Escrevendo mais uma tarde ,
Neste mês de mormaço ,
Calor e tempestade ,
Na cidade de garoa e aço .
Digo sobre o que me assombra ,
Tragando um tabaco a sombra .
Penso o porque me apaixono tanto ?
Por que esconder em rimas o pranto ?
Mas no fundo só quero arte ,
Um pouco de poesia ,
Escrever é primordial , um caso a parte ,
Um instrumento que uso com demasia .
Sei que já estamos muito distantes ,
Daqueles bárbaros da caverna de antes .
Mas o fogo continua dominando o mundo ,
E todo trabalhador , do lazer tem sonho profundo .
Quero que a verdade apareça ,
E que suma este silêncio da cabeça .
Vivendo histórias de amor e ódio ,
Só me abstenho hoje em dia ,
Por um dia ter estado no topo do pódio ,
Acalma - se minha bateção cardia .
Errado , acento desnecessário ,
Concordância zero ,
Ainda aprendo , tudo têm seu horário ,
A minha , simplesmente espero .
Vou aonde quero ,
Minha personalidade pondero .
Calor e frio no mesmo instante ,
Não vivi ainda o bastante ,
O paraíso é para poucos ,
O inferno é para loucos ,
A terra é pra quem está aprendendo ,
O ser humano é , o que está fazendo .
Épocas semelhantes me lembro ,
Tardes frias e quentes de novembro .
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