar, ainda amo uma amada, 
Faço as mesmas atividades como em dias iguais, 
Tenho as mesmas preferências a anos, 
E ainda tenho vícios, como fumar demais, 
Ainda uso psicotrópicos, para conter surtos insanos. 
A vida é algo pequeno, 
Perto de seus derivados, 
Daqui a pouco para ela eu aceno, 
Os finais estão escritos e certificados.
Vejo com os olhos do coração, 
O mundo tem seus ciclos e o fim é um deles,
Mesmo com tanta oração,
Sempre existe o mal e os seus seres:

"O distúrbio de um desajustado,  
Um ser complicado,            
Leva a parar de crer, 
Evita crescer, 
Traz consigo certo desapontamento,  
É fraco o sentimento,
O inconsciente, 
De um velho delinquente".

domingo, 14 de junho de 2026

Ás vezes, o que a gente é, não é o que a gente quer

Frio de junho, 
Um pequeno rascunho, 
Uns dizeres de um qualquer, 
O que a gente é, 
Nunca é o que a gente quer, 
Falta de fé, 
E de valores, 
Só resta abrandar as dores. 
Fui ao inferno, 
E voltei para contar histórias, 
Um sofrimento interno,
Que destrói minhas memórias. 
O jornal de amanhã, 
Revela minha revolta, 
Como o amor da última manhã, 
Algumas coisas não tem volta.
Poderia ter sido qualquer coisa na vida, 
Mas por azar perdi quase tudo, 
A fraqueza me deixa sem saída, 
Mais um azarado no mundo. 
Ás vezes, o que a gente é, 
Não é o que a gente quer. 

sábado, 13 de junho de 2026

Jogaço da seleção do Brasil

Jogo da seleção, 
Ação e reação, 
Bagunça instalada, 
Balbúrdia inacabada. 
Camiseta, bandana, 
Verde grama, 
Amarelo banana, 
Uma estranha trama, 
Bebida, salgadinho, 
Junto ou sozinho, 
Assisti o jogo,
Na imaginação o logo, 
Terminou, um 
A um, 
Disputado, 
Nada de errado, 
Tudo conforme, 
Com a mente tranquila o juiz dorme, 
O coração vai a mil, 
Jogaço da seleção do Brasil. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Cidadão Das Ruas

Esta estranha sombra, 
Este passado que assombra, 
Surge uma estranha reação, 
Através da meditação. 
Ouço vozes,
Vultos velozes, 
A cidade e seus fantasmas, 
Entidades de plasma. 
O trânsito é intenso, 
O vozerio é tenso, 
Posso ouvir o coração da metrópole pulsando, 
Fiquei surpreso, mas achei que estava amando.
Gente de todo o tipo, 
O folclore e seu mito, 
Posso ouvir o Deus de ferro e aço, 
O silêncio só existe no espaço.  
A noite os eventos se misturam, 
Quaisqueres tóxicos curam, 
As manequins estão nuas, 
Mais um dia para o cidadão das ruas. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Anos Noventa

Aquele tempo, não volta, 
Nostalgia dos anos noventa, 
Protesto e revolta, 
Uma falta que arrebenta. 
MilkShake, Nirvana e anarquia, 
Ler um livro era ter sabedoria, 
Compromisso e primeiro beijo, 
Qualquer comercial na TV, causava um grande gracejo. 
Programas engraçados, 
Lanches nas lancheiras amassados, 
A cultura do jantar em família, 
Qualquer orientação gerava uma cartilha.
Tamagochi, cavaleiros do zodíaco, 
Metal melódico com vocal lírico, 
Chocolate e vinho, 
Para conversar bastava ir até o vizinho.
A falta aumenta, 
Tudo descontenta,
Neste lugar, tudo se inventa,
Por favor, uma dose dos anos noventa.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Ainda estou tentando virar a página

Temporal lá fora, 
Inunda a cidade, 
Minha vida quer ir embora, 
Evitar a saudade. 
Lembrar, 
Sem tocar, 
É morrer por dentro, 
Qualquer probleminha e desconcentro. 
Barulhos do tilintar a chuva, 
Noites surpreendentes, 
Aonde o vento faz curva, 
Mais um para o clube dos descontentes. 
Observei tudo hoje, 
Um tanto molhado, 
Vivo a distribuir lisonje, 
Amar e ser amado. 
Para resumir, 
Tudo é uma mágica, 
Posso presumir, 
Ainda estou tentando virar a página.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Nada é garantido, quando o real não existe

Acordei com gosto de querer dormir mais, 
Parece convidativo sonhar como jamais, 
Viver de alucinação, 
Depender inteiramente de invenção. 
A ilusão é tentadora, 
Em uma realidade amadora, 
Desejar apenas imaginação, 
Viver de inspiração. 
A simulação é subjetiva, 
Uma verdade regenerativa, 
Aaonde sempre haverá o que inventar, 
Sempre haverá algo para ludibriar.
Efeitos especiais, 
Mundo virtual, 
Enganações oficiais, 
Simulação atual.  
Em uma situação inventada, 
Uma plataforma simulada, 
Sequioso a realidade, mas a ilusão persiste, 
Nada é garantido, quando o real não existe.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Aquelas imagens de nós

