sexta-feira, 31 de julho de 2026

Meus devaneios são os filmes do Steven Spielberg

Na companhia do frio, 
Vento, brisa e a ventania, 
O perfeito trio, 
Para uma boa companhia. 
No tributo aos meus heróis com overdose, 
Escrever parece uma osmose, 
Com direito a hóspede e hospedeiro, 
Conhecimento de uma parte do mundo inteiro. 
Pequena solidão, 
Grande solitariedade, 
Na imensidão, 
Voando sem ter idade.
Meu amor foi estudar no exterior, 
Nunca mais voltou, 
Guardei-me no interior, 
Meu poema diz para onde vou. 
No inverno rigoroso, 
Um filme de terror é horroroso, 
Minha vida é fria como um iceberg, 
Meus devaneios são os filmes do Steven Spielberg. 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Tentando fugir do meu eu

Achei que seria legal, sei lá,
Expor minhas idéias, 
Mas a verdade está, 
Nas experiências menos belas.
Pensei que tudo seria fácil, 
Mas o inimigo é hábil, 
As belezas são intensas armadilhas, 
E o acerto está há uma centena de milhas.
Assistir um filme, 
Assistir o jogo de um time, 
Prova a incapacidade social, 
De aceitar e aprovar afinal. 
Lembro de um velho, 
Em mais um dia de sol amarelo,
Dizendo e contando histórias, 
Eternas e imortais memórias. 
Sou apenas veículo da mensagem, 
Levando comigo ancestrais de minha linhagem, 
Posso ir adiante, 
O mais distante,
Sabendo que o principio não é meu, 
Apenas tentando fugir do meu eu. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Qualquer alucinação é minha melhor amiga

Como uma ilusão , 
Aos poucos vou caindo na real, 
Como uma mal curada contusão, 
A vida é mais que um pacote de cereal. 
Como se algo drenasse minha energia, 
Como uma bebida da perdição em mix, 
Na qual bebo desenfreadamente sem qualquer sabedoria, 
Uma longa estadia no mundo fora da Matrix.
Os amores sao fantasia,
As drogas são heresia, 
Viver são pequenos picos de felicidade, 
De todos os momentos sao infinitas as saudades. 
Nem sempre faz sol, 
Nem sempre chove, 
O jogador só ganha no futebol, 
Se muito se move. 
A vida está sem sentido, 
Toda lembrança boa é antiga, 
Dou um trago desinibido, 
Qualquer alucinação é minha melhor amiga.

terça-feira, 28 de julho de 2026

As flores nunca aparecem em todas as épocas do ano

Envolvo-me com alguma coisa, 
Mas logo perco o interesse, não quero mais, 
O amor que se renova, 
Flores que aqui não crescem mais.
Um ciclo da vida, 
A entrada e a saída, 
O meio, 
Um minuto, 
Um anseio, 
Resoluto, 
Parte do hábito, 
Um instante mágico, 
Começar e terminar, 
E recomeçar,
Daqui até o fim, 
O que é teu e o que é de mim. 
Crescer já é demais, 
Mas a verdade sempre se faz, 
O coração é voraz e insano,
As flores nunca aparecem em todas as épocas do ano.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Cidadão viciado no luar

Como um louco por arte, 
Lado a lado, 
Parte a parte,
Um artista de coração calado. 
Entre o senso de perigo, 
E a vontade de vencer,  
O poema é meu abrigo,
Hoje consigo convencer. 
Pode soar narcisista, 
Um tanto garboso,
Sou controlado pela vontade elitista,
Ou sou o falso galã amoroso. 
Das duas formas perco, 
Como um encurralado em um beco, 
Buscando como fugir da emboscada, 
Buscando fugir da enrascada.
Sou fraco sem amor, 
Pareço impedido de continuar, 
Como na noite apenas com fogo e calor, 
Cidadão viciado no luar. 

domingo, 26 de julho de 2026

Relé minuto

Vozes, 
Sons velozes, 
Mentiras ao vento, 
Falso acontecimento. 
Barulhos, 
Reflexo dos bagulhos, 
As paranóias de um poeta, 
Desleixo na certa. 
Uma estranha obscuridade, 
Torna o mal em notoriedade, 
Tornando o bem vaidade, 
Tornando a bondade uma impossibilidade. 
Tenho sensibilidades, 
E fraquezas, 
Atos de insanidades, 
Impedido de belezas.
Por um segundo, 
Por todo o mundo,
Ouço um insulto,
O fim por um relé minuto.

