Ninguém ao lado na cama ,
Te perdi pra glória e pra fama ,
Acendo um cigarro ,
Lembro do passado ,
Em escrever me agarro ,
Um futuro traçado ,
Em fugir me amarro ,
Sem ninguém ao aguardo ,
Ao pó vou e vim do barro ,
Um semeador ao tom pardo ,
Vejo o vento percorrer minhas entranhas ,
Em sonhos surreais de noites estranhas ,
Tento fazer sentido pra quem lê ,
Mas no fundo quem eu quero é você ,
Arranjando desculpa pro abandono ,
Escravo das palavras ou do silêncio o dono ? ,
Penso em reagir a toda esta situação ,
Fazendo neste teatro da solidão atuação ,
Um personagem principal de qualquer tira de quadrinho ,
Em um lugar lotado e caótico me sentindo sozinho :
" Um tufo de poeira ,
Percorre meu coração ,
Uma noite inteira ,
Pra você em adoração ,
Já me agarrei em religião ,
Mas não é meu forte ,
Sou de qualquer região ,
E tenho um pouco de sorte ,
Vi o frio e o vazio ,
O que eles podem fazer ,
Acendo o fumo vadio ,
E sinto o contrário prazer ,
No amor apenas hão de ter sinais vermelhos ,
A ventania de uma tarde oferecendo a mim conselhos . "
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