Deixei meus sonhos no travesseiro,
E saí para caminhar,
Tentar esquecer este amor maneiro,
Que veio para me abraçar.
Daqueles tempos em que éramos libertos,
Sempre fomos livros abertos,
Muito parecidos,
Muito carecidos,
Tudo passou,
Mas não sei quem sou,
Apenas sei que a amei,
Pela primeira vez acertei,
E nada mudará isso,
E poucos sabem disso,
Mas ainda está em mim,
Daqui até o fim,
E o adiante,
O mais distante,
Que eu posso ir,
Tentando sumir,
Algo fará lembrar,
Sobre todo o ato de amar,
Uma recordação persistente e veloz,
Aquelas imagens de nós.
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