domingo, 29 de junho de 2014

Sentimento bandido

Pensei no que fazer , 
Uma atividade de prazer , 
Mas nada consta , 
Apenas ficar em páginas navegando , 
Um estímulo que demonstra , 
Paz e amor cada vez mais chegando , 
Levei anos para acreditar na escrita , 
E agora sobre minhas mãos deus é que dita , 
Fazendo acontecer rima , verso e repente , 
Um garoto estranho porém contente , 
Um sorriso pra tudo , 
Um astral sortudo , 
Uma verdade certa , 
Uma realidade correta ,
Um desejo escondido ,
Um sentimento bandido .

Escrevendo um simples repente

A base de cigarros , água e poeira ,
Escrevendo sentado nesta cadeira ,
Alguns dias de descanso para pensar ,
Fazendo o tempo perdido compensar ,
Foi difícil o caminho até aqui ,
Fazendo todo o esforço sair daqui ,
De dentro de mim ,
Estando apaixonado e afim ,
Os barulhos dos carros me dizem não ,
Cigarros e remédios me mantém são ,
Uma pequena rima , pra um grande coração ,
Tudo em cima , só falta o plano de elaboração ,
Além de um olhar preconceituoso ,
Existe um interior puro e amoroso ,
Um sorriso para receber ,
Uma clareza de ideia conceber ,
Entre o destino , o acaso e o acidente ,
Escrevendo um simples repente .  

Digitalização das palavras do coração

As nuvens ensaiam uma chuva ,
Os ventos dos céus desviam e fazem curva ,
Visitam a mim ,
Trazem noticias do fim ,
Vozes de anjos na cabeça ,
Esperando que meu sentir se convença , 
Curtindo todo o dia que amanheça ,
Esperando sua saudosa presença ,
Uma falta de fazer dúvidas ,
Não quero mais ninguém ,
Amar outras seria fazer dívidas ,
Desejando um certo alguém ,
De seu coração quero encontrar a senha ,
Escrever nosso nome em um tronco ,
Dentro desses corações que se desenha ,
Tento fazer o amor pegar no tranco ,
Tudo que faço pra você parece pouco ,
Garoto pobre do pensar louco ,
Garota certa de pensar fino ,
Do sentir a menina e o menino :

" Em longos horizontes acinzentados ,
A cada dia mais férteis e aumentados ,
Uma visão bela , pra mim um colírio ,
Uma verdade entre a realidade e o delírio , 
Espero encontrar conforto no final deste caminho , 
Neste mormaço praiano eu me esquento e cozinho , 
Sem perder o controle desta oração , 
Digitalização das palavras do coração " . 

Noites e dias escrevendo contos

Minhas raízes e meus sonhos no piso , 
Meus desejos e saudades em um tímido sorriso , 
Meu estilo é pobre causal , 
Meu modo de falar simples e usual , 
Meu tipo de pensamento feliz ,
A falta de seu elogio que sempre diz ,
Meu modo de viver igual ,
Esperando dos céus o sinal ,
Convivendo com o que sobrou de divino ,
Esperto , esquisito , estranho e ladino ,
Meu lado sem preconceito me ensinou a ser sabido ,
Como todo o homem com acentuada libido , 
Presto a atenção onde coloco meu par de pé , 
Acredito no futuro , tenho esperança e muita fé , 
Onde chego sou o pior ser humano , 
Um anjo pensativo , sentimental e insano , 
Ouço demais os outros , 
E com minha antiga persona tenho encontro , 
Tento me afastar de meus internos monstros , 
E uma boa índole exponho e demonstro , 
Meus sentimentos são tontos , 
Noites e dias escrevendo contos .

