segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Imaginação ao ler .

Esta garoa me lembra ,
A ansiedade para que acabasse ,
E resolvesse a desmembra ,
De viver separados em um impasse ,
Onde vivia sendo carente ,
Onde juntos o sentir era rente ,
O mais perto que cheguei do esperado ,
Mas era tão bom que tinha que ter desmoronado ,
Por minha culpa é claro ,
Eu me feri , e não saro ,
Cicatriz que se torna uma resistência ,
A beira do precipicio , é a tendência ,
Nada mais tem algum valor , pra mim no momento ,
Nem escrever coisas bonitas ou sobre sentimento ,
E mesmo que tenha uma enorme felicidade ,
Já estou chegando em uma certa idade ,
E tão pouco faz diferença a simplicidade ,
Fico tentando evitar qualquer ato de iniquidade ,
Para recuperar o tempo perdido ,
Para sentir o corpo ardido ,
Algo muito mais eterno do que um simples contentamento ,
Mas que tenha um conteúdo para se deixar como testamento :
" Vou planando com pensamento ao vento ,
Navegando em mares misteriosos ,
Provocando na linha do equador o letramento ,
Dando alimento vivo aos curiosos ,
Fazendo com que continue o passar de noite e dia ,
Dando o gosto ao ser de uma certa aturdia ,
Muito mais do que o prazer de se ater ,
Mostrando a maravilha da imaginação ao ler . "

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