quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Exclusividades do poeta

Percorro um determinado trajeto, 
Vem as ofertas inválidas, 
Nem sempre é correto o que está perto, 
As notícias ruins vem rápidas.  
Por meio da literatura, 
Pude clarear a mente,
Já tive medo de altura, 
Agora encaro os problemas de forma inteligente. 
Hoje fez um dia ensolarado, 
Agradeço ao céu por ter colaborado, 
Confesso que o coração anda embolorado, 
Mas nada como apreciar o silêncio do coração colorado.
A fama vem com a influência, 
Mas, deve-se ter consciência, 
O mundo anda cheio de armadilhas, 
Repare no que tu compartilhas.
Ei paixão do passado, 
A porta sempre estará aberta, 
Ame para ser amado, 
Exclusividades de poeta. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Um ser dissociável é mais consciente

A luz é escassa, 
Depois de um dia, 
Sob a presença da massa, 
Adquiro sabedoria. 
Um ser só, 
É mais rápido, 
Em meio ao aglomerado como pó, 
O instante se torna mais mágico.
O frio da tarde, 
Leva-me para o impossível, 
O dedo esquenta e arde, 
Aquele amigo distante é inesquecível. 
Posso quase estar no passado, 
De tanto que desejo o presente, 
É uma luta ser amado, 
Um ser só é mais inteligente. 
Se caso sinto, 
É mais pertinente, 
No elemento quinto, 
Um ser dissociável é mais consciente.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Misterioso e segredoso mar

Ameacei fugir, 
Ameacei parar, 
Mas o destino continua a rir, 
Pois este velho poeta, merece amar. 
No fundo das entranhas da mente, 
Existe um pobre garoto, 
Que vive em seu sonho inconsciente, 
Livre, leve e solto. 
Aonde há fumaça,
Há fogo,
Um dia caçador, no outro caça, 
A paz é meu logo. 
Olho o futuro, com olhos de menino, 
Sou puro, e aos amotinados ensino. 
Parte de algo misterioso, 
Dependente de segredos, 
Viver é um ato honroso, 
E compartilho a vida com meus medos, 
Sei voar, sei andar, sei amar,
Por dentro sou um misterioso e segredoso mar. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O que temos de real, é a capacidade de discernir

A garoa des'água no velho quintal, 
O vício no cigarro é imortal, 
Percebo o sabor úmido e tabástico, 
Por meio da escuridão, 
Posso ver o noturno mágico, 
A vida é apenas uma sensação, 
Mesmo sem direção , 
O peito esquerdo é pura expressão. 
De trago em trago, 
Posso ver o futuro, 
O sorriso invisível é largo, 
Paz é o que procuro.
Pergunto ao vento:
"É igual todo lamento?", 
Ele responde:
"O verdadeiro amor nunca se esconde". 
Os maiores segredos, 
Servem para confundir, 
O importante é usar a energia dos medos, 
Pois o que temos de real, é a capacidade de discernir. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Uma certa atração pelo fim

O sabor do vento frio, 
Sob este inverno de dois mil e vinte e seis, 
Como entrar em contato com o gelo vazio, 
Pareço viver para contar cada mês. 
Emprestei minha voz ao vento, 
E ela voltou cada vez mais alta e forte, 
Com certos protestos e lamentos, 
Com uma altivez de grande porte. 
Minhas pegadas ainda tem marcas, 
Minhas percepções ainda são falsas, 
Alguns de meus deslizes, 
Com meus atos passados ainda colidem, 
Com um pouco de cada um dos países, 
Minha alma meus antepassados incidem.
Posso ir aonde nenhum homem foi, 
Posso ir ao espaço e aos extraterrestres dizer oi, 
Mas nunca terei de volta, 
Aquilo que é combustível para mim, 
Sobra revolta, 
Uma certa atração pelo fim.  

sábado, 22 de agosto de 2026

Apenas desajustado

Pensei que estava no lugar certo, 
Pensei que estava no tempo certo, 
Mas, não estive, 
Naquele canto, 
Aquele fora ainda vive, 
Um singelo pranto, 
Sem quaisquer sabedoria, 
Saber do futuro, 
Jamais poderia, 
O mundo jamais foi puro, 
Mas sim decorrente de um desastre, 
A vida é um segundo, um milagre, um passe,
E neste instante curto, 
Na paz, houve um furto, 
E hoje, 
Com tudo ruindo, 
Se esconde, 
E não mais se abrindo, 
Todo o meu interior, 
Neste dia, de frio e calor,
Sem cortar o cabelo, 
Barbudo, desgrenhado,
Chorando aos poucos aquele gelo,
Vivendo apenas desajustado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Artística cortesia