Ampliações de textos em um dia manso

Em um dia de domingo , 
É como perder no bingo , 
O sono é maior que nos demais dias , 
Acelera as bateções cardias , 
O vento parece mais leve , 
Esperando que o amor se conserve , 
O sol é fraco , nuvens cinza e uma saudade , 
No fundo procurando uma fagulha de bondade , 
Mas apenas restou este ser triste com um pouco de sorte , 
No calor do meio - dia vem me convidar a dançar a morte ,
Mas sei driblar meus desejos ,
Porém jamais pelo que estou destinado ,
Escasso de beijos ,
Um inconveniente e estranho predestinado ,
É assim que me vejo ,
Em um humilde gracejo , 
Tento escrever o que o coração quer ,
Vendo o que sobrou do firmamento , 
Muito trabalho este mundo requer , 
Uma verdade social sem qualquer contentamento ,
Digo o que preciso de jeito manso , 
Ampliações de textos em um dia de descanso .   

sábado, 28 de junho de 2014

O amor nos acompanha onde nós formos


Passando dificuldade aos olhos do coração , 
Mas tenho um plano em elaboração , 
Uma ideia pré - concebida do que fazer ,
Uma história feita pra me salvar , 
Um jeito novo além do que qualquer prazer , 
Não mais me esconder em um buraco ao cavar , 
Saudade disse pra ter calma , 
O vento alivia os males da alma , 
Vejo o tempo me dizer para aguardar , 
E também para o que for bom guardar , 
A tela brilhante é minha única amiga ,
Até que meu amor verdadeiro de novo consiga ,
Vi dias de solidão acentuada ,
E fui parar de vez na baixa camada ,
Agora já tenho um ser pra curtir a morada ,
Uma perfeita e autêntica amada ,
Posso a quase chamar de namorada ,
Eu de nervoso verde , ela de vergonha colorada , 
Mas no fundo nos amamos , 
Podemos ser mais do que somos , 
E quase juntos agora estamos , 
O amor nos acompanha onde nós formos . 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma mensagem quase que correspondida

Preferindo permanecer sozinho , 
Querendo apenas uma luz no meio do caminho , 
As mariposas perdem a vida em busca de uma fagulha , 
Hoje acordei com uma dor no estômago que borbulha ,
Fiz votos de me guardar ,
O amor certo aguardar ,
Talvez eu nem seja tão perfeito ,
E a perfeição nem esteja em mim ,
Mas qualquer conselho eu aceito ,
Para não terminar em tragédia enfim ,
Vejo que mudo de opinião constantemente ,
E acredito no poder da mudança veemente , 
Tento ser o mais real e coerente ,
Mas termino alternativo e diferente ,
Já fui santo e já fui diabo ,
Acabei pelo destino driblado ,
Esperando na prorrogação mudar esta partida ,
Mas só tenho um tênis rasgado , um cigarro e uma roupa encardida ,
Minha materialidade foi repartida ,
E minha mão de fumar e fazer nuvem está aturdida ,  
Preciso de um banho na alma , 
Do líquido do amor beber , 
Minha sentimentalidade pouco se acalma ,
E a verdade pouco consigo conceber ,
Amo o fato de conseguir ver ,
Principalmente por escrever ,
Já vi reis perderem a vida por bobagem ,
Uma lição que levo na recordação e na bagagem ,
Por isso prefiro ser pobre ,
E deixar lá este sonho falso e nobre ,
Venha quando quiser , amor de minha vida ,
Uma mensagem quase que correspondida .  

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ferido se arrastando por entre sinais do firmamento

Ouvi o vento dizer que está perto , 
E a morte convida a dançar direto , 
Se conseguirei o objetivo pouco sei se estou certo , 
O destino a cada dia anda mais indireto , 
O céu é o melhor sinal no total , 
Uma resposta simples e mortal , 
Gosto do cheiro da escuridão e seu tom opaco , 
Mostra beleza por debaixo de um rude casco , 
Faz aparecer a fraca luz de um coração em caco , 
Me transporta a outra realidade olhando de um penhasco , 
Sentir a brisa do despenhadeiro , 
Um toque de vida certeiro , 
Ainda há a escuridão que envolve e ensina , 
Um frescor da noite que as pedaladas da bicicleta afina ,
Um dia entre o escuro e o claro ,
Um sentimento que dá pra sentir no faro ,
Um odor doce , puro , honesto e raro ,
Um sentimento maior que qualquer presente caro ,
Vejo que está chegando próximo o momento , 
Um ferido se arrastando por entre sinais do firmamento .  

