Quase madrugada,
O silêncio da voz,
Longe da amada,
O tempo menos veloz.
Na arte do poeta,
No dedilhar do cantor,
O lixeiro faz a coleta,
Segue a viagem o condutor,
E eu neste amor mal curado,
Poemas de solidão tenho declamado,
Coisas complexas do coração,
Auxilia na cura a oração.
No timbre dos passarinhos,
No prosear dos vizinhos,
O medo é de crescer demais,
A vida acaba se cresce como jamais,
Mas viver é justo,
Tudo tem um custo,
Livre e liberto,
Coração vivo e aberto.
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