sábado, 31 de março de 2018

Quero agora

Preciso te acompanhar até o ponto ,
Dizer loucuras ,
Que só eu conto ,
Fazer promessas futuras ,
Te beijar ,
Te amar ,
Te desejar ,
Te clamar .
Quero dar uma volta contigo ,
Ser mais que seu amigo , 
Olhar nos seus olhos ,
Com os meus olhos ,
Provar do aroma que cheira ,
Saber que você é a menina ,
Que esperei a vida inteira ,
E se tornou minha sina .
Preciso de você aqui e agora ,
E sem ser da boca pra fora ,
Declamar mil poesias ,
Todas as horas do dia ,
Te abraçar e me afogar em seu lábio ,
Degustar sua boca , de formato ágil .
Esperar todo o tempo por você ,
Estar no seu domínio e a sua mercê ,
Atingir o ápice do prazer ,
Pra uma vida nova ,
Vem me trazer ,
Pro dia que se renova .
Malícias de quando se namora ,
Pra sempre , te quero agora .

sexta-feira, 30 de março de 2018

Outono da saudade

A garoa fina ,
Ensina ,
A gostar dela ,
Pela fresta da janela ,
Vejo o mundo ,
Profundo ,
Como o mar chovendo ,
Sobre o telhado cedendo ,
E dando a vida ao planeta ,
Com imaginação , papel e caneta ,
Embora virtuais ,
Escrevo demais .
Sinto seu cheiro ,
Nas plantas do quintal ,
Um faro maneiro ,
Uma falta mental .
Percebo a luz nas gotas ,
Do suposto temporal ,
Você não é igual as outras garotas ,
Tem o seu diferencial .
O reflexo dos seus olhos ,
É como um espelho ,
Refletindo os meus olhos ,
Irritados e vermelhos ,
Como as ondas do mar ,
Como refletir e fumar .
Creio na vida que levamos ,
Creio em quem nós somos ,
Só não me diga pra me deixar ,
Foi tão dificultoso , te achar .
O dia tem mais qualidade ,
Contigo e um pouco de possibilidade ,
Perdi minha identidade ,
Neste outono da saudade . 

Fica comigo

Esta noite ,
Grita seu nome ,
Um pequeno açoite ,
Que me consome .
Nas mensagens ,
Nos recados ,
Imaginações e viagens ,
Sentimentos delicados .
O vento diz :
" Seja feliz " .
A lua fala :
" Vale a pena , amá-la " .
O coração declama :
" Ajude quem tu ama " ,
A alma declara :
" Você sempre a amara ,
Mas não sabia ,
Que tanto sentimento cabia " .
E eu digo :
" Fica comigo " .

Salmo da alma

Numa garoa , de feriado ,
Sob histórias do passado ,
Sob o ar úmido deitado ,
Pensando no bem amado .
Na chuva do agora ,
Não há motivo para ir embora ,
Despejo sentimentos para fora ,
Como quando , o verdadeiro amor se namora .
O vento sob a porta do fundo ,
Me leva a um estado profundo ,
De relação com o mundo ,
O desejo nobre e fecundo .
Vejo no céu , sentido para amar ,
Até o fim , prosas e poesias a declamar ,
Por um carinho merecido ,
Por um novo pacto consentido .
O céu chora , junto comigo ,
Pois estou distante , 
Do amor de tempo antigo ,
Saudade a cada instante .
Na brisa do vento da tarde ,
O fogo da alma arde ,
Vem curar meu pecado ,
Transformando em simples , o complicado .
Procurando calma ,
Neste salmo da alma . 

Eterno encontro

Uma sexta de feriado , sustentado a lembranças doces como um belo amanhecer , instantes delineados em horários de almoço , beijos quentes e verdades de amor espalhadas ao sete ventos :

" Consumo seu lábio ,
De modo ágil ,
Como amam os amantes ,
Como aproveitamos os instantes .
Seu beijo me leva ao firmamento ,
Onde anjos cantam , canções de amor ,
Onde o sol mais quente e puro ,
Transmite boas sensações de calor ,
Com sua presença me curo .
Sua voz , seu cheiro ,
Me treme por inteiro ,
Quando estiver sozinha ,
E sentir um arrepio na espinha ,
Olhe para o céu , alguém estará te olhando ,
Te cuidando e te amando ,
E este alguém nos quer juntos ,
Em todos os sentidos e assuntos .
Minha rima tem seu nome ,
Em nossos lábios a fome ,
De beijar e aquecer ,
E jamais esquecer :
' Temos um ao outro ,
Em um eterno encontro ' " . 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Amores de temporal

Meu coração bate forte ,
Do sul ao norte ,
Do leste ao oeste ,
Da cura a peste .

A virtude de te amar ,
O dom de te chamar ,
Agarrando clamo ,
E digo que te amo .

Numa noite , antes do feriado ,
Valorizo o peito colorado ,
Que nossa história trama ,
Na medida que te ama .

No lado esquerdo , deste peito ,
Te amo e te aceito ,
Independente de conceito ,
Sob nossos sonhos me deito .

Os holofotes da cidade ,
Transmitem minha saudade ,
A gota na vidraça ,
Nosso destino traça .

Tomamos chuva á tarde ,
Sobre o claro coloral ,
O fogo deste amor liberta e arde ,
Amores de temporal .

No vento do anoitecer azul claro

Você é meu último e meu primeiro poema ,
Você é a melhor frase das minhas poesias ,
Uma dupla , o erro e o problema ,
Declamando e despejando cortesias .

Seu cheiro é da mais nobre flor ,
De qualquer fogo ,
Você é o mais agradável calor ,
Sem competição ou jogo .

A chuva mais agradável que já tomei ,
A joia mais rara que já encontrei ,
Quero você rainha , se um dia for rei ,
Me conte seus problemas, que conto onde errei .

No vento de uma tarde ,
Em que o fogo no peito arde ,
Seu cheiro me envolve e me protege ,
És a santa que me rege .

No brilho de um temporal ,
Lá vem o anoitecer ,
Não quero ser imoral ,
Mas deixe nosso amor acontecer .

