Entre a poluição sonora ,
E a verdade notória ,
Restam eu e meus textos ,
Para viver , procurando pretextos ,
Meios de sobreviver ,
Nesta selva de concreto ,
Com mais qualidade viver ,
Sem parecer um idiota completo .
Mas o mundo fora ,
As vezes parece maior ,
Procuro agora ,
Um meio de me sentir melhor .
Já fiz de tudo para ser notado ,
Mal eu sabia ,
Como cumpria papel de coitado ,
Negando a sabedoria .
Como uma grão de areia ,
Uma gota dos oceanos ,
Em uma realidade feia ,
Esperando passar os anos .
Sou pequeno ,
E pecador ,
Ao vazio aceno ,
Como um amador .
Uma nuvem paira sobre minha cabeça ,
Uma sombra ameaçando chuva ,
Espero qualquer argumento que me convença ,
Que sou vida e não vinho de uva .
Mas o mundo nunca me dará motivo ,
Para que eu permaneça vivo .
Estará sempre um passo a frente ,
Valorizando aquele comercial de família contente .
O rico que ajuda o pobre ,
Um carro da moda feito de cobre .
Jamais viverei com boa condição ,
O mundo quer ostentação em imensidão ,
Desisto e pratico a rendição ,
Sou só mais um na multidão .
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