Deixei meus sonhos no travesseiro, 
E saí para caminhar, 
Tentar esquecer este amor maneiro, 
Que veio para me abraçar. 
Daqueles tempos em que éramos libertos, 
Sempre fomos livros abertos, 
Muito parecidos, 
Muito carecidos, 
Tudo passou, 
Mas não sei quem sou, 
Apenas sei que a amei, 
Pela primeira vez acertei, 
E nada mudará isso,
E poucos sabem disso, 
Mas ainda está em mim, 
Daqui até o fim, 
E o adiante, 
O mais distante, 
Que eu posso ir, 
Tentando sumir, 
Algo fará lembrar, 
Sobre todo o ato de amar, 
Uma recordação persistente e veloz, 
Aquelas imagens de nós. 

domingo, 7 de junho de 2026

Dissertação daquela época

Lembro daquela época, 
Outro design, outra cédula, 
Refrigerante de garrafa de vidro,
Quase não se tinha tempo de olhar para o próprio umbigo, 
Todo olhar fraterno era amigo, 
Qualquer referência deste tempo, interesso-me e sigo. 
Vendas de doces,
Não importa como fostes, 
Era bem vindo, 
Domingo pizza e bingo, 
Na igreja, 
Nas salas de espera a revista veja, 
Nas conversas aleatórias, 
Meus ancestrais tem histórias.
Estudo e trabalho, 
Fui meio falho, 
Divido a culpa com minha percepção do momento, 
Hoje em dia é difícil alguém dar valor ao sentimento, 
Se foi aquele amor, aquela ética, 
Dissertação daquela época. 

sábado, 6 de junho de 2026

Este silêncio da noite é surreal

O sol da manhã, 
Revela sobre o amanhã, 
Dias em que tudo faz pensar, 
Dias em que tudo faz repensar.
Lembrar e construir o futuro, 
A noite escuridão, dia sol puro, 
Tudo tem dois lados, 
Odiosos ou amados.
Tenho desejos do bem, 
Para mim, para qualquer alguém, 
Em meio a solidão ou ao caótico, 
Do risonho palhaço ou ao tristonho gótico. 
Hoje fui rezar, 
Para agradecer,
Nunca desprezar, 
E aproveitar o amanhecer.
Em algum momento, 
Cresce o sentimento, 
O mundo por si só é o mais perto do real, 
Este silêncio da noite é surreal.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Garota do céu

Dias e noites, 
Pensando, 
Como fostes, 
Se estavas amando?
Talvez a vida, 
Sejam coisas que dêem errado, 
E mesmo quando o amor convida, 
Nem sempre é correto ser amado. 
Perante seu túmulo, 
Exagerado e cúmulo, 
Senti sua falta, 
A saudade em alta. 
Nada convence minha intuição, 
Só é possível formar um nevoeiro, 
Por todo o meu coração, 
Pouco consigo sentir inteiro. 
Ainda lembro daquele papel, 
Declamando como em um ilhéu, 
Um cadáver com véu, 
Garota do céu.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

As pedras nos caminhos do destino

Nos entornos da hora noturna, 
O coração abre-se como uma urna, 
Todo o passado se torna futuro,
No peito esquerdo, ouve-se um murmurio. 
Lembranças, 
Recordações, 
Esperanças, 
Direções. 
A vida tem suas reviravoltas, 
Ideias e situações remotas, 
Que remontam e recontam histórias,
Fazendo reviver instantes e memórias.
O relógio revivendo seu badalar, 
O tic tac que não quer parar, 
O giro do mundo, 
O giro do ponteiro, 
Um toque profundo,
Do horário ligeiro. 
Pensamos e aprendemos, 
Um homem agora, antes menino, 
As escolhas que fazemos, 
São as pedras nos caminhos do destino. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Todos os outonos de devaneios

Pra cada problema,  
Existe um poema, 
Uma solução mágica, 
Uma resolução prática. 
A vida é uma trama estratégica, 
Toda necessidade é como uma receita médica, 
Seguindo dá certo, 
Não seguindo dá incerto. 
As flores do canteiro, 
Cantam o tempo inteiro, 
Dizendo seus amores, 
Dizendo suas dores, 
Uma natureza falante, 
Um tanto tagarela, 
Ás vezes gritante, 
Ás vezes na lua amarela.
Entre a lógica e o senso, 
Um vasto teorema extenso, 
A realidade tem seus anseios, 
Todos os outonos de devaneios.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Rascunhos do poeta

Em noites frias, 
De um sereno de junho, 
Surgem ideias vazias, 
Um singelo rascunho.
A vida tem seus propósitos,
Sentidos e modelos inóspitos, 
A verdade um dia libertará, 
A realidade onde estou, nunca está.
O golpe sempre vem de onde menos se espera, 
Os olhos mais brilhantes, sempre revelam haver uma fera, 
O segredo está nos detalhes, 
Conselho de quem navegou os sete mares.
Viver é uma fortuna,
Cada perda deixa uma enorme lacuna, 
Já fui muito longe para voltar, 
Sigo sem bússola ou par.  
A cada mês o bolso aperta, 
Procuro a resposta certa, 
A sorte comigo flerta, 
Rascunhos do poeta. 

