domingo, 31 de dezembro de 2017

A patricinha e o plebeu

Um cigarro , um chá de camomila , 
É saudade , 
O peito rejubila , 
É insanidade , 
Acreditar que voltaremos , 
E felizes seremos . 
Aonde há desesperança , 
Vem logo a lembrança : 

Suas palavras de conforto ,
Sua letra certa , meu ouvido torto , 
Seu abraço acalentador , 
Meus olhos cegos de amor , 
Meus vícios , 
Seus reinícios , 
Seu modo de dizer que ama , 
Em meus dedos , acesa a chama , 
Na minha garganta a fumaça , 
Seu olhar cheio de graça , 
Minhas rimas de cunho relés , 
Seu gingado e dança nos pés , 
Seu cheiro , 
Maneiro , 
Eu , coitado , 
Desajeitado , 
Mesmo diferentes , o dia amanheceu , 
Entre a patricinha e o plebeu . 
  

Musa do roque

Esta mensagem ,
Parece de mais um fã ,
Que aguenta uma longa viagem ,
E fica na fila deste a manhã .
Para ver sua performance ,
Vivendo trancado em si ,
Criando um imaginário romance ,
Mas , há algo mais aqui :

Há uma espera de anos ,
Quase dez grupos de 12 meses de cotidianos ,
Para lhe ver ,
Desabafar ao escrever ,
Para poder lhe dizer ,
Que é mais que simples prazer .
Perdendo marra ,
Em seus acordes de guitarra .
Seu som romântico ,
Como um cântico .
Trocando o natal ,
Pelo dia dos namorados ,
Sendo apenas mortal ,
Com eletrodos do amor ao corpo costurados . 
Como uma aniversário o ano inteiro ,
Esperando ansiosamente o presente ,
Que é de amar de formato verdadeiro ,
Sua imagem pertinente ,
Te dar um beijo ,
E saber que é consciente .   
Concretizar o desejo ,
E ser em sumo contente .
No acimentado bosque ,
Tentando que esta relação desenrosque ,
Viver sem você , é um choque ,
Crendo em um futuro , com a musa do roque . 


Amar é raridade

Se eu andar em grupo ,
O resto da humanidade irá me amar .
Pela inocência me culpo ,
Esta consciência que só sabe declamar .
O que há , além de fugir do fim ?
Seria escolher como acordar deste sonho ?
O mundo nunca se curvará a mim ,
E o horizonte após as trevas , será sempre mais risonho .
Dificuldades multiplicam ,
Sinal de bençãos mais a frente .
Verdades que se aplicam ,
A um coração delinquente .
O ser humano ,
Vive escondido ,
Em seu cotidiano ,
Programado e comedido .
Tudo , é uma válvula de saída ,
Que consome e pensa controlar a vida .
O segredo do firmamento ,
É um eterno mistério .
Um entendimento lento ,
Que pouco venero .
A perfeição é um detalhe mínimo ,
Que soa com satisfação no íntimo .
Talvez cores e formas simétricas a realidade ,
Dê a impressão de um trabalho com qualidade .
A procura da correta identidade ,
Neste mundo , amar é raridade .

Instantes para renovar

Com o tempo ,
E o ciclo de uma nova era ,
O infinito destempo ,
Ampara e espera :

Percebendo ,
A vida ser consumida ,
Concebendo ,
A memória resumida .
Voltar , é possível ,
Revoltar , é impossível .
A mente quer fazer o bem ,
E parar de desorganizar ,
Cada vez mais , preciso de alguém ,
Para reorganizar .
Os minutos são valiosos ,
O fim é iminente ,
Momentos gloriosos ,
Insinuam ser ou não contente .
Reivindicar ,
É retornar ao estado infantil ,
Devo indicar ,
Só vive aqui , quem ama este brasil .
Muitas surpresas , estão por vir ,
Questões incoesas , hão de surgir .
Espero suprir e contribuir ,
Amar e servir ,
Esta terra que me deu vida ,
Que a meu prato , fez alimentação servida .
Tenho afeto , devo colocar ,
Nunca fui o preferido ,
Para amar e tocar ,
Mas , nesta mesma esfera inserido .
Três horas para o ciclo inovar ,
A alguns instantes para renovar . 


Sobre o que pensa e faz

A descriminação da realidade ,
Diz - se comum , e sem qualidade .
Desapercebida e ridicularizada ,
Uma fraca percepção , desconjuntada .
Tida como fútil ,
Elemento inútil ,
E menos interessante do que o prazer ,
Isto foi o que ouvi dizer .
Há de sofrer a fúria da justiça ,
Pois a felicidade , está em duas questões mestiças .
Como uma tempestade ,
Que precisa do calor e do frio ,
Que em gotejos invade ,
Suprimindo a secura da terra e seu vazio .
Assim , é preciso bem e mal ,
Um em cada ouvido ,
Para tornar formal ,
O livre - arbítrio consumido ,
Destilado em álcool e água ,
Para que haja sintonia ,
Entre alegria e mágoa ,
Em uma eterna distonia ,
Para que haja paz ,
Em torno da sabedoria ,
Da mente fortificada e capaz ,
De discernir cada dia ,
Sobre o que pensa e faz .

sábado, 30 de dezembro de 2017

Prenúncios do penúltimo dia do ano

As vozes em minha mente ,
Se confundem com meu pensamento .
Vivendo um estranho inconsciente ,
Onde a forças estranhas , sirvo de alimento .
Algo drena minhas energias ,
Já se foram utopias e magias .
Fui ao fundo ,
No centro do inferno ,
Para entender profundo ,
Meu eu interno .
Vejo que sou fraco ,
Dependente do tabaco ,
E do que mais tirar minha sanidade ,
Da felicidade , que planejei , e jamais vi , tenho saudade .
Um futuro destruído ,
Pela ambição alheia ,
Vivo consumido ,
Pelo ódio na veia .
Pobre , esquecido , insano ,
Dias e mais dias , partes do cotidiano ,
Crente numa solução no próximo ano ,
Prenúncios do penúltimo dia do ano .




Esquadrão Web - Parte 1

Em meados dos anos 2050 , uma ilha - no Brasil -  é protegida pela autoridades ,
destinada única e exclusivamente para manter em prisão domiciliar , os mais perigosos bandidos do mundo .
Separados por nível de hostilidade e de periculosidade , eles são mantidos todos sem exceção á prisão permanente
até o fim da vida .
Um desses exilados da humanidade é Patrick Art , mais conhecido como " Destructor Web " ,
Ele invade qualquer sistema apenas com um chip mais inocente e simples .
Um dia desses , Patrick é chamado na direção do presídio , algo mudará sua vida para sempre .
- Olá Patrick - diz o diretor arkansas , com suas longas barbas e seu terno habilmente costurado .
- Vamos ao que interessa Arkansas , hoje tem futebol na televisão a cabo .
Arkansas liga um dispositivo de holograma , e interpela .
- Muito bem Patrick , como quiser . Este homem no holograma é Alvarez Antonio ,
um mexicano que construiu o maior sistema de hackers do planeta , ele roubou todos os bancos ,
e está construindo uma base no espaço para fugir e explodir o planeta . Para construir um planeta só seu ,
com seres humanos transgênicos , que seguirão as suas ordens . Queremos que o pegue . E os benefícios são :
Lhe daremos liberdade ;  emprego ; moradia e até sua ex - esposa se quiser .
- Tenho algumas condições , para servir a este governo .
- Diga Patrick , estamos lhe ouvindo .
- Quero internet ilimitada , estar livre de impostos , um carro popular , e sim minha ex - esposa .
- Uma dessas condições , podemos lhe providenciar agora , guardas mandem que entre a senhora Art - disse em tom comedido o diretor .
Os guardas abrem a comporta , e uma bela dama estonteante e radiante entra na sala .
- Olá Patrick , sentiu saudade . - Diz Dona Art , a esposa de Patrick .
- Quando começamos ? - diz Patrick ao Diretor .
- Preparem o avião - diz o senhor Arkansas , aos guardas .
O avião parte rapidamente para a Amazônia , onde fica as instalações do projeto " Renascer " , onde ex - prisioneiros ,
com habilidades especiais , são confinados , e orientados para missões especiais .
O casal Art desce do avião , e logo avistam alguém , digamos conhecido .
- Moreira , como vai - Moreira corre e vem lhe dar um abraço .
- Olá Art - Diz moreira - como vai irmão ? Quanto tempo ! E como está Senhora Art - diz Moreira , abraçando Dona .
Estupefato Moreira diz ;
-Venha lhes mostrarei onde estamos .
Enquanto seguem em caminho , veem impressionados , as grandes instalações do Projeto " Renascer " .
Aviões superequipados , carros de missões em campo , casas e alojamentos , armas , super - computadores , além da bela vista florestal e animal .
Enfim , chegam na casa que lhes servirá de abrigo durante as missões .
- Não acredito Montanha Morrison , Jack spinoza , Justin o anão dos bitcoins , estou sonhando .
- kkkkkkk - Uma risada geral .
- Como vai Patrick - diz Montanha .
- Hey Pat - diz Jack o cumprimentando .
- Olá Pat - Diz Justin .
Após se cumprimentarem , se sentam a varanda , e no meio da clareira da vegetação , produzem uma fogueira .
È uma noite fabulosa , a lua parece respirar boas energias . Todos comem , bebem e conversam sobre suas histórias .
Momentos interessantes e célebres de suas vidas . Um passado de lutas , glórias e muita diversão .
Mas tudo tem começo , meio e fim . E todos se despedem , e se preparam , ao próximo dia , onde conhecerão Augustus Pever ,
O diretor chefe do projeto " Renascer " .