Um poema, talvez, seja uma boa pedida,
Uma poesia, uma música,
Uma cultura, ou, uma arte mantida,
Uma canção de tonalidade única.
Um filme,
Ou um teatro,
Um jogo de um time,
Ou um fanzine de fato.
O brilho de uma mágica,
Ou uma exposição de artes plásticas,
Um lançamento de um livro,
Para estar mais vivo.
Uma apresentação de circo,
Um sarau mítico,
Uma verdade onde há dois,
Tudo faz sentido depois.
A arte está em tudo,
Como também a poesia,
Sou apenas sortudo,
Pela artística cortesia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O relógio também pode estar incerto

Se estava infeliz, 
O relógio parava, 
Se estava feliz,
O relógio andava. 
Um tempo rápido, 
Um ponteiro mágico, 
Um modo clássico, 
Um modo prático. 
Mas até aonde é o limite de tudo isso?
Ainda estou trabalhando nisso. 
Tudo é um prazer, 
Até algum item desfazer. 
Gosto do fato de andar sozinho, 
No fundo, estar só, é relativo, 
E também psicológico, ambos de cunhos vizinhos, 
O importante é estar vivo.   
Não lembro todos os versos, 
A vida tem seus reversos, 
Mas sei que estou no caminho certo, 
O relógio também pode estar incerto.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Não me lembro de ter mencionado isso

Não pedi para nascer, 
Mas agradeço por envelhecer, 
Poder conhecer e reconhecer, 
O valor de a cada dia renascer.
Não queria fazer tratamento de saúde, 
Mas como o mundo ás vezes ilude, 
Percebi ser necessário, 
E hoje, sobre maneiras do viver bem, sou um glossário.
Não queria sociabilidade, 
Mas percebi o valor da sociedade, 
E mesmo ás vezes com saudade, 
Pude adquirir identidade e personalidade. 
Não queria agir, 
Mas aprendi a reagir, 
A vida requer esforço e dedicação, 
Hoje tenho outra visão. 
Deixei os maus hábitos e os vícios,    
Já não sou tão omisso, 
Aprendi da vida os ofícios, 
Mas, não me lembro de ter mencionado isso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

E nada dela aparecer

Reflito, concentro, 
Saio, vou ao centro, 
O perfume no faro, 
Relembro tão raro, 
Aqueles momentos, 
Puros sentimentos, 
Do pôr-do-sol até seu nascer, 
Procuro reconhecer,
Do anoitecer até o amanhecer, 
E nada dela aparecer. 

Viajo em palavras, 
Nas ideias mais malvadas, 
Nos enredos e crônicas, 
Nas memórias supersônicas, 
Vejo o céu ruir, 
O relógio parar, 
Tentando fugir, 
Para bem ficar, 
Mas, a idade veio envelhecer , 
E nada dela aparecer. 

Sem saber o que irá acontecer, 
A verdade o fio do destino vem tecer, 
A presença dela, o coração a carecer, 
E nada dela aparecer.

domingo, 16 de agosto de 2026

Um neurônio selvagem

Distúrbios da mente, 
Um eu inconsciente,
Gritando para sair, 
Gemendo para evadir. 
Algo lá do lado profundo,    
Provindo de um ambiente obscuro, 
Do primitivo mais ao fundo, 
De um lugar aonde o desejo é impuro. 
Existe uma centelha,
Que faz o que der na telha,
Independente de todo sistema mental, 
Como uma partícula do juízo final.
No meio do tráfego de pensamentos, 
Algo caiu da bagagem, 
Algo feroz e com vastos sentimentos, 
Um neurônio selvagem.

sábado, 15 de agosto de 2026

A espera de um brilhante amanhecer

Lembro daquele gracejo,
Que arrancava meu sorriso, 
Nas madrugadas prazer e desejo, 
Um pequeno e compacto paraíso. 
Qualquer produção cinematográfica, 
Trazia escondida uma mágica, 
Um motivo para estarmos lado a lado, 
Parecia natural se sentir amado, 
Mas agora um luxo, 
Que em seu fluxo, 
Prova o valor do amor, 
Daquelas noites com os pés no cobertor. 
O vento conta uma história, 
Sobre algo em relação a memória, 
Uma vontade de dizer oi,
Uma distancia de dizer um tchau, 
Assim o amor se foi, 
E nada me deixa mais mau, 
Só posso agradecer, 
A espera de um brilhante amanhecer.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A cultura de que o outro deva sofrer um pouco

