Em todo lugar que fui ,
Lembrei de você .
Este caldo depressivo dilui ,
Quando a escrevê .
Tentei te encontrar em outras moradas ,
E só encontrei mais lembrança ,
Tentei outras namoradas ,
Mas insiste , dentro de mim esta criança .
Dizendo que talvez não haja solução ,
E mesmo com toda esta produção ,
Nada chega ao seu pé ,
Aqui embaixo , faz falta a fé .
O frio lá fora ,
Reflete agora ,
No estado da alma ,
Onde não há mais calma .
Pensei em dizer a verdade ,
E fugir de vez .
Marcas de uma puberdade ,
Que nunca passará talvez .
Consegui tudo ,
Agora , só pra mim .
Sozinho me iludo ,
Talvez é o fim :
" O vento sopra ao ouvido ,
Aonde existem sentimentos que mais duvido .
Muitas e estranhas sensações ,
Moram nos mais simples corações .
Muito tempo passou ,
Muita tecnologia ultrapassou ,
O ontem não vale mais ,
Acho que esperei demais .
Aonde habito , não há você ,
Escravo deste sentimento ,
Que faz a dependência e a mercê ,
De um estranho momento ,
Sei que fomos até onde podíamos ,
Ficamos onde não mais cabíamos .
Tentei ir mais longe do que podia ,
Sinto falta dia - a - dia .
Me recolho neste corpo insano ,
Te vendo em qualquer situação do cotidiano " .
Viva , ame , sorria , contemple , sinta , observe , encante , emocione , acaricie , seja , haja , atue , presencie , participe , esteja , insista , documente .
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Calor humano
Ela caminha,
Sob o fim da tarde ,
Na calçada sozinha ,
Sob o solo que arde .
Olhar debaixo acima ,
O olhar que inclina ,
Aberta , o olhar afirma ,
Uma linda menina .
Em seu traje rosa ,
Bermuda gasta ,
Chinelo simples , como prosa ,
Um gingado que devasta .
Com uma sacola ,
Um fone de ouvido ,
Como uma colega de escola ,
A beijar convido ,
Só em pensamento ,
É claro ,
A vontade corroeu o momento ,
A clara e o amaro .
Ao som de carros e trânsito ,
Escrevo este silencioso cântico ,
Em um tempo alternativo e semântico ,
Fui da derrota ao romântico ,
Esperando que o tempo voltasse ,
Mas outra coisa voltou ,
A vontade que a amasse ,
O coração se revoltou :
" A vitória de estar só ,
De perder a responsabilidade ao amor ,
No inicio em pó ,
Ao longe sinto um breve calor .
Talvez nunca mais a veja ,
Como a oito anos ,
Que não bebo uma cerveja ,
Desejos abstinentes e insanos .
A verdade dói na alma ,
E nenhuma substância me acalma ,
Apenas torna meu buscar mais profano ,
Estando em busca de calor humano " .
Sob o fim da tarde ,
Na calçada sozinha ,
Sob o solo que arde .
Olhar debaixo acima ,
O olhar que inclina ,
Aberta , o olhar afirma ,
Uma linda menina .
Em seu traje rosa ,
Bermuda gasta ,
Chinelo simples , como prosa ,
Um gingado que devasta .
Com uma sacola ,
Um fone de ouvido ,
Como uma colega de escola ,
A beijar convido ,
Só em pensamento ,
É claro ,
A vontade corroeu o momento ,
A clara e o amaro .
Ao som de carros e trânsito ,
Escrevo este silencioso cântico ,
Em um tempo alternativo e semântico ,
Fui da derrota ao romântico ,
Esperando que o tempo voltasse ,
Mas outra coisa voltou ,
A vontade que a amasse ,
O coração se revoltou :
" A vitória de estar só ,
De perder a responsabilidade ao amor ,
No inicio em pó ,
Ao longe sinto um breve calor .
Talvez nunca mais a veja ,
Como a oito anos ,
Que não bebo uma cerveja ,
Desejos abstinentes e insanos .
A verdade dói na alma ,
E nenhuma substância me acalma ,
Apenas torna meu buscar mais profano ,
Estando em busca de calor humano " .
Título
Criar ,
Recriar ,
Um inicio ,
Um reinicio ,
Para esta saga ,
Que consagra ,
O começo ,
O recomeço ,
De uma nova fase ,
Que é vital e base ,
Para esta vida ,
Que a convida ,
A fazer parte ,
De invenção e arte ,
De um coração iniciante ,
Neste momento e instante ,
O retorno de quem não serve ,
A revanche de quem perdeu ,
Siga em frente e preserve ,
O que de graça o mundo lhe concedeu .
Em busca desta iniciativa ,
Contínua e produtiva ,
Forma um novo conceito ,
Quase que perfeito ,
Sobre continuar ,
Entre sol e luar ,
Prosseguir ,
Conseguir ,
Seguir ,
Perseguir ,
Sonhos e que mais puder ,
Até aonde der .
Uma série de fatos ,
Em formatos compactos ,
Escrevendo de novo o primeiro capítulo ,
Só me falta enredo , narrativa e título .