Esquadrão Web - Parte 2 - final

Todos acordam , a vida acorda , no coração da Amazônia , localização secreta , todos se aprontam e vão a sala de reuniões .
Chegando lá , os guardas ligam o holograma , e um homem estatura média , cabelo grisalho , e roupas incomuns aparece , e diz :
- Olá senhores , já devem ter ouvido falar de mim , eu sou Augustus Perver , venho lhes confiar abrigo no projeto " Renascer " .
Vocês devem pegar suas orientações no chip a mesa , juntamente com o contrato lido e assinado , aguardarei lerem , volto em instantes .
E o holograma se desliga . Todos leem atentamente , alguns comentários , mas o silêncio impera . Após lidos e assinados contratos ,
Patrick dá o sinal , e o holograma se religa .
- Olá senhores , coloquem o chip nos computadores colocados em seus quartos , em seus devidos alojamentos , e saberão o que fazer ,
obrigado pela cooperação . Até mais senhores , boa sorte .
Todos saem em silêncio , pensam sobre a missão e como devem cuidar uns dos outros , por serem amigos , e pela periculosidade da missão .
Chegando nos quartos , colocam os chips e uma mensagem copiada e idêntica para todos ,  em instantes é reproduzida .
- Olá senhores , sou augustus Perver , vocês deverão seguir para Aluminna , a grande favela central da cidade , destruir barreiras de armas ,
executar inimigos , chegar em Alvarez Antonio , e o trazer com vida ao projeto " Renascer " . Obrigado pela cooperação , Até mais , Boa sorte .
Todos se encontram no corrredor , e seguem conversando até a cantina , almoçam , conversam e discutem sobre a missão . Descansam um pouco , e no fim da tarde
seguem para a sala de armas , onde tramitam e se preparam para a luta em campo . Patrick , Dona , Montanha , Jack , Justin e Moreira , rumam para o avião de última geração ,
com todos os dispositivos de mais alta qualidade feitos no mundo .
Depois de uma exaustiva viagem , ocultam o avião a radares , param em um ponto estratégico , e saem em silêncio , seguindo pelas ruas de aluminna , onde o avião é
impossibilitado de pousar . Balas começam a surgir das altas construções da cidade , nossos heróis se esquivam , e começam a atirar nos atiradores .
- Sacanagem , estamos atirando a dez minutos , estes caras não morrem - diz , montanha , se dirigindo a Moreira , que diz :
- Sei lá , acho que são super - humanos desenvolvidos em laboratórios .
- Tem algo muito errado , me deem cobertura , vou dar a volta - Patrick contorna o campo de fogo , sobe um longo prédio , e se depara com algo tosco . Hologramas com balas
de tinta e borracha , caixas de som com barulhos de bombas , e dispositivos de fumaça , para ocultar ainda mais , os soldados artificiais .
- Pessoal podem vir , é tudo uma armação . - Todos saem em disparada , desmancham todos os hologramas , e enfim chegam a sala onde dizem estar Alvarez Antonio .
- Vocês chegaram - diz uma voz grave , enquanto isso nossos heróis então cercam a sala .
- Vocês perderam , a morte os espera , venham até mim , e sofram a fúria . - diz a voz misteriosa , provavelmente de Antonio Álvarez .
Todos cercam a sala , e em um instante crucial arrombam ao mesmo tempo , as entradas da sala , e se deparam com um Cd player falando e um rastro de jujubas no chão .
Todos seguem a trilha de jujubas em silêncio , e todos acabam indo ao banheiro , onde a porta se encontra fechada , e uma risada bem contida sai do sanitário .
- Antonio Alvarez saia em segurança , podemos levá - lo sem violência ou hostilidade - diz Moreira .
- Sim , um momento - diz a voz .
- Mas que voz é essa ? - diz Dona .
- Quem está aí ? - diz Dona .
-Um segundo , já vou sair - diz a voz .
-Chega ! - diz Dona ao mesmo tempo que arromba a porta .
Todos em sequência olham dentro do banheiro , e lá está , um garoto , nem tão desconhecido .
-Jefrey Art , o que está fazendo aqui , você não tinha morrido ? - diz , Dona , que seguidamente desmaia .
- Art , quem é você em minha família? - Diz Patrick , surpreso .
-Olá Pai , eu sou Jefrey Art , seu filho . - diz o garoto , se revelando o filho perdido de Patrick .
Enquanto Morrison , Jack , Justin e Moreira , amparam e tentam acordar Dona , Patrick esclarece seu passado escondido .
Jefrey esclarece que se perdeu quando criança em Aluminna , e que foi resgatado por robôs , vivendo no subsolo , presenciou guerras que destruíram a cidade .
Como o garoto havia se acostumado com a cidade , resolveu montar computadores secretos , com um sinal criado por ele , incorruptível por qualquer sistema .
Vive na cidade há 10 anos , onde 12 é a sua idade , e assim pretendia conhecer o pai , por isso havia inventado o pseudônimo de Alvarez Antonio , o único que iriam escalar para a missão era Patrick ,
pois só ele póderia detê - lo .
Dona acorda e se dirige a Jefrey , dando - lhe um abraço e dizendo :
- Filho , você está vivo !
- Tudo bem que é um momento de reconciliação , mas temos de ir , Augustus Perver , precisa de um vilão para prender , julgar e condenar . Infelizmente garoto ,
alguém tem de pagar pelos erros . - diz Montanha , porém , todos ficam em um impasse , mas nenhum deles querem voltar para a cadeia . Resolvem entregar o garoto .
A viagem é silenciosa , todos pensando em como entregar o garoto , sem que afete Patrick e Dona , e que não saiam todos algemados do projeto " Renascer " .
Chegam na " Renascer " com o sol nascendo , todos saem do avião e seguem com o garoto algemado para a sala de Augustus Perver . Guardas abrem caminho e todos entram .
O holograma se liga e Augustus chama a palavra :
- Olá senhores , conseguiram vencer , onde está Antonio ? - nossos cinco heróis e Dona com os corações apertados , abrem um vão e sai Jefrey , algemado e amordaçado .
- hahahaha , esse é Antonio , não estou nada surpreso - diz Augustus .
O holograma se desliga , uma porta átras do holograma se abre , e uma voz rouca e envelhecida diz :
- Entrem , por favor . - todos entram e a surpresa .
-Pai , o que está fazendo aqui - diz Dona , reconhecendo seu pai .
-Vovô ! - diz Jefrey , pulando em seu colo e o abraçando .
-Pai o senhor sumiu , não atendeu meus telefonemas , não estava nas Bahamas?
-Se eu estivesse , quem controlaria e seria o dono do projeto " Renascer " ? - e continua dizendo - Eu criei todo este sistema , um holograma com nome falso ,
e até estive encobertando ações de Antonio Alvarez , ou diria Jefrey Art , meu querido neto . Afinal não adianta enganar o passado , ele sempre volta .
-Antonio Alvarez era o Jefrey , Augustus Perver é o senhor Ezequias , avô do Art , onde este mundo vai parar ? - Diz Justin , enquanto todos caem no riso .
Após uma longa conversa , o senhor Ezequias , sai na sacada da sala onde conversam , e diz bem alto :
-Festa na " Renascer " , contratem um buffet , garotas dançarinas e muito whiskey , familia Art reunida novamente , Vamos curtir ! - todos se reúnem no salão e
a festa , curtição e diversão é garantida .
Todos se sentem felizes , e juntos são agora uma familia , nossos heróis são o que o mundo precisa , é o que a humanidade necessita , além de privacidade , mais segurança ,
e acima de tudo amor fraterno . Seja como for , seja o que convier , sempre divida e compartilhe algo com alguém , e se tiver problemas , não exite , chame o
" Esquadrão Web " .

Recolhido

Na chuva ,
De fim de ano ,
Como luva ,
Ao encalorado cotidiano .
Voltei da rua ,
Fui dar uma volta ,
A mente flutua ,
Na beleza que conforta .
Fui seco ,
Naquele beco ,
Podia ter te amado ,
Mais do que amei ,
O peito , jamais calado ,
Sabe o que eu sei .
Mas entre amores ,
Há sempre múltipla opção ,
Seguir o salvador das dores ,
Ou ser servo da emoção .
Escolhi a segunda ,
Me pareceu mais profunda ,
Ou pra simplesmente manter equilíbrio ,
E viver a base de livre - arbítrio .
Cegado pela lindeza da vida ,
Aprecio a diversidade colorida ,
As raças , as etnias , as crenças ,
Acredito no valor das diferenças .
Na juventude ,
Julguei errado o outro ,
Mas hoje a atitude ,
É de reconciliação em cada encontro .
Me sinto bem ,
Acolhido ,
A espera de alguém ,
Permaneço recolhido . 
 

Partícula representante da humanidade

Sozinho , pensativo , reflexivo , 
Procurando um plano evasivo . 
A exclusão , 
Foi opção ,
Uma explosão , 
Sem solução . 
Sair daqui , 
Depende de mim , 
Estou aqui , 
Esperando o fim . 
Me admira o silêncio da riqueza , 
Quando na liberdade há tanta beleza . 
Me torna fraco , 
Pensar em ser melhor , 
Juntando os cacos , 
Da paz ao redor . 
A vida é surpreendente , 
Quando há banalidade , 
Há riso e sorriso contente , 
De que vale a qualidade , 
Se tenho felicidade ?
Sou partícula representante da humanidade . 

Espelhando em meu íntimo

Garoa lá fora , 
Prenúncios , 
De chuva agora , 
Anúncios . 

A rua molhada , 
O vento da tarde ,
Vida ilhada , 
Água que invade .

De pequeno , 
Tinha medo , 
Do mais ameno , 
Segredo . 

Dizer comedido , 
É a solução , 
Um sentido  ,
Uma resolução . 

Já não aprendo mais , 
Estou na fase do jamais .  
Negando salvação , 
Acreditando no futuro , 
Procurando redenção , 
Entre grito e murmuro .  
A brisa da manhã , 
Pareço o último . 
Olhos de avelã ,
Espelhando em meu íntimo .  


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Rascunho de afeto

As vias de meu peito ,
Congestionadas de amor ,
Adquiro novo conceito ,
Sentir , vale o quanto for .

Os ventos trazem notícias ,
Sobre cartas de amor ,
Com desejos e malícias ,
Me envolvem em seu calor .

O dia é ligeiro ,
Passa por mim ,
Acredito ser maneiro ,
Te amar até o fim .

Nos dias atuais ,
Encontro esperança ,
De amores e mais ,
Na doce lembrança .

Pensei em você , ás vezes ,
Principalmente nos últimos meses ,
Mas sei aguardar ,
Superar e perdoar .

Com este peito inquieto ,
Quero você por perto ,
Direto ou indireto ,
Lhe ofereço , este rascunho de afeto .


O tilintar da tempestade

Luzes artificiais ,
Dos postes de luz ,
Iluminam os minerais , 
Que a terra produz .

Por onde passa ,
A lua encanta ,
Jamais escassa ,
Da noite que canta .

Barulhos , zunidos ,
Vozerio , falatório .
Todos unidos ,
Por um bem notório .

Chove ,
Garoa ,
O mundo se move ,
O humano perdoa .

A noite invade ,
Sem cerimônia ou vaidade ,
De antes , até hoje , em idade ,
O tilintar da tempestade .

Fazer as pazes

Céu nublado ,
Á beira do anoitecer .
O vento calado ,
Vem esta rima esclarecer :

" Noites insones ,
Em meus head - fones .
Noite frias ,
Culpas tardias .
Esquecer o passado ,
O acontecimento ultrapassado ,
É como perder a consciência ,
Perder em ter ciência ,
Mesmo que houver rancor ,
Logo depois da chuva ,
Vem o arco - íris de cor ,
No céu desdobra - se em curva .
Momentos ruins ,
Mais não's e menos sin's .
Mas no fundo quero me perdoar ,
Ao amor verdadeiro adorar ,
Admitir meus erros ,
Superar más fases ,
As verdades desterros ,
Fazer as pazes . "


Planos ao novo tempo

O vento da tarde ,
Já se foi ,
O frio invade ,
Dizendo oi .

Parto do principio ,
Do recomeço ,
Do inicio ,
Á qualquer preço .

Um novo ano ,
Uma nova idade ,
Um novo cotidiano ,
Só felicidade .

Uma nova era ,
Me espera ,
Mais algumas horas ,
Pra senhores e senhoras .

Tentarei de novo ,
Resolver qualquer contratempo ,
Sozinho ou com povo ,
Planos ao novo tempo . 

Anos poéticos

Calafrio ,
Esfriando ,
Dia frio ,
Garoando ,
Chuva febril ,
Detonando ,
No brasil ,
Daqui a pouco nevando :

" Dezenove ,
E vinte e oito ,
Que se renove ,
Dois mil e dezoito .
Que mesmo em dificuldades ,
Cúmulo de problemas ,
Que unam - se as felicidades ,
E transformem poemas .
Neste clima de renovação ,
Que haja mais boa ação ,
Que valha o sentir ao coração ,
Que por bons motivos ,
Haja comemoração ,
Por bens emotivos .
Que sempre haja o bem ,
Na intenção de alguém ,
Que os horizontes brilhem ,
E os caminhos brandos , todos trilhem .
Que mesmo em momentos proféticos ,
E mesmo que haja céticos ,
Momentos célebres , dias proféticos ,
Que vivamos sempre , em anos poéticos " .







terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Liberdade é motivo

A cidade é calada ,
Silenciosa na madrugada ,
Poço emudecido ,
De mistério desconhecido .
O sofrimento desta solidão ,
Me inspira este rascunho ,
Onde escrevo desprovido de multidão ,
Escrito a mente e punho :

" Três e nove ,
Rápido o ponteiro se move ,
O sono demora a vir ,
Um qualquer cigarro há de intervir ,
Ou um banho relaxante ,
Para dormir bastante ,
Um chá para acalmar ,
Um repente para declamar ,
Uma chave ,
Para saber aonde ir ,
Silêncio suave ,
Para a mente abrir .
Reflexo em todos os cantos ,
Retratos de antigos prantos ,
Surpresas do destino ,
Lembranças de quando menino .
Faço na hora noturna ,
Palco do que interveio ,
Não vendo por fortuna ,
Liberdade ou quaisquer anseio .
Não quero ter razão ,
Quero continuar voando ,
A imaginação dou vazão ,
E sigo versando e rimando .
Luzes artificiais ,
Brilham como jamais ,
Fazem parte do que vivo ,
Liberdade é motivo . "

Aventuras gramaticais

Garoa ,
Parte do que sou ,
Perdoa ,
O ano que quase passou :

" A água que cai do céu ,
Inspira este repente ,
Rabisco sobre o mundaréu ,
De assuntos e de gente .
Rascunhos profundos ,
Nobres e fecundos .
A solidão me abandonou ,
Deixei de ligar pros problemas .
O medo para longe voou ,
E me dedico mais aos poemas .
Escrevo ,
Pois provo do recomeço ,
Reescrevo ,
Mas nunca mudei de endereço ,
Continuo na rua da paixão ,
Número um em reflexão ,
No bairro dos apaixonados ,
Na cidade dos beijos roubados .
Na casa a beira do cais ,
Um poeta e suas aventuras gramaticais " . 


