O peito grita ,
Implora um afago ,
Na escrita ,
Do destino amargo .
A verdade é uma rosa ,
Banhada em prosa ,
Tão linda , quanto sua natureza ,
Que espalha , sua rara beleza .
Me leva , aonde só existe nós dois ,
Só o agora , sem pensar no depois .
O céu da boca ,
Enche d'água ,
Na lembrança louca ,
Transcende a mágoa .
Um beijo , uma caricia ,
Um desejo , uma delícia .
De pequeno , amava ,
De grande , sonhava ,
Agora nesta imensidão ,
Sem ela , solidão .
Tudo parece insistir ,
E persistir ,
Para que eu a ame ,
E minhas angústias declame .
Talvez nem saiba ,
O que guardo ,
E nem caiba ,
Ser amado .
Além de amor ,
E de dor ,
Apenas o calor ,
O aroma da mais nobre flor .
Nunca falei com tanta propriedade ,
A hortalíça na flor da idade .
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