Os ponteiros do relógio me tortura ,
A tristeza e a mágoa em fartura ,
No fundo do peito a loucura ,
Já não tenho mais estrutura ,
Os pesadelos de inverno ,
Em saudades e falta eu hiberno ,
Escrevendo neste virtual caderno ,
Um apaixonado do tempo moderno ,
Já provei do gosto do inferno ,
E voltei por um ditar terno ,
A vontade de te ver é enorme ,
Estou acordado , e a cidade dorme ,
Vivenciei o crime da separação ,
E em meu passado editei e fiz aparação ,
O que restou foi no que me baseio ,
Tentando estar equilibrado , sempre ao meio ,
Mas existe os meus monstros interiores ,
Me lembrando de guerra , fome e dores ,
Tento agir com racionalidade ,
Prefiro descrever a realidade ,
Troco o enganar pela qualidade ,
Uma prova de autenticidade .
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