domingo, 31 de maio de 2026

Estou com ela, sem importância aonde estará

Um farol na escuridão,
Uma luz na escura multidão, 
Um fagulha de calor no inverno, 
Uma solução para um problema interno. 
Um vendaval no verão, 
Na perdição, 
Uma direção, 
No erro uma correção.  
Um lampejo em um lugar fechado, 
No deserto, um oásis achado. 
Uma verdade, 
Para inverdade.
Uma música, 
Para o silêncio. 
Para uma travessia única, 
Uma ponte pênsil. 
Assim foi ela, 
E sempre será, 
Estou com ela, 
Sem importância aonde estará.

sábado, 30 de maio de 2026

Passado regado a prazer

Pensando, 
Outoneando, 
É de maio, 
Desmaio, 
De tanto pensar, 
E repensar. 
Aquele dia, 
Aonde a lua ardia,   
Foi real, 
Foi importante para mim, 
Mesmo mal, 
Sinto falta enfim. 
Seus cabelos, 
Sob o sal do ar, 
Meus olhos vermelhos, 
De tanto amar.
Foi meu melhor par, 
Só queria dizer,  
E falar,     
Deste passado regado a prazer. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Julgava ser amado

A lágrima invisível, 
No rosto a rolar, 
Um passado inesquecível,
Insiste sem parar. 
Sou um só, 
Eu sei, 
Só quero o melhor, 
E esquecer que errei. 
Naquele dia, 
Junto ao mar, 
A pele ardia, 
De tanto amar. 
Lembranças, 
Foi tudo o que sobrou, 
Esperanças, 
Longes de onde estou. 
Estas com outra, 
Sou passado, 
Uma realidade que desencontra, 
Por um segundo julgava ser amado. 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Distópico coração

Quase dia,
A dor que aturdia, 
Hoje é amor, 
Uma ironia, 
Mas dou valor,
A esta estranha alegria, 
Vejo flores, 
Na natureza que divergia, 
Percebo amores,
Aonde nada acontecia,
Um milagre das cores, 
Qualquer sábio se confundiria, 
Muitas vezes,
Sem chance de saber, 
Essas vidas são trezes, 
Sem meio de entender, 
Ou compreender,
O por que se vender, 
Para tanta escuridão?
Distópico coração.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Concede-me uma última dança?

Em noites como essa, 
Aonde a névoa é espessa, 
Penso nela, 
Com a chama acesa, 
Depois da tarde amarela,
A grande deusa, 
Ilumina a escuridão, 
Salva-me da solidão. 
Vejo ela em tudo, 
Seu semblante ao fundo, 
Seus olhos brilham como a lua, 
Minha mente imagina, ilude, flutua. 
Nas pequenas coisas da vida, 
Nas gentilezas mais simples, 
Parece que seu perfume convida, 
A sermos mais livres.
Nas sombras do anoitecer, 
Quero contigo envelhecer, 
Sentir o prazer e o tempo que alcança, 
Concede-me uma última dança?

terça-feira, 26 de maio de 2026

A trajetória da vivacidade

Nesta passagem, 
Nesta viagem, 
Rumo ao infinito, 
Como o amanhecer é bonito. 
Vejo flores, 
Experimento amores, 
Provo do sabor da vida, 
Meu anjo, me vê uma saída.
Ás vezes parece que tudo irá ruir, 
Mas algo ou alguém há de vir, 
Para salvar, 
Para amar.
Acredito no poder do bem, 
Atraio e percebo que o melhor vem, 
Para ajudar, 
Para cuidar, 
Para auxiliar, 
Para conciliar, 
E trazer de volta a bondade,
A trajetória da vivacidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O inesquecimento nunca foi ou será opcional

Um looping de inesquecimento, 
Lembrando de todo e qualquer acontecimento, 
Uma reflexão,
Uma meditação, 
Uma análise de como estou, 
Peculiaridades de como sou, 
Uma avaliação,
Uma redenção. 
Penso muito, 
A cada minuto, 
Como uma organização,
Uma suposição, 
Da intenção, 
Da realização, 
De cada passo que vou dar, 
Cada ação que vou empregar.
Pela introspeccão, 
Nunca me considerei normal, 
No ato da expressão, 
O inesquecimento nunca foi ou será opcional.

sábado, 23 de maio de 2026

A perspectiva confortável do amor

Choveu a tarde, 
As gotas diziam:-Goodbye!
A saudade invade, 
E a aflição não sai. 
O gosto do passado, 
A nostalgia do ultrapassado, 
A qualidade de lembrar,
Momentos rememorar, 
Saber que existiu o antes, 
Saber que nunca estivemos tão distantes. 
Sou mais uma cópia, 
Da falta e sua paródia, 
Um retrato de um loop infinito, 
Onde é subjetivo e particular, 
Do que é ser belo e bonito,
Qualquer lugar, 
Pode ser um lar,
Trazendo a concepção de haver um par, 
Mas só uma qualidade dá calor: 
A perspectiva confortável do amor.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Garçom, um trago dela por favor