Recriar ,
Um inicio ,
Um reinicio ,
Para esta saga ,
Que consagra ,
O começo ,
O recomeço ,
De uma nova fase ,
Que é vital e base ,
Para esta vida ,
Que a convida ,
A fazer parte ,
De invenção e arte ,
De um coração iniciante ,
Neste momento e instante ,
O retorno de quem não serve ,
A revanche de quem perdeu ,
Siga em frente e preserve ,
O que de graça o mundo lhe concedeu .
Em busca desta iniciativa ,
Contínua e produtiva ,
Forma um novo conceito ,
Quase que perfeito ,
Sobre continuar ,
Entre sol e luar ,
Prosseguir ,
Conseguir ,
Seguir ,
Perseguir ,
Sonhos e que mais puder ,
Até aonde der .
Uma série de fatos ,
Em formatos compactos ,
Escrevendo de novo o primeiro capítulo ,
Só me falta enredo , narrativa e título .
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Necessidade especial
Longe e distante ,
Do amor desejado ,
Esta falta constante ,
Do meu bem amado .
Já fui no psicólogo ,
No psiquiatra ,
Escrevo monólogo ,
Apenas quero ela grata .
Tenho muitas saudades ,
Já cansei de evitar vaidades ,
Nem ligo pro que acontece ,
E um dia normal , já não mais amanhece .
Penso em como conseguir de volta ,
Afastar de minha vida esta revolta ,
Mas no fundo sei ,
Que remédio nenhum adianta ,
Já me cansei ,
De quantas vezes o galo canta .
Parece cada vez mais impossível ,
Parece um amor invisível ,
Não posso vencer ,
O que não existe ,
Tenta me convencer ,
O coração que persiste .
Fiz vários cursos ,
Trabalhei demais ,
Gastei recursos ,
Que já não existem mais .
Abusei da caneta e folha ,
Esperando que no futuro ela me acolha .
Vontade de amar ,
De quando tiver problemas ,
Ter alguém pra chamar ,
Formar amorosos lemas .
Estou doente ,
Descontente ,
Espero o amor essencial ,
Um garoto e sua necessidade especial .
Do amor desejado ,
Esta falta constante ,
Do meu bem amado .
Já fui no psicólogo ,
No psiquiatra ,
Escrevo monólogo ,
Apenas quero ela grata .
Tenho muitas saudades ,
Já cansei de evitar vaidades ,
Nem ligo pro que acontece ,
E um dia normal , já não mais amanhece .
Penso em como conseguir de volta ,
Afastar de minha vida esta revolta ,
Mas no fundo sei ,
Que remédio nenhum adianta ,
Já me cansei ,
De quantas vezes o galo canta .
Parece cada vez mais impossível ,
Parece um amor invisível ,
Não posso vencer ,
O que não existe ,
Tenta me convencer ,
O coração que persiste .
Fiz vários cursos ,
Trabalhei demais ,
Gastei recursos ,
Que já não existem mais .
Abusei da caneta e folha ,
Esperando que no futuro ela me acolha .
Vontade de amar ,
De quando tiver problemas ,
Ter alguém pra chamar ,
Formar amorosos lemas .
Estou doente ,
Descontente ,
Espero o amor essencial ,
Um garoto e sua necessidade especial .
Criança
Sempre alegres e reluzentes ,
Sempre felizes e contentes .
Os pequeninos em qualquer lugar ,
Permanecem na lembrança ,
De quem acredita em sonhos ao se plugar ,
O doce sorriso de uma criança .
Ás vezes triste , procurando alegria ,
O mundo é dos mais novos ,
Abrace , ame , sorria ,
Há crianças em todos os povos .
Existe esperança ,
No doce sorriso de uma criança .
Brincando ,
Alegrando ,
Estão elas em qualquer local ,
Brincar e alegrar , são seu focal .
Fazem festa , fazem bem ,
Solidárias com qualquer alguém .
Eu já fui uma ,
Você também ,
Sem dificuldade alguma ,
Ajudam qualquer alguém ,
Que precise de uma luz ,
A cada dia mais sempre reluz .
Encontrei várias em minha andança ,
Permanecem na velha lembrança ,
Fui infantil , hoje parte da infância ,
Permanece a satisfação esperança ,
De que mesmo em qualquer distância ,
Todos continuam a ser criança .
Sempre felizes e contentes .
Os pequeninos em qualquer lugar ,
Permanecem na lembrança ,
De quem acredita em sonhos ao se plugar ,
O doce sorriso de uma criança .
Ás vezes triste , procurando alegria ,
O mundo é dos mais novos ,
Abrace , ame , sorria ,
Há crianças em todos os povos .
Existe esperança ,
No doce sorriso de uma criança .
Brincando ,
Alegrando ,
Estão elas em qualquer local ,
Brincar e alegrar , são seu focal .
Fazem festa , fazem bem ,
Solidárias com qualquer alguém .
Eu já fui uma ,
Você também ,
Sem dificuldade alguma ,
Ajudam qualquer alguém ,
Que precise de uma luz ,
A cada dia mais sempre reluz .