Universo sem cor

Amo ,
Por desconhecer ,
Me chamo ,
Amanhecer .
Reflito ,
O alvorecer ,
Conflito ,
Em entardecer .
Quero convencer ,
De minha fantasia ,
Ao anoitecer ,
O prazer - cortesia .
A mente plugada ,
Na vida alugada ,
Nas dúvidas uma enxugada ,
Criatividade na madrugada :

" Noite e dia ,
Dia e noite ,
Poderei , posso e podia ,
Nesta provisória pernoite .
A imaginação ,
Sobre criar e realizar ,
Do coração ,
A converter e improvisar .
Durmo e acordo ,
Leio e concordo ,
" Trancado e insano ,
No mundo cotidiano ,
No lixo seus planos ,
No coração com rancor ,
Todos agora espartanos ,
Em um universo sem cor " .

Bosque de viga

O vocabulário na laringe ,
Minha percepção atinge ,
Formando pequenas interiorizações ,
Exigindo múltiplas ações :

" Em uma nave ,
Chamada terra ,
O vento suave ,
Comporta o peito que berra .
Evoluções por minuto ,
O tempo é curto ,
Mas pouco precisa de luto ,
Nós vamos , permanece o circuito .
Pequenas rimas ,versos eternos ,
Livra do mal , em laços fraternos . 
Quatro elementos :
Terra , água , fogo e ar ,
O quinto , sentimento ,
Que me ensina a amar .
Quatro direções :
Leste , oeste , norte e sul ,
Unem corações ,
Em um céu costurado em azul .
Fauna e flora ,
Importantes ,
No tempo de agora ,
Confortantes . . . " 

" . . . Eu me sinto ,
De outro canto ,
Não minto ,
A verdade encanto .
Vim de cima ,
Dos divinos cotidianos ,
Entre verso e rima ,
Um poeta entre humanos .
Nem mais , nem menos ,
Apenas sensível aos serenos .
Procurando uma melhor amiga ,
Traduzindo a certeza antiga ,
Entre canções e cantiga ,
Sobrevivendo , no bosque de viga " .


Apenas

As cordas vocais ,
E suas palavras engasgadas ,
Sem limites ou terminais ,
Apenas letras e vogais largadas .
A garganta dói ,
Sobre este estado que corrói ,
E usurpa a voz do excluído ,
Em seu tratamento deprimido .
A verdade dói , mas , liberta ,
Sutura a ferida aberta ,
Os olhos amargurados conserta ,
Mostra a direção e opção certa .
Dias em que o peito chora ,
Enquanto a amada outro namora ,
Sonhos levados embora ,
Um mundo sem razão que descolora .
Momentos novos , instantes inovadores ,
Amenizam o sintoma , de nauseas e dores ,
Mas o problema , continua vivo ,
E o amor , sempre será o principal motivo .
Digo ao vento ,
Que leve a notícia ,
Que falta acalento ,
E sobra malícia .
Pouco tenho ,
Muito desdenho .
Encabeço as cenas ,
Picantes e amenas ,
Nestas mãos , descosturadas e morenas ,
Sou instrumento da escrita , poeta apenas . 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Madrugada pós natal

Refrigerante , salgadinho ,
Não me deixam mentir sozinho .
Testemunhas do acontecido ,
Uma festa que não quer ter amanhecido .

O vento refrescante ,
De uma noite abafada ,
Um instante tocante ,
Da lua abrilhantada .

Barulhos , risos ,
Os mais sinceros sorrisos ,
Me trarão lembranças ,
Me inspirarão esperanças .

De pequeno , agora crescido ,
Meu coração envelhecido ,
Aguenta até demais ,
Muito e á mais .

Nesta noite de metal ,
Eterna e sensacional ,
Agradeço com moral ,
Madrugada pós natal .

Garota do natal

Ela me olhava ,
Feito espanto ,
Me dominava ,
Com seu encanto .

Guardei sua voz ,
Como o brilho de uma estrela ,
Brilhante e veloz ,
O mel de uma saudosa abelha .

Seu jeito , sua desenvoltura ,
Sua presença , me leva a altura .
Com o pouco que tenho , 
Me contento e desdenho .

Talvez revelar seu nome ,
Cause reflexão ,
Que meu peito consome ,
Em uma intensa paixão .

Seu cheiro , seu beijo ,
Rasteiro , desejo ,
Viciado e louco ,
Um selinho , seria pouco .

Fumando no quintal ,
Ou desfrutando este monumental ,
Como uma escultura elemental ,
Paixões pela garota do natal .

domingo, 24 de dezembro de 2017

Espírito Natalino

Daqui a instantes ,
É a grande festa ,
Corações saltitantes ,
Como uma orquestra .

A garoa vem lavar ,
Provocar perdões ,
Para poder amar ,
Com os corações .

Mensagens no papel ,
E no mundo virtual ,
Recados ao Papai Noel ,
Uma preparação sensacional .

Acredito na força da união ,
Por um bom motivo ,
Uma nobre celebração ,
Pelo nascimento do salvador vivo .

O vento de uma ansiedade ,
Posso ouvir o badalar do sino ,
É hoje , é verdade ,
Celebramos o espírito natalino .

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Verso natural do cotidiano

Não consigo dormir ,
Como se algo tenha deixado de fazer .
Um mundo em descolorir ,
Desprovido  de vontade e prazer .

O sono demora a vir ,
Um cigarro a consumir ,
A lua parou de sorrir ,
Circunstâncias insistem em mentir .

Tudo muda ,
Na velocidade da luz ,
Preciso de ajuda ,
Como o vento as nuvens conduz .

A cama parece pesada ,
A carne parece enfezada ,
O cheiro de tabaco na vestimenta ,
O carinho minha alma ostenta .

Preciso seguir o ritmo ,
As notas do meu íntimo ,
Preciso de alguém ,
Que me queira também .

O sucesso da vida ,
Foi um plano ,
Que na fé embebida ,
Não passa de um verso natural do cotidiano .

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Só tem um jeito

Um meio ,
De juntos estarmos ,
Receio ,
De unidos constarmos .
Esbarrei ,
Em nossas lembranças ,
Errei ,
Para criar esperanças .
Amei ,
Para perder ,
Clamei ,
Para me render ,
Declamei ,
Para aprender .
Serei ,
Um poço de compreender :

" A milhas da terra ,
Além da guerra ,
Adiante as escolhas egoístas do mundareu ,
Existe a paz do extenso céu .
Já estive lá ,
É o melhor que há .
Lá estaremos ,
No ágape seremos .
Sabendo do firmamento ,
Conservando o sentimento .
O amor jamais é infinito ,
E é isso que o torna bonito .
A espera por um lugar melhor ,
Com anjos e o senhor ao redor .
Saber do fim ,
É justo ,
Especial a mim ,
Sem qualquer custo .
O salvador , aceito ,
É um dever e um direito ,
Ninguém é perfeito ,
Só tem um jeito " .

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Na medida do distanciar correto

Vi você ,
Não pude acreditar ,
A mercê ,
Deste mantra , este meditar .
Como uma música ,
Um gracioso ritmo ,
Uma beleza única ,
Repercutindo em meu íntimo .
O sol , parece mais brilhante ,
A lua , parece mais contagiante .
O vento , acaricia com cafuné ,
Estaremos juntos , tenha fé .
Sinto seu cheiro ,
Por minhas vestimentas ,
Um aroma maneiro ,
Que me acalentas .
Minha pele morena ,
Sua pele branca ,
Neste amorosa arena ,
Sem chave pra tranca .
O céu , nem longe e nem perto ,
Na medida do distanciar correto . 

Eterna promessa

Aquele passeio ,
Em minha memória ,
Vagou e interveio ,
Lembrança de glória ,
Para alguém como eu ,
Que num dia nasceu ,
No outro escreveu ,
E o pensamento ,
Amanheceu ,
Como o debandar do vento :

" Doces , beijos , o tempo voa ,
Momentos felizes , época boa .
Fragmentos e nuances ,
Retratos e lances ,
Você estava radiante ,
Digo mediante ,
O quanto a amo ,
E lhe declamo ,
Mil poesias ,
Da minha mente ,
Cortesias ,
Dos deuses dos repentes .
Agradeço por tudo ,
Por ser sortudo ,
Por a ter conhecido ,
Pela miséria ter vencido ,
E provado o gosto de seus lábios ,
Que é para poucos , e desafia os sábios .
Cada rima ,
Uma atenção expressa ,
Deus acima ,
Sem acelero ou pressa " . 

Talvez isto não se repita ,
Por esta maldição maldita ,
De te ter apenas na mente ,
E nunca a ver , consequentemente .
Mas , acredite ,
É apenas um palpite :

" Nos sóis ,
Deste verão ,
Nós ,
E uma boa ação .
O criador , quer nos agraciar , 
Com uma vida , um amor , um lar ,
Estaremos juntos ,
Não faltará assuntos .
Confirmo em nota expressa ,
Do fundo da alma , a eterna promessa " .

As criações de todos os dias

Verso amigo ,
Verso antigo ,
Sempre é bom rimar ,
Para o compromisso afirmar .

Observar o espaço ,
E criar uma plataforma ,
Através de linha e traço ,
A realidade que transforma .

Lembrar do amor ,
Daquela menina bela ,
Sentir o calor ,
Que na distração zela .

Trazer a vida ,
Aspirações da alma ,
Que nos convida ,
A superar qualquer trauma .

Supero este monstro , 
Posso sentir o gosto ,
Da vitória que demonstro ,
Dos versos no composto .

Um dia especial ,
Em um sem fim de melodias ,
No ócio criativo e original ,
As criações de todos os dias .


 
  

Sonhos , no plural

As portas , já não se abrem mais ,
O futuro é uma caixinha de surpresa ,
Pensei estar isento , mas tem vencimento o jamais ,
Aquela conversa , na garganta presa ,
Ainda me faz criar possibilidades ,
Como um vento , sem ter o que ventar ,
Resta apenas as saudades ,
Que multiplica e está a aumentar .
Pequenos são meus desejos ,
Perto deste mundo .
No quadro da vida , meus sonhos em percevejos ,
Dormem em sono profundo .
Fui até o limite ,
Até quando podia ,
Um palpite ,
Eu já sabia . . .
Lembro das verdades ,
Dos anseios de pequenino ,
Desbravando humanidades ,
Descobrindo um ser divino :

Até os mais nobres ,
Tem seus defeitos ,
Quanto mais os pobres ,
Sem quaisquer direitos .
Aprendi a dar valor a sabedoria ,
E também a paciência ,
Espero um salvador que viria ,
Guardo na consciência .
A esperança é a última que morre ,
As expectativas , multiplicam com o corre .
Acredito , há um caminho ,   
Existe mais , do que estar sozinho , 
Sonho sonhado só , é suposição ,
Sonho , sonhado junto , é realização .
Sonhar é sensacional ,
Sonhos , no plural .




Palavra certa

Acredito no bem ,
Embora precise de manutenção ,
Nada é eterno , ninguém , 
Muito menos o coração :

" As flores perfumam meu caminho ,
Tenho fé , junto ou sozinho ,
Poucas são as divergências ,
Quando se guarda na memória ,
Nobre e valiosas essências ,
Que são quebra - cabeças de uma história " .

" Os pássaros cantam ,
Sobre a grama esverdeada ,
Minha alma imantam ,
Uma áurea abençoada ,
Livre de qualquer problema ,
Uma tarde de poema " .

" O sol ilumina ,
E me ensina ,
A acreditar no impossível ,
Crer no invisível ,
Experimentar sensações divinas ,
Olhar além das cortinas " .

" Da vida , quero o melhor ,
Ao entorno e ao redor .
O destino conserta ,
E deixa a porta aberta ,
Na rima de um poeta ,
A palavra certa " . 


