A garoa desce ,
Sobre a cidade viva ,
Anoitece ,
A brisa me motiva .
O frio , o surto do clima ,
O vazio , vem lá de cima .
O coração do mundo chora ,
A emoção , é aqui e agora .
A verdade da estação ,
É outono em alma e coração .
Mas este é diferente ,
Sem ela , tudo descontente .
Fotos , já deixaram de sanar saudade ,
Imagens , envelhecem com a idade ,
Mas meu amor por ela é infinito ,
Neste século vinte e um ,
Tudo pode ser bonito ,
Mas o que procuro , ausenta em lugar algum .
Pequenas doses de alcatrão ,
Para aquecer pé e mão .
Queria vencer na vida ,
Ser alguém de sucesso ,
Mas algo mudou no processo ,
Encontrei nela progresso ,
Infelizes para sempre , só regresso .
Queria inverter o relógio do universo ,
E escrever o maior de quaisquer verso :
" Nas entranhas desta alma ,
O outono me trás calma .
No interior desta garoa ,
O canto de um anjo ecoa .
No vento de uma tarde morrendo ,
Este amor luta , e vem crescendo .
Nas árvores umidecidas ,
Em suas estruturas envelhecidas ,
Nasce o sentimento mais forte ,
A vida sobrevive , com um pouco de sorte .
Eu , ela e o universo em conexão ,
Eternos instantes de reflexão " .
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