Encontrei várias em minha andança ,
Permanecem na velha lembrança ,
Fui infantil , hoje parte da infância ,
Permanece a satisfação esperança ,
De que mesmo em qualquer distância ,
Todos continuam a ser criança .
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Para tão distante
Estava próximo neste instante ,
Meu amor explícito e galante .
Mas tudo tem um fim ,
Não é diferente pra mim .
Espero retorno ,
Neste problema , contorno ,
Uma mísera cláusula ,
Um paraíso nesta cápsula .
Me apego a tudo ,
Pobre e louco , me iludo .
Saio a procura de substituição ,
Neste veto amoroso quase por constituição .
Tento algo que suprima ,
Que a dor comprima ,
Mas é inevitável ,
Tornou - se inviável .
Lembro do cheiro dela ,
Das madrugadas ,
Colchão , amor e velas ,
Estrelas drogadas ,
O silêncio do amor no ar ,
Quero tentar ,
Mas é impossível parar de lembrar ,
Resta contentar .
Nos montes errantes ,
As memórias frustrantes ,
Me dizem para desistir ,
A esperança significa agora inexistir .
Saudade no composto ,
Da falta sinto o gosto ,
Um misto de derrota e perdição ,
Só me resta a fuga ou rendição .
No mais alto pavor gritante ,
Na perda superior constante ,
Perdi meu amor , em um instante ,
Rumou para tão distante .
Meu amor explícito e galante .
Mas tudo tem um fim ,
Não é diferente pra mim .
Espero retorno ,
Neste problema , contorno ,
Uma mísera cláusula ,
Um paraíso nesta cápsula .
Me apego a tudo ,
Pobre e louco , me iludo .
Saio a procura de substituição ,
Neste veto amoroso quase por constituição .
Tento algo que suprima ,
Que a dor comprima ,
Mas é inevitável ,
Tornou - se inviável .
Lembro do cheiro dela ,
Das madrugadas ,
Colchão , amor e velas ,
Estrelas drogadas ,
O silêncio do amor no ar ,
Quero tentar ,
Mas é impossível parar de lembrar ,
Resta contentar .
Nos montes errantes ,
As memórias frustrantes ,
Me dizem para desistir ,
A esperança significa agora inexistir .
Saudade no composto ,
Da falta sinto o gosto ,
Um misto de derrota e perdição ,
Só me resta a fuga ou rendição .
No mais alto pavor gritante ,
Na perda superior constante ,
Perdi meu amor , em um instante ,
Rumou para tão distante .
A valsa muda e triste
No silêncio do fim da tarde ,
Um sentimento me invade ,
O ar urbano me encarde ,
Neste vestígio de tempestade .
As nuvens dançam seus últimos minutos ,
Meus problemas vagueiam nos espaços condutos .
Minhas saudades ,
São menores que minhas ilusões .
Dispenso vaidades ,
Prefiro cultas difusões .
O som do mundo forma esta calada canção ,
Que vem do resto do meu coração .
A lua pede licença ,
Neste horário de verão ,
Permanece a crença ,
De que próximos mártires haverão .
Penso no quanto sofri no passado ,
Por sempre estar atrasado e ultrapassado .
Fui longe por um amor a mais ,
Mas esqueci , cego , dos sinais .
Perdi tudo por desejar ,
No mundo inferior ,
Devem estar a festejar ,
Pelo meu dissabor .
Vejo que meu tempo está acabando ,
E por dentro , meu mundo está desabando .
Entre sonetos e versos ,
Embebido nestes caldos tristonhos ,
Estão meus sonhos imersos ,
Em marcas de passados medonhos .
Nesta orquestra do fim do mundo ,
Notas e partituras do amargo profundo ,
A falta persiste ,
A realidade inexiste ,
Escravo do que insiste ,
A valsa muda e triste .
Um sentimento me invade ,
O ar urbano me encarde ,
Neste vestígio de tempestade .
As nuvens dançam seus últimos minutos ,
Meus problemas vagueiam nos espaços condutos .
Minhas saudades ,
São menores que minhas ilusões .
Dispenso vaidades ,
Prefiro cultas difusões .
O som do mundo forma esta calada canção ,
Que vem do resto do meu coração .
A lua pede licença ,
Neste horário de verão ,
Permanece a crença ,
De que próximos mártires haverão .
Penso no quanto sofri no passado ,
Por sempre estar atrasado e ultrapassado .
Fui longe por um amor a mais ,
Mas esqueci , cego , dos sinais .
Perdi tudo por desejar ,
No mundo inferior ,
Devem estar a festejar ,
Pelo meu dissabor .
Vejo que meu tempo está acabando ,
E por dentro , meu mundo está desabando .
Entre sonetos e versos ,
Embebido nestes caldos tristonhos ,
Estão meus sonhos imersos ,
Em marcas de passados medonhos .
Nesta orquestra do fim do mundo ,
Notas e partituras do amargo profundo ,
A falta persiste ,
A realidade inexiste ,
Escravo do que insiste ,
A valsa muda e triste .
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