Nosso beijo , sob um mármore amaro ,
No vento do anoitecer azul claro .




quarta-feira, 28 de março de 2018

O pássaro e a flor

A garoa desta semana ,
Levanta enchorradas no chão ,
A saudade é soberana ,
Dentro de meu coração .
A cidade anoitece ,
A chuva acontece ,
O vento vem me trazer a realidade ,
Longe saudade , distante da sanidade .
Eu me declarei :
" Sempre te amarei " ,
E sempre vou amar ,
Numa ilha dos prazeres ,
Neste extenso mar ,
Sobre contatos e dizeres .  
Sei que sofri demais ,
Renunciei meus ideais ,
Para aderir ao amor ,
E descobrir além da dor ,
O que havia de diferente no prazer ,
Esperando minha alma a algum estado trazer ,
E entender sobre os amantes ,
Pois as suspeitas eram gritantes ,
E por ora constantes ,
Neste meu peito saltitante ,
Para a frente e adiante ,
Além do amoroso grande monte . 
Descobri seu intenso calor ,
Eu voador ,
Você color ,
Sem diferenças no amor , 
O pássaro e a flor .

Segredos da imensidão

A noite fria ,
Uma cabeça vazia ,
Vagando por entre espaços da mente ,
Pensamentos inconsequentes .
O céu escureceu ,
A brisa apareceu ,
Luzes artificiais ,
Ilusões oficiais .
A escuridão total ,
É um intenso sinal ,
De começo ou final ,
O escrever viral .
Por entre becos e vielas ,
Prisões e celas ,
Percebo o vento dizer ,
Falar e prever :

" Imaginações do ócio ,
Um sofrer sem sócio ,
Uma verdade entreaberta ,
Que nada conserta ,
Ou pode curar ,
Apenas a procurar .
Vejo por entre a escuridão ,
Segredos da imensidão " .




terça-feira, 27 de março de 2018

Além do céu estrelado

As chuvas deste mês ,
Mais uma vez ,
Umidecem a cidade ,
Permanece a saudade .
Como uma segunda chance ,
Uma nova oportunidade ,
Um romance ao alcance ,
Uma nova possibilidade .

Sonhando acordado ,
O peito transbordado ,
Dizendo pra continuar ,
Que além do céu nublado ,
Há um brilhante luar ,
E ao seu lado ,
O céu estrelado ,
E talvez , um bem amado .

O vento da noite ,
Diz que se foi-te ,
Diz sobre um amor possível ,
Onde há sentimento , além do impossível ,
Em grande nível ,
Garboso e cabível ,
Um novo jeito de amar ,
Além da grandiosidade do mar .

O vento sublime e calado ,
No verso rimado ,
E declamado ,
Além do céu estrelado .







Amores do céu nublado

Quando olhei o horizonte ,
E não te vi ,
A memória foi gritante ,
Lembranças do que vivi .
Entre a noite e o dia ,
Entre a madrugada e a manhã ,
Uma hora nem tão sadia ,
Momentos que não sou tão fã .
O nublado deste céu ,
Faz cair o véu ,
E saber , quem é quem ,
Em busca de um certo alguém .
Não queria que dissesse não ,
Mas amores são como o vento ,
Viajam , tramitam , vem e vão ,
É fraco o sentimento .
Pensei em mandar outra mensagem ,
Ou dizer que te amo ,
Mas esta vida é uma viagem ,
Em que amores declamo :

" Na alma ,
A poesia ,
A calma ,
Em demasia .
Lembrei ,
De verões passados ,
Eu sei ,
De sentimentos ultrapassados .
Eu tentei te guardar ,
Eu tentei te aguardar ,
Mas o mundo é claro ,
E sinto no faro ,
Que há um certo problema ,
Me disse um dia um poema .
Pra não te ferir ,
Prefiro me manter calado ,
Noites a conferir ,
Amores do céu nublado " .


Teoria da conspiração do amor

O céu cinza de março ,
Sucumbe na esfera de cimento ,
É úmido o cadarço ,
Acorda-me o eterno vento .

Uma tarde de cansaço ,
O pulmão parece de aço ,
Fumaça , barulho e frio ,
Sobra o vazio .

Talvez ela não me queira ,
E dos amores , eu esteja na beira ,
Vejo o trânsito , para lá e para cá ,
E você , onde está?

As estruturas da cidade ,
Gritam meu amor ,
Ainda com saudade ,
E aquela estranha dor .

O ar atravessa meu pulmão ,
A estranha invasão ,
Assim como o amor , entra no coração ,
Um tanto perdido , sem ação e reação .

Parece tudo tramado ,
Até o jeito como estava ao meu lado ,
Pavor e dor ,
A teoria da conspiração do amor .



segunda-feira, 26 de março de 2018

Amor em toda parte

Chuva de verão ,
Cai sobre a cidade ,
Já passou a estação ,
Mas não passou a saudade .

Por entre esta vestimenta ,
Habita um ser sensível ,
Que se alimenta ,
Do amor cabível .

A vida me ensinou a sofrer ,
Por um lugar no firmamento ,
Me ensinou a querer ,
Por um sentimento .

O sol se vai ,
Como minha paixão ,
Enquanto o temporal cai ,
Aumenta minha reflexão .

Tragos ,
E mais tragos ,
Para destruir a solidão ,
Mas como destruir o que está na imensidão ?

Rodeado da humanidade ,
Me sinto sozinho ,
Perdendo-me em insanidade ,
Neste mormaço cozinho .

Procurando um valor , 
Entre Vênus e Marte ,
Apenas sinto o calor ,
Do amor em toda parte . 


 

domingo, 25 de março de 2018

Par de chinelo

O peito esfriou ,
Já se foi o amor ,
Multiplicou e se criou ,
Longe agora , e sem valor .

Mas devo uma nova luta ,
Agir com nova conduta ,
Buscar uma nova direção ,
Para agradar ao coração .

Em rede social ,
Ou na vida real ,
Várias opções ,
Múltiplas sensações .

Um pedaço de mim ama ,
A identidade do calor e da chama ,
O outro pedaço resiste ,
Mas ambos existem e coexistem .

E nessa dualidade ,
Apelo a sanidade ,
Deve haver alguém pra mim ,
Que fará diferença no fim .

Uma cara metade ,
Uma outra parte ,
Provará identidade ,
Entre vênus e marte .

Buscando e no encalço , 
Neste entardecer belo , 
Para todo pé descalço , 
Existe um par de chinelo . 