Uma análise do ócio e suas mentalidades

Sumiu toda aquela agitação , 
Ganhar está fora de cogitação , 
Vencer então nem digo , 
Para competir nem ligo , 
Pouco esqueço o valor antigo , 
O meu coração impulsivo eu sigo , 
Vejo muitos acontecimentos , 
Em meu peito , só lamentos , 
Um dia hei de retornar ao meu amor verdadeiro , 
Por enquanto me diverte um fumo e um isqueiro ,
Vi a fumaça triunfar sobre o ar puro ,
Fumaças saindo das mãos como muro , 
Subindo como sinais ao céu , 
Desenhos no firmamento ao léu ,
Um fumo abençoado que desenha , 
Procurando daquele coração a senha , 
Pra poder acessar seus desejos mais ardentes , 
Pra fugir de meus segredos mais doentes , 
Queimar na paixão de ser derrotado , 
Neste demônio que não quer ser vomitado , 
Querendo continuar seu caminho , 
Neste dia caótico , sentindo - se sozinho , 
O vento me explica o motivo de amar , 
É chegar em uma casa desconhecida e cansar de chamar , 
Como um campainha que toca e ninguém atende , 
E sofrer injustiça quando ninguém entende , 
Tentando ser certo e seguir um critério , 
Mas o mundo me diz para pouco levar tudo a sério , 
E aqui estou eu escrevendo sentimentalidades , 
Fazendo uma análise do ócio e suas mentalidades . 

A maldição de um amor interminável e profundo

As coisas simples da vida , 
Quando o vento a dançar me convida , 
A noite quente como um cobertor , 
Nesta peça chamada saudade sou ator , 
Vivendo o desgosto do abandono , 
Pelo menos do silêncio sou o dono , 
E só a dor de uma palavra pode me ferir , 
Porém , só uma combinação de dizeres me faz sorrir , 
Vi mais um dia passar sem minha amada , 
Esperando um sinal nesta humilde camada , 
Onde as nuvens se formam saindo do cigarro de forma alada , 
Aprendendo com o horizonte opaco de uma sonoridade calada , 
As luzes choram pelo astro rei ter ido embora , 
E se esforçam para iluminar até chegar a hora , 
O amanhecer que faz acordar , 
Mas que também faz sofrer , 
Só faz ainda mais recordar , 
Do que passado em que houve perder ,
O cheiro das ruas não é pra mim ,
Desejando um retorno até o fim ,
Viajando pelos montes mais baixos e fecundos , 
A maldição de um amor interminável e profundo .   

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tentando de qualquer maneira

Em uma noite escura , 
Onde o tabaco sutura , 
O calor do isqueiro a bandagem , 
Cada trago , uma viagem , 
Ela na neblina como miragem , 
No fundo da mente apenas a imagem , 
Nós dois juntos , 
Vários assuntos , 
Uma ligação além da vida ,
A dançar a morte me convida ,
Um peito sem ar ,
Um gosto amargo ,
O pensamento a flutuar , 
Um coração cada vez mais largo , 
Vejo a linha temporária transpassar , 
E o frio do inverno me amassar , 
O cheiro do suor do trabalho , 
Um momento de pensar falho : 

 "Os sentidos no limite , 
O blusão velho grafite , 
Um cigarro barato , 
Uma água da torneira , 
Perdição é fato , 
Tentando de qualquer maneira " .

Reconstrução

O frio vem empurrar pra fora o calor do dia , 
O tempo corre rápido , e acelera a bateção cardia , 
O vento vem me dizer ao ouvido para ter calma ,
Meu sentimento cresce a cada instante na alma ,
Me faz renascer das cinzas qualquer problema ,
E em meu interior da paz tenho um emblema ,
Vejo como mudei , errei , renovei , tentei ,
Cansei , levantei , recomecei e me contentei ,
Agora só me resta continuar ,
No horizonte a beira deste luar ,
Nesta janela chamada vida procurando inteligência ,
Um mero louco á procura de uma eficaz ciência ,
Pensando em acabar com tudo quando provocado ,
Buscando amenizar este interior demônio invocado :

" Nesta noite de quarta - feira ,
Bem no meio da semana ,
De ficar maluco á beira ,
Alimentado a atitude insana ,
Vi o dia passar como um furacão ,
Um cansaço deveras e do cão ,
Um momento de candura é o que procuro ,
Talvez de fumar tanto eu me curo ,
Ainda espero esta última solução ,
Em meu ócio , dia e noite em reconstrução " .  