Ela nem reparou, 
Ela nem pensou, 
Sumiu na multidão, 
Sumiu na vastidão. 
Eu pensei:
"Claro que nunca ela vai me ver, 
Só eu sei, 
Que será sobre mais um amor perdido que irei escrever". 
A garota mais bonita, 
Daquela redondeza, 
Meu peito grita, 
Por aquela beleza.
Seu perfume, 
Uma placa dizendo:
"Não fume", 
Saí fumaça trazendo.
Ouvindo um som,
O frio de causar dor,
Garçom,
Um trago dela por favor. 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Check in

São vinte três e trinta e quatro, 
Lembro dos beijos, 
Do tato, 
Lembro do desejo, 
Do ato, 
Da intensidade, 
Quase um desacato, 
Relatos da saudade.  
Quase madrugada, 
A lua anda calada, 
Esperando um sinal, 
Uma entrada, 
Continuar até o final, 
Com a devida amada.
Deu tudo errado, 
Pensar em ser feliz, 
Pensar em ser casado, 
Lua de mel em Paris.  
Porém permaneço em solo tupiniquim, 
Parado no hotel da sinceridade, 
Sem ela, não sei por que vim, 
Fazendo check in da saudade.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Colorida

Nunca tento derrubar ninguém, 
Pois gosto de aplausos de pé, 
Em algum instante me apaixonei por alguém, 
E só restou esperança e fé.
Nunca liguei para o que iria acontecer, 
Sempre fui de encontro a consequência, 
Mas sei que sempre há um novo amanhecer, 
E que em algum segundo renasce a consciência. 
Em noites frias,  costumo gemer, 
Depois de tudo, não sei se terei outro alguém,
Apenas o que sei é que aquele perfume ainda me faz tremer,   
E que ela é uma entre milhares de grupos de cem. 
Quando fizemos aquela canção, 
Sobre um ser angelical, 
Balançou a pulsação, 
Do começo ao final.
Tardes de canções, 
Arrumada e divertida, 
Buscando direções, 
Perfumada e colorida.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Uma maneira melhor de amar

Gostaria apenas de escrever coisas boas, 
Mas são tão diferentes os gostos e as pessoas, 
Cada qual em sua característica de ser bom, 
Cada ser humano curte um tipo de som. 
Ás vezes parece que tudo está ao contrário, 
Alguns encaram em um formato hilário, 
Outros divergem sobre a nuance de horário, 
Cada um com seu tempo, 
Nada é igualitário, 
Cada um com seu contra-tempo.
Trago comigo cicatrizes, 
Cada uma lembra um ferimento, 
Seja por alguns deslizes, 
Ou atritos de pensamento.  
Trago comigo vícios, 
Sobre inícios e reinícios, 
Estou tentando melhorar, 
Mas quem disse que alguém iria colaborar?
Escrever é um desafio, 
Não sei o que vou encontrar,
Treinando horas a fio, 
Buscando uma maneira melhor de amar.

domingo, 17 de maio de 2026

Conseguiu afinal

Nesta madrugada, 
Emudecida e calada, 
Tenho vários pensamentos, 
Tenho vários sentimentos,
Lembro de muitas situações,
Impensadas ações, 
Das quais não tenho culpa, 
Algumas direções,
Da qual não há desculpa,
Fui coagido, 
Errei forçado, 
Da escolha destituído, 
Destruído e acabado. 
Tomar medicamentos, 
Seguir tratamentos,
Fazer o que os outros querem, 
Se do meu jeito sempre deu certo, 
Só complicou e devaneios requerem, 
Para um arbítrio incerto.          
Perdi a namorada,
Perdi meu emprego, 
Uma escolaridade quase prejudicada, 
Tudo que é ruim atraio e achego. 
Ei, você, se queria meu mal, 
Parabéns, conseguiu afinal. 

sábado, 16 de maio de 2026

Um dia o romance estará por perto

Percebo seu cheiro nas coisas, 
Rogo a todas as forças, 
Que traga você de volta, 
Por enquanto a saudade me escolta, 
Sigo um rumo aleatório, 
Temos um histórico, 
E sei aonde quero chegar, 
Desbravando e navegando neste mar, 
Encontro tudo quanto é situação, 
E você é de mim a extensão,
Por isso longe ando perdido, 
Por isso quando lembro sinto invadido,
Quando é você levo pro lado pessoal,
É mais do que querer virtual, 
Ou vontade de ver,
É a história mais interessante que quero escrever, 
Por um ponto final, 
E seguir completo, 
Pois afinal, 
Um dia o romance estará por perto. 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Toda minha lembrança