sábado, 25 de julho de 2026

O mundo é de um formato e eu vejo de outro

Ontem foi um sofrimento, 
Hoje apenas lamento, 
O futuro será um acontecimento, 
O que restou foi a saudade do sentimento. 
Queria alguém para até o fim, 
Mas jamais as bençãos vieram até mim, 
Eu fui buscar com força e coragem, 
Mas percebo que tudo foi uma viagem, 
Ás vezes quero tudo do meu jeito, 
E jamais como as coisas são, 
E com esta ilusão pouco consigo fazer as coisas direito, 
E sempre fica magoado o coração. 
Sofrendo, 
Vendo o mundo de outra forma, 
Incompreendendo, 
A visão deturpada jamais se conforma.
Chega em mim um determinado fato, 
E há um desencontro, 
O mundo é de um formato, 
E eu vejo de outro.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Como um apresentador de um tosco telejornal

Para evitar a obscuridade,
Assistindo TV, 
Para ocultar a saudade, 
Acordado até o alvorecer.
Pequenos desejos do passado, 
Insistem em mim, como uma tatuagem, 
Segredos escondidos na pele do couro amassado, 
Um filme de terror, já não mais uma viagem.
Viajo para dentro de mim, 
Buscando solução, 
Mas tudo indica chegar ao fim, 
Só resta a redenção.
Partes de mim choram, 
Meus segredos me ignoram, 
Uma carma infiltrado, 
Um subconsciente deslocado.
Vejo o tempo espaço, 
Na cidade de concreto e aço, 
Parte de um esquema de lavagem cerebral, 
Como um apresentador de um tosco telejornal.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Adeus Final

Daquele dia, 
Daquele instante, 
Onde a mente doía, 
Em uma dor constante, 
Só restou o trauma, 
Só causou falta de calma, 
O vento sopra diferente, 
É raro estar contente. 
Os comprimidos, 
O final da paz, 
Poucos amigos, 
Na vida se faz, 
Viva pouco como um herói, 
Ou viva o suficiente para se tornar vilão, 
Tudo que a vida constrói, 
Só se destrói se trai o coração.
Aquele último beijo, 
Na lembrança um gracejo, 
Por um momento fiquei menos mal, 
A vida continua, mas já houve o adeus final.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Devaneios de um espécime raro

O mundo dá voltas,
O verme não tem rixa com a bota, 
Ninguém pensou em ser tão mal assim, 
E ninguém acertou como seria seu próprio fim. 
É desejo comum usufruir do melhor, 
O futuro todo ninguém sabe decor, 
Mas sempre existe uma escolha, 
Uma opção que melhor acolha.
Algo que nos criou tem talento, 
Como esquenta o calor, 
Como venta o vento, 
O coração tem amor. 
Um botão, 
Posso ser o fim da espécie, 
Com exatidão,
Podemos ser o mais perfeito espécime. 
Quem quer muito, 
Paga caro, 
Um milhão de pensamentos por minuto, 
Devaneios de um espécime raro. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Você está presente, tornando contente

Nas histórias de romance, 
Nos livros do armário, 
Nos Dvd's ao alcance, 
Com seu enredo hilário, 
Você está presente, 
Tornando contente. 
Nas fotos dos porta-retratos, 
No miado dos gatos, 
Na música do computador, 
Nas lembranças com muito amor, 
Você está presente, 
Tornando contente.
Na missão de escrever, 
Numa conversa a descrever, 
Vejo além dos papéis e canetas, 
Administro no estômago borboletas, 
No consciente, 
Ou no inconsciente, 
Você está presente, 
Tornando contente.

domingo, 19 de julho de 2026

Iluminescer

A noite chama meu nome,  
Um trago me consome, 
O fumo queima, 
A consciência teima. 
Nos pequenos detalhes sonhadores, 
Percebo como a vida é feita de amores,  
E de pequenos aprendizados,
Nos menores desejos somos mais amados.
Fiz muitas escolhas dificeis, 
Para chegar onde cheguei, 
As coisas nunca serão fáceis, 
Só eu sei. 
O perfume da lua, 
Que sempre continua, 
Seduz viajantes, 
Hormônios gritantes.
Esperando um novo amanhecer, 
Quero o futuro conhecer, 
E cada vez mais saber, 
Aguardando o Iluminescer.

sábado, 18 de julho de 2026

A habilidade em estar sozinho

O sol da tarde,
Traz certa alucinação, 
Uma inspiração que invade, 
Uma peculiar sensação. 
Posso ver adiante, 
Um novo amanhecer, 
Algo que vem distante, 
Para iluminescer. 
Vejo fartura, 
Vejo cultura, 
Quase uma leitura de cartas, 
Apesar da visão, 
As verdades estão gastas, 
Precisando de revisão. 
O que é verdade para mim, 
Pode pouco ser a outros, 
Mas estamos sob o mesmo céu enfim, 
Apenas revezamos os encontros, 
E a vida segue seu caminho, 
Na habilidade em estar sozinho. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Apreciar é meu maior super poder