Verso da saudade

Um trago ,
Para enfrentar o mundo inferior ,
Amargo ,
Mas ameniza os sintomas da dor .

Penso em sair voando ,
E abandonar tudo que criei ,
É responsabilidade demais estar amando ,
Amar , só eu sei .

O vento ,
Ameniza este inferno ,
Sentimento ,
Vivo e interno .

A sombra das fumaças ,
Queima o bolor e as traças ,
Em meu coração ,
Prece e oração .

A luz do firmamento ,
O instante pensamento ,
Faz de mim persistente ,
Hoje o desafio , é ser contente .

As imaginações contribuem ,
Para esta realidade ,
Químicas que diluem ,
E materializam esta saudade .

Protegerei teu nome ,
E tudo que me consome ,
Apenas busco dignidade ,
Neste verso da saudade .



O gosto do beijo

Dia ensolarado ,
Na capital da saudade ,
No peito colorado ,
A busca pela dignidade .
Previsão de calor ,
Prevenção ao amor ,
Que causa tanto sofrer ,
Sei do resultado , para quê querer ?
A vida é um embrulho infinito ,
Como estes de aniversário ,
Onde tudo é bonito ,
Até o presente apontar o contrário .
O decorrer da vida é importante ,
Uma busca constante ,
Para melhor aceitar o fim ,
Difícil para todos , difícil para mim .
Amei , até quem não conhecia ,
Um profundo desejo ,
Onde em meu peito já não cabia , 
E agora fica no lábio , o gosto do beijo :

" Como Romeu e Julieta ,
Como Bonnie e Clyde ,
O sentimento , no peito-maleta ,
Meu sofrer correndo em slide .
O futuro parece menos melhor ,
Com tantas lembranças ao redor .
A vida é frágil ,
O tempo ágil ,
Mas a emoção daquele momento permanece ,
Uma recordação que faz e acontece .
Quanto desejo ,
Quanto cortejo ,
Mas ela , já não mais vejo ,
Apenas me lembro , do gosto do beijo " .

sábado, 24 de março de 2018

Reinicial

Sempre desejei ser , 
Cientista e inventor , 
Mais do que aparecer , 
Ser um grande entendedor . 
Foi quando conheci a poesia , 
E toda a sua diagramação , 
Oferecer amor , por cortesia , 
Faz bem ao coração . 

Um sonho , que se tornou realidade , 
Escrever o que sinto , com enorme propriedade , 
Os livros , os filmes , os desenhos , as histórias , 
Hoje figuras vivas , em minhas memórias . 
Fui longe , para entender , o que estava perto , 
Sempre busquei justiça , mas vale mais o certo . 
No fundo , quero viver intensamente , 
Alegrando aos outros , os deixando contentes .

Sei pouco sobre a vida , 
Ainda aprendendo , 
Na chegada e na saída , 
Aos poucos compreendendo . 
Na consciência que cura , 
A intensa procura , 
De um alguém especial , 
Termino e volto ao tempo reinicial . 

Ebulições químicas

O vento avisa sob a maré ,
Explica como funciona e é .
O segredo , a verdade ,
O medo e a saudade .
Sensações e sentimentos ,
Presentes nos pensamentos ,
E no fundo da consciência ,
É farta e extensa a ciência :

" Ouço barulhos na rua ,
O céu nublado ,
Em sua necessidade flutua ,
Inspiração ao ser amado .
Aos poucos percebo ,
Aos poucos concebo ,
E digiro quem é quem ,
E escolho um certo alguém ,
Para ser fonte de inspiração ,
Alimento ao simples coração .
A mistérios , minha mente dedica ,
Cansado de lições cínicas ,
A consciência explica ,
As ebulições químicas " .

Céu ensolarado do entardecer

Tentando me recuperar ,
De uma suposta relação ,
Espero superar ,
Com toda esta ação e reação .

Vejo um futuro confortável ,
O amor é inevitável ,
Creio nos ditos famosos ,
Senhor e escravo , de relacionamentos amorosos .

Nas miudezas diárias ,
Nos detalhes do cotidiano ,
Verdades contrárias ,
Nunca foram o meu plano .

O mundo ensina ,
O mundo transborda ,
Pelo menos uma menina ,
Meu pensamento projeta quando acorda .

Fui feito como veículo emocional ,
E a mente não pensa mais ,
Sua atividade deixou de ser funcional ,
Sentimentos demais .

O céu ensolarado ,
Do final de semana ,
Derretem o peito embolorado ,
Aparecendo o órgão membrana .

Meu corpo encarde ,
O trago queima e arde ,
Queria alguém verdadeiro para conhecer ,
Sob o céu ensolarado do entardecer . 

sexta-feira, 23 de março de 2018

Fuga de mim mesmo

Todos pensam em alguém ,
Eu insisto em esquecer ,
Só assim aceito o bem ,
Um trago para aquecer .

Pra entender ,
Me afasto ,
Para compreender ,
Meu lado nefasto .

" No frio de uma noite solitária , tramitam as estrelas por detrás do céu nublado . O vento fúnebre alcança níveis temerosos , com todas estas vozes e barulhos . O humor deixou de ser meu foco , o amor é uma ilusão que não cabe em meu peito , por isso prefiro a paz . No fundo de uma alma poética e dilacerada pelas catástrofes amorosas , resta apenas o desejo de fugir para além das montanhas mais distantes , e conhecer sobre este órgão que bate do lado esquerdo do peito . Tentando esquecer o inevitável , e abraçar o finito , a vida , pra mim , se resume na fuga de mim mesmo " .   

Enquanto a lua se esconde

Nesta noite de sexta-feira ,
O que esperei a vida inteira ,
Perco em questão segundos ,
Pensamentos profundos .

Imaginei alguém ,
Pela eternidade ,
Para fazer bem ,
A minha humanidade .

Fazer o bem , é obrigação ,
Mas parece que virou uma desorganização .
Uma palavra para atrair mais riqueza ,
Ligada erroneamente a beleza .

Hoje os interesses são outros ,
Valores em desencontros ,
Apenas cada qual em seu papel enumerado ,
E todo este sistema , sempre pareceu errado .

No fundo ,
Só queria um amor por satisfação .
Mas , este mundo ,
É uma larga e extensa história de corrupção .

Onde estará ?
Não sei onde .
A história que nunca acabará ,
Enquanto a lua se esconde .