Quando na noite,
Contemplo sua imagem,
Memória do que foste,
Uma intensa viagem.
Pelos caminhos da recordação, 
Prezo pelo coração, 
Uma verdade inegável, 
Bem-aventurado o amável. 
Cada gota, 
Desta garoa grossa, 
Remonta, 
Uma afeição nossa. 
Já tentei esquecer, 
Amadurecer, 
Envelhecer, 
Mas sei que estas comigo em cada amanhecer.
O trago mentolado, 
O peito calado, 
Da volta há a esperança, 
Você é toda minha lembrança.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Um poema do poeta com amor

Um trago, 
Um afago,  
Um nevoeiro entre os dedos,   
Um infinito entre meus medos. 
Pequenas minhas ambições,
Caminhos sem direções, 
Verdades sem fundo, 
Caminhante do mundo. 
Vejo através da alma,
Não há lar sem calma, 
Não há paz sem lugar, 
Há apenas a ilusão de amar.
Outono no coração, 
Em uma cidade da memória, 
Parte de uma seleção, 
Que vem de uma história. 
Navegando por dentro, 
Em um epicentro, 
De toda dor, 
Um poema do poeta com amor.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Um poema no dia que quase amanheceu

Dormi e sonhei, 
Adormeci e imaginei, 
Fui para outra realidade, 
Ou durmo para sonhar novamente, 
Ou permaneço na saudade, 
A continuação na mente. 
Vejo que tentei, 
Tudo foi por um bom motivo, 
Só eu sei, 
O que é morrer por dentro estando vivo. 
Perdi ela, 
Perdi eles, 
Tão bela, 
Bons seres.
A vida é um risco, 
Ás vezes arrisco, 
A vida é perder,
O que se planta, 
Se põe a colher, 
Assim o pássaro canta. 
Venho de onde o fim já aconteceu, 
Um poema no dia que quase amanheceu.

terça-feira, 12 de maio de 2026

O coração com ela

Céu cinzento, 
Um pouco frio, 
Noite e desalento, 
Um pouco de vazio. 
Aquele casaco rosado, 
Ela me conquistou, 
Senti-me amado,
Parte do que sou. 
No caminho, 
Parcialmente sozinho, 
Percebi o sabor da tarde, 
Um trago, o peito arde. 
Largado em pensamentos,   
Mergulhado em sentimentos, 
O vento contra,   
Mas a estrutura não desmonta. 
Tardes contigo, 
A mais bela, 
Tardes comigo, 
O coração com ela.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Parte de um rastro profundo

No horizonte,
Vejo seu reflexo, 
Tão distante, 
Em meio a um desejo desconexo. 
Seu semblante, 
Sua imagem adiante, 
Posso sentir seu perfume, 
Uma pequena sedução como de costume. 
Tão pequena, 
Quase imperceptível, 
Tão amena, 
Porém tão inesquecível. 
Cada segundo, 
Cada instante, 
Meu mundo, 
Não é o bastante. 
Afinal, 
Há mais do que um sinal, 
Um sentimento fecundo, 
Parte de um rastro profundo.

sábado, 9 de maio de 2026

Ainda quero, pare e venha de onde está

Garoa de outono, 
Um trago e um pouco de sono,   
Não sei se mando recado ou telefono, 
Antes de jantar, um banho morno. 
Um dia quente, um pouco frio, 
Rezo por um dia menos vazio, 
A ventania acorda meu coração, 
Para os problemas, 
Em busca de solução, 
Uma vida de poemas.
Qualquer dia a vejo, 
Com nostalgia e desejo, 
De quando te via, 
De quando havia, 
Quando você vinha, 
E era puro desejo na pracinha. 
A lua de testemunha, 
Em todos os lugares as mãos eu punha, 
Se era paixão ou amor, 
Só o tempo dirá, 
Mas no peito ainda há calor, 
Ainda quero, pare e venha de onde está.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Com exatidão

Desde quando começa, 
Ou onde está, 
Pela promessa, 
Estarei lá. 
Na camada mais densa, 
Na erraticidade mais extensa, 
Quando o mal aparecer, 
Estarei eu para vencer. 
Quando a escuridão chegar, 
Atravessar, 
Por terra ou mar, 
Estarei eu para apartar. 
Nos dias de solidão, 
Além de toda imensidão, 
Trarei eu a retidão, 
Colocando fim a destruição.
Pode haver juízo final, 
Qualquer mal sinal, 
Estarei de prontidão,
Pelo bem com exatidão. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Aventuras por ares salinos

Galguei as areias do deserto, 
Em busca de um destino incerto, 
Andei pelas alas salinas, 
Me perdi entre as meninas,
Fiz grandes alianças, 
Aprendi o que é nunca perder as esperanças, 
Encontrei forças no amor, 
Agradeci pelo barulho e pelo calor, 
Recebi, 
O que mereci, 
E aprendi de tudo, 
Momento de azar e instante sortudo, 
Tudo indica que devo continuar, 
Seja no ensolarado, seja no luar, 
Vejo fé onde não existe, 
Mesmo quando parecer fraco, 
Meu corpo resiste, 
Mesmo um  caco, 
Encontro saída,
Para permanecer a vida,
Para continuar os destinos, 
Aventuras por ares salinos.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Desolado

