quarta-feira, 19 de abril de 2017

Noitada

Reinicia a noite e suas farras ,
Nos head - fones , duelam as guitarras ,
As bitucas tomam conta das calçadas ,
As cidades iluminadas ,
As pessoas e suas elegâncias avançadas , 
Com suas máquinas cromadas ,
Seus celulares , mochilas e joias ,
Causam reflexões , breves paranoias .
A poluição sonora predomina ,
Qualquer beleza de salto me domina .
Hoje , neste instante , o que vale é curtir ,
E desejar que uns trocados e um fumo irão suprir .
Música , muvuca , bagunça , entretenimento ,
O que vale , é o sentimento do momento .
Variações de sexo ,
O mundo humano complexo ,
Das vespertinas massantes ,
O ópio imaginário ,
Suas crônicas e seus constantes ,
Tudo neste obscuro horário .
Toda a nação nesta megalópole ,
Em seus espaços escuros , enquanto metrópole . 
Trazem consigo histórias ,
Lembranças e memórias ,
Como o enredo de um filme ou roteiro ,
Que torna tudo unido , junto e inteiro .
Contos de corações partidos ,
Famílias e movimentos repartidos ,
Que fazem de tudo isto uma canção ,
Fazem de tudo isto uma nobre oração .
As ruas estão lotadas ,
As curtições estão inacabadas ,
Naquele garota dou uma notada , 
As facetas da noitada .

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