Em uma noite infinita de pensamento delicado

O céu dorme ,
E a cidade também , 
Meu ser desforme , 
Procura alguém , 
A ventania sopra , 
A poeira alopra , 
Procuro ela , 
Ou você , 
Uma imagem bela , 
De se vê , 
Ouço o coração conversar , 
E meu ócio interminavelmente versar , 
Percebo o cheiro da noite tomando conta ,
Enquanto a lua o seu show apronta ,
Logo no começo do horizonte , 
A escuridão domina desde o distante , 
O laranja da fumaça do asfaltar , 
O barulho do agitar e do exaltar , 
Um lugar seguro , 
Será que existe ?
Meu ser impuro , 
No bem persiste , 
Encontrar com o passado é complicado , 
Em uma noite infinita de pensamento delicado . 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Tentando encontrar um bendito final


Lembrei do seu cheiro agora pouco , 
Alma de anjo , e espirito de louco , 
Uma combinação perigosa , 
Uma plena relação amorosa , 
Sei que deve ter se esquecido de mim , 
Mas tem muito chão daqui até o fim , 
Vejo o céu mudar entre escuro e claro , 
E nuances de minha recordação em neve e amaro , 
Tentando ver se de meus problemas eu saro , 
E tenho certeza que me desviar do caminho custa mais caro , 
Então aceito e faço valer a pena , 
Mesmo que tudo pareça de terror uma cena , 
Tento ver o lado bom , 
Ouvindo um calmante som , 
Fumando qualquer fumo , 
O bem pode ser também objeto de consumo , 
E fazer bem ao mundo ao meu redor , 
Pouco me importa se sou pior ou melhor , 
Apenas ser já está de bom tamanho , 
Mesmo as vezes perdido em meu olhar castanho , 
Ouço o vento , 
Sinto a brisa , 
Busco e tento , 
O que ameniza , 
Procurando neste escuro um pouco de racionalidade , 
Um peito sequioso por uma porção de amabilidade , 
Mas no fundo sei que rimar e fazer é igual , 
Tentando encontrar um bendito final . 

Te amando até o último refolegar


O sol cinza nesta noite veio aparecer , 
E a estrela mais brilhante está em meu coração , 
De uma certa caricia estou a carecer , 
Mando sinais de fumaça ao céu em forma de oração , 
Querendo fazer nascer este amor de novo , 
Já me desliguei de tudo que é errado do povo , 
E busco o estado normal de um ser isolado , 
Sabendo que devo ouvir do corpo o esquerdo lado , 
Faço o que está ao meu alcance , 
Em um sentimento por dois corpos em nuance , 

Vejo o céu do final dos tempos acontecer , 
E o dia dos impuros aparecer e anoitecer , 
Penso em te buscar de algum jeito , 
Tentando manter a ligação que tenho ao peito , 
Mas é mais díficil quando se tenta agradar , 
E a cada segundo o fumo está a me degradar , 
Entre os pobres e os mendigos , 
Equilibrando entre os novos e os antigos , 
Permaneço te esperando , 
E pondero e vou considerando , 
Sei do perigo de te negar , 
E quando vier irei chegar , 
Um dia irei descansar e sossegar , 
Te amando até o último refolegar . 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Se não tem nada melhor pra fazer

Sua voz está em minha cabeça , 
Esperando que do contrário o futuro me convença , 
Mas mesmo querendo , o destino é quem dita , 
Pensando nesta tarde com um cigarro e uma coca infinita , 
O vento vem me trazer noticia sua , 
E meu ser em nuvens que saem da mão flutua , 
Vejo a escuridão avisar sobre sua chegada , 
Penso , reflito e escrevo uma rima sossegada , 
O dia sempre parece maior do que é de manhã , 
No meu dia eu sempre começo com a mente pouco sã , 
Os ponteiros do relógio parecem congelados , 
E meus sinais sobem ao céu em modo alados , 
Fumaças e nuvens de uma mão sofrida ,
Uma sentimentalidade parada e contida ,
Tentei e me perdi em busca de um promissor prazer ,
Eu te espero , se não tem nada melhor pra fazer .  