 

quinta-feira, 22 de março de 2018

Um pouco de mim

O vício na queda , na perdição ,
Amor bandido , sem condição .
Os sinais me confirmam ,
Sobre minhas visões ,
E reafirmam ,
Minhas decisões .
Talvez exista seres humanos ,
Sem qualquer ligação com o outro sexo ,
Talvez apenas insanos ,
Sabem deste esquema desconexo .
Vejo mulheres entre becos e vielas , 
Imprescindíveis e belas ,
Mas , pra mim , nenhuma ,
Observo , enquanto o lábio fuma .
Está frio ,
E chovendo ,
Baita vazio ,
Me corroendo .
A minha coragem , é igual ,
Seja no mundo virtual ou real ,
Sou cauteloso em toda situação ,
E nunca fui bom , 
Em qualquer fingimento ou atuação ,
Palavras sempre em bom tom .
Amador até o fim ,
Um pouco de mim .
 


Queria lembrar apenas de teu sorriso

Em um frio de uma quinta ,
Desta quinta - feira ,
A saudade pinta ,
A tarde inteira .
O que restou ,
Do que me lembro ,
O que sou ,
Eu relembro .
A umidade ,
Corrói a alma ,
A unidade ,
Destrói a calma .
O silêncio do entardecer ,
A verdade no peito , 
Ao anoitecer ,
Não posso ver direito .
Cego de paixão ,
Em terna reflexão ,
Se aceito ,
Quando mexe comigo ,
Um conceito ,
Nobre e antigo .
Nunca serei tudo o que quer ,
Tenho muitos problemas ,
Esforço requer ,
Amar e escrever poemas .
Confuso , perdido ,
Difuso , distraído ,
Situações delicadas ,
Uma graça , um riso ,
Diz coisas complicadas ,
Mas , queria lembrar apenas de teu sorriso .

 

Tentando te encontrar

Onde está você agora?
O amor é quem?
Perdido em quem namora ,
Em busca de um certo alguém .

Me afastei para entender ,
No intuito de compreender ,
Sequioso busquei ,
Sofro , só eu sei .

Mulheres e seus mistérios ,
Homens e seus atos sérios ,
No fundo queria que a primeira mulher permanecesse ,
E uma só identidade eu conhecesse .

Foi então que tudo se misturou ,
E sem saber quem realmente sou ,
Sei muito menos com quem estou ,
Saudade , não sei do quê , foi o que restou .

Pedaços do coração ,
Espalhados no piso ,
Estou sem ação ,
Motivo de riso .

Já tentei de tudo , 
Além de uma relação ,
Mas é mais profundo ,
O sentimento do coração . 

No inferno ardi ,
Posso afirmar ,
Eu apenas me perdi ,
Tentando te encontrar .

quarta-feira, 21 de março de 2018

Amar é sofrer

No fundo do armário da alma , o amor mofado na gaveta , cria bolor e traças , alimentando a falsa felicidade que ostento , a maldade escondida em um embrulho doce , ou em um sorriso forçado . Contos de fadas são criados para crianças , e já não mais recebo tantos afagos como antes , uma criança que aprendeu a amar , um garoto que acredita no crescimento sem sofrimento , ou o adolescente onde brilha os olhos por qualquer figura do corpo feminino . Já me perdi em pecados , já me perdi em dívidas , já me perdi em tantas e tantas tragédias amorosas , e mais uma , sempre parecerá a primeira . Só queria imaginar e ser real , estreitar a relação entre fantasia e realidade . E descobri que vivo em outra dimensão , crendo no amor verdadeiro , e aprendi uma lição : " Amar é sofrer " . 

Palpitações em canção

É difícil ver o amor fisicamente ,
E esquecer aquela utopia quase viva ,
Esquecer o sonho da mente ,
E experimentar de uma realidade inofensiva .
Aprender a aceitar defeitos ,
Transformar conceitos ,
Beijar o lábio e abster-se do orgulho ,
Reconhecer a pessoa amada ,
Por gesto , atitude e barulho ,
Pelo tempo e toda sua camada :

" Ritmou os acordes desafinados ,
Das guitarras em meu coração ,
Momentos confinados ,
A uma situação .
Fez perceber seu cheiro ,
Aprendi a gostar ,
Mais do que cigarro inteiro ,
Mas a malicía demonstrar .
A chuva cai do céu ,
Dilata o véu ,
E me faz ver ,
O amor como é ,
Escrever ,
E botar fé " .

O coração ,
Mediante oração ,
Está em comemoração ,
Palpitações em canção . 

terça-feira, 20 de março de 2018

Retratos da vida real

Em um temporal seco ,
Abandonado rente ao beco ,
Admiro a carga de força da natureza ,
Há de tentar tal harmonia ,
Mas sem estrutura e beleza ,
Me falta sabedoria .
O vento da segunda parte ,
Deste nobre anoitecer ,
Me leva ao mundo marte ,
Sensibilidade que estava a desconhecer .
A simplicidade da gota no oposto do teto ,
Impacto tilintante que desafia o arquiteto .
A moça bonita desenvolve meu imaginário ,
Ultrapassando o limite de qualquer horário ,
Basicamente por uma proposta ,
Se caso interessa ou gosta ,
Ou se dá lugar a outra ,
Resposta que pouco se encontra .
Dormir e sonhar ,
Viver e realizar ,
Ilusões apanhar ,
Cópias equalizar .
Viciado em água mineral ,
Retratos da vida real .

