quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sem chão

Sem piso ,
Sem sorriso ,
Lotado de solidão ,
Preso na imensidão .
Fotos são amigos ,
Poesias são artigos ,
Poemas expressão ,
Sozinho em pressão .
Barulhos me acordam ,
Falhas transbordam ,
Exaustão e fadiga ,
Tristeza , eu que o diga .
Canções anestesiam ,
Esta frequente dor ,
Imaginações fantasiam ,
Uma pílula de pudor .
Sem ela ,
Sem ninguém ,
Preso em cela ,
Perdido também .
Personalidade decaída ,
Sem porta e nem saída ,
Nada mais é tolerado ,
Um sentimento controlado .
Extirpado ,
Expulsado ,
Um personagem que se deu mal ,
Em qualquer amor convidativo e informal .
Nada basta ,
Me afasta ,
Do que quero ,
Nada mais espero ,
Tudo perdeu o sentido ,
Neste peito contido :

" Aos finais em caixões ,
Aos amores e paixões . 
Em grau e nível ,
Exagera o comichão .
Melancolia comestível ,
Sem chão " .   




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