quinta-feira, 27 de abril de 2017

Indivíduo desaconselhado e desmotivado .

Pensei em esquecer tudo ,
Envergonhado e desnudo ,
Rumei para outros cantos ,
Aceitei e desmanchei em prantos .
Mas o passado sempre aparece ,
Na lembrança de quem esquece .
E agora retornando ,
Percebi que as feridas pouco fecharam , 
Na mente a imagem perturbando ,
Qualquer semelhança , mostra que as recordações nunca acabaram .
Nada fecha esta sangria ,
Nunca mais saberei o que é alegria ,
Me afogo em sabedoria . 
Mesmo sabendo que viria ,
Já nem sei se é certo ,
Sofri demais , mas nem sei se é correto ,
Perder bastante , para de um só vez , conseguir direto ,
Sem sombra de dúvida ,
Esta vida é única e última .
Penso ás vezes em desistir ,
Fugir de acomodar ,
Com fé resistir ,
E o mal podar .
Dois lados de uma mesma moeda ,
Um buraco no coração que pouco se veda ,
Uma cabeça confusa e destruída ,
Uma maioridade mal instruída .
Tenho defeitos , falhas e erraticidades ,
Pouco adianta mudar para outras cidades ,
Declarar uma aparência falsa , me escondendo em vaidades ,
Apenas quero o que é meu .
Minhas verdades como seres unidades .
Mas perdi , tudo envelheceu e morreu . 
Mas nem isso sei se mereço ,
Em fraquezas anoiteço ,
Abraço a escuridão e desapareço ,
Meu futuro desconheço ,
Mas a mim em parcialidade reconheço ,
Isso já é um grande avanço ,
Luto , continuo , paro e descanso .
Quando der recomeço ,
Como quando migrei andar fora do berço ,
Tenho meus motivos para estar desmotivado ,
Indivíduo desaconselhado e revoltado . 
 

  

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