Desde que te perdi ,
Tudo parece uma ilha deserta ,
A encontrar o amor desaprendi ,
Um vazio que nada suprimi ou conserta ,
Não consigo encontrar amor em outros corpos ,
Da solidão em doses , acumulam - se os copos ,
Tento permanecer calmo e pacífico ,
Mas a falta e a saudade identifico ,
Uma viagem rumo ao que meu ser pensa ,
Tentando construir valores , em busca de recompensa ,
Sem querer , despejando boas expectativas ,
Eu , minhas idéias e minhas histórias introspectivas ,
Nada mais pode ou consegue me curar ,
Escrevendo , para alguma força procurar ,
Um dia romântico , é o que quero ,
Dizer às verdades da alma espero ,
Tomar sorvete e conversar em um dia informal ,
Acreditar que foi , é e será sempre normal ,
A mesma facilidade do ganho é da perda ,
Almejando que Deus uma paz me conceda ,
Neste fim de tarde e seu temporal ,
Na terra dos pés descalços , nem sempre é tropical ,
O vento sopra e vem me desejar bons sonhos ,
O céu e seus movimentos tristonhos ,
Cada gota que cai fora , aqui dentro cai em dobro ,
O meu coração em sua abstinência ecoa um coro ,
Uma canção para aliviar a dor ,
De estar vivendo como um eterno perdedor ,
Com o destino ficou um deficit , uma dívida ,
Tentando acalmar o peso da dúvida .
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