Em tempos escassos ,
De quaisquer gentilezas ,
Somam - se fracassos ,
Diminuem - se belezas .
Dias em que a ruir ,
Pelos cantos ,
Os gritos a sobressair ,
Eternos desencantos .
Olho para um horizonte ,
Em busca de uma direção ,
E como é gigante ,
Estes erros em ereção .
Vejo esta substância ,
Percebo esta massa ,
Que divertia minha infância ,
Com alegria e graça .
Mas já não existe ,
Jamais coexiste ,
Tal efeito e prazer ,
O ato de desfazer .
Percebo que o mundo ,
Pode ser maior ,
O êxito está no profundo ,
A mudança para melhor .
Sei que nunca fui ,
O que o mundo esperava ,
Este caldo depressivo dilui ,
Na lembrança de quem eu amava .
No polo coronário invisível ,
Na esfera separada e inatingível ,
No sentido distante e invencível ,
Lembranças de um amor intangível .
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