Chuva de verão ,
Cai sobre a cidade ,
Já passou a estação ,
Mas não passou a saudade .
Por entre esta vestimenta ,
Habita um ser sensível ,
Que se alimenta ,
Do amor cabível .
A vida me ensinou a sofrer ,
Por um lugar no firmamento ,
Me ensinou a querer ,
Por um sentimento .
O sol se vai ,
Como minha paixão ,
Enquanto o temporal cai ,
Aumenta minha reflexão .
Tragos ,
E mais tragos ,
Para destruir a solidão ,
Mas como destruir o que está na imensidão ?
Rodeado da humanidade ,
Me sinto sozinho ,
Perdendo-me em insanidade ,
Neste mormaço cozinho .
Procurando um valor ,
Entre Vênus e Marte ,
Apenas sinto o calor ,
Do amor em toda parte .
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