       

Na noite solitária declamei

Numa tarde ,
Começo de semana ,
O peito arde ,
O vento abana .
A humanidade é outra ,
E eu parado em fatos ,
Um passado que desencontra ,
Um outro lugar , outros contatos .
Os horizontes ,
Por tempo me distraíram ,
Alguns e aos montes ,
Minha confiança traíram .
Admitir o problema ,
É essencial para sobreviver .
Declaro neste poema ,
Situações que vieram a proceder .
Resumo da história :

Perdi a credibilidade ,
Perdi a memória ,
Meu coração antes saudade ,
Vive em promissórias ,
Em riquezas provisórias .
Já fui a muitas crenças ,
Provei de variadas diferenças ,
No fundo sei que tentei ,
O amor ostentei ,
Por vezes no mundaréu ,
Uma relação atentei ,
E as estrelas do céu ,
Na noite solitária declamei .   

domingo, 17 de dezembro de 2017

A maldição da leitura

Leio ,
Anseio ,
Neste corpo ,
Costurado em pardo ,
Neste destino torto ,
Liberar o fardo .
Avistar letras ,
Simbologias negras ,
No mar de branquitude ,
Em busca de completude .
Envolvo no assunto ,
Agrego fatos ,
Formo conjunto ,
Uno contatos .
Saindo fora do normal ,
Fora do útil e usual :

O peso da alma ,
Agora em calma .
A mente sagaz ,
Prova ser capaz ,
De ser sagaz ,
Alcançando a paz .
Conhecimento ,
Cultura ,
Amadurecimento ,
Aventura .
Só quando leio ,
A paz se torna pura ,
Na terra , no céu e em seu meio ,
A maldição da leitura .

sábado, 16 de dezembro de 2017

Rompimento do namoro

Por motivo insignificante ,
O amor , deixou de ser constante ,
Agora o passado , maior que o futuro ,
Arrependimento , remorso , apuro .

Independente da situação ,
Ameaças , prévias e insinuação ,
Tudo indicava ser melhor o fim ,
Preferi sofrer só , aguentar o fardo enfim .

A inexperiência de uma relação ,
Já perdi , qual minha verdadeira função ,
Apenas resta amar sua imagem ,
Permanecer viciado , em sua miragem .

Lembranças alimentam minha esperança ,
Mas não sei mais do que uma comum criança ,
E confesso este lado em mim ser praticamente literal ,
Vagando em pensamentos , no espaço sideral .

A derrota em minha mente ,
Forma e desenvolve em coro ,
Misturado entre contente e descontente ,
Houve rompimento do namoro . 


Quatro horas de sono

Imaginando um  futuro bom ,
Uma intensa ansiedade ,
Ouvindo um som ,
Procurando saciedade .

O relógio se move ,
De acordo com sua função ,
Este caldo depressivo dissolve ,
Nesta vida sem solução .

Dormi pouco , quase nada ,
Cigarros , música e poesia ,
Fazem de uma noite silenciosa e calada ,
A falência da paz em demasia .

O céu noturno é sugestivo ,
As maiores fantasias se concretizam na escuridão ,
Um evento mono - festivo ,
Onde celebro sozinho , a diferença entre eu e a multidão .

Desta insônia , esperando abono ,
Sozinho , solitário , mono ,
Não sei se emudeço ou telefono . 
Dormi apenas , quatro horas de sono . 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Laços desfeitos

Pensei ,
Que pra sempre iria me amar ,
Acreditei ,
Planos a construir e tramar .
Só eu sei ,
Expectativas a formar ,
Errei ,
E a realidade veio deformar .
O cheiro da manhã ,
Simplesmente mudou ,
Navegando na maré vã ,
Minha embarcação afundou .
Já não consigo ,
Respirar direito ,
É luxo um amigo ,
Um contato perfeito .
A lua ,
Ilumina meu conduzir ,
Nua ,
Sua imagem vem me seduzir .
O vento da madrugada ,
Lembranças de uma brisa drogada .
O fogo da paixão ,
Retrato da decepção ,
Objeto de reflexão ,
Angústia no coração .
Amores com defeito ,
Retalhos imperfeitos ,
Não durmo , mas me deito ,
Para refletir conceitos ,
Sobre conjuntos imperfeitos ,
Laços desfeitos .

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Que a verdade seja lida

Pensamentos ,
Voam como os ventos ,
As mentes alimentos ,
Evocam sentimentos .
Paro , penso , reflito ,
A fim de resolver este conflito ,
Esta arte de amar ,
De meus direitos reclamar ,
Sem impactar o outro ,
Que nas opiniões haja encontro :

" No calor do momento ,
As opiniões se tornam armamento ,
Nada se move cem por cento ,
A justiça anda ,
De modo incongruente e lento ,
Para atender a demanda ,
De tanto dês andamento .
Vejo na vida ,
Uma passagem manipulada ,
Que a todo ser convida ,
Tentar a manter amada .
No meio da densa camada ,
Entre bem e mal falada ,
Existe , algo mais que existir ,
Aceitar o plausível , ao hostil resistir .
É a lei da sobrevivência ,
Agir com consciência . 
Letras , vocábulos , gramática ,
A sapiência alifatica , 
Nesta dúvida embebida ,
Sanada pela mente sabida ,
A resposta recebida , 
Que a verdade seja lida " . 

  
 

A morte da consciência

A voz da consciência ,
Calou , emudeceu .
Impactando a paciência ,
O antigo estado que se conheceu .
Imagens , lembranças , dias bons ,
Textos , imagens e sons .
Tudo perdido e afogado ,
Neste mar dentro de mim ,
A ignorância do ser folgado ,
Faz - me eterno no fim .
Penso no nada absoluto ,
Na perdição do ato resoluto .
Tenho diretamente ligação com o mundo ,
Sem qualquer formato de filtro ,
Quando começou , me sentia um defunto ,
Lotado e exagerado em droga e litro .
Tento manter - me contente ,
Fumar ou escrever um repente .
Mas ás vezes quando durmo ,
Ou me distraio ,
Saio do que costumo ,
E ideias ensaio .
Neste novo modo de pensar ,
Refletir e repensar ,
Tudo que faço ,
Parece errado ,
Me resta o maço ,
E assunto encerrado :

" A ineficiência ,
A delinquência ,
A consequência ,
A morte da consciência " . 

Seja um pouco louco , senão os outros não te respeitam .

Instantes de uma tarde ,
Que meu peito arde ,
Paixão do acaso ,
Um abismo raso , 
Neste fim de ano ,
Com este detalhe insano ,
Que faz - me fugir ,
Faz - me rugir ,
E como um selvagem clamar ,
Até o limite amar ,
E perceber minha diferença ,
Entre religião , futebol e crença ,
Sou bem diferente , percebo ,
Ajo inconsciente e concebo :

" A floresta de pedra e seus habitantes peculiares .  Cultuam a curiosidade ou a fuga , da alma , do corpo e da mente . A crítica vem , do medo a opinião sincera . Ser diferenciado , excluído ou exilado , vem de tempos primórdios e antigos . . . "

" Por entre relações irreais , tempos ilusórios e realidades inventadas , tudo pode aquele que mente , e pouco pode aquele que tentou ser normal . ' Seja um pouco louco , senão os outros não te respeitam ' " .


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sempre foi assim e sempre será

Os risos, as piadas , as graças ,
Os lugarejos , as ruas, as praças ,
O sol e a lua ,
Tudo continua ,
Tudo permanece ,
Na lembrança que aquece .
No desejo , na alma ,
No beijo que transmite calma ,
Que venha o futuro ,
Que venha o passado ,
Perdido no apuro ,
Vagando no tempo ultrapassado ,
Reconheço de algum lugar ,
Estes momentos ,
Ao me plugar ,
Os sentimentos :

" As imagens do olhar ,
Transmutam ,
A retina a molhar ,
Aprofundam .
Aquele velho homem ,
Ainda vive em mim ,
Pensamentos o consomem ,
Do começo ao fim .
A verdade aqui está ,
Sempre foi assim e sempre será " .

Temporal de dezembro

Os horizontes ,
Já não brilham ,
Tão distantes ,
Seus próprios caminhos trilham 
Os ventos ,
Já não refrescam ,
Sentimentos ,
Que não se adequam .
O cheiro deixou de fazer diferença ,
Se esvaiu toda e qualquer crença .
Os contos são frases ,
Lidas literalmente ,
Repetições e parafrases ,
Ecoam na mente  .
O frio agora ,
Parte de mim ,
Foi-se embora ,
Os prenúncios do fim :

" margens contornam esta bagunça dentro de mim , o fim parece um favor dos céus , a verdade boia em uma poça liquida dentro dos meus órgãos . As entranhas afundam em seus próprios orgulhos . Eventos estranhos , neste temporal de dezembro " .

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Lembranças do amanhã

Sei do futuro ,
Com propriedade ,
Derrubo o muro ,
Da insanidade .
Vejo um novo sol ,
Pela janela ,
Envolvido no lençol ,
De uma manhã bela .
O vento brando e suave ,
Ouço a cantoria da ave ,
Como um gol na trave ,
Só Deus que me salve :

Percebendo o tempo e espaço ,
Te crio como um traço ,
De um céu da manhã ,
Lembranças do amanhã .

Um dia eu amei

Segredos ,
De uma alma inquieta ,
Medos ,
Multiplicam de boca aberta .
Vozes ,
Na mente ,
Atrozes ,
E inconsequentes .
A ordem da vida ,
Bebida ,
Que supre e enlouquece ,
Ela ,
Que já não mais me aquece ,
Tão bela .
Saudade de seu toque ,
Seu gingado retoque :

" Tudo junto e misturado ,
Meu corpo costurado ,
Em moreno e cicatrizes ,
Por amores de atrizes ,
Por belezas multiplicantes ,
Saudades replicantes .
A base fundo ,
Deste eterno e profundo ,
Este sentimento fecundo , 
Na alma do mundo . 
Seu nome ,
Em pesadelos clamei ,
Me consome ,
Pois um dia eu amei " . 

Relação de outros verões

Mais uma semana ,
Mais um terça ,
Uma tarde insana ,
Em minha cabeça .

Lembro de você ,
Em outro corpanzil ,
Não sei se lê ,
O coração vai a mil .

Os veículos , ligeiros ,
Ridículos e maneiros ,
Não me vejo feliz , com algo material ,
Quero muito mais , sentir a pressão arterial .

Quero um dia novamente ,
Tocar seu lábio ,
Permanece na mente ,
Mais amar , do que ser sábio .

Guardei a sua imagem ,
E nada me convence do contrário ,
Vale mais te ter como miragem ,
Do que fazer papel de hilário .

Sei que o tempo continua sem mim ,
E minha ausência , pouco determina fim .
Mas quero aproveitar meu tempo ao extremo ,
Suando , estático , pensativo , eu tremo .

Como qualquer poema em várias versões ,
Minha marca , as intensas e exageradas sensações ,
Em busca de mais que existir e diversões ,
Uma relação de outros verões . 


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Jamais adeus

Penso ,
Se o que escrevo , chegou em você ,
Repenso ,
Se caso ouve ou lê .
Lembrei que gostava de beijar ,
Ainda estou aqui , se caso desejar .
Seu cheiro pelo jardim ,
Seu aroma nas flores ,
Se quiser , venha até mim ,
Ainda existem aqueles amores .
Quando olho o horizonte ,
Imagino , distante ,
Você feliz , você contente ,
Tanta felicidade ,
Que não cabe neste repente ,
Em meio ao caos da cidade .
No fundo queria te ver bem ,
Acredite , você é a certa alguém .
Viajo em pensamentos ,
Percebo os sentimentos ,
E imagino nós dois juntos ,
Acredite , não faltará assuntos .
Lembro dos amigos daquele tempo ,
Alguns aqui perto , outros afastados ,
No fundo todos nos perdemos nos contra tempos ,
Mas todos se sentem amados .
Queria saber se acredita em mim ?
Pois aquele adeus , nunca foi o fim :

" Por ter te conhecido ,
Agradeço a Deus ,
Um dia amanhecido ,
Aos meus , e aos seus ,
Aos crentes , aos ateus ,
Jamais adeus " .