Fora do padrão, 
Sem solução, 
A espera da verdade, 
Parecendo ter qualquer idade.
Ineficiente, 
Inconsciente, 
Sem identidade, 
Á beira da insanidade. 
Preso por segundos, 
Livre em vários mundos, 
Descabido,
Iludido.
Desfocado,    
Diferente, 
Desalojado, 
Divergente. 
Estridente, 
Descolado, 
Oficialmente, 
Desolado.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Poemas para tramar

Na veia, 
Corre sangue estrangeiro, 
Na meia, 
Um cheiro estranho o tempo inteiro. 
Percebo no vento, 
Um esquisito acalento, 
Falta de voar, 
Falta de amar. 
Fugido da terra dos pés descalços, 
Tentando seguir meus próprios passos, 
Aguentando todos os percalços, 
Driblando todos os descompassos. 
Ás vezes consigo vencer, 
Ás vezes não sei o que fazer, 
Mas posso me convencer, 
Que é tudo um diferenciado prazer.
Na imensidão, 
Haverá alguém para amar, 
Na solidão, 
Está repleto de poemas para tramar.

domingo, 3 de maio de 2026

Sei de nada e de ninguém

Levando a bandeira de um coração partido,
Com um cigarro paraguaio e um tênis encardido, 
Vou aonde um ser humano nunca foi, 
Chagas e feridas de um peito que se decompõe. 
Ouço vozes, 
Ouço barulhos,
Cérebros são velozes, 
Intriga alguns bagulhos.
Vindo de lugar algum, 
Provindo de canto nenhum, 
Sou parte de uma nação esquecida, 
Uma terra longe e desconhecida.
A alma fala por si só, 
O ar é um pó, 
Até as coisas mais naturais machucam, 
Até as coisas mais banais lucram.
Menino noturno e pensante, 
Algo chama no nevoeiro distante, 
O segredo está além, 
Sei de nada e de ninguém.

sábado, 2 de maio de 2026

O mundo do descompletar

Ás vezes, 
A traição vem de onde menos se espera, 
Há muitos meses, 
Minha percepção a tudo e a todos desconsidera. 
O vento noturno, 
Troca de turno, 
A madrugada aparece, 
A mente esquece. 
Acreditei em muitas promessas, 
Noventa e nove por cento descumpridas,
Mentiras em pequenas remessas, 
Situações e pessoas desunidas. 
Desconfio muito fácil, 
Sou decepcionado muito fácil, 
Queria que só houvesse um problema, 
Pra poder resolver e escrever em paz qualquer poema. 
Mas o mundo mostra outra expectativa, 
Mas o mundo confunde a perspectiva, 
Não consigo mais aceitar, 
O mundo do descompletar.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Simulação Indireta

Acordei, 
Com vontade de dormir de novo,
Abordei, 
Se Deus seria ou não o povo, 
Mas o superior é real, 
Mais do que um grupo banal, 
Já conversei, 
Acredito, 
Pois sei,
Ele é bendito.
Já fui músico, 
De estilo único, 
Já fui estudante, 
Curioso constante, 
Já fui professor, 
Abracei a dor, 
Já fui cantor, 
Com muito amor,  
Hoje sou poeta, 
Vivendo uma simulação indireta.  
  

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Os mínimos segundos de uma intenção

Cada gota da garoa, 
É um sonho que tenho com você, 
Por mais que as unhas eu roa, 
Minha alma é puro amanhecer, 
Não a vejo, 
Mais sinto, 
Prevejo,
E jamais minto. 
Aquele verão, 
Nunca acabou, 
Muitas coisas acontecerão, 
Há mais do que sou. 
Na virtude de menino, 
Nas vantagens de ser um homem, 
Sei que a amo, tudo é pequenino, 
Sentimentos aumentam, e me consomem. 
Você mora em meu coração, 
Sei que a vida deve ser de santificação, 
Mas, a vida também é afeição, 
Os mínimos segundos de uma intenção.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Uma hora isso vai acabar

O mundo morre, 
Pela maldade, 
A lágrima escorre, 
Pela saudade. 
Sua mãe o abandonou, 
O alarme de emergência soou, 
Já não há fuga, 
O vampiro emocional suga. 
O planeta está fraco, 
Ficou um caco, 
Depois de tanta guerra, 
Nem planeta água e nem planeta terra, 
Destruído,
Carcomido, 
Pedaço do que restou,
Tudo acabou.
Tenho comigo, 
Meu amigo, 
Já não há lugar, 
Uma hora isso vai acabar. 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Quero ir para além do que é amar

Entre uma arrumação e outra, 
Pensando quando a gente se encontra, 
Se há possibilidade de ficar junto, 
Sem harmonia, não há conjunto.
Já não há meio de ter outra pessoa, 
A batida de meu coração na alma ressoa, 
Se não for você, será impossível,
Se não for você, é difícil ir para outro nível. 
Aquela canção, 
Que fez para nós, 
Evoca a dimensão, 
Do que somos nós.  
Venho do amor,  
E terminarei no amor,
Venha comigo, 
Quero ser mais que seu amigo. 
Ligo no seu número, 
Falo exagero e cúmulo, 
Apenas para te conquistar, 
Quero ir para além do que é amar.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Congelando sem ela

