terça-feira, 30 de junho de 2026

O amor tenta me ligar, mas nunca mais o atendo

Pensei em dizer um oi, 
Mas o amor se foi, 
Foram tantas decepções amorosas , 
Que pessoas como eu vem a desistir. 
Desistir de tentar mais amor, 
Desistir de sentir aquele calor, 
Aquela relação boa, 
Já nem sei se sou mais uma pessoa. 
Foi tanta falsidade, 
Foi tanta insanidade, 
Que acredito não merecer amar, 
Como uma maré alta, 
Um movimento do mar, 
Que o que sobrou maltrata, 
E tudo que se foi não volta mais, 
Nunca desejei isto a ninguém,
Posso garantir que jamais, 
E o verdadeiro o amor nunca mais vem, 
A vida ás vezes faz coisas que não compreendo, 
O amor tenta me ligar, mas nunca mais o atendo.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Beijo na imaginação

Ah, aquela conversa da tarde,
Onde o peito arde, 
O calor invade, 
Quero ficar mais, vem a vontade. 
O tempo parou, 
Parte do que sou,
A parte que me falta, 
A voz do coração falou mais alta. 
Seu perfume, 
Posso imaginar, 
Como de costume, 
Profunda como o mar. 
Troca de carinho, 
Já não estou tão sozinho, 
Posso contar com alguém, 
E não preciso de mais ninguém.
Agradeço ao poder superior, 
Por ter o seu calor, 
Uma nobre sensação, 
Seu beijo na imaginação.

sábado, 27 de junho de 2026

Um lugar para estar contigo

Estar junto na praia, 
Antes que a noite caia, 
Se amar no sol, 
Ao som de batuque e futebol.
Estar junto no interior, 
O ar limpo e em meio ao calor, 
Sentir a brisa da natureza, 
Qualquer lugar é uma beleza. 
Estar junto na cidade, 
Curar da saudade, 
Em qualquer show musical,
Todo canto é legal. 
Estar junto no chalé, 
Esperança e fé, 
Estar perto das nuvens e do ar saudável, 
Curtir um chá ou café agradável. 
Desde o tempo antigo, 
Desejei ser mais que seu amigo, 
Seu rastro eu sigo, 
Um lugar para estar contigo.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Uma fumaça ameniza a solidão

Sentado no banco, 
Neste quase boteco, 
A mente funciona no tranco, 
Um trago para funcionar o tico e o teco, 
Penso nela, 
Penso em mim, 
Ao calor da vela, 
Imagino como evadir do fim. 
A tarde assisti um filme, 
É copa, cada hora joga um time, 
Mas, muitas pessoas nem tem o que comer, 
Mas o que se planta, há de colher,
E no final, na dor, 
Somos todos iguais,
O importante é cultivar o amor, 
E viver cada vez mais. 
Agradeço,
Gratidão, 
Amanheço,
Uma fumaça ameniza a solidão.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Temporal na pele do poeta

Parece ser fácil, mas não é, 
Seguir e ter fé, 
Acreditar em um sonho, 
Acordar e sempre ver tudo risonho.
Longe de ter expresso, 
Tudo o que queria dizer, 
Nem sempre há sucesso,
Em sentir ou causar prazer. 
No lugar mais obscuro, 
Há o que procuro,
Estar entre os desafortunados,  
Pelos índicios do destino, 
São indicadores para serem mais amados, 
Aprendi desde menino.
O juízo é relativo, 
Um livre-arbítrio alternativo, 
Cada um vê de uma maneira, 
Pela metade ou pela vida inteira,
Escolher nunca será uma meta, 
Temporal na pele do poeta.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Foragido de si e em lamento

Um temporal,
Cai sobre a cidade, 
Imoral, 
Trabalhar por saciedade.
Cansado de sofrer, 
Algo está morto dentro de mim, 
Antes mesmo de eu morrer, 
Sem concluir a corrida, já é o fim. 
Pequenos lapsos de memória, 
Os mortos não contam histórias, 
Mas diga isso para alguém sonhando, 
O mesmo que trabalhar e nunca estar ganhando. 
Relatos de sofrimento, 
Mendigando sentimento, 
Perdendo o direito, 
Sobre nenhum erro cometido, 
É o grande defeito, 
De ser propositalmente descomprometido, 
Perder o rumo e noção do vento, 
Foragido de si e em lamento.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Queria dizer algo, mas deu tudo errado