O poeta e seus versos

Depois do quente ,
Mais um dia ,
Um repente ,
De todo dia .
O vento sobre o telhado ,
Duas opções ,
Como colorido malhado ,
As sensações : 

" O tempo corre veloz ,
Tudo é mágico ,
Como mágico de Oz ,
Sem final trágico .
Paixão , uma garota ,
Generoso , qualquer uma serve ,
Uma sensação da gota ,
Amores por uma branca de neve .
No peito ,
Uma barulheira ,
Aceito ,
A tal gata borralheira .
Olhares , visões ,
Estranhas sensações ,
Ao longe , pequenos em ações ,
Lá vem , os sete anões .
O céu antes azul ,
Agora caramelo ,
Ventos do sul ,
Avisam sobre o sítio do picapau amarelo .
Estilos reversos ,
Em sonhos imersos ,
Ás vezes sentimentos inversos ,
O poeta e seus versos " . 
 




Estreia

Garoa ,
Fina ,
A toa ,
Grã - fina ,
Desperta ,
Amores ,
Flerta ,
As cores .
O vento ,
Gelado ,
Rebento ,
Esfriado .
Ventania ,
Voraz ,
Da etnia ,
Mordaz ,
Causa ,
Resfriado ,
Pausa ,
O colorado .
Penso ,
Extenso ,
Paixão ,
Reflexão ,
Coração ,
Oração ,
Comemoração ,
Adoração .
Menino ,
Menina ,
Tino ,
Tina .
Verdade ,
Piedade .
Insanidade ,
Foi vaidade ,
Hoje , solidão ,
A estreita multidão .
Rima batida e véia ,
Respirando estreia . 


Horizontes de bruma

O sol brilha ,
Sigo a trilha ,
O caminho ,
Pro amor ,
Junto ou sozinho ,
Tenho meu valor .
Nas tardes de dezembro ,
No erro ,
Que não me lembro . 
Um enterro ,
Da memória ,
Da história .
Na verdade da alma ,
Busco paz ,
Busco calma ,
O nó que se desfaz .
No rumo ,
Costumo ,
Imaginar ,
Opinar ,
Guardar segredo ,
Vencer o medo .
Nas encostas ,
Nos horizontes ,
De costas ,
Ou de frontes ,
Tenho fé ,
No som da maré ,
Na brisa do entardecer ,
No arbóreo e seu alvorecer .
Antes que o dia suma ,
E que a mente resuma ,
E que muitos , se torne uma ,
Horizontes de bruma .

Perfeição com problema

Escrevo a dedos e punho ,
Este humilde rascunho ,
Cento e oitenta e seis dias de junho ,
Paixão que se tornou cunho .
Está em todos os lugares ,
Separados ou em pares ,
No batom vermelho ,
No reflexo ao espelho .
É mais fácil saber onde não tem ,
Ainda sim , em negativo , lembrarei também :

" A saudade percorre minhas veias ,
Minhas ferramentas de amor ,
Acumulam e detém teias ,
É escasso o calor .
O vento já pouco refrescante ,
O sabor da falta ,
É intenso e gritante ,
Tanto , que maltrata .
O cheiro seu ,
Permaneceu ,
Nas vestimentas ,
E no faro ,
Já não contentas ,
O preço foi caro .
Caótico ou deserto ,
Sinto - me incorreto ,
Defeito no sistema ,
Perfeição com problema " .  

Paixão desenfreada

Em sua retina ,
Azul , castanha , esverdeada ,
Alimenta a rotina ,
De uma relação desencadeada :

" Te vejo no asfalto ,
Pois eras calor ,
Apaixonado retrato ,
Pois canção é amor .
Te vejo no firmamento ,
Pois és uma deusa ,
Provocando sentimento ,
Nesta alma indefesa .
Te vejo nos carros ,
Com pedras e barros ,
Em seus pneus ,
Não deixa de levar os seus .
Te vejo no sol ,
E também no lençol ,
Onde o outro lado da cama é frio ,
Até a encontrar , permanece o vazio .
Te vejo nas outras mulheres ,
Que servem seus almoços em talheres ,
E cuidam o quanto pode dos pequeninos ,
Que um dia serão , mais que meninas e meninos " .

Em toda camada ,
Na noite calada ,
Na bandeira branca da paz ,
Na luta armada ,
Um dia quero ser capaz ,
De encontrar minha amada .
Na tela brilhante e encerada ,
Vivendo uma paixão desenfreada . 

 

Energia cósmica

Em busca de algo maior que eu , a persuasão me trouxe arrependimentos . Talvez se eu desistir , consigo o que espero . Como um velho indefeso que tentou tanto , que em sua fragilidade consegue o que quer , justamente quando não mais desejava . Como se a alma do universo , lhe recompensasse pelo tanto que tentou e gastou tempo tentando ter , e assim conquistasse tudo . O mundo está cada vez mais quantidade , quanto mais tentar , mais possibilidade de conseguir , ou talvez não conseguir . Tentar é grátis , e se valer a pena , tente outra vez , a energia cósmica , contabiliza isso:

" Tentar ,
Para conseguir ,
Testar ,
E prosseguir .
O mundo ,
É um reflexo ,
De um profundo ,
E eterno conexo .
Tudo gira ,
A constelação se revira ,
Para dar impulso ,
Alimentar o pulso .
O mundo é bom ,
Regulando a ótica ,
Como um agradável som ,
Tudo é : Energia cósmica " . 


Pomo - de - Adão

Na garganta entalada ,
A prosa gelada ,
Consumindo meu corpo em sintomas ,
Partes dos organismos em comas .
O vento é brando ,
Solitário ,
De uma espécie em bando ,
Dês igualitário .

Pequenos fragmentos ,
Por inteiro e metade dos momentos .
As verdades se tornaram fachada ,
Para um vida reclusa e fechada ,
Tudo parece sincero ,
Pouco a mim , espero ,
Apenas para o cego de conformismo ,
Ou para aquele em seu habitat de elitismo .

A realidade como sensação ,
Parênteses no coração ,
Tudo escapa por este estranho vão ,
Versos e rimas , travadas no Pomo - de - Adão . 

sábado, 2 de dezembro de 2017

Após o inverno

Amamos demais ,
Pois não sabemos esperar ,
No limite do jamais ,
O amor só tem a multiplicar .

Construímos base sólida ,
No bem e no senhor ,
Sem drogas ou bebida alcoolica ,
A paixão de maior valor .

Aprendemos a dissertar ,
Aos obstáculos , resetar ,
E quando a saudade apertar ,
Acordamos para um novo despertar .

" Nosso sentimento é eterno ,
Nosso amor é fraterno ,
Depois da tempestade , hiberno ,
Após o inverno " .

Lembranças de outra cidade

Sua sombra no lençol ,
Todo dia era sol ,
Fragmento da paixão ,
Distribuído em meu coração ,
Partícula viva da reflexão ,
Retrato da criação .
Curvas sobressalientes ,
Amores congruentes ,
Destinos pertinentes ,
Contentamentos descontentes.
Vida que luta ,
Pra simplesmente sobreviver ,
Sem norma de conduta ,
Apenas viver .
Expressão notável ,
Retalho amável ,
Estilhaço de felicidade ,
Lembranças de outra cidade .

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Bonitos entardeceres

No vento do entardecer ,
Os pés , continuam a envelhecer ,
O caminho com seus obstáculos ,
Problemas e seus múltiplos tentáculos .
O som da selva de concreto ,
O sabor da tarde em ritmo indireto ,
O barulho do ocupantes ,
A noite aproxima nos horizontes .

A ventania da tarde ,
O lábio arde ,
O calor de dias passados ,
Os minutos se atropelam ,
Em si mesmo ultrapassados ,
As nuvens se ajudam e se velam ,
Em suas alturas inalcançáveis ,
Em seus metros e distâncias inviáveis .

A ventarola do escurecer ,
Com os ventos cinzas envelhecer ,
Não há limite para os mistérios ,
Entre céus e terras , sempre sérios .
Percebo o som de costume ,
Se samplearam por completo ,
Não permaneci imune ,
De sons repleto :

" Com ela ,
Vi manhãs ,
Tão belas ,
Mentes sãs .
O vento ,
Lento ,
Sobre a brisa ,
Desliza ,
Avisa ,
Realiza . . . "

" Como compreenderes ,
Como pode verdes ,
Longe de ganância e poderes ,
Bonitos entardeceres " . 


A rima da saideira

Luzes de todos os lados ,
Me lembro que não enxergo direito . 
Os ventos transitam calados ,
Bate forte , o órgão ao peito .

Fechado , recluso , exilado ,
Perdido , estranho e mal falado ,
Vejo toda célula de luz ,
Eventos que o reflexo produz .

Um circuito de problemas ,
Na mente e na alma os poemas ,
As rimas e versos , uma cortesia ,
No coração um punhado de poesia .

Fim do dia , o anoitecer ,
Jamais saberei , o que vai acontecer ,
Só tenho noção das probabilidades ,
Um tanto pensativo , as possibilidades .

Por toda vida , pela vida inteira ,
Nem a última , nem a primeira ,
A procura de uma maneira ,
A rima da saideira .





 

Dias normais

Mais um dia ,
Para celebrar ,
Aceleração cardia ,
De bem estar .

O vento ,
Do final ,
Cem por cento ,
Afinal .

Mais um manhã ,
Uma tarde e um anoitecer ,
O orvalho da manhã ,
Veio alvorecer .

Um dia quente ,
Um de repente ,
Um logo mais ,
Um dia como jamais .

Venho de perto ,
Não tão distante ,
O erro conserto ,
Aos muitos e bastante .

Dos começos aos finais ,
Vestígios e sinais ,
Dias menos , dias mais ,
Dias normais . 

 

  

 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Portifólio de tolices

Dias mais compridos ,
Dever aos comprimidos ,
O dever de manter a postura ,
No sangue da eterna cultura .
No ventre da terra ,
Ou com Deus do céu ,
Permanece a guerra ,
De todo este mundaréu .
Constantes implicações ,
Constantes complicações ,
O mundo mudou muito ,
E as opiniões são de cunho fortuito ,
Enquanto o mudo ri ,
De minha diferença ,
Meu lábio sorri ,
Na emotiva crença .
Vejo que já perdi muito ,
Penei racionalizando cada minuto ,
Hoje vejo que nada mesmo valia a pena ,
Enquanto vivo pensando ,
Alguém do outro lado condena ,
E as falhas ou acertos , vão se compensando .
Sei que nunca fui o preferido ,
Alias , ouvi muitos nãos ,
Algo devo ter proferido ,
Por quaisquer ouvido e vãos .
Ocasionando mesmices ,
Realidade das rotinices ,
Travessuras e meninices ,
Portifólio de tolices . 

 


Inferno particular

A morte me é atraente , surge como uma dama sedutora , ou como uma droga viciante , daquelas que no exílio da solidão provoca alucinações e ilusões . Por meio de propostas tentadoras , como pecados e atalhos para o imediatismo sanar , ela invoca o chamativo aos sentidos , induzindo qualquer um que seja para seu covil diabólico . Seu gosto , quando visto a primeira impressão , é doce . Mas quando provado várias vezes , além de ter atravessado a penosa linha do deguste , apresenta , gosto amargo , fúnebre , viciante , e mortal , o fim dos tempos em um inferno particular .

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Esperando suas cartas de amor

Declarei a terceira guerra mundial ,  ,
Pois era o que eu achava que poderia acontecer ,
Por todo este sofrimento sensacional ,
O que estava acontecendo , nunca iria saber .
As pessoas não tinham respostas ,
Para toda esta balbúrdia ,
Com todas essas decadências compostas ,
Minha mente se tornara latifúndia .
Escravo de meus próprios consumos ,
Vivendo a base de fatos , explicações e resumos .
Tudo me atingia ,
De forma irracional ,
A escuridão agia ,
De modo funcional .
Sei que nada poderia fazer ,
Apenas aos céus , rogar e dizer :

" Quando toquei ,
Seus lábios pela última vez ,
Sempre pequei ,
Acho e achei , errado , toda vez .
Mas agora é diferente ,
Lido com o lado inconsciente ,
E sigo as verdades opcionais ,
Estejam ela certas ou erradas ,
Procuro viver bem cada vez mais ,
E estas questões estão encerradas . 
Mas então , lembro daquelas cartas ,
Amores exagerados e de variações fartas .
Os seus " Eu te amo ! " ,
Os meus " como isso eu chamo ? " .
Eu confuso ,
Faltando um parafuso ,
Você paixão ,
Causando reflexão .
Haveria lugar no destino ,
Para nós dois juntos ?
Sei que ainda existe aquele menino ,
Que multiplicava assuntos .
Me ensinou , e ainda ensina ,
A amar de verdade ?
Continua aquela menina ,
Um poço de vaidade .
Talvez haja algo maior do que nós ,
Que nos protege , antes , agora e após .
Um lado da cama ,
Frio e sem cor ,
Meu ser reclama ,
Esperando suas cartas de amor " . 