O choro silencioso

Falar de amor , 
Em tempos difíceis ,
É exilar o valor ,
Alterar artifíceis .
Em épocas contraditórias ,
Dizer sobre o amar ,
É sujar a memória ,
E o nome que chamar :

" A crença que tudo irá melhorar , depois de uma longa tempestade noturna , em que vícios e virtudes se contradizem , trazendo do fundo do baú , memórias que neguei , mas que se tornaram verdade .
A ventarola consome meus sentimentos . Choro por dentro , e chove lá fora , não sou o centro , mas estou no tempo de agora . Onde posso aceitar e ser aceito .
Saber do futuro , é uma eterna negação ao presente , e uma vaga lembrança de momentos e sofrimentos passados . Cada vez mais pressionado , esquecido e desalmado , vejo o ventre daquele velho peixe grande me engolindo e me digerindo , como um vegetal , vivendo a espera de ser consumido e usado como fonte de alimento . O vento da tarde , ainda posso sentir o tilintar da chuva no telhado , e a brisa como que por dom de previsão , mostrou - me o segredo por detrás do véu . "

Meu coração ,
É amoroso ,
Em oração ,
De cunho caloroso .
Risonho ou tristonho ,
Intenso e ardoroso ,
Por pesadelo ou sonho ,
O choro silencioso .

segunda-feira, 19 de março de 2018

Apaixonado perdido na noite

A noite dos amantes , pulsa em minha alma e em meu coração , formando uma espessa película protetora , protegendo e cuidando , deste velho poeta distraído . Ouço sons desconhecidos , desencontrados fisicamente , que me fazem refletir e sentir coisas , e pensar de onde vem tantos presságios , visões , sonhos , imaginações , miragens , delírios , imagens , em uma imaginação fértil e inteligente . Sei que sou apenas humano , e que humanos são simples ou talvez muito complicados , podem errar mas nem percebem , podem viajar , mas só entendem o por que quando velhos e podem viver do jeito que quiser , mas o fanatismo , o consumismo e a guerra , os fez esquecer de tudo isso .
Amanhã é um recomeço , a chance de curtir e se divertir , amar e ser amado , viver de forma simples e sensata , a vida que forças maiores e divinas deram . Sou parte de tudo , e de nada , no limite e no começo , na linha de chegada e de saída , entre o sol e a lua . Sou , um apaixonado perdido na noite .

Irremediáveis incensações

Sem cura ,
Para o amor ,
A procura ,
De sarar a dor .
Tudo no começo é bom ,
Depois vem a necessidade ,
De algo a mais , um novo tom ,
Para curar a ansiedade .
No meio do período vespertino ,
Ou no momento matutino ,
Criar é fino ,
Percepções de um menino .
A veia urbana ,
A atitude insana ,
O sorriso do doce ,
Por muito agridoce .
A verdade ,
A saudade ,
As ilusões ,
As desilusões ,
O engano ,
O profano .
A vontade de amar sem sofrer ,
Depois de muito esforço ,
Pouco irei colher ,
Pelos outros torço .
É como provar ,
Mas abster - se de prêmio ,
Como viver a trovar ,
Todos os milênios ,
E ser derrubado pela sensação ,
Que velha e estragada , o torna sem ação .
A mim , faço menções ,
A vida e suas lições ,
Sem condições ,
Sem soluções .
Amo uma garota ,
Mas acho que ela não me ama ,
Deste temporal , em cada gota ,
O fumo luta por uma chama .
Estranhas sensações ,
Irremediáveis incensações . 
 

Á luz do dia

Acordei ,
Com seu cheiro na vestimenta ,
Transbordei ,
Um amor quente , como pimenta .
Vi na manhã ,
Um céu azul ,
De mente sã ,
De norte a sul .
O peito grita ,
Berra , pede socorro ,
O tempo limita ,
As nuvens no grande morro .
Como uma flor ,
Em uma tarde de domingo ,
Oferece amor ,
A um poeta nada gringo .
Sou o pedaço do criador ,
Que só erra ,
A parte de valor ,
Que evita a guerra . 
Hoje estou tranquilo ,
O peito pesado ,
Com amor em quilo ,
Para o bem amado .
Procurando uma maneira de amar ,
Um tanto mais sadia ,
Virtualmente a declamar ,
Á luz do dia .

A mente pensadora de um poeta

Numa manhã ensolarada ,
De uma segunda de criação ,
É forte a pulsação colorada ,
Procurando um coração .
Meus versos espalhados pelo chão ,
Vejo grafites também ,
Mas meu amor é pichação ,
Marcas de um alguém .
Nos cantos ,
Bitucas de cigarro ,
Prantos ,
Por quem me amarro :

" No vento suave do começo de semana , o peito pulsa o nome dela , uma anomalia no espaço-tempo de meu coração . As marcas e cicatrizes do passado foram curadas , e a sensação de um futuro melhor ainda me anima . O destino é generoso , apesar de seu rigor , com uma abraço caloroso , o afeto afasta a dor . Acredito na vida , e queria ter cometido mais erros , mas tudo será como tiver de ser e só tenho o trabalho de agradecer e aceitar . A mente pensadora de um poeta " .

Amor(postar?)


A única explicação , por ser alvo de manipulação , é baixar a guarda , abrir o coração e amar . Este sentimento , está me causando desconfiança , insegurança e desejos que nunca havia experimentado . Se não é amor , o que é então ? Eu mudei muito , e aprendi que a liberdade de afeição , merece um lugar importante no cotidiano do ser humano . Porém , é a única unidade da emoção , que causa efeitos permanentes em todo e qualquer indivíduo . A verdade ,  é que o pseudo-controle , que penso ter , evitando relacionamentos , é na verdade uma espécie de anti-amor aversivo a qualquer situação do meu dia-a-dia . Aceito por educação , e escondo por proteção , a quem quer que seja . Documentar o momento é a única saída , tentando sempre mudar , acompanhando os humores gerais . Derrotado , esquecido e manipulado :
“ A luz no fim do túnel , continua piscando , perco o rumo e tento ir além do que posso , mas estas vozes ainda controlam o que penso , o que sinto e o que faço . Escravo de um amor que promete e descumpre , me faz parte de uma conspiração , em que obedeço e tenho o que preciso .’ Em algum momento de nossas vidas perdemos o controle sobre ela ; a vida’ . A impressão é que este momento nunca acabará .  Retratos da caminhada rumo ao fim , mantenho-me na escuridão , para reconhecer a luz tão desejada e buscada , para me curar e fugir deste mundo-prisão , mundo-cela , mundo- amor , o mesmo mundo-amor que me fez nascer , é a doença que promoverá meu fim . Amor(postar?) .

