quarta-feira, 8 de abril de 2015

Internodio

No interior flui uma energia diferente ,
Meu passado guarda um fato inconsequente ,
Tento consertar antes que o problema aumente ,
O cigarro ao punho , a mão é quente ,
Delírios talvez ,
De uma certa vez ,
Sei semblante ,
Tão falante ,
Só quero melhorar ,
Dispenso quem não quer colaborar ,
Longe de querer comemorar ,
Apenas em silêncio medito a orar ,
Queria acertar sempre ,
Mas sou humano ,
Por favor lembre ,
Pois sou insano ,
Minha estação interna é fria ,
Minha vida é completamente vazia ,
Errei e ainda erro ,
Pra recordar ,
Do inconsciente o berro ,
De frustração a transbordar ,
Tranquei as portas de meu coração ,
E joguei a chave fora ,
Pouco há como fugir do plano em elaboração ,
Só indo embora ,
Problemas imaginárias me impedem de agir externamente ,
Sou muito protetor , em grau exagerado e extremamente ,
Acreditei em uma mente escura ,
Talvez isto fique até a geração futura ,
O medo me mudou muito ,
Mas a coragem é o intuito ,
E então tudo se resolveu ,
Voltar remete a dor ,
Esquecer remete pudor ,
Tenho muitas idéias neste cabeça oca ,
E já provei de umas situações neste vida louca ,
Morro cada dia e a cada momento ,
Sinto ao pé da nuca o vento ,
Soprando seu julgamento ,
Me tornando alerta e atento ,
Foi o tempo do amor puro e monogâmico ,
Talvez eu seja o último romântico ,
Esperando e acreditando em um familiar fraterno ,
Neste sonho que fui obrigado a acreditar , me levou ao inferno ,
Um sonho gravado e esquisito em que hiberno ,
Onde só é aceito quem anda de sapato e terno ,
Separados a quase sete invernos ,
Desejos e faniquitos internos ,
A árvore da vida nos separou ,
Confesso que quase todo o tempo tenho ódio ,
Meu jardim de sentimentos desmoronou ,
Separados naturalmente , em um romance internodio .

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