sexta-feira, 13 de junho de 2014

Um ser acordado e em pura insanidade

A imensidão se tornou escura , 
Minhas medicações não promovem mais cura , 
O vento sopra sem direção , 
Um mundo errado sem correção , 
A comida perdeu o gosto , 
E pra comer pouco tenho apetite , 
Vontade pouco demonstro , 
Que é o fim é um palpite , 
O sorriso sumiu de meu rosto , 
E o planeta terra me demite , 
No fundo do peito sou um monstro , 
Apenas o inferno agora me admite , 
Pensei em fugir , sumir e desaparecer , 
Mas até de forças para isto estou a carecer , 
Pouco tenho vontade de usar roupa nova , 
E tudo que há de ruim sinto em mim a desova , 
Pensando em acordar do teu lado , 
Mando aos céus do fumo o sinal alado , 
Tentando fazer deus recordar de mim , 
Tentando um modo de burlar o fim , 
Mas tudo diz ao contrário , 
Para que eu mude meu horário , 
Mas por enquanto dorme a cidade ,
Um ser acordado e em pura insanidade . 

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