Lembranças de um amor intangível

Em tempos escassos ,
De quaisquer gentilezas ,
Somam - se fracassos ,
Diminuem - se belezas .

Dias em que a ruir ,
Pelos cantos ,
Os gritos a sobressair ,
Eternos desencantos .

Olho para um horizonte ,
Em busca de uma direção ,
E como é gigante ,
Estes erros em ereção .

Vejo esta substância ,
Percebo esta massa ,
Que divertia minha infância ,
Com alegria e graça .

Mas já não existe ,
Jamais coexiste ,
Tal efeito e prazer ,
O ato de desfazer .

Percebo que o mundo ,
Pode ser maior ,
O êxito está no profundo ,
A mudança para melhor .

Sei que nunca fui ,
O que o mundo esperava ,
Este caldo depressivo dilui ,
Na lembrança de quem eu amava .

No polo coronário invisível ,
Na esfera separada e inatingível , 
No sentido distante e invencível ,
Lembranças de um amor intangível .



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Melhor amiga

Lembro ,
Dos teus carinhos ,
Relembro ,
Como vizinhos ,
O ontem atual ,
O esforço , manual ,
Para exercer tal prazer ,
Encher o peito , e ter o que dizer .
Venho do espaço vazio ,
Da garoa , do temporal e do frio ,
Em busca de um afeto ,
Do sentimento direto .
Percebo como o tempo sinaliza ,
Velho ou novo , no que se realiza . 
O clima é mais um aviso ,
Completa o improviso ,
Que torna contente ,
Através do repente .
Tudo posso ,
Tudo consigo ,
Tudo nosso ,
A todo amigo .
E este peito , pouco desliga ,
Em busca de uma melhor amiga .

O céu que amanheceu

A veia lateja , em busca de um caminho sanguíneo , a mais e muito mais do que simplesmente existir . O sangue grosso , animal , selvagem , quase primitivo , dói no machucado intenso e regular , que a alma carrega por encarnações e passados nada brandos ou suaves . Por entre a selva do corpo , o liquido colorado , busca uma saída mais do que os costumeiros caminhos e rumos traçados e já destinados para a locomoção em um labirinto arterial . No objetivo carnal , segue sua trilha corriqueira , nada mais do que um nicho , um lugar para dizer que viveu , neste antro controlado pelo coração , nada mais suprimi seus glóbulos , componentes , minerais , vitaminas , e tudo mais que o rubro liquido têm a oferecer .

" Um caminho traçado ,
Assim como o meu ,
Um liquido controlado ,
Como o céu que amanheceu " .

Balde de água fria

Tentando ajudar as pessoas ,
Utopias , esperanças a toas .
Um caminho do bem ,
Que tentei trilhar ,
Inspirado em alguém ,
Ostentava brilhar .
Mas a realidade é amarga ,
Esta ilusão ,
Só me trouxe mágoa ,
Sem solução .
Via comerciais de televisão ,
Adoçava e iludia minha visão ,
Grandes personalidades ,
Que mudaram o mundo ,
Através de suas habilidades ,
Provaram do êxito profundo .
Mas não nasci pronto ,
E jamais estarei ,
Sou um poeta em conto ,
O futuro , já não sei .
Retratos desta agonia ,
Retalhos dos fracassos ,
Noite a noite , dia - a - dia ,
Meus recursos escassos .
Dia e noite , vazias ,
Cigarros , derrotas e azias ,
O poder e sua tirania , 
Um balde de água fria .  

sábado, 25 de novembro de 2017

Morada do vento abrangente .

Amante ,
Constante ,
Repetente ,
Da dor ,
Do vigente ,
Amor .
Quero amar ,
Doar meu sobrenome ,
Poder lhe chamar ,
Do que me consome .
As veias mortas ,
De naturezas ,
Iguais mortas ,
Em incertezas ,
Peculiares belezas ,
Madrugadas acesas ,
Sem molezas ,
Horas ilesas ,
Títulos e temas ,
Eternos dilemas .
Malditos olhos ,
Que a tem como amada ,
Nas pulgas , pragas e piolhos ,
Numa ilusão animada .
No último carteado  ,
De carteado e aposta ,
Em um geral sombreado ,
Está a resposta ,
Composta ,
Reposta ,
Amostra .
Como musa inspiradora , 
Como dama liquidadora ,
Pedaço fora ,
No agora ,
Vivo e independente ,
Retalho externo consciente .
Verdade viva e latente ,
Uma fórmula perfeita e pertinente ,
Beleza rara e congruente ,
Do curado ao doente ,
Morada do vento abrangente .

Duras lições

Calor ,
No ar e humano ,
Valor ,
Do suor do cotidiano :

" O vento de uma manhã qualquer , onde a falta grita no peito , e o horizonte de saudade , trinca o olhar suave , de um qualquer rimador . A brisa atravessa o corpo , em um estado espiritual de abstinência do amor . O sol queima os erros e pecados , e transforma a dor em redenção . Por entre esta camada de solidão , mesmo cercado , uma condição de individualidade aumenta o teor de tensão e desgraça . O que tenho são imagens , e nada mais que possa abastecer o corpo físico . Alimento - me de lembranças , pequenos retalhos de dias bons e ruins , mas acima de tudo , dias em que tive a oportunidade de viver , e aprender as duras lições " . 

Horas de um sábado morno

Grilhões desta condição ,
Aguçam a percepção ,
Sofrimento viciante ,
Costumeiro e constante .
O ar é algo essencial ,
Como rimar e poetizar ,
Um exercício fundamental ,
Para a satisfação realizar .
Casos de uma situação degradante ,
Desejoso , ostentativo e pensante .
O querer alguém ,
Por pura imitação ,
Ás vezes deve conter ,
Um pouco de emoção .
Todo dia ,
Toda tarde ,
Noção tardia ,
Em que o peito arde ,
Sobre lembranças ,
Sobre esperanças ,
Em determinada hora ,
Mais adiante , piora .
Relacionamentos ,
Nunca fui muito bom ,
Sentimentos ,
Com ou sem tom ,
Fazem viajar ,
Pela nuvem velejar ,
E chegar a uma conclusão ,
Vivi em busca de inclusão .
Para continuar vivo ,
Fazer o bem , aos céus suborno ,
Com percalços sobrevivo ,
Horas de um sábado morno .    

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A saudade , em repente

Numa tarde ,
De novembro ,
Peito arde ,
Bem me lembro .
Daquelas conversas ,
Sensações imersas ,
Verdades de uma prosa ,
Sentimentalidades de uma rosa .
Seu cheiro , seu lábio ,
A beleza ,
Que desafia um sábio ,
Com certeza :

" Vejo ,
Por entre esta lembrança ,
Revejo ,
Em seu rosto esperança .
Recordações de uma tarde quente ,
A saudade , em repente " . 



Cidade do sentimento baixo

Ventos de uma quase noite fria ,
Cabeça pensante , sensação de vazia ,
Por entre o barulho da cidade de concreto ,
O meu coração descompassado e incorreto .

Lembro do seu cheiro ,
Por outras estruturas ,
Pouco maneiro ,
Mente nas alturas .

Penso em te encontrar ,
De alguma forma ,
Em sua realidade penetrar ,
Meu ser pouco se conforma .

Vejo as vezes suas imagens ,
Provoca lembranças e miragens ,
Por entre estas recordações ,
De nada vale , rezas ou orações .

Em nada desde então , me encaixo , 
Pareço estar atrasado e também abaixo ,
Nem mesmo me encaixo , 
Na cidade do sentimento baixo .

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ecos reflexivos do firmamento nublado

Tempo , rei de tudo ,
Destino , agregado ao sortudo ,
Pensamento , ligado a reflexão ,
Coração dependente da paixão .
Dias em que ecos na mente ,
De um passado no inconsciente ,
Fazem ligações pertinentes ,
Em enredos e imagens descontentes .
Quando ganho acolá ,
Perco de cá ,
Quando ganho de lá ,
Me perco onde está .
No fundo queria tudo junto ,
Em um simpático e único pacote ,
Se envolvendo no mesmo assunto ,
Juntos em um mesmo pote . 
Mas no fundo sei ,
Onde foi que eu errei ,
Me perdi entre prática e teoria ,
Pensei poder aguentar com sabedoria ,
Mas tudo quando praticado ,
É mais complicado ,
Teorizar é mais um artifício ,
Que soma ao inicio ou reinicio .
Meus planos para salvar ,
Noites na consciência a cavar ,
Procurando um tesouro ,
Mais importante do que ouro ,
Mas só ganhei experiência ,
Em minha conhecida inocência .
Vejo que fiz muito ,
A cada minuto ,
Mas havia coisas detalhadas ,
Poesias aos céus espalhadas ,
E tudo mais que a sapiência promove ,
Tudo mais , que com a vida resolve .
Refletindo , imaginando , calado . . . 
Ecos reflexivos do firmamento nublado . 

sábado, 18 de novembro de 2017

Versos diversos

Meio - dia ,
Quase tardia ,
Para amar ,
Declamar ,
Sobre o mar ,
Te clamar . 

Vejo o sol ,
No girassol ,
Na janela ,
Na guria bela ,
No desenho da nuvem ,
Como os ventos nos movem .

Beleza ,
Certeza ,
De felicidade ,
Na primeira idade ,
Sem vaidade ,
Mas , com qualidade .

Graça ,
Na garça ,
A voar ,
Sobrevoar ,
As alturas ,
Em suas aventuras .

Em sonhos imersos ,
Pensamentos reversos ,
Corações conversos ,
Versos diversos . 






Capítulos de uma relação de terceiro mundo

Meu interior sangra ,
Destroços , de amores passados ,
Meu peito Angra ,
Sentimentos naufragados .
Por dentro , desta caixa de pele ,
O amor vaza , e secreções expele .
Uma explosão dentro de mim ,
Pedaços se desmontam , em um sem fim ,
De infinitas verdades na garganta ,
Cordas vocais lesadas ,
A canção do fim dos tempos canta ,
Versos de uma poesia inacabada .
Em meio ao caos da grande cidade ,
Onde já não tem valentia ,
Mesmo em numerosa quantia ,
Qualquer ato de beleza , pureza e vaidade ,
Vejo o horizonte trêmulo e Tonteante ,
Estas dúvidas que parecem de formatos gigantes ,
Estas inverdades em minha alma ,
Este estranho e constante trauma .
Este amor , nobre , embora , também imundo ,
Me leva ao vazio mais decadente e profundo ,
No local mais impróprio e infecundo ,
Capítulos de uma relação de terceiro mundo . 

Sobre nós dois , ninguém nunca vai saber de tudo

A canção silenciosa da liberdade ,
Por entre campos e cidades ,
Acorda a sociedade ,
Desperta as humanidades ,
Devolve a paz do interior do ser humano ,
Provando do sabor , do tranquilo cotidiano :

" O sol queima os pecados ,
Os arbóreos tornam os ares mais delicados ,
O dia - a - dia com o som da ave ,
Torna a vida mais calma e suave .
O vento e o debandar da cavalaria ,
O novo e o velho , jovial velharia .
Tudo é possível , acredite ,
Um passarinho me contou ,
Um simples palpite ,
Que me encantou :
' Podes me desagradar ,
Minhas vontades podar ,
Colocar veneno ,
Em minha alma pura ,
Me adoentar com sereno ,
E sujar minha cultura .
A manhã continuará bela ,
Entre eu e ela , 
A glória sempre virá depois ,
Cortesias do céu , me tornam sortudo ,
Sobre nós dois ,
Ninguém nunca vai saber de tudo '" .   


Compartilhando segredos

Manhã de final de semana ,
Sem honras ou grana ,
Apenas um coração para rimar ,
Apenas um verso para me afirmar .
O mundo continuará igual ,
Com ou sem minha presença .
Apenas devo obedecer o sinal ,
A única coisa que levamos é a crença .
Neste sol entre nuvens ,
Nestas velharias entre jovens ,
Existe um estranho paradoxo pertinente ,
A atitude de caçoar e permanecer contente ,
Já tentei , mas deu errado ,
Confusões e problemas ,
Desisto , um assunto encerrado ,
Prefiro continuar com os poemas .
Sei quanto faz falta momentos de carinho ,
Porém , devo continuar , junto ou sozinho:

" Vencendo meus medos ,
Compartilhando segredos " . 


