quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Rogando paz ao vento

A garoa do fim do ano ,
Castiga o ser humano .
Lenços , frio , umidade ,
Daquele calorzinho ,
Dá uma saudade ,
Neste verso sozinho .
Trancado neste corpo .
A falta bate o topo .
A rima acalenta ,
Uma sofrência lenta .
Posso provar minha inocência .
Se o destino deixar ,
Livrar minha consciência ,
Argumento achar :

" Pequenos sinais de arrependimento ,
Viver sem permissão ou qualquer consentimento ,
Viajando parado ,
Delírios no emaranhado .
O mundo que vejo ,
Não é o que penso ,
Permanece o desejo ,
De um tempo de vida mais extenso .
O mundo virou de costa ,
A saudade encosta ,
Faz - me refém ,
Deste certo alguém ,
Que me leva ao rebento ,
Que me esnoba cem por cento .
Que dispensa meu contento .
Desta balbúrdia em aumento ,
Pedindo aos céus acalento ,
Rogando paz ao vento " .

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