Falar de amor ,
Em tempos difíceis ,
É exilar o valor ,
Alterar artifíceis .
Em épocas contraditórias ,
Dizer sobre o amar ,
É sujar a memória ,
E o nome que chamar :
" A crença que tudo irá melhorar , depois de uma longa tempestade noturna , em que vícios e virtudes se contradizem , trazendo do fundo do baú , memórias que neguei , mas que se tornaram verdade .
A ventarola consome meus sentimentos . Choro por dentro , e chove lá fora , não sou o centro , mas estou no tempo de agora . Onde posso aceitar e ser aceito .
Saber do futuro , é uma eterna negação ao presente , e uma vaga lembrança de momentos e sofrimentos passados . Cada vez mais pressionado , esquecido e desalmado , vejo o ventre daquele velho peixe grande me engolindo e me digerindo , como um vegetal , vivendo a espera de ser consumido e usado como fonte de alimento . O vento da tarde , ainda posso sentir o tilintar da chuva no telhado , e a brisa como que por dom de previsão , mostrou - me o segredo por detrás do véu . "
Meu coração ,
É amoroso ,
Em oração ,
De cunho caloroso .
Risonho ou tristonho ,
Intenso e ardoroso ,
Por pesadelo ou sonho ,
O choro silencioso .
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