 


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Melancolias de uma quase noite de novembro

Chove lá fora ,
Transtornos agora ,
O pensamento embora ,
Pensativo a toda hora .

O vento vem de todos os lados ,
Eventos estranhamente desencadeados ,
Sem qualquer intervenção humana ,
A trajetória diária e cotidiana .

Ás vezes pareço sem sustentação ,
Uma estranha ostentação ,
Mas que não vem de mim ,
Talvez seja de meus preceitos o fim .

No barulho do temporal ,
Já se foi , o céu coloral ,
Estranhas impressões ,
Obtusas expressões .

Parece faltar um membro ,
Um tanto antes de dezembro ,
Paro , penso , relembro ,
Melancolias de uma quase noite de novembro .   

Apocalipse particular

A paixão é um veículo , sem freio descendo uma ladeira infinita dentro do meu coração . Aonde o céu , desdobra - se , em uma elipse sem curvaturas , colorada e rubra , em sua imensidão apaixonante , de pequenos fragmentos de amores a tempos conquistados , mas recentes , pois as cicatrizes jamais se cauterizaram . O efeito duradouro dos calmantes e cafés , jamais sararão tal ferida , apenas enganarão esta noite em meu ser , este apocalipse particular . 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Caso colorido

O vento de uma tarde morna ,
Os deuses dentro de mim ,
O diário ciclo retorna ,
Do começo ao fim .

A brisa de uma tarde ensolarada ,
Consome a ideia embolorada ,
O amor em mim transborda ,
Cada dia , o dia dorme e acorda .

A ventania de uma tarde brilhante ,
O cotidiano e seu evento constante ,
Me leva ao paraíso ,
Um divino sorriso .

O vendaval de uma tarde atual ,
Nas ruas , mulheres e seu andar sensual ,
As vejo , me apaixono , é casual ,
Óculos , valioso e usual .

O ventinho de uma tarde de agora ,
O sol e suas nuvens enamora ,
Inunda meu ser de paixão ,
Permanece a reflexão :

" Dentre os sóis ,
Deste novembro ,
Recordações de nós ,
Por dentro ,
Relembro ,
Antes de dezembro ,
O seu beijo doce ,
Seu cheiro agridoce ,
Seu vestido florido ,
Nosso caso colorido " .

Mistérios do combinado escondido

Contrariado , 
No extremo , 
Desalmado , 
Enfermo . 
Cicatrizes eternas , 
Sem qualquer desfecho , 
Conflituosidades internas , 
Bagulhos , coisas , apetrechos , 
Para curar a condição carnal , 
Para diminuir , este barulho infernal . 
A graça de viver , já perdi , 
Neste inferno ao meu ver , só ardi :


" Promessas foram feitas , 
Há exatos nove verões , 
Realidades imperfeitas , 
Sem rumos ou direções . 
Tenho paixão por cumprir , 
A palavra alimentar e nutrir . 
Regar o jardim do vocabulário , 
O quanto posso , em todo horário . 
Tenho fé no futuro , 
Mesmo sabendo , 
Que não sou tão puro , 
Percebendo e concebendo . 
O céu estrelado , 
Se chama saudade , 
Palavra e verso copiado , 
Em uma repetidora insanidade . 
Sou pequeno , 
E também pecador , 
Ameno , 
E sem valor . 
Só gosto , e pronto , 
Embora pouco correspondido ,
Minha vida é um conto ,  
Mistérios do combinado escondido " .

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A rima de um iniciante

A sombra de um sol amarelo ,
Em meio a migalhas e farelos ,
Surge a consciência da rima ,
Abaixo , ao lado e acima ,
O verso nasce nos piores terrenos ,
Em meio ao entardeceres nobres e serenos .
No lugar mais complicado ,
No amanhecer mais delicado ,
No vento de uma tarde quente ,
Sobrevive ao caos , todo e qualquer repente .
Na obviedade de um dia estranho ,
Posso empatar , ter perda ou ganho ,
A poesia estará comigo ,
O verso , meu melhor amigo :

" Os céus mandam uma cortesia ,
A arte e a impulsão da poesia .
Na inspiração ,
De um sol quente ,
No coração ,
De um simples repente .
Na verdade do versejar pleno ,
No vale do rude ao ameno .
Existe esperança ,
Eu acredito ,
Na recordação ou lembrança ,
Estava escrito .
Escrever ,
Discorrer ,
Transcrever ,
Reaver .
No vale da rima constante , 
A rima de um iniciante " .

Uma história infantil

Lembrei do cheiro ,
Nesta manhã ,
Um evento maneiro ,
Valerá ao amanhã .
Seu sorriso ,
Ao paraíso ,
Me transporta ,
Nesta estranha e torta ,
Verdade em meu peito ,
Neste obtuso conceito .
Vejo as vezes , em outras crianças ,
Nossas insistentes lembranças .
No grito da brincadeira ,
No som da terra inteira ,
No batuque de um som ,
No coral da tarde , e seu tom .
Seu beijo ,
Embora no rosto ,
Um gracejo ,
Um aroma , um gosto :

" Uma memória sutil ,
Uma história infantil " .
    

Está escrito

Encontros e desencontros ,
De uma tarde , e seus monstros ,
Problemas ,
Na cabeça ,
Poemas ,
Nada que eu reconheça .
Viajo para bem distante ,
Onde exista algo igual ,
Uma busca constante ,
Por um vestígio ou sinal .
Pareço estar em outra atmosfera ,
Aonde tudo permanece e espera .
Imaginei um futuro ,
Mas tudo fugiu do controle ,
Um amanhecer mais puro ,
Mas que se tornou descontrole .
Hoje vejo o mundo ,
De uma forma diferente ,
No pensamento profundo ,
Do ativo inconsciente :

" O sol já vai ,
O clima cai ,
Logo escurece ,
E mesmo que se apresse ,
O vento aparece ,
E mesmo que se expresse ,
Nada muda o passado ,
O futuro destinado ,
Um presente já dito ,
Uma verdade que acredito ,
Descanso , paro , medito ,
Está escrito " . 
 
 

Quente , o sol

Quente , o sol ,
Uma manhã aconchegante ,
Longe do meu lençol ,
Para tão distante .
Seu cheiro ,
Todo amanhecer ,
Por inteiro ,
Alvorecer .
O gosto ,
Do seu lábio ,
Desgosto ,
De um sábio ,
Por não ter ,
Por perto ,
Presença desconter ,
Destino , incerto .

Quente , o sol ,
No país do futebol ,
Onde o amor ,
É maior ,
Que esporte ,
Sem sorte ,
Apenas tentativas ,
Incessantes , 
Consecutivas ,
Constantes . 
Na nuvem solitária ,
Em uma nação ,
Desigualitária ,
O coração ,
Ferve , queima ,
Provoca e teima . 

O amor no ar , 
Como dos carros , um etanol ,
Quero sonhar ,
Como , quão quente , o sol . 
 

  

O baú da consciência

Fotos emboloradas ,
Em uma rede social .
Lembranças de amadas ,
No limite sensacional . 
Fazem um pouco do que sou ,
Ficar , insistir e permanecer .
Pouco importa onde estou ,
Se comigo ou sem , o dia irá amanhecer .
Pois meu tempo , já passou ,
Só me resta envelhecer . 
O tempo já me ultrapassou ,
Ao redor , estou a desconhecer .

Rimas inacabadas ,
Em minha mente ,
Poesias travadas ,
Em meu inconsciente .
Vejo o relógio girar ,
O baú da consciência ,
Me coloco a revirar ,
Longe da inteligência ,
Que me fez amar ,
Com pureza e inocência ,
Madrugadas a te chamar ,
Buscando a essência :

" Visões do amanhã ,
Noite , madrugada ,
Tarde e manhã ,
Memórias da amada .
Revirando a delinquência ,
Analisando a consequência ,
O passado , hoje tendência ,
O baú da consciência " . 

Conflito interno

Sem destino ,
Sem direção ,
Um menino ,
E sua solidão .
Imperfeito eterno ,
Um conflito interno ,
Uma saudade ,
Da bondade .
Os código de valores ,
Mudam ,
Os amores ,
Afundam .
É muito pouco ,
Existir ,
Minimamente louco ,
Insistir .
Sol , lá fora ,
Vontade ,
De ir embora ,
Cedo ou tarde :

" Mal - estar ,
Um bem ,
Emprestar ,
De alguém .
Retornando ,
Do inferno ,
Soneteando ,
Hiberno ,
Chinelo ou terno ?
Conflito interno " . 


Sei amar , sem ser amado

Suas fotos , em meu dispositivo móvel ,
Me alegram quando longe do sinal .
És querida , como personagem de graphic novel ,
Um sentimento infinito e sem final .
O horizonte diz que te amo ,
Esqueço como me chamo ,
E só lembro que existe ,
Que esta verdade persiste .
Ás vezes , um incômodo no sono ,
Um espaço vago na cama ,
Não sei se mando recado ou telefono ,
Minha motivação ainda te ama .
O sol do meio dia , quente ,
A bateção cardia , de repente ,
Tudo gira em torno ,
Deste imenso transtorno ,
Uma impressão que nunca acabou ,
Que ainda há esperança ,
Nem toda a estrutura desabou ,
Faz sentido esta lembrança .
Marcas do mundo do sal ,
Mastigo mentalmente o mineral ,
Gosto dela ,
Que nada tem me dado ,
Este amor - cela ,
Tem me controlado ,
Já a procurei de lado a lado ,
Já há muito tenho sinalizado ,
Mas esta sensação , só tem me perturbado ,
Só sei que : sei amar , sem ser amado .  


Uma verdade de mentira

Nesta noite fria de novembro , 
Se bem me lembro , 
De vários acontecimentos , 
Nesta mesma data , 
De vários sentimentos , 
Antigos , do raio que o parta . 
Chove , 
Mas está calor , 
Me move , 
Qualquer paixão , qualquer valor . 
Penso em como os anos dominam , 
Castigam , educam, e ensinam . 
Mas para quê tudo isso ?
Qual será o real valor disso ?
Mistérios , 
Desafiam os sérios , 
Segredos , 
Movem os mundos com os medos .
Creio demais em mim , 
Para ainda sim , 
Querer o fim ,  
Simples assim :

" Tenho certeza do que sinto ,
Como , quando , é errado absinto , 
Logo de manhã , 
Caso ingerir , não espere um amanhã . 
Fé no futuro , 
Um amanhecer puro ,
Que talvez não aconteça , 
Talvez ninguém mereça , 
Ou a Deus não convença , 
Espero que esta ideia amadureça .  
Minha paciência expira , 
O universo conspira , 
Sem direção ou mira , 
Tudo continuará omisso mesmo que se interfira , 
Minha intelectualidade se retira , 
Uma verdade de mentira " . 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Eu nunca contei a alguém

Um encontro inesperado , 
Um evento considerado . 
O tempo parou , 
Quando meu olhar , 
Lhe encarou , 
Foi um imenso chacoalhar . 
Pensei em primeira instância , 
O que me fez sobreviver a infância , 
Acho que foi pra te ver , 
Um dia , sentimentalidades lhe escrever , 
E perceber que há momentos a considerar , 
E que de nada vale esperar , 
Apenas perceber o momento , 
E adquirir sentimento .
Existe algo mais , 
Do que existir , 
Para sempre ou jamais , 
Resistir :

" No meu coração , 
A marca , 
De uma oração , 
Em arca , 
Navegando sobre minhas sensações , 
Viajando em liberdades e lições . 
Por entre esta realidade estranha , 
Vaga flutuando minha entranha , 
Que some na névoa de sua imagem ,  
Por entre imaginação e viagem .  
Vejo a maré me levando , 
Para bem distante , 
Onde ondas estão namorando , 
Aos muitos e bastante . 
Os ventos e a ventania , 
Mandam sua cortesia , 
Flores deste mar interno , 
Revelando um sentimento fraterno , 
Que faz o sol parecer pequeno , 
Neste estranho lugarejo e terreno , 
Onde seu olhar brilha como jamais , 
Maior que minha imaginação , 
Brilhando intenso e demais " . . . 

