Na veia,
Corre sangue estrangeiro,
Na meia,
Um cheiro estranho o tempo inteiro.
Percebo no vento,
Um esquisito acalento,
Falta de voar,
Falta de amar.
Fugido da terra dos pés descalços,
Tentando seguir meus próprios passos,
Aguentando todos os percalços,
Driblando todos os descompassos.
Ás vezes consigo vencer,
Ás vezes não sei o que fazer,
Mas posso me convencer,
Que é tudo um diferenciado prazer.
Na imensidão,
Haverá alguém para amar,
Na solidão,
Está repleto de poemas para tramar.
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