domingo, 22 de junho de 2014

Diárias noções de amar a distância

Encontrei você e nunca mais esqueci , 
Em noites infinitas de paixão aconteci , 
Mas agora só resta a lembrança , 
No fundo do peito uma esperança ,
Uma vontade de jogar tudo pro alto ,
E em beira de penhasco no tempo dar um salto , 
Sabendo que a liberdade me libertará , 
E em longos vales verdejantes meu ser estará , 
Posso ver tudo que é racional , 
Sentindo o prazer sensacional , 
Uma fusão ,
Em busca de razão , 
Sem confusão , 
Um selvagem alazão , 
As cortinas e o edredom , 
Marcas de nossa perdição , 
De te conquistar tenho o dom , 
E a raiva e ao ódio entrei em rendição ,
Faço o que for certo ,
E sinto meu amor perto ,
Você e eu em primeira instância , 
Diárias noções de amar a distância .  

Um toque do tempo especial e fino

Acordei com o vento sussurrando ao ouvido , 
De que é o sinal de sua volta nunca duvido , 
A dançar com o sol e as nuvens me convido , 
E esta energia correspondo e revido , 
A luz do céu me faz viver , 
Os seres ao redor me ensinam a conviver , 
Um dia claro , 
A neve e o amaro ,
Saudade de você ,
Escrevo pra vê ,
Se um dia volta ,
A paz de novo me escolta ,
Tudo depende do destino ,
Um toque do tempo especial e fino .  

Um edital de um redator sentimental

Te procurando em outro rosto , 
Provando de tarefas em desgosto , 
Tento agradar a mim , 
Do começo ao fim , 
Fazendo o que um melhor amigo faria , 
Me livrando de antigos sentimentos em velharia , 
Vejo os outros , 
E eles são diferentes , 
E os meus monstros , 
Delinquentes , 
E inconsequentes , 
De mentes doentes , 
Preciso me tratar , 
Um novo meio contratar , 
Alimentado a remédio , cigarro e texto , 
Para te encontrar , escrever é o pretexto , 
Vejo dias e mais dias te procurando , 
Aos poucos das emoções estranhas me livrando , 
No fundo sei que está aqui dentro , 
E no meu peito você é o sentimento centro , 
Tentando acostumar com sua voz na minha cabeça , 
Procuro me aproximar de referências que conheça , 
Faço tudo pelo nosso amor , 
Aceitando do cardio o clamor , 
Somos tão iguais , 
Querendo mais , 
Me causa segurança este problema mental , 
O edital de um redator sentimental . 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Me perdendo na chuva torrencial de outono

Os pingos caindo sobre o telhado , 
Meu corpo , frio , vazio e molhado , 
Em minha pele percorre o úmido gelado , 
O vento vem me convidar a dançar ,
O silêncio me mostra o caminho calado ,
Meus olhos tonteados sempre a balançar ,
Os barulhos lá fora vem me distrair ,
Meu peito estranho a se contrair :

" Vi os desejos nos olhos dela , 
Uma imagem maravilhosa e bela , 
Já deve saber que é de você , 
Mais o que sente ,  e não o que vê , 
Pensei em te dizer algum dia , 
De quando acelera a bateção cardia , 
Mas no agora é que importa , 
Nesta rima estranha e torta , 
Vejo como podemos no tempo atual , 
Tentar algo preciso e fatal , 
Acredito em um futuro bom , 
Do seu peito ouvindo o som , 
Já vem a noite , e chega o sono , 
Me perdendo na chuva torrencial de outono " . 

Pensamentos sobre o céu escuro laranja

Tentando aceitar outro rosto , 
Mas em meu coração sinto o gosto , 
Um amargo de saudade , 
Uma falta sem maldade , 
Longe de qualquer vaidade , 
Um pensamento sem qualidade , 
Lembrei do que falava pra mim antes , 
Em colinas românticas e distantes , 
Os barulhos dos automóveis tiram minha concentração , 
E a minha lembrança boa foi feita extração ,
Tentei recobrar a consciência ,
Mas sumiu a minha eficiência ,
Em um dia em que nada funciona ,
E a falta ocasiona :

" O corpo úmido e molhado , 
Um corpo verniz e neve malhado , 
O meu junto ao seu , 
Um dia que jamais amanheceu , 
Um sol escuro que apareceu , 
Um pensar velho que aconteceu , 
Vi a noite tomar conta do horizonte , 
E meu amor sumir na neblina do penhasco ao grande monte , 
Desisti de a sabedoria tentar encontrar a fonte , 
E minha verdade é passageira porém constante ,
Um texto , um escrito , de uma rima a canja ,
Pensamentos sobre o céu escuro laranja " .

