Aqui faz frio ,
Garoa de encher rio ,
Clima em desvario ,
Sozinho eu rio ,
Nada me abala ,
E esta solidão me embala ,
Este sentir tão anestésico ,
Que me deixa ora depressivo ,
Ora energético ,
Um ataque de emplasto massivo ,
Minha natureza é ser natural ,
E grita meu coração em som gutural ,
Mas tão pouco adianta ,
Já nem tenho mais garganta ,
Pra dizer que amo alguém ,
Pra parar com este bipolar vai e vem ,
O que me resta é tentar ser normal ,
Mas até esta possibilidade me deixa mal ,
Talvez eu ainda nem me dei conta ,
Do quanto esta minha individualidade me desaponta ,
Ou talvez até quem ainda gosta de mim ,
É ilusão pensar que dá tempo até o fim ,
Se eu pudesse voltar e mudar com coragem ,
Mas eu só sei ficar com cara de bobo e falar bobagem ,
Talvez a certeza é que eu serei dela ,
E nenhuma possibilidade nos afastará ,
Nossa união em termos distanciavéis é tão bela ,
E um dia o céu e a terra nossa junção fará :
" Eu verei que somos feitos um pro outro ,
Teremos um memorável encontro ,
Onde nem meu isolamento e nem sua liderança ,
Será um sentimento regrado com fé e esperança ,
Onde acredita e persiste e se alcança ,
Onde tudo é igual e nem existe balança ,
Um algo dificil de encontrar o limite ,
E mesmo tentar explicar será um palpite ,
Do que é esta troca de olhar de causar arrepio ,
Quero você por perto , vem fazer valer a pena meu expio ."
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