A noite desfez os barulhos, 
A arte silenciosa da escuridão,
Posso sentir a vibração dos períodos diurnos, 
O som dos batuques da cidade e seus transtornos.
Sabia que nunca daria certo, 
Com o erro eu flerto, 
O amor é para os mais abastados, 
Meu coração é de segredos abstratos. 
Sigo um rumo torto, 
O coração sempre esteve morto, 
Mas vence a solidão, 
Comporta sensação. 
Os gostos são variados, 
Os comandos descontrolados, 
Tudo diz para seguir, 
Tudo diz para este presente abrir.
Como um super-herói, 
Que humaniza e constrói, 
Esperando algo corresponder, 
Apreciar é meu maior super poder.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Ventania Congelante

Sequelas das informações, 
Mais uma história infinita, 
Um destino de sensações, 
A coberta de estrelas é mais que bonita. 
O tempo é veloz, 
Jamais estamos sós, 
Deuses mandam seus sinais, 
Todos os capítulos tem finais. 
Embebido em um caldo obscuro, 
Um certo deja-vu do futuro, 
Talvez o novo sempre esteve presente, 
O nascimento sempre parecerá recente. 
Envolto pelos rumos, 
Descoberto pelos caminhos, 
Feito de resumos, 
Os rugidos dos excluídos jamais estarão sozinhos.
Na madrugada, 
A lua calada, 
Um pedido de ajuda, 
A vida sempre muda, 
De dia ou de noite, 
Ventania congelante.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Poeta Identidade

As paredes falam por mim, 
Do começo da vida,
É quando nasce a consciência do fim, 
Uma entrada com saída. 
Nos elementos detalhados, 
De qualquer paisagem, 
Denota interesses de sermos amados, 
A vivência é uma viagem. 
Viver bem, 
É uma cortesia, 
Sou alguém, 
Interessado na poesia. 
Nos dias de temporais, 
São instantes de reflexões,
Devaneios sobre questões morais, 
Caminhos e direções. 
Seguir um rumo, 
A base da verdade, 
Fé e esperança consumo, 
Poeta identidade.  

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Talvez alguns nascem apenas para o sofrimento

Invernando, 
Congelando, 
A base do frio que queima, 
A falta e a saudade são extremas. 
Os amores de verão, 
Ficaram para trás,  
Como uma novela de estação, 
Que envolve como jamais. 
Esta história eu conheço:
Conheço alguém, me envolvo, 
Um dia termina, por um motivo que desconheço, 
E permaneço solitário de novo. 
Talvez o amor, 
Não seja para mim, 
Talvez só exista dor, 
De qualquer forma enfim. 
Pro passado, 
Só lamento, 
Sofro calado, 
Talvez alguns nascem apenas para o sofrimento.

sábado, 11 de julho de 2026

Tempestade com lembrança

Quando a chuva cai, 
E as vozes vem até mim, 
O vento vai, 
Transportando meus pensamentos para o fim. 
O barulho do temporal, 
Canta como um coral, 
Por toda minha audição, 
Restando apenas a rendição. 
Fui selecionado, 
Para estar aqui, 
Viver e ser amado, 
E um dia me despedir. 
O céu cinzento, 
Nuvens de tempestade, 
Gotas do arrebento, 
Gotículas com vontade.
Molhado, 
Enquanto chove, tenho lembrado, 
Em busca da esperança, 
Tempestade com lembrança.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Rede de pensamentos arvoredos

Por ordem alfabética, 
Lembro de quantas vezes, 
Fui atraído pela beleza estética, 
Finais totalmente trezes. 
Por ordem alfanumérica,
Posso contar minhas trágicas idéias éticas, 
Versões de mim, 
Sem começo ou fim.
Posso memorizar, 
Para amenizar, 
Cada amor que tive, 
Que em mim até hoje vivem.
Os arquivos da mente estão abertos, 
Parece que todos podem ver, 
Como caminhos incertos,
Que posso dizer e descrever.
Nas entranhas da alma, 
Existem segredos,
Como florestas sem silêncio ou calma, 
Uma rede de pensamentos arvoredos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Os presentes, os beijos e a lembrança

