quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Visões agradáveis de uma curta vida inteira

Neste mormaço ,
Meu repente faço ,
A sombra do concreto ,
Continuo , mesmo sob ordem e decreto .
Minha rima ,
Abaixo ou acima ,
Retrata o ser humano ,
Seu comportamento ,
Tudo que há de insano ,
Em seu frágil pensamento .
Conhecer é evoluir ,
Sonhar é apenas dormir ,
Criticar , é tudo ou nada ,
Infância , uma falta danada .
Dotado de conceitos ,
Possuo também defeitos ,
Mas a escrita é a cura ,
O bem estar da escritura .
Faço desta tarde ,
Palco de minha solidão ,
O sol venceu a tempestade ,
Mas jesus jamais a multidão .
Se ele pouco agradou ,
Quem sou eu para agradar geral ,
O futuro me abandonou ,
Neste espaço alternativo sideral .
E a realidade do pobre é outra ,
Um mundo hostil que parece estar contra ,
A vida , sem recurso , é monstra ,
Nenhuma possibilidade de continuar se encontra .
Mas a verdade aparecerá ,
E verei do futuro o que será ,
Tenho esperança ,
Pés para a andança ,
Sonhos além de minha cama ,
Deve haver um ser neste universo que me ama .
A ponto de uma explosão ,
Corpo dolorido , sem contusão . 
Persiste a dor ,
Presente , desde o criador ,
De meu peito ,
Elemento decorador ,
Com ou sem conceito , 
Com preceitos de digitador . 
Esperando resgate ,
Desejando estar em uma cadeira ,
A sombra , sentado , tomando mate ,
Visões agradáveis de uma curta vida inteira .



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