quinta-feira, 30 de abril de 2015

Dependente da malicia

Vicios , virtudes e malandragens , 
Ter vivido até aqui foram longas viagens , 
Por sentir outro mundo , 
Quis a morte adiantar , 
Um sonho profundo , 
Que a saudade veio quebrantar  , 
Quero a tocar pelo menos uma última vez , 
Ser seu ursinho de pelúcia , talvez . . .
Mudei , e continuo mudando , 
O modo como disserto , 
O enredo vou criando , 
Enquanto meu caráter conserto , 
Eu gosto de mim , 
Mas é dela que estou afim , 
Se casarmos digo sim , 
A amo enfim , 
Lembro de cemitérios e casas abandonadas , 
De onde em noites frias eu perambulava , 
Como por dentro sentia situações inacabadas , 
Pensei que no futuro iria resolver , errado eu achava , 
A noite já veio , e a falta também , 
Nas estrelas o sorteio , um par para alguém , 
Um amor escuro porém resistente ,
Um circulo em que sou repetente ,
Talvez eu nem seja tão do bem ,
E as vezes tenha minha maledicência ,
Perdido até encontrar alguém ,
Que me devolva a infância e inocência ,
Procuro uma tarefa melhor ,
Do que viver desviando do pior ,
Uma mudança ,
Uma paixão do passado ,
Uma esperança ,
Um destino traçado ,
Meus sonhos eram melhores quando criança a me deitar , 
Aquele fumo de quando mais jovem era uma delicia , 
Talvez o segredo seja se adaptar , analisar e aceitar , 
Tento fugir e me esconder , mas sou dependente da malicia . 

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