Descrevendo uma noite de um irreal luar

A noite úmida de um apaixonado , 
Um peito gritante e um ócio controlado , 
Pensei em ter te telefonado , 
Mas pouco deixa teu semblante ao lado , 
Tentei dizer algo ou mandar qualquer mensagem , 
Mas distraído me perdi entre a viagem , 
Perdido e confuso me agreguei a miragem , 
Mas já percebo como me faz mal tal imagem ,
Meu lado esquerdo do peito comprimido ,
No meu rosto a saudade e a falta exprimidos ,
Pensei em tudo o que fiz ter lido ,
Mas não o seria de sentimentos tão sabidos , 
Mas de tanto pensar nada tenho conseguido , 
E já tão pouco tenho na verdade vivido , 
Tenho tentado fugir , 
E a um futuro certo reagir , 
Perdi a fé e a esperança ,
E foi pesado quando pesei na balança ,
Mas agora o mais correto é continuar ,
Descrevendo uma noite de um irreal luar . 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Rima exótica e torta

A chuva cai do céu , 
Sem poupar o que está abaixo , 
Um dia ao léu , 
Fugindo de ser cabisbaixo , 
As horas parecem querer se adiantar , 
E esta saudade está em mim a se plantar , 
Tudo corre relativamente bem , 
Mas no fundo sempre falta um alguém , 
Que me leve e me traga além , 
Mas acredito , um dia ela vem , 
Um momento confuso , 
Um dia estranho e difuso , 
Memorias de um ser perdido , 
Um fervor no peito ardido , 
Um desejo de um quase amado , 
Um prazer inativo e calado , 
O agora é que importa , 
Nesta rima exótica e torta . 

Dissertando sobre uma retina lacrimosa

Umas gotas na blusa ,
A saudade me usa ,
Vejo a escuridão tomando conta do horizonte ,
Meu peito chama em um tom alto e gritante ,
Só resta eu e a noite para celebrar ,
De um passado distante fui lembrar ,
Penso no que fiz de ruim ,
Faz diferença pra mim ,
Tentando alcançar a perfeição até o fim ,
Minha pele discriminada em tom de marfim ,
Tento entrar na tela e te encontrar em uma foto ,
Me tira a concentração qualquer carro , caminhão ou moto ,
Busquei uma luz maior do que eu , 
E minha visão faleceu , 
E agora apenas com o sexto sentido funcionando , 
Meus desejos vivem se acionando , 
Sem qualquer intervenção minha , 
E assim aos trancos e barracos meu corpo caminha , 
Sem saber a próxima parada , 
Sem saída ou entrada , 
Sem rumo e sem direção , 
Quem dita é o coração , 
Volto a um ponto que quero desbravar , 
Onde minha sensibilidade vive a travar , 
Eu em uma noite escura e chuvosa , 
Dissertando sobre uma retina lacrimosa . 

Escrevendo histórias sem sentido em busca de meu natural lar


A chuva quase de inverno , 
O pensar se tornou interno , 
Longe de sistemas , leis e regras , 
Tentando segurar minhas interiores feras , 
Um calmante ou um cigarro qualquer , 
É difícil distante saber o que você quer , 
E mais complicado conseguir alguém tão perfeito , 
Mas estou rompendo a barreira do preconceito , 
E do jeito que for dicas e conselhos eu aceito , 
Estou livre pra seguir e obedecer um ideal conceito ,
E vejo como está se esforçando em sua carreira ,
Pra pedir seu autografo o pessoal faz fileira ,
Pra não ler meu texto tem gente que paga ,
Mas nenhuma opinião meu escrever apaga ,
Será daqui até o fim ,
Fazendo o que posso por mim ,
Um dia espero juntar meus textos e sua música ,
Em união memorável e única ,
No meu peito seu nome gravado junto ao meu ,
Em árvores meu nome gravado junto ao seu ,
Nas paredes pichações com nosso nome gravado ,
No meu lado esquerdo a lembrança de ser amado ,
Na memória histórias ,
De glórias e vitórias ,
Em algum momento já pensou em se auto - anular ?
Escrevendo histórias sem sentido em busca de meu natural lar .  