Uma tolice, 
Uma babaquice , 
Uma detalhice, 
Uma mesmice. 
Desejar o erro alheio, 
Por um palpite ou anseio, 
Acreditar ter razão, 
Em simplesmente ferir, 
Uma filosofia sem coesão, 
Um golpe deferir, 
E achar que tem direito,     
Uma mentira sem conceito. 
Viver para julgar, 
Deixar a vida passar, 
Conviver sem amar, 
Reviver para prejudicar. 
Querer o mal de alguém, 
Pode parecer que estou louco,
Mas a vida já foi boa para qualquer alguém, 
A cultura de que o outro deva sofrer um pouco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Entre a luta e o luto

Uma pessoa só, 
Causando desavença e nó, 
Lhe desafiando a uma batalha, 
Em uma convivência desgastante e falha. 
Por um destino odioso, 
Uma laço desamoroso, 
O sangue a correr queimando, 
Parece que o tempo mais rápido vai acabando. 
Uma redoma de vidro que o insulta, 
Entre o luto e a luta. 

Por uma morte, 
Um fim inevitável, 
Sem sorte, 
O glamour de um final instagramável. 
O perder alguém, 
Pelo vai e vem, 
De um relógio que só diz o término, 
Pra algum lugar foi, diz o religioso e o cético. 
Só percebido o óbito,
Pelo ar obscuro e inóspito, 
Pela instiga ao oculto, 
Entre a luta e o luto. 

Desejar muito e até demais, 
A luta e o luto, 
Houve um furto na paz, 
Entre a luta e o luto. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Desprovido de discernir

Por uma incapacidade, 
Ou por excesso de capacidade, 
Por uma questão subjetiva, 
Ou por uma questão objetiva, 
Venho a faltar com a compreensão,
Sem obtenção de expressão, 
Buscando uma direção, 
Para realização, 
A falta do caminho, 
De volta ao ninho.
Vejo o futuro derreter,
Por não compreender, 
A verdade e seus desígnios, 
São múltiplos os destinos.
Sem entender, 
Não há como conseguir, 
Sem amadurecer, 
Não há como executar o provir,
Esperando que a sapiência há de vir, 
Mas, por enquanto, desprovido de discernir.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Garoa Bernardense

Garoa, 
Vento frio, 
Temperatura boa,
Para preencher o vazio.
Tomar algo quente, 
Ler um livro, 
Tornar contente, 
Sentir estar vivo. 
Gotas da tempestade, 
Cedo ou tarde, 
Molha ou esfria,
O clima e sua tirania.
Barulhos de automóveis, 
Balançam os imóveis, 
A orquestra do trânsito,
O tecnológico cântico. 
A cidade a beira do lago,
Abençoado de gentileza e afago, 
Quando perde, vence, 
Garoa Bernardense. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Documento altamente poético

A tempestade, 
Chove, invade, 
Movimenta com vontade, 
Cedo e tarde. 
Toda noite tem seus mistérios, 
Todos os assuntos são sérios, 
Posso ouvir o vento conversar, 
Posso sentir o coração descontrolar. 
A ventania gelada, 
A noite agitada, 
A cidade e seus encantos, 
Os céus aos prantos.
Posso ver tudo desmoronar, 
Após a paz vem guerra no lugar,  
Notícias de desastres climáticos, 
Seres animais mortos nos árticos.
Livros, folhetos,
Concertos e desconcertos , 
Além do volume estético,
Documento altamente poético.

domingo, 9 de agosto de 2026

Os deuses também choram

O choro dos deuses, 
Cai ás vezes. 
Tudo um dia volta, 
A verdade é remota. 
Nada colabora, 
A promessa 
De que é bom ir embora, 
Mas um belo dia o retorno se expressa.
Um certo dia, 
Li uma mensagem, 
Percebi que nem toda conversa é sadia, 
E que não faço parte de toda linhagem.
Ouvi rumores de guerra, 
Por toda a terra,
Não sei se é oficial, 
Mas há um rumor mundial.
Daonde os superiores moram, 
As autenticidades corroboram, 
Os tempos demoram, 
Os deuses também choram.

sábado, 8 de agosto de 2026

Hoje á tarde o vento dizia: "Goodbye"

Barulhos doentios, 
Em meio a escuridão, 
Eventos cardios, 
Levaram-me a desatenção. 
Hoje a tarde, 
No sol que arde, 
Soube dos sinais, 
Dos momentos reiniciais. 
Aquela garota, 
Daquele tempo, 
Era bonita da gota, 
Livrava de qualquer contratempo.
Parece que o tempo levou o amor,
Em algum momento o relógio alcança, 
Não há como fugir da dor, 
Sempre haverá um instante de esperança.
Na vida há apenas gravuras, 
Pequenas memórias que nos levam as alturas,
De tanto viver, a vida se vai, 
Hoje á tarde o vento dizia: "Goodbye".

