domingo, 3 de maio de 2026

Sei de nada e de ninguém

Levando a bandeira de um coração partido,
Com um cigarro paraguaio e um tênis encardido, 
Vou aonde um ser humano nunca foi, 
Chagas e feridas de um peito que se decompõe. 
Ouço vozes, 
Ouço barulhos,
Cérebros são velozes, 
Intriga alguns bagulhos.
Vindo de lugar algum, 
Provindo de canto nenhum, 
Sou parte de uma nação esquecida, 
Uma terra longe e desconhecida.
A alma fala por si só, 
O ar é um pó, 
Até as coisas mais naturais machucam, 
Até as coisas mais banais lucram.
Menino noturno e pensante, 
Algo chama no nevoeiro distante, 
O segredo está além, 
Sei de nada e de ninguém.

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