domingo, 18 de março de 2018

A fonte

Pensei em você ,
Imaginei poesias diversas ,
Não sei se meus textos lê ,
Mas ainda estão vivas , as nossas conversas .
Imaginei várias declamações ,
Sob o céu estrelado ,
Num ritual que juntou nossos corações ,
Aquele beijo que me tornou calado ,
E faz de mim parte de tudo e de nada ,
Numa trama infinita e inacabada .
Olho suas imagens ,
E tudo faz sentido ,
No meio do nada miragens ,
O sentimento retido .
No berço de um domingo de sol ,
No recomeço , afasto o lençol ,
Abro a retina ,
Um vazio do outro lado da cama ,
Aquela menina ,
Será que me ama ?
No vendaval da solidão ,
Na maré turva e embravecida ,
Sinto a imensidão ,
De uma manhã amanhecida .
Do nobre sentimento ,
Do nobre pensamento ,
Da terra mais infértil ,
Surge o carinho mais erétil ,
E só resta amar ,
Chamar e declamar .
Neste domingo ,
Neste dia dezoito ,
Com um jeito gringo ,
E um pouco afoito ,
Sigo para além do horizonte ,
Para buscar a fonte .


sexta-feira, 16 de março de 2018

O lábio dos prazeres

Um toque , na sua mão , 
Uma conversa de antemão , 
Faz-me lembrar , 
E relembrar , 
Do seu cheiro , 
Por inteiro , 
Quebrado em partes iguais , 
Um minimo a mim , 
E o resto aos mais , 
Apaixonado até o fim . 
Um olhar , 
Vem chacoalhar , 
Esta estranha estrutura , 
Que com desenvoltura , 
Me ama , 
E me acolhe , 
Me chama , 
Para que desenrole . 
O gosto vocal , 
Em toda a base , 
Faz sensacional , 
Ou quase . 
No fundo da alma , 
No vento da manhã , 
Horas de calma , 
E mente sã . 
Repito , a amo , 
Mas que o nome da qual me chamo . 
Nossos secretos dizeres , 
O lábio dos prazeres . 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking

Momentos de esperança ,
Momentos de superação ,
Ficará a lembrança ,
Em meu coração .
Cuidou de meu ócio ,
Em cada solstício e equinócio .
Pequeno sou ,
Perto de tal sabedoria ,
Me educou ,
Com suas teses dia a dia .
Fez de mim sequioso ,
Por verdade e justiça ,
A ciência de um amoroso ,
Fez educada , minha selvageria mestiça .
Creio que foi para um lugar melhor ,
Com grandes personalidades ao redor .
Provou suas teorias ,
Trouxe alegrias ,
Para aqueles sem fé ,
Cientista e inventor ,
Da cabeça ao pé ,
Um sábio protetor .
Saber que se foi , dói ,
Mas feliz , por conhecer um herói .
Atraves dos livros e dos documentários ,
Em entrevistas televisivas ,
Em suas informações em inventários ,
E em suas ações inventivas e intensivas .
Rei dos reis , kings of the kings ,
Era ele Stephen Hawking .





terça-feira, 13 de março de 2018

Pequenos detalhes

A noite berra ,
Seu grito de socorro ,
Sob o calor da terra ,
A lua brilha no grande morro .
O vento de uma manhã ,
Agora friagem aos pulmões ,
Difícil ter mente sã ,
Devido as estranhas condições ,
Mas o amor ,
Está espalhado ,
Como cartas de valor ,
Ao bem amado .
O sabor do dia sofrido ,
Escorre pelas vias sanguíneas ,
O céu colorido ,
Agora retrato de brilhantes insígnias .
A vida pede renovação ,
Entre clareza e escuridão ,
A fonte toma seu rumo ,
Em qualquer lugar de consumo ,
Ou de vivência ,
Como bem de convivência .
Sou pequeno pensador ,
Em questão dos milhares ,
Poeta amador ,
Em pequenos detalhes . 


Procuro desesperadamente

Procuro segurança ,
Cidadão desconfiado ,
A má lembrança ,
Remete ao fardo .

Procuro amor ,
Pago ou por afeição ,
Um pouco de calor ,
Uma afetiva solução .

Procuro dinheiro ,
Pingado ou inteiro ,
Um algo que me traga conforto ,
Nesta vida de defeito e julgamento torto .

Procuro a verdade ,
Para curar ,
Esta insistente saudade ,
Que permanece a me assolar .

Procuro um lugar acolhível ,
De qualquer condição ou nível ,
Mas que eu me sinta em casa ,
E saia , desta realidade que atrasa .

Procuro falar bem ,
E só agradecer ,
Mas as vezes o mundo quer ouvir ,
E a realidade , há de vir .
Mas por enquanto ,
Vou procurando ,
Muito e tanto ,
Amando .
Escravo da mudez da mente ,
Procuro desesperadamente . 

segunda-feira, 12 de março de 2018

Noitecer

O fim de uma tarde ,
O fumo quente a mão ,
A vista e o dedo arde ,
Uma impressão de antemão .

O vento do final ,
Ao longe sons ,
É o sinal ,
Da lua e seus tons .

A cidade que dormia ,
Agora acorda ,
O período que acontecia ,
A hora noturna transborda .

Pensamentos ,
E sentimentos ,
Sempre comigo ,
Reflexões consigo .

Barulhos ao longe ,
Um estranho som ,
Meditando como monge ,
Há algo de bom .

Antes e depois do amanhecer ,
Algo de bom irá acontecer ,
Em meio ao anoitecer ,
Permeia o noitecer . 





Crítica poética

O vento de uma tarde esquecida ,
Torcida e seca , e pendurada em uma varal ,
Em um mundo onde pouco vale a vida ,
Em uma galáxia quebrada em seu sentido oval ,
Em uma esfera nublada ,
Uma amada , 
Calada ,
E fartada .
A vontade , veículo de criações ,
Onde são deixados de lado os corações ,
E a religião como forma de escudo ,
Absorve , veta e vomita a tudo .
Muitas são as sensações ,
Anos e sua estações ,
Não passam de lucro da mídia ,
Esquecidos a raiz ,
Índio e índia ,
Donos deste país .
Criticar pode parecer fácil ,
Mas vai muita experiência ,
E experimento táctil ,
Responsabilidade a consciência :

" Cobaias dos céus ,
Exilados em ilhéus ,
Perdidos neste solo ,
Nesta terra ,
A procura de colo ,
O ventre berra .
Fazer rima , é prático ,
Falar mal , é difícil ,
O bem é mágico ,
Quase um ofício .
No fundo só queria saber o futuro ,
E sair desta segregação mental em apuro .
Moral , retórica , ética ,
Crítica poética " . 



