domingo, 29 de março de 2015

Multiforme

Lembranças de dias a beira da morte ,
Vivo com uma rima e um pouco de sorte ,
Talvez eu tenha muitos problemas imaginários ,
Convivendo com um fumo , um repente e estes diários ,
Sou parte da surrealidade que o mundo consome ,
O que tenho se tornou mais importante do que meu nome ,
E a minha atitude só interessa a mim ,
Amo estar calmo e fim ,
As vezes sinto vontade de abusar da vida ,
Sou de vez em quando vandalizado ,
A dançar sob o céu nublado a melancolia me convida ,
Um peito com amor vazado ,
Transbordado pros bueiros de solidão ,
Em meio ao lixo meu sentimento precisa ser reciclado ,
Mas já se tornou parte da plebe multidão ,
Em meio aos delírios passageiros um maior abandonado ,
Em meio a estranha e imperfeita imensidão ,
Me perdendo na encostas deste mar e sua vastidão ,
Tentando encontrar saída pra tanta depressão ,
Já faz parte do cotidiano está corriqueira repressão ,
Saudade é clara nestes momentos ,
Me deleito em diferentes conhecimentos ,
Uma pequena rima para um universo interior enorme ,
Pensamentos de um pobre rimador e sua habilidade multiforme .



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