Outono por aqui, 
Ela se foi faz tempo, 
Não estas por aqui, 
Sempre lembro e relembro, 
Dos beijos, 
Dos desejos, 
Do carinho, 
Do caminho, 
Dos passeios, 
Dos devaneios. 
Sinto falta, 
O instante maltrata, 
Desejar sem ter, 
Almejar sem conter,  
Querer e não poder, 
Sentir sem corresponder, 
Ver, 
Sem tocar, 
Escrever, 
Sem focar. 
Cobiçar sem obter,      
No frio a derreter, 
Sem o calor dela, 
Congelando sem ela.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Escrever é muito melhor do que tudo que tenho dito

Fundinho de casa, 
Frio que só, 
O tempo atrasa, 
A garganta dá um nó, 
Vejo sombras, vultos, 
Pensamentos e surtos, 
Verdades que me alcançaram, 
Pessoas do passado que me amaram, 
Relatos de uma vida, 
Em forma de poema, 
Sem entrada e sem saída, 
Ás vezes viver é um problema, 
Que nunca dá para resolver, 
Só basta no amor dissolver, 
E esperar tudo melhorar, 
Consultar e estar a par, 
Para melhor conduzir, 
E algum dia o mundo irá sorrir, 
Mas por enquanto medito, 
Escrever é muito melhor do que tudo que tenho dito.        
  

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Escuros e invisíveis

Entojado, 
De informação, 
Ultrajado, 
Sem motivação. 
Pensei em me perder, 
Meus estranhos pensamentos proceder, 
Viver por um propósito confortável, 
Mas, por mais que eu fuja, 
Persegue-me amar e ser amável, 
Por mais que limpe, sempre haverá uma fração suja. 
Tudo tem de ter equilíbrio, 
E em meu delírio, 
Nunca há solução, 
De alguma forma estará partido o coração, 
Em algum setor sensível, 
Em algum tópico invisível.
Na pequenez dos fatos,     
Desci os níveis,  
Vivendo dos rastros, 
Destes erros escuros e invisíveis.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Coração vivo e aberto

Quase madrugada,
O silêncio da voz, 
Longe da amada, 
O tempo menos veloz. 
Na arte do poeta, 
No dedilhar do cantor, 
O lixeiro faz a coleta, 
Segue a viagem o condutor, 
E eu neste amor mal curado, 
Poemas de solidão tenho declamado, 
Coisas complexas do coração, 
Auxilia na cura a oração.
No timbre dos passarinhos, 
No prosear dos vizinhos, 
O medo é de crescer demais, 
A vida acaba se cresce como jamais, 
Mas viver é justo, 
Tudo tem um custo, 
Livre e liberto, 
Coração vivo e aberto. 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

A perplexa expressão

Por alguns segundos, 
Achei que o mundo havia mudado, 
Mas os becos continuam imundos, 
E toda a obra do bem inacabado. 
Olho para o tempo anterior, 
E me recolho em instropecção no interior, 
E vejo falhas no destino, 
Talvez eu não tenha culpa de nada, 
E seja mesmo inocência este olhar de menino, 
E que algo me empurre toda vez que tente subir de camada, 
Levando-me a algo que nunca exista, 
E sendo tarde demais, 
Nunca resolva mesmo que eu persista, 
Tendo uma má impressão como jamais.
As ruas me ensinaram muito, 
A cada minuto, 
Mas o que mais aprendi, 
Foi quando caí em si, 
E vi que nem tudo depende de mim, 
E que o ser humano é obcecado pelo fim, 
Trazendo ansiedade e depressão,
Restando a perplexa expressão.

domingo, 19 de abril de 2026

O quão os sentidos são a realidade

Estive pensando, 
Um tanto em dúvida, 
Se estou amando, 
Uma mulher única. 
É difícil ser fiel, 
Mas sempre consegui, 
A relação não é só no papel, 
Por experiência pelo que vivi.
Vejo casais, 
Lembro demais, 
Tudo que envolve amar, 
Agradecer calado, 
Guardar energia para declamar, 
Ser amado. 
Hoje tudo é imagem,
Do nascimento a última viagem, 
A imaginação se tornou comercial, 
Mas por dentro, continuo real.
Entre o amor e a saudade, 
O quão os sentidos são a realidade.

sábado, 18 de abril de 2026

Sofisticado perfume

Lembro do cheiro, 
Do aroma, 
Daquele perfume maneiro, 
Que soma, 
Que aguça meus sentidos, 
Desperta desejos contidos,   
Liberta sentimentos que tenho mantido, 
Faz-me encontrar o caminho antes perdido, 
Eleva minha alma, 
Produz calma, 
Dia-a-dia, 
Traz calmaria, 
Diz mais apenas com o perfume, 
Faz mais o que de costume, 
Faz te notar, 
Comigo um par, 
Adianta minha percepção, 
Aperfeiçoa minha concepção,  
Neste sol da tarde ilume, 
Com este sofisticado perfume.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

