segunda-feira, 20 de abril de 2026

A perplexa expressão

Por alguns segundos, 
Achei que o mundo havia mudado, 
Mas os becos continuam imundos, 
E toda a obra do bem inacabado. 
Olho para o tempo anterior, 
E me recolho em instropecção no interior, 
E vejo falhas no destino, 
Talvez eu não tenha culpa de nada, 
E seja mesmo inocência este olhar de menino, 
E que algo me empurre toda vez que tente subir de camada, 
Levando-me a algo que nunca exista, 
E sendo tarde demais, 
Nunca resolva mesmo que eu persista, 
Tendo uma má impressão como jamais.
As ruas me ensinaram muito, 
A cada minuto, 
Mas o que mais aprendi, 
Foi quando caí em si, 
E vi que nem tudo depende de mim, 
E que o ser humano é obcecado pelo fim, 
Trazendo ansiedade e depressão,
Restando a perplexa expressão.

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