Eu na recuperação, 
Todo mundo bebendo, 
Vem a sensação, 
Eu aqui sofrendo. 
Nada mudou, 
Eu que mudei, 
Mudado no que sou, 
Vivendo como sei. 
A fumaça entre os dedos, 
Procurando dar nome aos medos,
Para chegar mais longe, despontar, 
Mas tudo que faço é me desapontar.
Mudança de perspectiva, 
Uma sinceridade alternativa, 
Uma canção que veio da alma, 
Pouco sei aonde arranjo tanta calma. 
Vivendo, 
E aprendendo, 
Queria dizer algo, 
Mas deu tudo errado.

domingo, 21 de junho de 2026

O que está por vir, está desperto

A orquestra da madrugada, 
O silêncio da escuridão, 
A sinfonia desarrumada, 
Uma obscura sensação. 
Nas embalagens dos cigarros, 
Vicios, desastres, sarros, 
O fim parece mais perto, 
Os delírios e previsões, 
Podem estar certos, 
Estranhas visões, 
Porém, corretos,  
Os conselhos estão abertos.   
Nos cartazes espalhados, 
Por toda a cidade, 
Eventos divulgados, 
Por mera nostalgicidade.
No ventre da mãe terra, 
Insiste a guerra, 
O futuro está cada vez mais perto, 
O que está por vir, está desperto.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

É tempo de escrever, diz os sinais

Madrugada fria, 
O tempo range, 
Quem diria, 
Um dia a infância estaria distante.
Lembro dos desejos, 
Dos instantes de gracejos,
Qualquer brincadeira, 
Era conveniente, 
Por uma minha inteira, 
Éramos demasiado inteligentes, 
Sem recurso ou tecnologia,
Nos comunicávamos dia a dia. 
Escrevo por expressão, 
E sempre tenho a impressão, 
De que tenho inúmeros deveres, 
Comigo e com todos os seres.
O nariz escorre, 
Ela não me quer mais, 
Algo dentro morre, 
É tempo de escrever, diz os sinais. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Uma ligeira impressão

Dezoito de junho,
Só resta este rascunho, 
Uma música e nada mais, 
Alguns tragos como jamais. 
Ando adoentado,
Consumido e consumado, 
Sintomas de gripe, 
Aonde afeta a equipe. 
O pensamento, 
Ando lento, 
No mínimo, jamais máximo, 
Mas sou acostumado bem mais rápido.
Na madrugada, 
Um prêmio, 
A lembrança da amada, 
Ao extremo.
Vejo em meu entorno, 
Apenas escuridão, 
Ar frio, cobertor morno, 
Uma ligeira impressão.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mundo de vento e frio

Percebi, 
O sabor do frio, 
Concebi, 
O que é viver no vazio. 
Outono, 
Falta de sono, 
Frio no topo, 
Ás vezes pareço estar louco. 
Na medida do tempo, 
No frio das horas, 
Na mente tudo é contratempo,
Menos aceitação, mais foras.
Vejo o relógio do destino, 
De que é ilusão ser um menino, 
E também um homem, 
Onde sentimentos o consomem, 
Mais vale não ser nada,
Cada ser tem sua camada, 
Seu jeito de ser, 
A vida e seu ciclo sempre irão de acontecer,
Penso por horas a fio,
No mundo de vento e frio.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O inconsciente de um velho delinquente

O inconsciente é uma questão complicada, 
Sem tocar, ainda amo uma amada, 
Faço as mesmas atividades como em dias iguais, 
Tenho as mesmas preferências a anos, 
E ainda tenho vícios, como fumar demais, 
Ainda uso psicotrópicos, para conter surtos insanos. 
A vida é algo pequeno, 
Perto de seus derivados, 
Daqui a pouco para ela eu aceno, 
Os finais estão escritos e certificados.
Vejo com os olhos do coração, 
O mundo tem seus ciclos e o fim é um deles,
Mesmo com tanta oração,
Sempre existe o mal e os seus seres:

"O distúrbio de um desajustado,  
Um ser complicado,            
Leva a parar de crer, 
Evita crescer, 
Traz consigo certo desapontamento,  
É fraco o sentimento,
O inconsciente, 
De um velho delinquente".

domingo, 14 de junho de 2026

Ás vezes, o que a gente é, não é o que a gente quer

Frio de junho, 
Um pequeno rascunho, 
Uns dizeres de um qualquer, 
O que a gente é, 
Nunca é o que a gente quer, 
Falta de fé, 
E de valores, 
Só resta abrandar as dores. 
Fui ao inferno, 
E voltei para contar histórias, 
Um sofrimento interno,
Que destrói minhas memórias. 
O jornal de amanhã, 
Revela minha revolta, 
Como o amor da última manhã, 
Algumas coisas não tem volta.
Poderia ter sido qualquer coisa na vida, 
Mas por azar perdi quase tudo, 
A fraqueza me deixa sem saída, 
Mais um azarado no mundo. 
Ás vezes, o que a gente é, 
Não é o que a gente quer. 

