segunda-feira, 12 de março de 2018

Crítica poética

O vento de uma tarde esquecida ,
Torcida e seca , e pendurada em uma varal ,
Em um mundo onde pouco vale a vida ,
Em uma galáxia quebrada em seu sentido oval ,
Em uma esfera nublada ,
Uma amada , 
Calada ,
E fartada .
A vontade , veículo de criações ,
Onde são deixados de lado os corações ,
E a religião como forma de escudo ,
Absorve , veta e vomita a tudo .
Muitas são as sensações ,
Anos e sua estações ,
Não passam de lucro da mídia ,
Esquecidos a raiz ,
Índio e índia ,
Donos deste país .
Criticar pode parecer fácil ,
Mas vai muita experiência ,
E experimento táctil ,
Responsabilidade a consciência :

" Cobaias dos céus ,
Exilados em ilhéus ,
Perdidos neste solo ,
Nesta terra ,
A procura de colo ,
O ventre berra .
Fazer rima , é prático ,
Falar mal , é difícil ,
O bem é mágico ,
Quase um ofício .
No fundo só queria saber o futuro ,
E sair desta segregação mental em apuro .
Moral , retórica , ética ,
Crítica poética " . 



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