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Um peregrino em sã inconsciência


A chuva de outono , 
Sem você , perco o sono , 
Quero seu colo , 
Seu calor no cobertor , 
Saber que fui um tolo , 
Da perdição um ator , 
Perdi muitos valores , 
Senti no fundo fortes dores , 
E agora tento recobrar , 
Mas tudo de você faz lembrar , 
Tenho saudade do teu cheiro , 
Que me fazia satisfeito por inteiro , 
Vejo o dia passar ,  e a noite também , 
Esperando o vento trazer , um certo alguém ,
Meus instantes são iguais ,
Meus sentimentos de meros mortais ,
Tento mudar os finais ,
Mais o destino tem suas sinas fatais ,
Já vi o mar subir e descer , 
E meu pensamento jamais adormecer , 
Já vi flores morrer e nascer , 
E meu coração em sua essência anoitecer , 
Venha pra onde for , 
Seja como for , 
Garota , estarei a te esperar , 
Pode o tempo até demorar ,
Acredito no poder da paciência ,
Um peregrino em sã inconsciência . 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Por entre o silêncio da noite dos adormecidos

Encontrar um amor antigo , 
Sei que está sempre comigo , 
Onde eu estiver , 
Quando eu pensar , 
A surpresa se vier , 
O tempo irá compensar , 
Em meio ao peito amargo ,
Fazer acontecer , está a seu cargo , 
Um dia aparecerá flores em meio a este jardim seco , 
Te procurei em viela , rua , vão , avenida e beco , 
Mas só a encontrei em meu interior , 
Me fazendo companhia e calor , 
Refaço minha trajetória anterior , 
E me faz mostrar meu valor ,
Em meio aos dias que a verdade se apresenta ,
De lembrar de ti meu ser se alegra e contenta ,
O frio da noite me ensina a me agasalhar ,
E o seu corpo quente hoje vem a calhar , 
Sei que tudo aconteceu muito veloz , 
E nunca pensei na distância e no após , 
Estamos juntos nesta separação atroz , 
E nunca haverá casal que seja igual a nós ,
Um dia nós riremos muito desta situação ,
Neste teatro dos dorminhocos sou ator em atuação ,
Fico a lembrar de nossos momentos conhecidos , 
Por entre o silêncio da noite dos adormecidos .  

Poder da dinâmica da paciência

Com meu traje velho e meu cigarro barato , 
A moda e aos bons modos fiz um desacato , 
Sem rumo e sem direção , 
Rebelado sem qualquer correção , 
Vejo o tempo passar pela janela da vida , 
E a dançar nesta noite o vento me convida , 
A ventania e a brisa me sussurra ao ouvido , 
E da força do senhor nesta hora pouco duvido , 
Olhando por um lado escrever é interessante , 
Mas sei que sem alcançar meu objetivo fica massante , 
Tentei de tudo antes de me expressar na escrita , 
Apenas sei que outros corpos meu corpo evita , 
Sei que a garota verdadeira está perto , 
E que estou suportando bem o que o destino diz ser certo , 
A malicia e a arte tenho afeição , 
Conter o desejo de escrever é minha missão , 
Nosso amor é minha refeição , 
E ao que for contra , faço recessão , 
Penso em nós o tempo todo , 
Meu sentimento pouco escondo , 
Sou perdido e temente ao mundo , 
Mas deus no fim promove o entender profundo , 
E nada passa batido pelos anjos ao meu lado ,
Eu ouço , acato , permaneço em silêncio e calado , 
No fundo permanece nosso amor na inconsciência , 
Acredito no poder da dinâmica da paciência . 

domingo, 15 de junho de 2014

Uma prova de autenticidade

Os ponteiros do relógio me tortura , 
A tristeza e a mágoa em fartura , 
No fundo do peito a loucura , 
Já não tenho mais estrutura , 
Os pesadelos de inverno , 
Em saudades e falta eu hiberno , 
Escrevendo neste virtual caderno , 
Um apaixonado do tempo moderno , 
Já provei do gosto do inferno , 
E voltei por um ditar terno , 
A vontade de te ver é enorme , 
Estou acordado ,  e a cidade dorme , 
Vivenciei o crime da separação , 
E em meu passado editei e fiz aparação , 
O que restou foi no que me baseio , 
Tentando estar equilibrado , sempre ao meio , 
Mas existe os meus monstros interiores , 
Me lembrando de guerra , fome e dores ,
Tento agir com racionalidade ,
Prefiro descrever a realidade ,
Troco o enganar pela qualidade ,
Uma prova de autenticidade .