Profecias Tenazes

Numa segunda ,
Mente e rascunho ,
Na reflexão profunda ,
Raciocínio e punho .
Tudo indica ,
Uma segunda chance ,
Oportunidade e dica ,
Ao meu alcance .
No lábio do orador ,
No escrito curador ,
Na verdade da alma ,
Preservam-se , a paz e a calma .
Escrever a imaginação ,
Pergaminhos do coração ,
Da mente , do corpo ,
E do espiritual em ação ,
Escadas intelectuais até o topo , 
Íntimas propagações .
Pequenas miragens ,
Ilusões de paisagens ,
Formam esta reação ,
Trazendo a filosofia ,
Autonomia e afeição ,
Dos anjos , uma cortesia .
Trago comigo ,
Revelações vorazes ,
Do novo ao antigo ,
Profecias tenazes . 

Sob o céu de minha pátria

" Sob a sombra do sol amarelo , nas encostas da cidade materna , envolvo - me entre a relva e o orvalho da manhã , buscando galgar o futuro . No ventre deste Planeta Terra , sinto o gosto do alimento da terra , bebo da fonte de água , respiro o ar límpido e aliviador , e no fogo do sol , renasço das cinzas de dias passados e remotos . 
O tempo sem lucidez , nesta realidade em que vivo , encontra - se compaixão e honestidade , códigos de valores naturais , onde há percepção e propagação , aqueles que conhecem o fim de perto . Na veia dos rios sob a plataforma urbana , é possível sentir a vida dizendo um oi , tímido , porém , necessário ao respeito e a lei de sobrevivência .
Nos dias que se passam , prometo não desistir de meu país , de meu estado , de minha cidade , e de minhas responsabilidades perante a nação e perante minha semelhança com o outro .
A verdade , é questão de controle , porém , a responsabilidade é questão de bom senso e intuição . Muitos anos vivi , muitos anos viverei , acreditando e crendo , sob o céu de minha pátria " . 

Brilhos e raios solares do firmamento

Dia ensolarado ,
Bom dia ,
Ao peito colorado ,
Manhã sadia .

A vida acorda ,
Para mais um turno ,
Transborda ,
O sonho noturno .

Nada e tudo ,
Espada e escudo ,
Sou mais um sortudo ,
No vento do matutino mudo .

Sei a verdade ,
Mas , nem sempre é conveniente .
A identidade ,
De uma ação inconsequente .

O brilho da manhã ,
Esperança no amanhã ,
No coração e na alma ,
Que transmite serenidade e calma .

No resguardo do espírito ,
No amanhecer empírico ,
A realidade de cada momento ,
Brilhos e raios solares do firmamento . 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Manha

O fim de um ciclo ,
A volta ao mundo ,
Em um pensamento - monociclo ,
No vácuo profundo ,
Se equilibrando na corda bamba ,
Um improviso , como venda de muamba .
O sol do fim da tarde ,
Arde , soa e encarde ,
Estes velhos olhos solitários ,
Sem quaisquer níveis igualitários .
Sinto a brisa , o vento da alma ,
No ar de pura paz e calma ,
Emergir - me para o firmamento ,
É recôndito , o sentimento .
A ideia voa longe , para bem distante ,
Queria ser um monge , em meditação constante .
Para aprender a voar ,
Meu amor sobrevoar ,
E ter a mais nobre vista ,
Que não se ganha ,
Se conquista ,
Na manha .

quarta-feira, 7 de março de 2018

Flor da idade

O peito grita ,
Implora um afago ,
Na escrita ,
Do destino amargo .
A verdade é uma rosa ,
Banhada em prosa ,
Tão linda , quanto sua natureza ,
Que espalha , sua rara beleza .
Me leva , aonde só existe nós dois ,
Só o agora , sem pensar no depois .
O céu da boca ,
Enche d'água ,
Na lembrança louca ,
Transcende a mágoa .
Um beijo , uma caricia ,
Um desejo , uma delícia .
De pequeno , amava ,
De grande , sonhava ,
Agora nesta imensidão ,
Sem ela , solidão .
Tudo parece insistir ,
E persistir ,
Para que eu a ame ,
E minhas angústias declame .
Talvez nem saiba ,
O que guardo ,
E nem caiba ,
Ser amado .
Além de amor ,
E de dor ,
Apenas o calor ,
O aroma da mais nobre flor .
Nunca falei com tanta propriedade ,
A hortalíça na flor da idade .

O cheiro do temporal

Olhar fulminante ,
Me deixa louco ,
Uma falta constante ,
De pouco em pouco ,
Cresce este monstro ,
Um estranho desencontro ,
Onde nada ameniza ,
O olhar desliza ,
Se arrasta esta visão ,
Uma entranha-confusão .
O cheiro da tempestade ,
Envolve e invade ,
No amor covarde ,
Fumo ao dedo que arde .
Entre as entrelinhas ,
Estrelas enuveadas e sozinhas ,
Tramitam o futuro ,
Me livram do apuro .
Sinto a brisa ,
De um intenso anoitecer ,
A noite avisa ,
Que existe o desconhecer .
Perdido , no espaço sideral ,
Sentindo , o cheiro do temporal . 

Cada instante da noite

Noites de dormir ,
Noites de sair ,
A sobrevida tomou conta ,
A seta , para os céus , aponta .
Os letreiros luminosos ,
Os cantos amorosos ,
Uma qualquer droga sintética ,
Para esquecer a rotulação estética .
Barulhos , carros ,
Mulheres e cigarros .
Ruídos variados ,
Avisos contrariados ,
Uma balada , para esquecer ,
Um show , até o amanhecer .
O sol tira um cochilo ,
A lua , só pensa naquilo ,
O vento , abranda o calor ,
Cada esquina ,
Tem seu devido valor ,
Ou uma menina ,
Para agradar ,
Ao olhar .
Ela , para longe foste ,
Cada instante da noite .