" Triste por estar longe , mas feliz pois estas bem , 
Sobre aquele beijo , eu nunca contei a um alguém " .

Vago espaço extremo

Após uma chuva ,
Um temporal em meu ser ,
Aonde o vento faz a curva ,
Pude renascer .
Em meio ao aço e concreto ,
A natureza morta ,  e de formato incorreto ,
Surge meu pensamento ,
Ao coração alimento ,
A vida e sua sublime verdade ,
Lá nas estrelas , onde mora a saudade .
O horário de verão já começou ,
Imaginando , sonhador como sou ,
Se ela resolver aparecer ,
No contorno do amanhecer ,
Em um jardim florido e generoso ,
Podendo assim , retomar , um relacionamento amoroso .
Acredito e tenho fé ,
No limite do firmamento e da maré .
Creio no santo de barro ,
No doce de leite que me amarro ,
Na realidade em que todos são melhores que a mim ,
No segredo , que será revelado , apenas no fim .
Acima de tudo , no céu supremo ,
Estão meus desejos , no vago espaço extremo .    

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Declaração de como me sinto

Todo um corpo , pensando ,
Viajando , sonhando e imaginando .
Um dia longe , parece a eternidade ,
O que antes saudade , agora insanidade .
Olho o horizonte ,
E não te vejo ,
Está distante ,
Talvez um dia revejo .
O cheiro de seu perfume ,
Em outros corpos , outras mulheres ,
Sem qualquer costume ,
Seu gosto nos pratos e nos talheres .
Uma postagem , pra declamar ,
Dizer que a amo .
Mais profundo que o mar ,
E o nome da qual me chamo .
Pensei em dizer por mensagem ,
Uma qualquer imaginação e viagem .
No fundo sabia que poderia sentir isso ,
Mas não podia , deixar todo o resto omisso .
Imaginei muitas possibilidades ,
Neste futuro intenso ,
Várias identidades ,
Neste tempo extenso ,
Só sei que faz falta ,
E esta fase maltrata .
Como o vinho é de uva e tinto ,
Declaração de como me sinto . 
 
 

Escrito endereçado a você

Lembrei do cheiro , do seu corpo ,
Por toda esta noite passada ,
Uma saudade intensa e no topo ,
As horas tornam minha ação ultrapassada .
O vento da manhã , me disse oi ,
Mas sabe quando falta algo , alguma coisa ,
Percebi que tudo já foi ,
Mas ás vezes sinto falta de algo , uma coisa ,
Talvez seja sua presença por inteira ,
Um abraço , uma palavra maneira .
Vejo outros casais ,
Uma abstinência como jamais ,
Um estranho canto em minha mente ,
Ainda guarda lembranças ,
Uma atitude inconsciente ,
Que transforma esperanças ,
Em algo decorrente ,
Este vazio pertinente . 
Acordo toda manhã ,
Esperando um novo amanhã ,
Como ver sua imagem , ou ouvir sua música ,
Uma vontade , uma falta , uma sensibilidade única .
Sei que já fez tanto sucesso ,
Que talvez nem se lembre de mim ,
Mas este sentimento está mais do que expresso ,
Uma ação contínua e até o fim .
Pensei em ir até você ,
Quando voltei a esta cidade ,
Mas é maior que bombom e buquê ,
Em toda esta extensão de saudade .
Queria te ouvir um pouco ,
Tornar meu dia melhor ,
Mas sou apenas um louco ,
Que só se mete em pior :

" Talvez nunca veja ,
O que é de verdade ,
Sua imagem me beija ,
Em um ato de insanidade .
Talvez qualquer dia , você vê , 
Este escrito endereçado a você " . 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Intervenção milagrosa

Um frio de rachar o asfalto ,
O vento baixo e também alto ,
Ele a viu , ela nem ,
Ambos em busca de alguém .
Ele armou um plano ,
Investigar seu cotidiano ,
Na vida virtual ,
Em sua rede social .
Queria mais ,
Que só a ver ,
Gosta demais ,
Para a esquecer .
Fotos mexem com seu imaginário ,
Mensagens , animam em qualquer horário .
Quando a vê ,
Sente tudo bom ,
Pensou em dar buquê ,
E bombom .
Mas era muito retraído ,
Vivia distraído .
Imaginava mil possibilidades ,
Acreditava por demais nestas verdades .
Tudo que ela fazia ,
O conquistava e atraia .
Seu lábio , seu corpo e sua desenvoltura ,
Imagens que o levava as alturas ,
Mesmo sendo diferentes , de outra etnia e cultura ,
Nada impedia suas aventuras :

" Ás vezes , em dias como esse ,
A noite , na cama , 
Em um instante como esse ,
Em seu peito acesa a chama ,
Ele olha suas fotos , e sonha ,
Ela deve estar , em qualquer festa risonha .
Ele espera que ela a veja ,
Ri , com a lua que graceja ,
E sabe que talvez ela nunca o verá ,
O que sente , ela nunca perceberá .
Talvez , nunca terão nada ,
E esta relação sempre estará parada .
Uma impossível relação amorosa ,
Esperando , uma intervenção milagrosa " .    

Memórias amorosas

Quando te vejo ,
O lábio saliva ,
Em busca de um beijo ,
Que reviva .

Quando lhe avisto ,
Tudo paralisa ,
Te conquisto ,
E você visualiza .

Quando lhe percebo ,
Amor degusto e concebo ,
Sinto os problemas pequenos ,
Sentimentos , nobres e serenos .

Quando estou a lhe ver ,
Vem a inspiração ,
Para escrever ,
O que diz o coração . 

Quando firmo a visão ,
Você é uma escultura ,
Feito por um Deus artesão ,
Sou capaz de qualquer aventura .

" O barulho do mar ,
Através da garoa ,
O sentido de amar ,
É uma rima boa .
O calor do fogaréu ,
A fumaça subindo ao céu ,
A ventania nobre ,
Que protege e encobre .
A firmeza da terra ,
Quero paz , longe da guerra ,
O fruto que consome a alma ,
O cheiro puro , sereno e que acalma .
O ar que dá vida ,
A ventarola que convida ,
A viver bem ,
Com um alguém .
Esperando intervenções milagrosas ,
Alimentando memórias amorosas " . 






O mundo em que vivo

O entardecer ,
Recomeça seu espetáculo ,
O alvorecer ,
De inspirações em oráculo :

" Imagino que deva estar feliz ,
Com tudo que têm .
Sempre ouço , uma voz que diz :
' Procure este alguém ' .
O vento deste horário ,
Move o calendário ,
E tudo que há em seu torno ,
Em tempo comedido e morno .
As árvores , que são poucas ,
Cura a loucura , de tardes loucas .
Os carros , embora conforto ,
São campeões em tornar o motorista morto .
Ambulantes , vendendo seus badulaques ,
Dvd's e cigarros , fábricas de enfartes e baques .
Fumaças , de seus grandes tubos ,
Raciocínios , descosturados em cubos .
Tudo por uma vida melhor ,
Por uma boa história ,
Um enredo que sei decôr , 
Contextos que completam a memória .
Todos em busca deste papel enumerado , 
Esforços , que forçam , o peito colorado .
Para equilibrar ,
O bem cultivo ,
Ouço o peito vibrar ,
Este é o mundo em que vivo " . 

 

O exercício de carinho

Entre nós ,
O mundo saiu do lugar ,
Antes , durante e após ,
Nosso amor foi como alugar ,
Qualquer estabelecimento ou carro ,
Um  café , um chá ou um cigarro ,
Pra amenizar a dor ,
Para expelir este bolor .

Juntos ,
Acreditávamos ser possível ,
Assuntos ,
Sobravam no sentido mais incrível .
Tudo é a favor ,
Deste calor ,
Que afasta o pavor ,
Que transparece valor .

Unidos ,
Por uma determinação divina ,
Consumidos ,
Um ao outro , como menino e menina .
Faz diferença expressar ,
Cura o estressar ,
E toda a alma que houver ,
Volte , quando quiser .

" Na saudade de um mormaço ,
Eu fujo , eu encontro , eu caço ,
Tudo para descrever esta aventura ,
A busca do sentimento que cura .
Não há remédio em farmácia alguma ,
Para que esta sensação suma .
Apenas para que não me mantenha sozinho ,
Um dia encontrarei , através , do exercício de carinho " . 

Amor mofado

Segunda ,
Profunda ,
Várias inspirações ,
Verdades e aspirações .
Sonhos , sentimentos ,
Realidades e relacionamentos .
Tudo faz continuar ,
Apenas esta lembrança ,
Daquele luar ,
Que me devolvia a esperança .
Nesta tarde ,
Depois de um viagem ,
O peito arde ,
Buscando um lugar a margem ,
Um canto no paraíso ,
Um abraço ou um sorriso :

" Noites em que a brisa acorda ,
Dias em que o amor transborda ,
Em que o cheiro de terra ,
Agora aroma de poluição ,
Fugindo da guerra ,
E também da insatisfação .
Momentos em que é difícil respirar ,
Instantes em que os erros estão no ar .
Horas a fio ,
Rimando pra curar ,
Este vazio ,
Que só cura ao procurar ,
Um alguém interessante ,
Que me ame o bastante .
Me livro do passado ,
O tempo está ultrapassado ,
O peito , permanece calado ,
Nesta hora antiga ,
Neste mesmo estado ,
Procuro mais que uma amiga ,
Neste amor mofado " .
 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Um novo amanhecer

O sabor do sal ,
O misterioso mineral ,
Me traz lembranças ,
Remete esperanças .

O vento me atravessa ,
Quando vejo sua imagem ,
Espero a próxima remessa ,
O caminho , o sonho , a viagem .

Quando vejo o sol ,
Acordando com lençol ,
Imagino seu lugar na cama ,
Sempre esteve acesa a chama .

Dias em que a ventania ,
Se põe a ruir os cantos ,
Nem toda sabedoria ,
Decifraria seus encantos .

A garoa fina ,
Deste infinito anoitecer ,
Ajuda e ensina ,
A esperar um novo amanhecer . 

Dia das bruxas

O vento frio ,
De um verão vazio ,
Estranhas vozes a mente ,
Abertura ao inconsciente .

Seres estranhos ,
Nas vielas ,
Sem perdas , sem ganhos ,
Visões nada belas .

Fantasias ,
Fantasmagóricas ,
Heresias ,
Metafóricas .

A noite promete ,
O anoitecer a internet ,
Cuidado ,
Todo cuidado é pouco ,
Desalmado ,
O ventre de um louco .

Estranhas percepções ,
Diferentes concepções ,
Vejo a ventania ruir no obscuro ,
Seres de outros mundos no meio do escuro .

Será miragem ,
Uma intrigante imagem ,
É dia , segure as buchas ,
O dia das bruxas .

Fragmentados em mil cacos

A alegria não está mais perto ,
Minhas sensações , são de cunho incerto .
Os laços fraternos ,
Externos e internos ,
Se tornaram fracos ,
Fragmentados em mil cacos .

Desejo um dia ,
Chegar em casa ,
A espera tardia ,
Que a tempos atrasa .
Como alarme falso de macacos ,
Fragmentados em mil cacos .

Pessoas , hábitos e lugares ,
Tudo é trívio ,
Céus , terra e mares ,
Sem alívio .
No mundo dos firmamentos opacos ,
Fragmentados em mil cacos .

Os seres humanos ,
Em frigios cotidianos ,
Se tornaram secundários ,
Sem exclusividade ou horários ,
São apenas corpos em sacos ,
Fragmentados em mil cacos .

Tempo fechado a vácuo ,
Realidade diminuída em macro ,
Como árvores reduzidas em nacos ,
Fragmentados em mil cacos .  

Descrição de encantos a praia

Vi você , no balanço do mar ,
Dia quente , pássaros a cantar ,
Foi como anjos a me chamar ,
Uma leve brisa , de encantar .

O cheiro de rosas ,
Equivalente a mil prosas ,
Seu corpo com a maré ,
Encontrei o sentido da fé .

No horizonte ,
O pôr - do - sol ,
Brilhante ,
Como um jovem girassol .

Seu sorriso ,
O paraíso ,
Seu gingado ,
Desenhado .

Antes que o anoitecer caia ,
Descrição de encantos a praia .