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Instante dês notório

Contra meu próprio ser, 
Degladiando com a razão, 
Uma maneira de desaparecer, 
Tornar-me uma ilusão. 
Para fugir dos muros da mente, 
Para acessar o que é inconsciente, 
Habitar um terreno invisível, 
Recomeçar em outro lugar e nível. 
Ver outros segmentos, 
Conhecer o lado alternativo, 
Realinhar os eventos, 
Uma nova maneira de estar vivo. 
É perceptível o não querer ver, 
Sendo mais fácil escrever, 
Visitar lugares das mãos e do coração, 
Agradecer em uma silenciosa oração. 
Lugares de fuga, 
Uma verdade que promulga, 
Seguir caminhos aleatórios,    
Um instante dês notório.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Rastro de concepções aleatórias

Sempre há uma escolha, 
Uma nova chance, 
Uma maneira que acolha, 
Uma verdade ao alcance. 
O mundo pode pesar, 
O erro ao repensar, 
Mas sempre há um caminho, 
Entre a vida e o vinho. 
Admiro o grau de calmaria, 
Pois é nobre a desvaria, 
Mas ser menos nobre também é humildade,
A calmaria traz consigo saudade. 
No lapso de memória, 
Viver é uma história, 
Um relato do que aconteceu, 
O verão é de todos, o fogo apenas meu.
Ouço, bagunço, canto, 
Entre o anjo e o santo, 
Alternativas e glórias, 
Um rastro de concepções aleatórias.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Excelente Fator

Viajando em raciocínios, 
Resoluções e mimos, 
Tudo que acontece comigo, 
É abastado aquele que se trata como melhor amigo. 
Nas entrelinhas do destino, 
Nas encruzilhadas dos caminhos, 
Acendo e trago um fino, 
Meus sentimentos são meus vizinhos, 
Sempre tenho esperança, 
A política de boa vizinhança. 
A tempestade de agosto, 
Recai sobre o velho quintal, 
A chuva tem um gosto, 
Que liberta do mal.
O barulho, a umidade, a textura, 
Um labor, 
Que transmite vida e cultura, 
A refrescância ao calor, 
Dos pensamentos cultivador, 
Um excelente Fator.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Com amores fortemente amados

De todos os perturbados do mundo, 
Um dia você me escolheu, 
É gratificante e profundo, 
Saber que um dia fui seu. 
Meus últimos sonhos, 
Foram um tanto de terror, 
Mas espero em longos vales risonhos, 
Que um dia haja amor.
Na pequenez de poeta, 
Na opção incerta, 
Sei de meus desígnios, 
Sei de meus delírios.
Nas visões turvas, 
No vento e suas curvas. 
Mesmo que uma pedra balançou o rio, 
Pouco significa que seu curso decaiu. 
Mesmo que algo atingiu, 
Não significa que sua qualidade e fluxo caiu. 
Há muitos caminhos a serem trilhados ,
Para um futuro utópico, com amores fortemente amados.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sujeitado a saudade

É quase meia-noite, 
E nada que me conte, 
Será maior, 
Ou menor, 
Que pensar nela, 
Uma falta daquela, 
Uma vontade de a ver, 
De ressuscitar ela de meu escrever, 
Abrir a alma, 
Entre o ódio e a calma, 
Saber que há um caminho, 
Além do ninho, 
Além de mim, 
Além de nós,
Mais que o fim, 
Do tempo mais veloz, 
Ver que abstenho de algo, 
Um pôr do sol com ela no lago. 
Ir de encontro a verdade, 
Sujeitado a saudade.

domingo, 2 de agosto de 2026

Bem depois do começo e além do fim

Pensei hoje, 
De novo, 
Neste amor longe, 
Perdido entre o povo. 
Posso ter mil motivos, 
Mil e um são sobre ela, 
Não sei se estou entre os vivos, 
Sei que só penso nela. 
Na lua amarela, 
Tragando uma vela, 
No meio do caminho, 
Em alguns momentos pareciam eu estar sozinho.
Naquela fotografia, 
Naquele instante, 
A vida era bem menos vazia, 
E o amor constante.
Pensamentos me diminuem, 
Dentro de mim, 
Saudade e falta se diluem, 
Bem depois do começo e além do fim.