A ventania de uma tarde oferecendo a mim conselhos

Ninguém ao lado na cama , 
Te perdi pra glória e pra fama , 
Acendo um cigarro , 
Lembro do passado , 
Em escrever me agarro , 
Um futuro traçado , 
Em fugir me amarro , 
Sem ninguém ao aguardo , 
Ao pó vou e vim do barro , 
Um semeador ao tom pardo , 
Vejo o vento percorrer minhas entranhas , 
Em sonhos surreais de noites estranhas , 
Tento fazer sentido pra quem lê , 
Mas no fundo quem eu quero é você , 
Arranjando desculpa pro abandono , 
Escravo das palavras ou do silêncio o dono ? , 
Penso em reagir a toda esta situação , 
Fazendo neste teatro da solidão atuação , 
Um personagem principal de qualquer tira de quadrinho , 
Em um lugar lotado e caótico me sentindo sozinho :

" Um tufo de poeira , 
Percorre meu coração , 
Uma noite inteira , 
Pra você em adoração , 
Já me agarrei em religião , 
Mas não é meu forte , 
Sou de qualquer região , 
E tenho um pouco de sorte , 
Vi o frio e o vazio , 
O que eles podem fazer , 
Acendo o fumo vadio , 
E sinto o contrário prazer , 
No amor apenas hão de ter sinais vermelhos , 
A ventania de uma tarde oferecendo a mim conselhos . "

Uma tarde de final de semana discorrendo sobre o surreal

Em uma tarde domingo , 
Um cigarro barato e um tênis gringo , 
O sol tímido surge no horizonte , 
Praia , mar e meu amor distante , 
Me recolho para escrever no mais baixo monte , 
Apesar de estar vivo a saudade é constante ,
Uma mochila velha e uma bicicleta emprestada ,
De barulho e divertimento a cidade está enfestada , 
Viajo neste computador e sua tela brilhante , 
Peregrino , pregador e poeta trilhante , 
A procura de seu amor andante , 
Um sonhador do tempo antigo e infante , 
O frio vem acolher minha parte descoberta ,
A um futuro próximo de mente aberta ,
Sei que é difícil conquistar alguém ,
Mas meu pensamento vai além ,
E decifro o código do sentir como ninguém , 
Sou pecador mas anjo também , 
Depende do momento , 
Quando sinto o vento , 
E ele dita meu rumo , 
No peito a tosse e o fumo , 
Na mente vazia os sentimentos dominam , 
Na árdua semana os trabalhos ensinam ,
Em um fim de semana de escrita memorial ,
Uma tarde de final de semana discorrendo sobre o surreal .  

Em meu coração suspeitas sensações

Céu azul e sem a presença solar , 
Quero recortar o passado e no futuro colar , 
A vida é simples , sou eu quem complico , 
E tento fazer melhor , treino e aplico , 
A verdade muda , as moradas aumentam , 
E meus sentimentos crescem e se contentam , 
Apaixonado por um estado de consciência , 
Devoto do amor , da sabedoria e da ciência , 
Acreditando o máximo no conhecimento , 
Meu ser a cada dia em um novo amanhecimento , 
Vi o céu descer , 
E meu interno crescer ,
Passei tempos viajando em leitura ,
Me contento com qualquer literatura ,
Apenas para lembrar ,
E também relembrar , 
No fundo sei que preciso , 
De um relacionar menos indeciso , 
Tenho comigo recordações , 
De estranhas indagações , 
Em cima de minha cabeça interrogações , 
E em meu pensamento tenho rogações , 
Procurando caminhos e direções , 
Em meu coração suspeitas sensações .