Só vejo , o que quero ver ,
Um gracejo pra inspirar o escrever ,
A emoção é um pensamento descontrolado ,
Mais vale descrever o sentimento em um dia calado ,
Do que viver dia e noite fazendo tudo errado ,
Preso nesta solidão , na expressão morto e amarrado ,
Talvez eu tenha mudado ,
Fumando papel recheado ,
Sinto estar sendo observado ,
E as vezes até perseguido ,
Senão tivesse me mantido reservado ,
Talvez eu pouco teria conseguido ,
Tenho o que mereço ,
A origem de minha fé desconheço ,
Vou morrer tentando ,
Levar uma vida normal ,
Minha paciência está arrebentando ,
Deus me livra do mal ,
Dores , cárceres e doenças ,
Amores , liberdade e crenças ,
Vivendo entre o preto e o branco ,
A discorrer neste quarto me tranco ,
Buscando um meio de sobreviver ,
Em rimas e contos a discorrer ,
Os canceres da alma remover ,
Em um campo verdejante até o meu amor correr ,
Sei da verdade que me liberta ,
Pregando de mente aberta ,
Posso continuar sem medo ,
A transcrever até o cedo ,
Sou uma pessoa simples , sem exageros ,
Paz levo nas bagagens e nos bagageiros ,
Fico analisando tudo ,
Sem o olhar me iludo ,
Eu gosto da janela da alma ,
A realidade me trás calma ,
No fundo só queria provar o existir ,
E de ser ganancioso desistir ,
Isto é uma manifestação de um poder superior ,
Um desejo ardente do interior ,
Fazer textos pra ser notado por algo maior ,
Sentir perante as fraquezas um mínimo melhor :
"As coceiras no corpo aumentaram ,
E minhas loucuras se enumeram ,
A nuca de tanto pensar dói ,
A saudade dela me corrói ,
Minha racionalidade é irreal e incerta ,
Tento me manter de mente aberta ."
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