Acordo de madrugada ,
Sem alguém ao lado ,
Nesta vida alugada ,
Por quem quero sou pouco amado ,
O dia começa a clarear ,
Com um cigarro me ponho a estrear ,
Aos poucos a luz invade a janela ,
Saudade e uma vontade daquela ,
Condicionado a amenizar a dor ,
Um exagero , um vício ou um pudor ,
Tudo para esquecer ,
Comemorar um novo amanhecer ,
Aos poucos a cidade acorda ,
A poluição sonora me aborda ,
As vezes parece tudo igual ,
Mas não é ,
E apenas a prevenção dando sinal ,
Para ter fé ,
A luz dos ceus vem sobre mim ,
Um começo que parece não ter fim :
" Escrevendo o surreal ,
Escritos de ilusão ,
Textos me dão moral ,
Dos neurônios a erosão ,
A mente é como um dicionário ,
Consulto diverso e diário ,
Descrevendo ,
Discorrendo ,
Poemas , poesias , contos ,
Aos acontecimentos descontos ,
Idéias sobre minhas personalidades ,
Ideologias constantes ,
Que se tornam eternas realidades ,
Redações de amantes ,
Falta de motivações monetárias ,
Um plebeu e suas obras literárias ."
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