Sentado criando verso ,
Juntando o ser inverso ,
Entre razão e emoção ,
E quem sou eu , senão mediador ,
Entre parado e comoção ,
Escolher não me torna melhor que a dor ,
A cicatriz e a ferida não cura com chorar ,
As vezes é preciso deixar tudo desmoronar ,
Para reconstruir algo mais firme ,
Que um sentimento sólido reafirme :
" Fazendo um teste ,
Que minha habilidade conteste ,
Para que eu possa adquirir contexto ,
Sobre o que faço agora em texto ,
Para dizer á um alguém ,
Que gosto também ,
Para saber se sabe que eu existo ,
E mesmo falhando eu persisto ,
Queria dizer apenas o que ela quer ,
Isto implica se eu vou ou se ela vier ,
Muitos destes momentos permaneço ,
E enfim aceito e esqueço . . . "
" Mas um belo dia acordo ,
Um sentir novo a bordo ,
Como se as flores fossem mais coloridas ,
E as dores forem menos doloridas ,
Como se tentar fosse o bastante ,
Como se o desprezível fosse importante ,
Tornando tudo mais interessante ,
Fazendo surgir um algo inquietante ,
Mas que já surgiu já antes ,
De perfumes passados e marcantes ,
E que retorna a palpitar meu coração ,
Como uma paixão de relapsão . "
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