No terceiro sábado do mês,
A tarde , após as três ,
No Ferradura Bar ,
A poesia está longe de acabar .
Música , rima , vida inteligente ,
Neste sarau a luz do luar ,
A lua é regente ,
Diz que devemos continuar .
O papéis amassados no bolso da calça ,
As frases na consciência e na alça ,
Tanto fora do lar ,
Quanto no madrugar ,
Os versos no velho e bom celular ,
As idéias em estrofes acharam seu lugar.
Encontro refúgio ,
Um palco para os meus caprichos ,
Inexiste repúdio ,
São libertados os bichos .
Um coração pulsando na geral ,
Viajo para o espaço sideral ,
Lembrando de um passado ,
Arcaico , ultrapassado .
Sinto - me acolhido ,
Para rimar fui escolhido ,
Deparei - me com a ética,
A vida já não é mais tão patética ,
Aprendendo a viver com a pluralidade estética ,
Gratidão ao sarau Lapada poética .
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