sábado, 13 de junho de 2026

Jogaço da seleção do Brasil

Jogo da seleção, 
Ação e reação, 
Bagunça instalada, 
Balbúrdia inacabada. 
Camiseta, bandana, 
Verde grama, 
Amarelo banana, 
Uma estranha trama, 
Bebida, salgadinho, 
Junto ou sozinho, 
Assisti o jogo,
Na imaginação o logo, 
Terminou, um 
A um, 
Disputado, 
Nada de errado, 
Tudo conforme, 
Com a mente tranquila o juiz dorme, 
O coração vai a mil, 
Jogaço da seleção do Brasil. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Cidadão Das Ruas

Esta estranha sombra, 
Este passado que assombra, 
Surge uma estranha reação, 
Através da meditação. 
Ouço vozes,
Vultos velozes, 
A cidade e seus fantasmas, 
Entidades de plasma. 
O trânsito é intenso, 
O vozerio é tenso, 
Posso ouvir o coração da metrópole pulsando, 
Fiquei surpreso, mas achei que estava amando.
Gente de todo o tipo, 
O folclore e seu mito, 
Posso ouvir o Deus de ferro e aço, 
O silêncio só existe no espaço.  
A noite os eventos se misturam, 
Quaisqueres tóxicos curam, 
As manequins estão nuas, 
Mais um dia para o cidadão das ruas. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Anos Noventa

Aquele tempo, não volta, 
Nostalgia dos anos noventa, 
Protesto e revolta, 
Uma falta que arrebenta. 
MilkShake, Nirvana e anarquia, 
Ler um livro era ter sabedoria, 
Compromisso e primeiro beijo, 
Qualquer comercial na TV, causava um grande gracejo. 
Programas engraçados, 
Lanches nas lancheiras amassados, 
A cultura do jantar em família, 
Qualquer orientação gerava uma cartilha.
Tamagochi, cavaleiros do zodíaco, 
Metal melódico com vocal lírico, 
Chocolate e vinho, 
Para conversar bastava ir até o vizinho.
A falta aumenta, 
Tudo descontenta,
Neste lugar, tudo se inventa,
Por favor, uma dose dos anos noventa.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Ainda estou tentando virar a página

Temporal lá fora, 
Inunda a cidade, 
Minha vida quer ir embora, 
Evitar a saudade. 
Lembrar, 
Sem tocar, 
É morrer por dentro, 
Qualquer probleminha e desconcentro. 
Barulhos do tilintar a chuva, 
Noites surpreendentes, 
Aonde o vento faz curva, 
Mais um para o clube dos descontentes. 
Observei tudo hoje, 
Um tanto molhado, 
Vivo a distribuir lisonje, 
Amar e ser amado. 
Para resumir, 
Tudo é uma mágica, 
Posso presumir, 
Ainda estou tentando virar a página.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Nada é garantido, quando o real não existe

Acordei com gosto de querer dormir mais, 
Parece convidativo sonhar como jamais, 
Viver de alucinação, 
Depender inteiramente de invenção. 
A ilusão é tentadora, 
Em uma realidade amadora, 
Desejar apenas imaginação, 
Viver de inspiração. 
A simulação é subjetiva, 
Uma verdade regenerativa, 
Aaonde sempre haverá o que inventar, 
Sempre haverá algo para ludibriar.
Efeitos especiais, 
Mundo virtual, 
Enganações oficiais, 
Simulação atual.  
Em uma situação inventada, 
Uma plataforma simulada, 
Sequioso a realidade, mas a ilusão persiste, 
Nada é garantido, quando o real não existe.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Aquelas imagens de nós

Deixei meus sonhos no travesseiro, 
E saí para caminhar, 
Tentar esquecer este amor maneiro, 
Que veio para me abraçar. 
Daqueles tempos em que éramos libertos, 
Sempre fomos livros abertos, 
Muito parecidos, 
Muito carecidos, 
Tudo passou, 
Mas não sei quem sou, 
Apenas sei que a amei, 
Pela primeira vez acertei, 
E nada mudará isso,
E poucos sabem disso, 
Mas ainda está em mim, 
Daqui até o fim, 
E o adiante, 
O mais distante, 
Que eu posso ir, 
Tentando sumir, 
Algo fará lembrar, 
Sobre todo o ato de amar, 
Uma recordação persistente e veloz, 
Aquelas imagens de nós. 

