O céu cinza de março ,
Sucumbe na esfera de cimento ,
É úmido o cadarço ,
Acorda-me o eterno vento .
Uma tarde de cansaço ,
O pulmão parece de aço ,
Fumaça , barulho e frio ,
Sobra o vazio .
Talvez ela não me queira ,
E dos amores , eu esteja na beira ,
Vejo o trânsito , para lá e para cá ,
E você , onde está?
As estruturas da cidade ,
Gritam meu amor ,
Ainda com saudade ,
E aquela estranha dor .
O ar atravessa meu pulmão ,
A estranha invasão ,
Assim como o amor , entra no coração ,
Um tanto perdido , sem ação e reação .
Parece tudo tramado ,
Até o jeito como estava ao meu lado ,
Pavor e dor ,
A teoria da conspiração do amor .
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