A garoa , a tempestade , o frio ,
De cima cai o nebuloso rio .
Os ventos desordenados ,
Os ventos descontrolados .
A noite pede licença ,
Para começar sua performance ,
Nesta célebre presença ,
De um amoroso romance .
Onde há sua chance ,
Entre o concreto e o nuance ,
Há um equilíbrio ,
De um acentuado delírio :
" Ouvindo um som ,
Para relaxar ,
O fim da tarde dá o tom ,
Que ao meu dia vem encaixar " .
A noite se inicia ,
O clima vicia ,
Uma só , várias noites seguintes ,
Barulhos , sons e requintes .
Vejo o dia escurecer ,
O momento anoitecer ,
O instante obscurecer ,
A mente se esquecer .
Procurando algo para aquecer ,
Um motivo para envelhecer ,
Uma verdade que faça sentido ,
Libertar este sentimento contido :
" O ventania assombra ,
Não há abrigo ou sombra ,
Há apenas o tempo constante ,
Úmido e molhado instante " .
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