domingo, 7 de junho de 2026

Dissertação daquela época

Lembro daquela época, 
Outro design, outra cédula, 
Refrigerante de garrafa de vidro,
Quase não se tinha tempo de olhar para o próprio umbigo, 
Todo olhar fraterno era amigo, 
Qualquer referência deste tempo, interesso-me e sigo. 
Vendas de doces,
Não importa como fostes, 
Era bem vindo, 
Domingo pizza e bingo, 
Na igreja, 
Nas salas de espera a revista veja, 
Nas conversas aleatórias, 
Meus ancestrais tem histórias.
Estudo e trabalho, 
Fui meio falho, 
Divido a culpa com minha percepção do momento, 
Hoje em dia é difícil alguém dar valor ao sentimento, 
Se foi aquele amor, aquela ética, 
Dissertação daquela época. 

sábado, 6 de junho de 2026

Este silêncio da noite é surreal

O sol da manhã, 
Revela sobre o amanhã, 
Dias em que tudo faz pensar, 
Dias em que tudo faz repensar.
Lembrar e construir o futuro, 
A noite escuridão, dia sol puro, 
Tudo tem dois lados, 
Odiosos ou amados.
Tenho desejos do bem, 
Para mim, para qualquer alguém, 
Em meio a solidão ou ao caótico, 
Do risonho palhaço ou ao tristonho gótico. 
Hoje fui rezar, 
Para agradecer,
Nunca desprezar, 
E aproveitar o amanhecer.
Em algum momento, 
Cresce o sentimento, 
O mundo por si só é o mais perto do real, 
Este silêncio da noite é surreal.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Garota do céu

Dias e noites, 
Pensando, 
Como fostes, 
Se estavas amando?
Talvez a vida, 
Sejam coisas que dêem errado, 
E mesmo quando o amor convida, 
Nem sempre é correto ser amado. 
Perante seu túmulo, 
Exagerado e cúmulo, 
Senti sua falta, 
A saudade em alta. 
Nada convence minha intuição, 
Só é possível formar um nevoeiro, 
Por todo o meu coração, 
Pouco consigo sentir inteiro. 
Ainda lembro daquele papel, 
Declamando como em um ilhéu, 
Um cadáver com véu, 
Garota do céu.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

As pedras nos caminhos do destino

Nos entornos da hora noturna, 
O coração abre-se como uma urna, 
Todo o passado se torna futuro,
No peito esquerdo, ouve-se um murmurio. 
Lembranças, 
Recordações, 
Esperanças, 
Direções. 
A vida tem suas reviravoltas, 
Ideias e situações remotas, 
Que remontam e recontam histórias,
Fazendo reviver instantes e memórias.
O relógio revivendo seu badalar, 
O tic tac que não quer parar, 
O giro do mundo, 
O giro do ponteiro, 
Um toque profundo,
Do horário ligeiro. 
Pensamos e aprendemos, 
Um homem agora, antes menino, 
As escolhas que fazemos, 
São as pedras nos caminhos do destino. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Todos os outonos de devaneios

Pra cada problema,  
Existe um poema, 
Uma solução mágica, 
Uma resolução prática. 
A vida é uma trama estratégica, 
Toda necessidade é como uma receita médica, 
Seguindo dá certo, 
Não seguindo dá incerto. 
As flores do canteiro, 
Cantam o tempo inteiro, 
Dizendo seus amores, 
Dizendo suas dores, 
Uma natureza falante, 
Um tanto tagarela, 
Ás vezes gritante, 
Ás vezes na lua amarela.
Entre a lógica e o senso, 
Um vasto teorema extenso, 
A realidade tem seus anseios, 
Todos os outonos de devaneios.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Rascunhos do poeta

Em noites frias, 
De um sereno de junho, 
Surgem ideias vazias, 
Um singelo rascunho.
A vida tem seus propósitos,
Sentidos e modelos inóspitos, 
A verdade um dia libertará, 
A realidade onde estou, nunca está.
O golpe sempre vem de onde menos se espera, 
Os olhos mais brilhantes, sempre revelam haver uma fera, 
O segredo está nos detalhes, 
Conselho de quem navegou os sete mares.
Viver é uma fortuna,
Cada perda deixa uma enorme lacuna, 
Já fui muito longe para voltar, 
Sigo sem bússola ou par.  
A cada mês o bolso aperta, 
Procuro a resposta certa, 
A sorte comigo flerta, 
Rascunhos do poeta.