quarta-feira, 18 de junho de 2014

Um peregrino em sã inconsciência


A chuva de outono , 
Sem você , perco o sono , 
Quero seu colo , 
Seu calor no cobertor , 
Saber que fui um tolo , 
Da perdição um ator , 
Perdi muitos valores , 
Senti no fundo fortes dores , 
E agora tento recobrar , 
Mas tudo de você faz lembrar , 
Tenho saudade do teu cheiro , 
Que me fazia satisfeito por inteiro , 
Vejo o dia passar ,  e a noite também , 
Esperando o vento trazer , um certo alguém ,
Meus instantes são iguais ,
Meus sentimentos de meros mortais ,
Tento mudar os finais ,
Mais o destino tem suas sinas fatais ,
Já vi o mar subir e descer , 
E meu pensamento jamais adormecer , 
Já vi flores morrer e nascer , 
E meu coração em sua essência anoitecer , 
Venha pra onde for , 
Seja como for , 
Garota , estarei a te esperar , 
Pode o tempo até demorar ,
Acredito no poder da paciência ,
Um peregrino em sã inconsciência . 

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