O sol vem e vai ,
Condicionado a revolta ,
O erro se sobressai ,
Diante de tanta bondade remota .
O tempo é Deus da prorrogação ,
Em minha cabeça permanece a interrogação ,
Dúvidas de um abandonado ,
Um peito que de ódio tem transbordado .
Entregado , sozinho , a deriva , deixado ,
Esperando pelo amor certo , um dia ser achado .
Sei que os ventos me ajudam ,
Em algo melhor , a cada dia me mudam .
Deixaram tanto ,
Que acabei escrevendo demais ,
Melhor do que pranto ,
Criar e sonhar cada vez mais .
Agradeço pelas verdades ,
E tolero as mentiras ,
Reflexos de puberdades ,
Lotadas de traíras .
Mas estou aqui ,
Sobrevivi ,
Por pouco perco ti ,
Valeu o que vivi :
" O fim me chama ao ouvido ,
Me fazendo um malicioso pedido ,
Me confiando guardar segredo ,
Para a humanidade ainda é cedo .
Dizendo sobre morte e vida ,
A dançar a última rima me convida .
Retratando minha caminhada ,
Longe da alta camada .
Entre becos , vãos e vielas ,
Portas , portões e janelas ,
Se esconde a beleza ,
Que só se vê calado .
Longe do coração em dureza ,
Existe o caminho amado .
Na obtusa e hostil imagem da cidade ,
Distante , anos - luz do bocado de vaidade ,
Existe uma alma calorosa ,
O mundo e sua visão honrosa .
Como a casca depressiva de uma rosa ,
Que vêm mostrar no fio escondido da prosa ,
As realidades gloriosas ,
Em suas trajetórias amorosas " .
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