Qualquer madrugada como essa ,
Minha sensibilidade expressa ,
A estranha solidão ,
Que ataca a entranha ,
Atinge a imensidão,
Se instala na manha .
Não sei se é certo me abrir dessa forma ,
Mas dizendo ou não , meu interior não se conforma .
Horizontes estrelados,
São meu público ,
Alinhadas lado a lado ,
Formam este painel lúdico .
Me ensinam a amar ,
Sem ser perfeito ,
Com brilho a emocionar ,
Este colorado peito .
Os pontos cardiais ,
Me mostram a direção,
Em indicações cordiais,
Um caminho seguro e com correção.
E mesmo quando há escuridão,
Falha na retidão ,
Sempre há uma escolha ,
Que me abrigue e me acolha .
Em distancias semelhantes ,
A estas aparentes e constantes ,
O mais perto são lembranças e recordações,
Que insistem em ideias e situações .
Entram em minha alma em sonho ,
Ora tristonho , Ora risonho ,
Mas enfim,
Interessante a mim,
Noites não mais drogado,
Soneto do amadrugado .
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