Tentando encontrar minha certidão de realidade ,
Para confirmar o meu desfalque de paralelidade ,
Uma noite e suas crianças a brincar ,
Um céu lindo do olhar trincar ,
Tenho saudade ,
E seu semblante não posso tocar ,
Busco identidade ,
E em te conseguir a me focar ,
Rimas , Versos e refrões ,
Dissertando sobre almas e corações ,
Sigo sem percurso pré escolhido ,
Neste quarto sozinho e recolhido ,
Te esperando pra esquentar o cobertor ,
Nesta peça da loucura sou principal ator ,
Com meus delírios e palavras de baixa escala ,
As vezes sem alça sou uma mala ,
Mente solitária que com anjos fala ,
Prefiro ficar calado ,
E acreditar que estou nesta sala ,
No espelho seu retrato falado ,
Não vejo mais nada ,
Nesta vida abandonada ,
Desejando retorno ,
A caronte dando suborno ,
Ao corvo esperando salvar a criança ,
A morte me convida para uma última dança ,
Já fui chamado de tudo quanto é nome ,
Nesta realidade distorcida e disforme que me consome .
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