Em sua retina ,
Azul , castanha , esverdeada ,
Alimenta a rotina ,
De uma relação desencadeada :
" Te vejo no asfalto ,
Pois eras calor ,
Apaixonado retrato ,
Pois canção é amor .
Te vejo no firmamento ,
Pois és uma deusa ,
Provocando sentimento ,
Nesta alma indefesa .
Te vejo nos carros ,
Com pedras e barros ,
Em seus pneus ,
Não deixa de levar os seus .
Te vejo no sol ,
E também no lençol ,
Onde o outro lado da cama é frio ,
Até a encontrar , permanece o vazio .
Te vejo nas outras mulheres ,
Que servem seus almoços em talheres ,
E cuidam o quanto pode dos pequeninos ,
Que um dia serão , mais que meninas e meninos " .
Em toda camada ,
Na noite calada ,
Na bandeira branca da paz ,
Na luta armada ,
Um dia quero ser capaz ,
De encontrar minha amada .
Na tela brilhante e encerada ,
Vivendo uma paixão desenfreada .
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