D'aquela canção

Perdido, 
Indo ao seu encontro, 
Persuadido, 
A parecer um monstro, 
Em uma noite única, 
Lembrando, 
Daquela música, 
Nós caminhando, 
Em uma madrugada, 
A vida perde o sentido, 
Sem uma amada, 
Aquelas palavras tenho mantido.
O céu cinzento, 
Pontos azuis, 
O tempo lento, 
Saudade produz. 
A vida faz, 
Uma melodia sagaz, 
Toques imperiais, 
Aqueles sons naturais,
Que traz a solução, 
Memoráveis lembranças d'aquela canção. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Manter o sonho

Aqui dentro, 
Um garoto chora,
Fora e no centro, 
Um homem só quer ir embora. 
Os vários instantes sofrendo, 
Os vários momentos querendo,
Mas não tendo, 
Não obtendo. 
O sabor do meio fio, 
Neste outono frio, 
O meio termo,
De um ser enfermo, 
Extremo, 
Eu tremo. 
Tentando viver de verdade, 
Ter opinião e propriedade, 
Servir com honra, 
Esperando que meu sonho não morra, 
Que haja fertilidade no ganho, 
Tentando manter o sonho.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em algum momento do dia penso em você

No ganha pão, 
Um meio de sobreviver, 
Uma sensação,
Uma maneira de viver. 
Percebo na noite e seu encanto, 
Onde o pássaro tem seu canto, 
Tudo gira entorno das luzes sobre a escuridão,   
O mistério tende a causar a solidão.
Parece mil anos, 
Quando olho para trás,
Separado por motivos insanos, 
De quem amava demais. 
Nunca foi curtição, 
Nunca foi desleixo, 
Quem ama, libera condição, 
Por amar, libero e deixo.
Quase de manhã, 
Quase amanhã, 
Já é quase amanhecer, 
Em algum momento do dia penso em você. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Um refúgio dos problemas

As horas passam, 
Tudo tem um fim, 
As verdades transpassam, 
Sempre algo novo sobre mim. 
O outono chegou, 
O lado frio, 
De como sou, 
Como um trio, 
Mente, alma e coração, 
A harmonia da reflexão, 
A síntese dos poemas, 
Um refúgio dos problemas. 
Tudo tem um final, 
Basta ver o sinal, 
Ou os sinais, 
Que o mundo trás. 
Medidas extremas,
Para mentes enfermas, 
Além dos poemas, 
Um refúgio dos problemas.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Um amor envolvente, como um conto

O ar parece estar afrodisíaco, 
Com um teor romântico mítico, 
Fora e longe do lar, 
O amor está no ar, 
E tudo gira em torno do contato, 
Paixão e sedução, 
É fato, 
Assuntos do coração. 
Posso sentir a vibração,
Por uma leve sensação, 
Aonde vale a pena amar,
Só pelo nome certo chamar. 
Desejo, 
Gracejo,
Beijo, 
Almejo. 
Ela está perto, 
E eu estou pronto, 
Um sentimento incerto, 
Um amor envolvente, como um conto. 

domingo, 12 de abril de 2026

Os flashes da cidade

Mais uma semana, 
No fim, 
Minha alma declama, 
Afinal, enfim. 
Penso sobre recomeço, 
Por um motivo que desconheço, 
São tantas dúvidas e interrogações, 
Caminhos sem direções.
Vejo o céu estrelado, 
Penso no que há do outro lado, 
O quão o mundo é misterioso, 
O quão viver é imperioso. 
O sabor de poluição, 
Os lazeres de diversão, 
A verdade das placas de sinalização, 
A cidade está em meu coração.
Eu, esta entidade, 
Em busca de identidade, 
Esta segredosa sociedade, 
Os flashes da cidade.

sábado, 11 de abril de 2026

O entendimento é do descontente

Ás vezes, 
A imaginação é maior que a realidade, 
Nos últimos meses, 
A concretude é menor que a saudade. 
Vejo no entorno da solidão, 
Certa propriedade, 
Perdido na imensidão,
A procura de minha identidade. 
Ao sair, 
Ficou algo que deixou, 
Ao vir, 
Parece que fugiu algo que amou.
No desabrochar da flor, 
Há muito amor, 
No findar da dor, 
Um certo calor. 
Pensei que haveria uma troca, 
Pensei em sumir para sempre, 
Um cigarro e uma coca, 
O entendimento é do descontente.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Imaginação em nível exponencial

Já tentei ir para outro país, 
Teria melhores condições?
Seria mais feliz?
Algumas suposições. 
Já trabalhei muito, 
Estudei demais, 
Penso a cada minuto, 
Como o tempo é voraz. 
O céu anda estrelado, 
O ar é calmo e silenciado, 
Posso sentir as estrelas tramando o futuro, 
O mundo é melhor, 
Para quem tem o coração puro, 
O sucesso torna só. 
Minha imaginação é um arquivo, 
De tudo que está vivo, 
Imagens, palavras, textos, 
Para criar os temas gerais são pretextos, 
Desde lembranças e recordações, 
Até dejavus e lições.
Há algo além, o resto é visual, 
Imaginação em nível exponencial.