Olhar fulminante ,
Me deixa louco ,
Uma falta constante ,
De pouco em pouco ,
Cresce este monstro ,
Um estranho desencontro ,
Onde nada ameniza ,
O olhar desliza ,
Se arrasta esta visão ,
Uma entranha-confusão .
O cheiro da tempestade ,
Envolve e invade ,
No amor covarde ,
Fumo ao dedo que arde .
Entre as entrelinhas ,
Estrelas enuveadas e sozinhas ,
Tramitam o futuro ,
Me livram do apuro .
Sinto a brisa ,
De um intenso anoitecer ,
A noite avisa ,
Que existe o desconhecer .
Perdido , no espaço sideral ,
Sentindo , o cheiro do temporal .
Nenhum comentário:
Postar um comentário