Além do céu azul marinho

O céu , 
Deste mundaréu , 
O réu , 
Em seu ilhéu , 
Perdido em pensamentos , 
Consumido de lamentos , 
Envolvido em uma trama , 
De quem odeia e de quem ama . 
Em seu universo hostil , 
Tudo é inocente e infantil , 
Em toda camada , 
Ele é apenas luta armada , 
Tudo que há de abominável , 
Um estado , lamentável . 
Abandonado em grades , 
Com alguns compadres , 
E o resto dos esquecidos ,
Onde perdido em horas , 
Não há mais lindos dias amanhecidos , 
E só resta os foras .
Nem sempre há culpado , 
Ou quase jamais , 
Há outro lugar lembrado , 
Onde o ódio cresce cada vez mais , 
Por desconhecer a vida , 
Como uma comida , 
Que se gosta , mas não se têm , 
É como a saudade de um alguém . 
Mas , todos , nesta mesma esfera , 
De tanto tentar , 
Há apenas uma eterna espera , 
De um mínimo contentar . 
Existe outro lugar , outro mundo , 
Que se encontra no âmbito profundo . 
Alivia felicidade e carinho , 
Ás vezes é mais verde , 
O gramado do vizinho , 
Provai e vede :
" Olhai para cima , você não está sozinho , 
Existe algo , além do céu azul marinho " . 
  

O inconsciente particular

A noite fria ,
E vazia ,
Ensina um andarilho ,
A ter cuidado ,
Andar no trilho ,
Amar e ser amado .
Negando ,
Ou aceitando ,
O fato é que existe ,
Uma força maior ,
Que coexiste ,
Em todo sentido melhor ,
Que existe .
Sinto falta ,
Do que perdi ,
Maltrata ,
O inferno que ardi .
Encarei o fim ,
Disse muito sim ,
E hoje perdi o reflexo ,
Por todo este ato desconexo .
O céu cinzento ,
Reflete ,
O pensamento ,
Que me compete .
De volta ao lar ,
Saber calar ,
E falar ,
O inconsciente particular .

segunda-feira, 5 de março de 2018

Evolução poética

Já declamei o amor ,
Em cântico e louvor ,
Amei muitas mulheres ,
Assim como comi com várias colheres .
Já vi muita coisa estranha ,
Senti várias predileções na entranha ,
Provei do sabor amargo ,
Já tive alto cargo ,
Adorei várias relações ,
Errei e fiz correções .
Vivi tristonho ,
Já fui risonho ,
Adorei o cheiro das flores ,
Provei de vários amores .
Diversas vezes ,
Perdi a razão ,
E nos últimos meses ,
Esta exótica sensação .
Escrevi sobre tudo ,
Que se possa imaginar ,
A vida é um absurdo ,
Que se pode repaginar .
Pensei em hábitos eliminar ,
Por garotas bonitas ,
Por instantes a me apaixonar ,
Declaração apenas em cartas escritas ,
Por moral e ética ,
Sem qualquer obra estética ,
Ouço a trombeta fonética , 
Nesta , evolução poética .

domingo, 4 de março de 2018

Temporal de março

Chuva forte na cidade ,
Evento de sua identidade ,
Um adjetivo , uma qualidade ,
Que lhe transmite vaidade .
O sopro na janela ,
A tempestade-sentinela ,
Mostra a força da natureza ,
Além de sua graciosidade e beleza .
A brisa do fim da tarde ,
Os raios e trovões ,
A visão embaça e encarde ,
Turvas óticas e visões .
O céu deságua ,
Sobre o planeta água :

" Pessoas e seu cotidiano ,
Sobem e descem , na escala alimentar ,
A competição do ser humano ,
Pelo seu bem-estar .
Avisos , djavus , predileções ,
Alertas dos corações ,
Diz que há excedência ,
Falta de consciência .
Com um poesia , me distraio ,
Seria heresia , mas recaio ,
Poemas , em ensaio ,
Daqui dois meses maio ,
Com uma rima , minha sensibilidade disfarço ,
Temporal de março . "



Depois de ter tanto lido

O sol de um domingo ,
As pessoas e seu almoço gringo ,
Amigos , balada e curtição ,
Bagunça e espairecimento ,
Porém prezo o coração ,
E a busca pelo conhecimento .
Ás vezes acho que sou diferente ,
Provei demais do sabor descontente .
Meu entrenenimento ,
É ouvir o vento ,
A verdade se esconde no interior ,
E acredito que minha criação têm valor .
Tenho fé no futuro ,
Com escrita me curo .
Com um pouco de sucintez ,
Atinjo a verdadeira sensatez .
No intuito de evoluir ,
Vivo a desconstruir ,
Como nadar contra a maré ,
Ou romper a força do vento ,
A realidade , é aceitar quem se é ,
E provar e valer o sentimento .
O mundo é um local ,
Para viver e ser vivido ,
É sensacional ,
Escrever depois de ter tanto lido .







sábado, 3 de março de 2018

Qualquer dia de março

Pequenos raios de sol ,
Retiram como que fisicamente meu lençol ,
Acordo para mais uma jornada ,
Em busca de minha amada ,
Ao encalço do amor ,
Em busca do valor ,
Da verdadeira amante ,
A impressão gritante .

O vento sobre a vegetação ,
Quase que selvagem ,
Faz os sentidos do coração ,
Parecerem miragem .
O mundo de cimento e aço ,
Misturado ao mormaço ,
Levanta a minha estrutura ,
Um ser sequioso por cultura .

A vontade de mudar ,
Ao que posso ajudar ,
Viver de forma correta ,
Agir de mente aberta .
Sair do comodismo ,
Desviar do modismo ,
Continuar a evolução ,
Através da relação .

Gosto do amor ,
Não desfaço ,
Código de valor ,
De um qualquer dia de março .  

sexta-feira, 2 de março de 2018

Ventania e saudade

O temporal ,
Deságua sobre a cidade ,
Não sou de mineral ,
Então me derreto de saudade .
As gotas da chuva ,
O barulho no telhado ,
Caem como luva ,
Ao meu ócio embarulhado .
Sei de minhas responsabilidades ,
De minhas estranhas qualidades ,
No fundo acredito em um retorno ,
Venha logo ! Este inferno está um forno .
Os dias percorrem as veias ,
Os varais lotados de meias ,
Às vezes faz frio ,
Como o mais puro vazio .
Andar ,
Se tornou complicado ,
Desandar ,
Por não ser amado .
A luz desta máquina ,
O óculos embaçado ,
Parecendo pátina ,
Do tom mais amargado .
O vento despacha sua tempestade ,
Voltar no tempo , dá saudade .
Pode parecer insanidade ,
Falta de amor - próprio e qualidade ,
Mas quando este sentimento invade ,
É só : Ventania e saudade .