Ás vezes, 
Pouco sei o que escrever, 
Nos últimos meses, 
Gostaria que ela viesse me aquecer. 
Os casais de filmes, 
Fazem lembrar, 
O quanto éramos firmes, 
Em nos amar. 
O tempo corrói a proteção, 
E vicia no outro o coração, 
Dependendo do amor, 
Acostumado ao calor.
Quando anoitece, 
E é possível lamentar,
A falta acontece, 
E o pensamento vai onde ela deve estar.
Mas, ainda tenho esperança,   
Como uma insistente criança, 
Aonde a verdade se lança, 
Os presentes, os beijos e a lembrança.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Carta a uma antiga amiga de amores

Olá antiga amiga de amores, 
Estou puro louvor e dores, 
Escrevi um livro, 
Ainda estou vivo, 
Rezo todas as noites por você,
Sonho contigo até o amanhecer, 
Como um bom vinho, 
A lembrança veio envelhecer, 
Um trago sozinho, 
Para nunca mais esquecer, 
Aquelas tardes quentes, 
Contentes ou descontentes, 
Estávamos lá, 
Amando, 
Querendo estar, 
Vibrando, 
Sob aquela sombra do arvoredo, 
Algo dizia que tudo era muito cedo, 
E agora que tudo é tarde, 
O que restou foi a vontade, 
Que virou revolta, 
Por não se ter quem gosta, 
E mesmo com louvores,
Mesmo a distraçao das dores, 
No inverno murcham-se as flores, 
Tudo escurece, some as cores, 
Como lembro de ti, lembre de mim aonde fores, 
Carta a uma antiga amiga de amores. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Um dia achei que todos mereciam o paraíso

A vida parece querer apenas finalizar, 
Nenhuma solução indica amenizar,
Olho o relógio, 
Já é tarde, 
É lógico, 
Tentar sem vontade, 
Com uma baixa auto-estima, 
Com esta fraqueza que vem de cima. 
Tentei viver bem,
Sozinho ou com alguém, 
Mas o vento diz ser impossível, 
E a falta de desejo é visível. 
Quis ver todos bem, 
Mas nunca fui alguém, 
E antes disso achei ser possível, 
Mas vem o coisa ruim e mostra ser impossível.
Parece maligno, 
Mas algo vem com sorriso, 
Deixando um rastro indigno,  
Um dia achei que todos mereciam o paraíso. 

domingo, 5 de julho de 2026

Despertar alternativo

Tempo avançado, 
Muito diferente para estar aqui, 
Em outro estado, 
Perdido em si. 
Vindo de outro lugar, 
Leal demais para errar, 
Percebo algo ao me plugar,
Que não aqui que deveria estar.
Em todo canto, 
Sinto deslocado, 
De nome santo, 
Bem e mau falado. 
Existem poucos como eu, 
De um local distante, 
Parece que todo dia anoiteceu, 
A paralelidade é gritante.
Viajo para meu interior, 
E encontro o poder superior, 
Percebo que sou aprendiz, 
É o que a consciência diz, 
E devo acatar, estando vivo, 
Despertar alternativo.

sábado, 4 de julho de 2026

Doideiras do amor

Por alguns segundos, 
Senti um frio imenso, 
Por vários mundos, 
Este gelo é intenso. 
Sinto profundo pesar, 
Um amigo se foi, 
Longe apesar, 
A saudade diz oi.
Hoje fui a missa,
Queria rezar, 
Com a premissa, 
De jamais menosprezar.
Um inverno, 
Interno, 
E externo, 
Fora e dentro, 
Relaxo, hiberno, 
E concentro, 
Para manter o calor, 
Doideiras do amor.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Mais um pobre poeta

Ás vezes, 
Acho que fui muito cruel, 
Nos últimos meses, 
Ignorei tudo átras de caneta e papel. 
Tenho meu lado julgador, 
Tenho o meu lado vítimia,
Busco valor, 
Além da opinião íntima. 
Salvo os fracos, 
Oponho aos fortes, 
Por dentro estou aos cacos, 
E gasto o tempo nos cigarros dando uns cortes. 
Não sei do futuro, 
Mas posso supor, 
O que for mais puro, 
Terá seu valor. 
A vida está completa, 
A chance está aberta,  
Em uma direção incerta,  
Mais um pobre poeta.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O dia apenas anoitece

Num junho frio, 
O amor é tardio, 
Em meio a sombras e nevoeiros, 
Os pensamentos depressivos e grosseiros, 
Me levam a lugares, 
Que não sabia que existiam, 
Nos olhos mares, 
Que se desconheciam, 
O que eu quero, 
E o que quer o mundo, 
Não coincidem como espero, 
Um desprazer profundo, 
Uma falta de vida, 
Uma realidade descabida, 
Aonde os modelos divergem, 
Nada é o que parece, 
Ou o que deveriam ser acontecem, 
O ciclo jamais amanhece, 
E toda a vida perece, 
O dia apenas anoitece.